Flávio Carvalho Molina

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Flávio Carvalho Molina (Rio de Janeiro, 8 de novembro de 1947São Paulo, 7 de novembro de 1971) foi um estudante brasileiro perseguido pela ditadura militar. Sua morte, no contexto do regime de exceção, é investigada pela Comissão da Verdade.


Biografia[editar | editar código-fonte]

Flávio Carvalho Molina nasceu em 8 de novembro de 1947, no Rio de Janeiro (RJ). Era apaixonado por camping, alpinismo e música clássica. Cursou o primário nos colégios São Bento e São José. Teve interesse pela militância política ainda quando cursava o científico no Colégio Mallet Soares.

A data mais provável de sua prisão é o dia 6 de novembro de 1971, mas não entrava mais em contato com familiares e companheiros desde o dia 4. Flávio foi morto um dia antes de completar 24 anos, no dia 7 de novembro de 1971.

Militância estudantil[editar | editar código-fonte]

Foi preso pela primeira vez em 1968, quando era calouro na Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Praia Vermelha. A situação fez parte de uma ação repressiva das forças policiais, no dia 21 de junho. O abuso de poder desencadeou a reação conhecida como Passeata dos Cem Mil, cinco dias depois. Naquela data, foi invadido o campus onde Molina estudava e centenas de jovens como ele foram levados presos para o antigo campo de futebol do Botafogo, ao lado do Hospital Rocha Maia, onde foram fichados.

Em 1969, já denunciado perante a Justiça Militar no Rio de Janeiro, Molina continuou na militância clandestinamente. Nesse ano, ele passou a militar na Ação Libertadora Nacional (ALN). Seguiu para Cuba em novembro, de onde voltou em meados de 1971. Enviou regularmente notícias à família até 1970.

Prisão e morte[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 1972, jornais publicaram referências à morte de Flávio, mas sem comprovação oficial. Sua família procurou as autoridades para descobrir detalhes, como o local de enterro, mas não consegui as informações. A própria Justiça Militar não levou em consideração as notícias sobre a morte do militante e passou a ser condenado como revel. Ou seja, foi acusado de não comparecer ao processo. Seu nome foi excluído dos autos apenas na data do julgamento, quando foi extinta sua punibilidade por morte, a partir de informação prestada pelo então diretor geral do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), Romeu Tuma. Mesmo assim, a família não recebeu qualquer notificação oficial sobre a morte de Flávio.

Na versão oficial, o militante foi morto em tiroteio ao tentar reagir à prisão. Entretanto, segundo testemunho de presos políticos, ele foi assassinado no Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), em São Paulo. Os agentes da repressão identificados foram Dulcídio Wanderley Boschilia, Pedro Ivo e Renato D'Andréia. Os médicos legistas envolvidos foram José Henrique da Fonseca e Renato Capellano.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]