Pedro Alexandrino de Oliveira Filho

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Pedro Alexandrino de Oliveira Filho (Belo Horizonte, 19 de março de 1947Xambioá, 4 de agosto de 1974) foi um bancário e guerrilheiro brasileiro. Militante do Partido Comunista do Brasil, "Peri", como era conhecido pelos seus amigos, está entre os mortos e desaparecidos durante a ditadura militar no País.[1]

É um dos casos investigados pela Comissão da Verdade, que apura mortes e desaparecimentos na ditadura militar brasileira.

Vida[editar | editar código-fonte]

Filho de Pedro Alexandrino de Oliveira e Diana Piló de Oliveira, "Peri" nasceu na capital mineira, onde estudou nos colégios Monte Calvário e Anchieta. Em 1962, quando tinha 15 anos de idade, começou a trabalhar no Banco do Estado de Minas Gerais. Cinco anos depois, foi transferido para São Paulo, onde terminou de estudar. Já na universidade, Pedro Alexandrino participou do movimento estudantil na capital paulista. Voltou para Belo Horizonte em 1969, já procurado pelo regime.

Prisão[editar | editar código-fonte]

Sentindo-se inseguro, "Peri" se mudou para a casa de sua irmã, Ângela, mas, em dezembro de 1969, acabou sendo achado pelos militares. Obrigado a ficar nu mesmo diante de suas sobrinhas mais novas, ele foi espancado e levado ao Departamento de Ordem Política e Social de Belo Horizonte. As torturas fizeram com que "Peri" ficasse surdo de um ouvido. Solto em 1970, ele se mudou para o estado do Pará, onde combateu na Guerrilha do Araguaia.

Morte[editar | editar código-fonte]

Um relatório da Marinha do Brasil encaminhado ao ex-ministro da Justiça Maurício José Corrêa, em 1993, confirma a morte de "Peri" na Guerrilha do Araguaia. O militante também usou os codinomes "Chico" e "Moisés".[2]

Em 4 de março de 2004, o jornal O Estado de S. Paulo publicou mais informações sobre a morte de Pedro Alexandrino:

"Dois corpos crivados de balas foram despejados na pista. Sem camisa, vestiam bermudas jeans desfiadas, presas com cintos de couro. Um deles estava descalço, o outro usava tênis Topa Tudo. Foram chutados pelos militares. Um soldado pegou o facão e abriu um buraco no peito de um dos mortos. “Tem gordura aí?”, zombou. O cadáver com o peito aberto a facão era do guerrilheiro Peri, de 27 anos, disfarce do bancário Pedro Alexandrino de Oliveira Filho. O outro era de Batista, um dos poucos camponeses que os membros do PC do B conseguiram cooptar para a luta. Os dois foram mortos juntos. Batista, conforme relatos de agricultores da região, foi preso com a guerrilheira Áurea Eliza Pereira Valadão perto da casa de uma camponesa amiga. O soldado Antônio Fonseca e um colega foram escalados para sepultar os corpos numa cova dentro da base. "Eles já estavam duros", conta. Fonseca pegou Peri pelos cabelos, levantou-o e jogou-o nas costas. O colega fez o mesmo com Batista. Ambos foram largados no mesmo buraco, um por cima do outro. Para cobrir os corpos foi usado um pano com listras vermelhas e brancas. Um camponês que estava preso na base encheu a cova de terra".

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dossiê ditadura: mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985) 2009 ed. São Paulo - SP: IMESP. 2009  |nome1= sem |sobrenome1= em Authors list (ajuda)
  2. Centro de Documentação Eremias Delizoicov. «Ficha técnica». Centro de Documentação Eremias Delizoicov