Bernard Appy

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Bernard Appy
Bernard Appy em 2015.
Ministro da Fazenda do Brasil (interino)
Período 3 de janeiro de 2007
a 14 de janeiro de 2007
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a) Guido Mantega
Sucessor(a) Guido Mantega
Secretário-Executivo do Ministério da Fazenda do Brasil
Período 1º de janeiro de 2003
a 18 de abril de 2007
Ministro
Antecessor(a) Amaury Bier
(interino Everardo Maciel)
Sucessor(a) Nelson Machado
Dados pessoais
Nascimento 19 de fevereiro de 1962 (60 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Universidade Estadual de Campinas (UNESP)
Prêmio(s) Ordem do Mérito Militar[1]
Profissão economista

Bernard Appy GOMM (São Paulo, 19 de fevereiro de 1962) é um economista brasileiro, mentor da proposta de reforma tributária (PEC 45/2019) em tramitação no Congresso. Entre 2003 e 2008 comandou a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda e a Secretaria Extraordinária de Reformas Econômico-Fiscais no governo Lula (PT).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Bernard Appy nasceu em São Paulo, formando-se em economia pela Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (FEA-USP), em 1985, obtendo depois o grau de mestre pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).[2]

Ministério da Fazenda[editar | editar código-fonte]

Foi para Brasília em 2003 para trabalhar na equipe econômica do governo Lula como secretário-executivo, chegando a ser o segundo na hierarquia do Ministério da Fazenda do ministro Antonio Palocci e depois Guido Mantega.[3][4][5] Em 2005, foi admitido pelo presidente Lula à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial especial.[1] Em janeiro de 2007, durante uma vacância de Mantega, Appy foi nomeado ministro interino da Fazenda.[6][7] Em 18 de abril do mesmo ano, foi exonerado do posto de secretário-executivo pelo presidente Lula.[8]

Em setembro de 2008 foi nomeado assessor especial do presidente Lula nos trabalhos de preparação da reforma tributária e fiscal, considerada prioritária.[9] Chegou a ser filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), mas desligou-se do partido.[4]

Depois de deixar o governo, Appy foi diretor de Estratégia e Planejamento da BM&F Bovespa, de 2010 a 2011. Em 2015 foi cofundador do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), uma think-tank independente, criada com o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento do sistema tributário brasileiro. A CCiF passou a ser financiada por empresas como Vale, Itaú, Braskem, Votorantim e Natura.[10] Colaborou com a formulação do programa econômico na candidatura de Marina Silva (REDE) à presidência da República nas eleições de 2014 e durante a campanha para as eleições presidenciais de 2018 conseguiu apoio da maioria dos candidatos para sua proposta de reforma tributária, que passou a fazer parte dos seus programas de governo.[4]

Reforma tributária[editar | editar código-fonte]

Em 2007, quando trabalhava com o Ministro da Fazenda Guido Mantega, Appy elaborou um Projeto de Reforma Tributária, que não foi aceito pelo Congresso.[11][4] Em 2009, Appy apresentou novamente o projeto no Seminário Internacional sobre o Projeto de Reforma Tributária.[12] O trabalho foi depois apresentado pelo deputado federal por São Paulo, Baleia Rossi (MDB), na forma do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) n.º 45/2019,[13] que teve o texto aprovado em 2019 pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, com o apoio do seu presidente Rodrigo Maia (DEM).[14][15]

Referências

  1. a b BRASIL, Decreto de 22 de março de 2005.
  2. «Quem é: Bernard Appy - Política». Estadão. 20 de junho de 2009. Consultado em 19 de agosto de 2021 
  3. BRASIL, Decreto de 1º de janeiro de 2003.
  4. a b c d Shalders, André (26 de agosto de 2019). «Quem é o economista que faz a cabeça de candidatos nas eleições com a ideia de um imposto único». BBC Brasil. Consultado em 19 de agosto de 2021 
  5. «Unicamp na Mídia». Jornal da Unicamp. 2006. Consultado em 19 de agosto de 2021 
  6. BRASIL, Decreto de 29 de dezembro de 2006.
  7. BRASIL, Decreto de 14 de janeiro de 2007.
  8. BRASIL, Decreto de 18 de abril de 2007.
  9. «Appy é nomeado assessor de Lula para não ter de deixar o governo». Economia - iG. 2 de setembro de 2008 
  10. «Itaú financia centro de estudos de autor da reforma tributária». Época. 29 de julho de 2019 
  11. «Proposta de reforma tributária está pronta, diz Lula». https://politica.estadao.com.br/. Consultado em 19 de setembro de 2020 
  12. «Apresentação do secretário de Reformas Econômico-Fiscais, Bernard Appy, durante o "Seminário Internacional sobre o Projeto de Reforma Tributária", no salão de eventos da CNI». Ministério da Economia. 18 de março de 2014. Arquivado do original em 4 de agosto de 2019 
  13. «Mentor da reforma tributária no Congresso participará do 23º Congresso Brasileiro de Economia». Conselho Federal de Economia. 1.º de agosto de 2019 
  14. «Maia se reúne com Rogério Marinho e Bernard Appy na manhã desta quarta-feira». EM Economia. 5 de junho de 2019 
  15. «Bernard Appy defende devolução do imposto pago por famílias carentes». Correio Brasiliense. 15 de julho de 2019 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]