José Múcio Monteiro

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José Múcio Monteiro
José Múcio Monteiro
Ministro do Tribunal de Contas da União
Período 20 de outubro de 2009
a 1º de janeiro de 2021
Nomeado por Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a) Marcos Vilaça
Sucessor(a) Jorge Oliveira
Ministro-Chefe da Secretaria de Relações Institucionais
Período 26 de novembro de 2007
a 28 de setembro de 2009
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a) Walfrido dos Mares Guia
Sucessor(a) Alexandre Padilha
Deputado federal por Pernambuco
Período 1º de fevereiro de 1991
a 23 de novembro de 2007
(5 mandatos consecutivos)[a]
Secretário Municipal de Planejamento do Recife
Período fevereiro de 1997
a março de 1998
Prefeito Roberto Magalhães
Secretário Estadual dos Transportes, Comunicação e Energia de Pernambuco
Período 15 de março de 1983
a 14 de maio de 1986
Governador Roberto Magalhães
Prefeito de Rio Formoso
Período fevereiro de 1982
a 15 de março de 1983
Vice-Prefeito de Rio Formoso
Período 1975 a 1982
Dados pessoais
Nascimento 25 de setembro de 1948 (74 anos)
Recife, PE
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Universidade de Pernambuco (UPE)
Prêmio(s) Ordem do Mérito Militar[1]
Esposa Margot Monteiro
Parentesco Armando Monteiro Filho (tio)
Partido ARENA (1966–1979)
PDS (1980–1991)
PFL (1991–2001)
PSDB (2001–2003)
PTB (2003–presente)
Profissão engenheiro civil, político

José Múcio Monteiro Filho GOMM (Recife, 25 de setembro de 1948) é um engenheiro civil e político brasileiro filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Foi presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) nomeado pelo governo Lula e ministro de Relações Institucionais durante o mesmo governo. Por Pernambuco, foi deputado federal por cinco mandatos e secretário dos Transportes no governo Roberto Magalhães, além de prefeito de Rio Formoso e secretário de Planejamento da capital Recife durante o mandato de Roberto Magalhães.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Engenheiro civil pela Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco (UPE) em 1971, trabalhou na iniciativa privada.

Vice-prefeito, foi eleito prefeito, mas não assumiu o mandato de prefeito para assumir a presidência da CELPE e depois a Secretaria de Transporte, entre 1982 e 1985, foi filiado a partir de 1980 ao Partido Democrático Social (PDS), migrando depois para o Partido da Frente Liberal (PFL), renomeado Democratas (DEM) em 2007.

Presidiu a Companhia Energética de Pernambuco (CELPE; atual Neoenergia Pernambuco) antes de tornar-se candidato ao governo de Pernambuco nas eleições de 1986. Com 1 018 800 votos (39,09%), ficou em segundo lugar na corrida, perdendo para Miguel Arraes e seus 1 587 726 votos (60,91%).

Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Nas eleições de 1990, disputou a Câmara dos Deputados pelo mesmo partido. Impulsionado pela vitória de Joaquim Francisco do PFL como governador, elegeu-se como o quarto deputado mais votado de Pernambuco, com 63 470 votos. Na coligação, ficou atrás apenas do ex-governador Roberto Magalhães (PFL), iniciando sua nova carreira de deputado com 205 341 votos.

Novamente reelegeu-se nas eleições de 1994, dessa vez em coligação com o PSDB do candidato Fernando Henrique Cardoso, favorito na disputa pela presidência. Com 88 539 votos, foi o quinto deputado mais votado do estado, novamente atrás de Roberto Magalhães.

Nas eleições de 1998, foi reeleito em décimo lugar com 72 991 votos, tendo a maioria dos votos do eleitorado do PFL ido para seu companheiro de partido Inocêncio de Oliveira, que logrou 162 412 votos.

Em 2001, deixou o PFL pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), embora ambos os partidos fossem companheiros de coligação no estado junto com o PMDB. Nas eleições de 2002, iniciou seu quarto mandato em 14.º lugar. Com 78 610 votos, ficou atrás do companheiro de coligação Carlos Eduardo Cadoca (PMDB), deputado estadual candidato à Câmara pela primeira vez, e seus 211 864.

Em 2003, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Admitido à Ordem do Mérito Militar em 1993 no grau de Comendador especial pelo presidente Itamar Franco, Monteiro foi promovido em 2003 por Luiz Inácio Lula da Silva ao grau de Grande-Oficial.[2][1]

Notabilizou-se por ser líder do PTB no auge do que ficou conhecido como o escândalo do mensalão de 2005, tendo atuado como defensor do então presidente de seu partido, o deputado Roberto Jefferson, que teve o mandato cassado.

Mesmo assim, foi reeleito nas eleições de 2006 para um quinto mandato em nono lugar com 120 398 votos, sua máxima histórica. Ficou atrás de Armando Monteiro, também do PTB, com 205 212 votos.

Ministro[editar | editar código-fonte]

Em 23 de novembro de 2007, líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, recebeu e aceitou o convite do presidente para assumir o cargo de ministro das Relações Institucionais, no lugar de Walfrido dos Mares Guia (PTB/MG), que pediu demissão ao ter seu nome envolvido junto ao de políticos tucanos de Minas Gerais, no chamado "Mensalão tucano".

Tribunal de Contas da União[editar | editar código-fonte]

Em 2009, foi indicado para compor o Tribunal de Contas da União (TCU), na vaga aberta pela aposentadoria do também pernambucano Marcos Vilaça, havendo assim deixado o ministério e renunciado ao mandato de deputado federal. Por 46 votos seu nome é aprovado pelo Senado Federal[3] assumindo o cargo em 20 de outubro de 2009. Em 11 de dezembro de 2018, foi empossado na presidência do TCU. Em 31 de dezembro de 2020, deixou o TCU.[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Licenciado entre 5 de fevereiro de 1997 e 20 de março de 1998 para assumir a Secretaria Municipal de Planejamento de Recife. Renuncia em 23 de novembro de 2007 para assumir a Secretaria de Relações Institucionais.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Walfrido dos Mares Guia
Ministro das Relações Institucionais do Brasil
2007–2009
Sucedido por
Alexandre Padilha