Francisco Seiko Okama

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Francisco Seiko Okama
Nascimento 02 de maio de 1947
São Carlos, Brasil
Morte 15 de março de 1973 (25 anos)
São Paulo, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileiro
Ocupação guerrilheiro, operário

Francisco Seiko Okama (São Carlos, 2 de maio de 1947São Paulo, 15 de março de 1973) foi um militante político brasileiro, integrante da Ação Libertadora Nacional (ALN), morto em uma emboscada feita por policiais durante a Ditadura Militar do Brasil.

Francisco, que também era conhecido pelo codinome Baiano, foi morto na Penha, bairro da zona leste de São Paulo, junto com Arnaldo Cardoso Rocha e Francisco Emanuel Penteado, também membros da ALN.[1].

As circunstâncias de sua morte são investigadas pela Comissão Nacional da Verdade.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em 2 de maio de 1947, na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo. Filho de Masahares Okama e Yocico Okama. Trabalhava como operário metalúrgico em sua cidade-natal antes de se mudar para São Paulo e começar a militar pela ALN. [2].

Morte[editar | editar código-fonte]

Foi morto em um confronto com policiais da DOI-CODI em uma emboscada na Rua Caquito, no bairro da Penha (São Paulo), no dia 15 de março de 1973, . Segundo a versão inicial divulgada pela imprensa, os três morreram em um conflito após reagirem à voz de prisão dada pela polícia. A versão também é a mesma nos laudos necroscópicos feitos pelos médicos legistas Isaac Abramovitc e Orlando Brandão[3].

Controvérsia da Morte[editar | editar código-fonte]

Nos últimos anos, com as investigações das mortes no período da Ditadura Militar, surgiram controvérsias sobre o falecimento de Francisco. Com base no depoimento de outras testemunhas, como o do professor Amílcar Baiardi, que estava preso no DOI-Codi na época, foi possível reconhecer que Okama sofreu tortura e foi morto por policiais na base do DOI-Codi, contrariando as versões iniciais. [4].

O ex-escrivão de polícia Manoel Aurélio Lopes, em audiência convocada pela Comissão Nacional da Verdade, descreve o episódio que resultou na morte dos três militantes como "nebuloso" e confirmou a imprecisão das equipes de investigação na época e no laudo dos falecimentos.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Desaparecidos políticos». desaparecidospoliticos.org.br 
  2. «CEMDP». cemdp.sdh.gov.br 
  3. «CEMDP». cemdp.sdh.gov.br 
  4. «CEMDP». cnv.gov.br 
  5. «Em audiência da CNV, ex-escrivão admite tortura no Dops e no Doi-Codi de SP». cnv.gov.br