Ísis Dias de Oliveira

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Ísis Dias de Oliveira (1941-1972)[1] foi uma estudante de Ciência Política e era militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) durante a ditadura militar brasileira. Ísis faz parte dos desaparecidos durante o regime militar e seu caso é investigado pela Comissão da Verdade.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ísis nasceu em 29 de agosto de 1941, filha de Edmundo Dias de Oliveira e Felícia Mardini de Oliveira. Era estudante de Ciências Políticas na Universidade de São Paulo, mas não chegou a concluir o curso. Isis Dias de Oliveira era militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) cursou faculdade de Ciências Sociais na Universidade de São Paulo e casou-se com José Luís del Roio, secretário político do Partido Comunista Brasileiro na Universidade de São Paulo. Ambos se conheceram em 1965 na faculdade, ficaram casados de 1967 a 1969, o último ano de casamento foi, também, o último contato que tiveram. Isis havia acabado de voltar de curso que fizera em Cuba.[2]

Morte[editar | editar código-fonte]

A militante vivia clandestinamente em 1972, no Rio de Janeiro, quando foi presa pelo DOI/Codi. Após a prisão, nunca mais foi vista por familiares e amigos. O desaparecimento foi objeto de investigação da Comissão da Verdade, segundo a qual Oliveira foi assassinada no contexto das violações sistemáticas na ditadura militar.[3][4]

José Luiz Del Roio pediu que a Comissão da Verdade solicitasse oficialmente ao Arquivo Nacional uma cópia da Informação 4.057, de 11/09/1975, do Serviço Nacional de Informação (SNI). Neste documento de circulação interna do orgão consta que Isis teria sido morta em 31/01/1972, o mesmo dia que foi presa.[2][5]

Isis Dias de Oliveira foi acusada por Jaime Edmundo Dolce de ter assassinado seu pai, o delegado de polícia aposentado Cardenio Jayme Dolce.[6]

Legado e homenagem[editar | editar código-fonte]

O caso jurídico envolvendo seu desaparecimento foi objeto do filme "Advogados contra a Ditadura", que relata como a ditadura enganou os pais da militante para que não soubessem seu paradeiro.[7]

O Centro Universitário de Pesquisas e Estudos Sociais (CeUPES) da Universidade de São Paulo recebe o nome de Ísis Dias de Oliveira.[8]

Foi listada como uma das "Mulheres esquecidas da ditadura", cuja memória foi invisibilizada pela ditadura militar.[9]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Ísis Dias de Oliveira (1941-1972) – Mulher 500 Anos Atrás dos Panos». Consultado em 2 de janeiro de 2019 
  2. a b «DHnet Direitos Humanos na Internet». www.dhnet.org.br 
  3. «Izis Dias de Oliveira». Memórias da ditadura. Consultado em 2 de janeiro de 2019 
  4. «Caso de Isis Dias de Oliveira foi abordado na Comissão da Verdade». www.al.sp.gov.br. Consultado em 2 de janeiro de 2019 
  5. «Ações em SP relembram mortos e desaparecidos políticos da ditadura militar - Frente de Esculacho Popular» 
  6. «Ações em SP relembram mortos e desaparecidos políticos da ditadura militar». 4 de maio de 2012 
  7. «Ditadura enganou mãe que procurava filha desaparecida, conta advogada». Roldão Arruda. Consultado em 2 de janeiro de 2019 
  8. «50 anos do golpe: Falhamos ainda». Repórter Brasil. 1 de abril de 2014. Consultado em 2 de janeiro de 2019 
  9. «As mulheres esquecidas da Ditadura - Mulherio». Consultado em 2 de janeiro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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