João Carlos Haas Sobrinho

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João Carlos Haas Sobrinho
Nascimento 24 de junho de 1941
São Leopoldo, Brasil
Morte 30 de setembro de 1972 (31 anos)
região do Araguaia, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileiro
Ocupação médico, guerrilheiro
Influências

João Carlos Haas Sobrinho ou "Dr. Juca" (São Leopoldo, 24 de junho de 1941Araguaia, 30 de setembro de 1972) foi um médico e guerrilheiro brasileiro, integrante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), morto em combate na Guerrilha do Araguaia.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde foi presidente do centro acadêmico da Faculdade de Medicina, Haas chegou ao nordeste em 1967 - após fazer treinamento militar em Pequim, para onde havia sido enviado pelo PCdoB junto com mais uma dezena de militantes, após o golpe militar de 1964 - quando se instalou no sul do Maranhão, na cidade de Porto Franco, abrindo um consultório para atendimento à população pobre da cidade e a moradores de cidades vizinhas. Com ele, moraram na pequena cidade maranhense outros integrantes do PCdoB, como Maurício Grabois, o líder da futura guerrilha, seu filho André e Gilberto, seu genro, que se instalaram no local como pequenos comerciantes.[1][2]

Em 1969, deixou a cidade e foi para a região do Araguaia por determinação do partido, onde, além de medicar a crianças e os doentes do lugar, atuou, sob o codinome de 'Dr. Juca', como comandante-médico dos grupamentos armados que formariam a guerrilha no Araguaia.

Integrante da comissão militar, o órgão máximo da guerrilha, morreu em combate com fuzileiros navais em 30 de setembro de 1972, junto com mais dois guerrilheiros, perto da localidade de Piçarra.[3] Enterrado à noite em Xambioá, com a perna quebrada e a barriga cortada costurada com cipó,[4] sua morte foi sempre negada pelo Exército e até hoje é dado como desaparecido.

Em setembro de 2008, uma fotografia que mostra os cadáveres de dois guerrilheiros com as mãos amarradas, jogados no chão e observados por soldados do exército, em 1972, teve os negativos do filme a que ela pertence revelados e publicados, depois de guardados por mais de 30 anos pelo autor da foto, José Antônio de Souza Perez, um soldado que serviu no Araguaia. Nela, um dos cadáveres é identificado como o de João Carlos Haas.[5]

Hoje, há uma rua com seu nome em São Leopoldo, sua cidade natal[6]. Em Porto Franco há um complexo esportivo com seu nome[7][8][9], bem como o centro cirúrgico-obstétrico do Hospital Municipal de Porto Franco tem seu nome[9].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. TudoFel: Porto Franco e a Guerrilha do Araguaia
  2. MORAIS, Tais de. SILVA, Eumano. Operação Araguaia: os arquivos secretos da guerrilha. ISBN 8575091190.
  3. Vermelho.org
  4. TorturaNuncaMais/RJ
  5. Folha online - Fotos mostram corpos de guerrilheiros do Araguaia
  6. «Consultar CEP». Consultado em 24 de setembro de 2014 
  7. «Rubens Júnior destaca benefícios da Prefeitura de Porto Franco». GTerra. 31 de maio de 2011. Consultado em 24 de setembro de 2014 
  8. «Prefeito Deoclides Macedo inaugura Complexo Esportivo em Porto Franco». Jornal Pequeno. 1 de junho de 2011. Consultado em 24 de setembro de 2014 
  9. a b «Porto Franco(MA) homenageia João Carlos e a Guerrilha do Araguaia». Vermelho.org. 31 de maio de 2011. Consultado em 24 de setembro de 2014 

Biliografia[editar | editar código-fonte]

  • MIRANDA, Nilmário e TIBÚRCIO, Carlos - Dos filhos deste solo - Fundação Perseu Abramo, 1999 - ISBN 978-85-7643-066-7