Maria Augusta Thomaz

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Maria Augusta Thomaz nasceu em Leme, interior de São Paulo, no dia 14 de novembro de 1947. Pertenceu ao Movimento de Libertação Popular (Molipo) e desapareceu no dia 17 de maio de 1973. É uma das desaparecidas durante a Ditadura Militar no Brasil.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Maria Augusta Thomaz nasceu no dia 14 novembro de 1947 na cidade de Leme, interior de São Paulo. Filha de Aniz Thomaz e Olga Michel Thomaz, foi estudante do Instituto Sedes Sapientiae em São Paulo e pertenceu à organização política Movimento de Libertação Popular (Molipo). Maria Augusta Thomaz desapareceu no dia 17 de maio de 1973.

Maria foi indiciada por sua participação no 30º congresso da UNE em Ibiúna, São Paulo, quando foi presa em outubro de 1968. Em 14 de janeiro de 1970 foi expedido mandato de prisão contra ela pela 2ª Auditoria da 2ª Região Militar.

Em setembro de 1969, após o assassinato de então namorado José Wilson Lessa Sabag, Maria Augusta passou a viver clandestinamente. Ao ir para Cuba, realizou o treinamento de guerrilha e, no início de 1971, retornou ao Brasil clandestinamente como militante do Molipo, indo morar no interior de Goiás.

Em 29 de setembro de 1972, foi condenada a cumprir pena de 17 anos de prisão. Em outro processo (também julgado a revelia) também foi condenado a cinco anos de reclusão em 27 de agosto de 1973. Porém, depois de três anos de seu assassinato, foi absolvida pelo STN por falta de provas em um outro processo.

Maria Augusta Thomaz foi morta junto com Marcio Beck Machado. Eles morreram em agosto de 1973 em uma fazenda situada entre as cidades de Rio Verde e Jataí, ambas em Goiás e, em 1980, jornalistas descobriram a localização das sepulturas do casal baseando-se em depoimentos que afirmavam que eles haviam sido enterrados na Fazenda Rio Doce, em Rio Verde, acerca de 200 quilômetros de Goiânia na época dos crimes.

Os encarregados de enterrar os corpos de Márcio e Maria Augusta foi fazendeiro Sebastião Cabral e seus empregados. Os corpos estavam esfacelados por tiros.

Apesar das mortes nunca terem sido assumidas publicamente, no boletim informativo do Ministério do Exército de janeiro de 1976 os nomes de Márcio e Maria Augusta foram retirados da lista de procurados por serem considerados mortos.

Em 1992, o caso teve uma reviravolta. Após a abertura dos arquivos do extinto Dops São Paulo, a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos descobriu um documento intitulado ‘Retorno de Exilados’ endereçado em 1978 ao então Delegado Romeu Tuma, diretor do Dops São Paulo. Os documentos informavam sobre as mortes de Márcio e Maria Augusta em 1973, assim mesmo as autoridades policiais jamais informaram as mortes aos seus familiares. Na Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos seus casos foram protocolados com os números 03996 e 29196, respectivamente, de Maria Augusta e de Márcio.

Comissão da Verdade[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2014, peritos escalados pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) concluíram a primeira parte das escavações para elucidar os assassinatos de Márcio Beck Machado e Maria Augusta Thomaz. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ainda não foram encontrados vestígios novos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • [1]
  • Documentos da Comissão da Verdade Rubens Paiva