João Antônio Santos Abi-Eçab

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João Antônio Santos Abi-Eçab
Nascimento 4 de junho de 1943
São Paulo, Brasil
Morte 8 de novembro de 1968
São João de Meriti, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileira
Cônjuge Catarina Abi-Eçab
Ocupação guerrilheiro
Influências

João Antônio Santos Abi-Eçab (São Paulo, 4 de junho de 1943São João de Meriti, 8 de novembro de 1968) foi um estudante de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo e militante do movimento estudantil, que participou da luta armada integrando a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR)[1] e a Ação Libertadora Nacional (ALN). Foi preso, torturado e executado junto com a esposa, Catarina Helena Abi-Eçab, pelo oficial do exército Freddie Perdigão Pereira, durante a ditadura militar brasileira.[2]

Foi um dos casos investigados pela Comissão da Verdade, que apura mortes e desaparecimentos na ditadura militar brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

João Antônio Santos Abi-Eçab nasceu no dia 4 de junho de 1943, na cidade de São Paulo. O estudante de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo participou da Comissão de Estruturação de Entidades no XVIII Congresso da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE/SP), realizado em Piracicaba, entre 4 e 9 de setembro de 1965. No ano seguinte, João Antônio integrou o Diretório Acadêmico da FFLCH. Em 1967, esteve detido no Departamento de Ordem Política e Social (DOPS/SP), quando foi indiciado por “terrorismo” e solto por meio de habeas corpus. [3] Em maio de 1968, aos 25 anos, casou-se com Catarina Helena Abi-Eçab, também aluna da graduação em Filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e militante da Vanguarda Popular Revolucionária.[4]

Morte[editar | editar código-fonte]

Segundo a versão policial, João Antônio Santos Abi-Eçab e Catarina Helena Abi-Eçab morreram devido à explosão do veículo em que viajavam no dia 8 de novembro de 1968, às 19 horas, no quilometro 69 da BR 116, próximo a Vassouras, estado do Rio de Janeiro. O automóvel carregava explosivos. De acordo com o boletim de ocorrência do acidente, “foi dado ciência à polícia às 20 horas, do dia 8 de novembro de 1968, três policiais se dirigiram ao local constando que na altura do quilometro 69 da BR 116, o volkswagen 349884, São Paulo, dirigido por seu proprietário João Antônio dos Santos Abi-Eçab, tendo como passageira a sua esposa Catarina Helena Xavier Pereira, nome de solteira, havia colidido com a traseira do caminhão de marca Desoult, placa 431152/RJ, dirigido por Geraldo Dias da Silva, que não foi encontrado. O casal de ocupantes do volkswagen faleceu no local. Após o exame de praxe, os cadáveres foram encaminhados ao necrotério local”. [5] Em audiência da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, realizada em 16 de maio de 2013, o ex-militar Valdemar Martins de Oliveira relatou que o casal Abi-Eçab era suspeito pela execução do capitão do Exército dos Estados Unidos Charles Chandler em 12 de outubro de 1965, organizada pela Ação Libertadora Nacional, razão pela qual João Antônio e Catarina foram presos no Rio de Janeiro. Segundo Oliveira, os estudantes foram levados a um sítio em São João de Meriti, no Rio de Janeiro, onde passaram por sessões de torturas, numa das quais Catarina Helena Abi-Eçab faleceu. João Antônio Abi-Eçab foi morto com um tiro na cabeça pelo chefe da operação, Freddie Perdigão Pereira. [6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências