Marco Antônio Brás de Carvalho

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Marco Antônio Brás de Carvalho
Nascimento 5 de janeiro de 1940
Angra dos Reis, Brasil
Morte 28 de janeiro de 1969 (29 anos)
São Paulo, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileiro
Ocupação guerrilheiro

Marco Antônio Brás de Carvalho (Angra dos Reis, 5 de janeiro de 1940São Paulo, 28 de janeiro de 1969) foi um desenhista mecânico e guerrilheiro brasileiro, membro da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização que participou da luta armada contra a ditadura militar brasileira. Foi morto por sua oposição à ditadura; seu caso é investigado pela Comissão da Verdade.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de José de Carvalho Filho e Anna Braz de Carvalho, nasceu no estado do [[Rio de Janeiro] e também era conhecido por seus companheiros como Marquito. Foi um importante aliado de Carlos Marighella, um dos principais opositores da ditadura militar. Em parceria de outros guerrilheiros, dirigiu a organização Ação Libertadora Nacional (ALN), que via a luta armada como forma de resistência ao Regime militar no Brasil. Por ser um homem de confiança de Marighella, Marquito foi diretamente responsável pela ação de guerrilha que resultou no assassinato de Charles Chandler, suposto agente da CIA. Em setembro de 1968, foi o homem escolhido para entrar em contato com Onofre Pinto, coordenador da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e organizar um plano para matar Chandler, que vivia em São Paulo com sua esposa e dois filhos. Já em outubro, depois de certo tempo dedicado à análise dos hábitos e do comportamento do oficial estadunidense, um grupo formado por ele, Diógenes José Carvalho de Oliveira e Pedro Lobo de Oliveira se postou à frente da casa do militar e disparou dezenas de tiros em Chandler, que saía de carro. Segundo depoimentos, Marco Antônio disparou cerca de quinze tiros de metralhadora no corpo do americano.[1]

Morte[editar | editar código-fonte]

Como era aliado de importantes nomes da oposição ao regime militar, Marquito passou a ser um inimigo visado pelos militares. Assim, no dia 25 de janeiro de 1969, membros do Comando de Caça aos Comunistas (CCC) invadiram a residência do guerrilheiro e o fuzilaram à queima roupa e pelas costas. A ação foi comandada pelo delegado Raul Nogueira de Lima, o "Raul Careca", que também teve seu nome envolvido no assassinato do estudante José Carlos Guimarães, durante passeata na Rua Maria Antônia, em São Paulo. A mesma rua também foi palco da chamada Batalha da Maria Antônia, que segundo a extinta revista O Cruzeiro (revista), contou com a presença do delegado no conflito. Segundo testemunhas como o delegado do DOPS José Paulo Bonchristiano, o próprio Raul Careca foi responsável pelos disparos que tiraram a vida de Marco Antônio.[2]


Ver também[editar | editar código-fonte]

Lista de mortos e desaparecidos políticos na ditadura militar brasileira

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]