Onofre Pinto

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Onofre Pinto
Nascimento 25 de janeiro de 1937
Jacupiranga, Brasil
Morte ? de julho de 1974 (37 anos)
Foz do Iguaçu, Brasil
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Guerrilheiro, militar
Influências

Onofre Pinto (Jacupiranga, 25 de janeiro de 1937 - Foz do Iguaçu,? de julho de 1974) foi um militar e guerrilheiro brasileiro, integrante da luta armada contra a ditadura militar instalada no Brasil em 1964. Preso e banido em 1969, voltou ao país e desapareceu na fronteira do Brasil e da Argentina em 1974.

É um dos casos investigados pela Comissão da Verdade, que apura mortes e desaparecimentos na ditadura militar brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ex-sargento do Exército Brasileiro e integrante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), foi presidente da Associação dos Sargentos de São Paulo antes do regime militar de 1964. Teve seus direitos políticos cassados pelo Ato Institucional n°1 e sua prisão preventiva decretada em 8 de outubro de 1964 por participação na associação e no 'Movimento dos Sargentos". Solto, começou a articular o MNR (Movimento Nacionalista Revolucionário), de linha brizolista. Em 1967, o Movimento se desfaz e Onofre funda, com outros companheiros, a VPR, participando de várias ações armadas no ano seguinte, incluindo o assassinato do capitão do exército norte-americano Charles Chandler, tido pela guerrilha como um espião da CIA, em São Paulo.[1]

Preso em 2 de março de 1969, foi banido do Brasil em 6 de setembro de 1969 junto com mais 14 presos políticos, libertado em troca da vida do embaixador dos Estados Unidos Charles Burke Elbrick, sequestrado no Rio de Janeiro por integrantes das organizações extremistas MR8 e Aliança Libertadora Nacional. No exílio, Onofre passa pelo México e pela Europa até se estabelecer no Chile de Salvador Allende.

Onofre voltou ao Brasil em 1974 com outros companheiros exilados, entrando no país pela fronteira de Foz de Iguaçu, entre a província de Misiones e o estado do Paraná.[2] Entretanto a volta do grupo foi anunciada à repressão por um traidor, fazendo com que todos fossem executados na região da fronteira. Seu corpo nunca foi encontrado e é dado como desaparecido político.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «No que deu aquilo, companheiro?». Consultado em 24 de junho de 2011 
  2. «Onofre Pinto, presente!». Consultado em 24 de junho de 2011 
  3. «Onofre Pinto». Centro de Documentação Eremias Delizoicov. Consultado em 24 de junho de 2011