José Milton Barbosa

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José Milton Barbosa
Nascimento 22 de outubro de 1939
Bonito, Brasil
Morte 5 de dezembro de 1971 (32 anos)
São Paulo, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileiro
Parentesco Maria das Dores de Paulo
Cônjuge Linda Tayah de Melo
Filho(s) José Milton Filho
Ocupação guerrilheiro, militar
Influências

José Milton Barbosa (Bonito , 22 de outubro de 1939São Paulo , 5 de dezembro de 1971) foi um estudante universitário e militar brasileiro, integrante da luta armada contra a ditadura militar no Brasil (1964-1985).

Dirigente da Ação Libertadora Nacional, foi acusado de participar do sequestro do embaixador alemão Ehrenfried von Holleben e da execução do industrial Henning Albert Boilesen[1], sendo uma das pessoas mais procuradas no Brasil, no momento de sua prisão e morte.[2]

É um dos casos investigados pela Comissão da Verdade, que apura mortes e desaparecimentos na ditadura militar brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

José Milton era sargento radiotelegrafista do Exército, formado pela Escola de Sargentos das Armas. Em 1967 ingressou no curso de Economia da antiga Universidade do Estado da Guanabara (UEG), atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Cursou até o 3° ano, quando foi forçado a entrar para a clandestinidade. Até fevereiro de 1969, trabalhou na Superintendência Nacional do Abastecimento (Sunab).[2]

Morte[editar | editar código-fonte]

As circunstâncias de sua morte não foram completamente esclarecidas e ainda necessitam de investigação. Antes da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) analisar o caso, a única informação que constava no Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos, era que José Milton fora morto em um tiroteio no bairro Sumaré, zona oeste da cidade de São Paulo, ao lado do Cemitério do Araçá. Foi enterrado como indigente no bairro de Perus, também na zona oeste de São Paulo, com o nome falso de Hélio José da Silva, mas seu corpo ainda não foi exumado para a necrópsia[3].

Após a análise do caso, pela CEMDP, foram averiguadas evidências de que José Milton não morrera no alegado tiroteio, pois havia diferença de cinco horas entre a sua morte e a entrada no IML, além de contradições detectadas na análise das fotos do corpo e do laudo necroscópico[2].

Consta que José Milton estava com sua companheira, Linda Tayah de Melo, quando foi morto no suposto tiroteio. Linda Tayah foi presa e teve um filho de José Milton, o qual recebeu o mesmo nome do pai, José Milton Filho[4].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. USTRA, Carlos Alberto Brilhante. A Verdade Sufocada: A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça. 3ª ed. Brasília: Ser, 2007. p 384.
  2. a b c «Secretária dos Direitos Humanos: Acervo - Mortos e Desaparecidos Políticos» 
  3. Ver vídeo do Youtube - Casos José Idésio Brianezi e José Milton Barbosa - 20/3
  4. USTRA, Carlos Alberto Brilhante. A Verdade Sufocada: A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça. 3ª ed. Brasília: Ser, 2007. p 384-393

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Carvalho, Luis Maklouf. Mulheres que foram à luta armada. São Paulo: Globo, 1998.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]