Hélio Costa

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Hélio Costa
Hélio Costa em 2006.
18.º Ministro das Comunicações do Brasil
Período 8 de julho de 2005
a 1º de abril de 2010
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a) Eunício Oliveira
Sucessor(a) José Artur Filardi
Senador por Minas Gerais
Período 1º- 1º de fevereiro de 2003
a 8 de julho de 2005[a]
2º- 1º de abril de 2010
a 1º de fevereiro de 2011
Deputado federal por Minas Gerais
Período 1º- 1º de fevereiro de 1987
a 31 de dezembro de 1990
2º- 1º de fevereiro de 1999
a 31 de dezembro de 2002
Dados pessoais
Nome completo Hélio Calixto da Costa
Nascimento 17 de agosto de 1939 (82 anos)
Barbacena (MG)
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Renata Fiorino da Costa
Pai: José Calixto da Costa
Alma mater Universidade de Maryland
Prêmio(s) Ordem de Rio Branco[1]
Ordem do Mérito da Defesa[2]
Cônjuge Ana Catarina Figueiredo Xavier Costa
Partido PMDB (1985-1989)
PRN (1989-1993)
PP (1993-1995)
PFL (1995-1999)
MDB (1999-presente)
Profissão jornalista, político
linkWP:PPO#Brasil

Hélio Calixto da Costa GCRBGCMD (Barbacena, 17 de agosto de 1939) é um jornalista e político brasileiro. Foi senador (2003-2005; 2010-2011) e deputado federal (1987-1990; 1999-2002).[3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua carreira como radialista em Barbacena, logo mudando-se para Belo Horizonte, onde trabalhou na Rádio Itatiaia. Posteriormente foi repórter dos jornais Estado de Minas e Diário da Tarde e apresentador da TV Itacolomi,[3] então afiliada da Rede Tupi.

Depois mudou-se para Washington, D.C. para trabalhar na rádio internacional Voz da América.[3] Lá, foi convidado para implantar a sucursal internacional da Rede Globo nos Estados Unidos. Como repórter internacional esteve em 73 países e cobriu os conflitos em El Salvador, Nicarágua e no Oriente Médio, fazendo reportagens especiais para programas como o Fantástico.[4]

Política[editar | editar código-fonte]

Em 1986 volta ao Brasil e se candidata a deputado federal pelo estado de Minas Gerais e com apenas três meses de campanha é eleito para a Assembleia Nacional Constituinte de 1987, sendo um dos quatro mais votados com mais de 115 mil votos nas eleições estaduais. Recebeu nota dez do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) que o considerou um dos mais atuantes da bancada mineira.[3][4]

Durante as eleições de 1990, ao mesmo tempo que apresentava a primeira versão do Linha Direta, na Globo, candidatou-se a governador de Minas Gerais, perdendo por menos de 1% dos votos válidos, no segundo turno, para Hélio Garcia.

Candidatou-se novamente nas eleições de 1994, ficando em primeiro lugar no primeiro turno com 48,8% dos votos, mas sendo derrotado para Azeredo no segundo turno.

Voltou a ser eleito deputado federal em 1998 pelo Partido da Frente Liberal (PFL) com votos de quase todos os 853 municípios. Nessa legislatura, foi vice-líder do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) na Câmara de 26 de fevereiro de 1999 a 7 de fevereiro de 2001, coordenador da bancada do PMDB mineiro e, em 2001, presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, que acabou com a Lei de Segurança Nacional, implementada durante a ditadura militar brasileira. Atuou como grande aliado da candidatura de Itamar Franco ao governo de Minas Gerais e integrou o grupo itamarista na Câmara.[3][4]

Em 2002 candidatou-se ao Senado, elegendo-se novamente, com mais de 3,5 milhões de votos. Em março de 2003, foi eleito vice-líder do PMDB no Senado e em maio de 2003, vice-líder do Governo.

Em julho de 2005, em meio à crise que atingia o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, foi nomeado ministro de Estado das Comunicações. Seu suplente no Senado era Wellington Salgado (PMDB/MG), que assumiu a cadeira. Hélio retornou ao senado em 31 de março de 2010, quando deixou a pasta das comunicações[5] e, logo em seguida, passou a dedicar-se à disputa ao cargo de governador do estado de Minas Gerais, pelo PMDB, tendo como vice o também ex-ministro Patrus Ananias.[6]

É derrotado novamente, dessa vez pelo candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) à sucessão de Aécio, Antonio Anastasia, que conseguiu 62,72% (6 275 520 votos) dos votos válidos, contra os 34,18% (3 419 622 votos) de Hélio Costa.[7]

Ministério das Comunicações[8][editar | editar código-fonte]

Coordenou o projeto que escolheu o modelo japonês como o padrão para o Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), envolvendo 93 instituições de ensino público e privado, 1.200 profissionais, entre técnicos, cientistas e professores.

Ampliou o programa de inclusão digital Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC) com mais de 3 mil pontos com internet em banda larga distribuídos em 1 990 municípios, sendo o maior projeto de inclusão digital da América Latina da época. A meta era atingir todos os 5 506 municípios do Brasil.

Apresentou o projeto do Telefone Social (atual Telefone Popular), para consumidores com renda de até três salários mínimos, que reduz pela metade a assinatura básica, com 120 minutos de franquia mensal e descontos em certos horários. A proposta ganhou apoio no governo e o presidente enviou o projeto ao Congresso Nacional em regime de urgência.

Entre 2005 e 2006, foi duas vezes condecorado pelo presidente Lula, com as honrarias máximas da Ordem de Rio Branco e da Ordem do Mérito da Defesa, a Grã-Cruz suplementar, pelos seus méritos como Ministro das Comunicações.[1][1]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

É filho de José Calixto da Costa e Renata Fiorino da Costa. Tem seis filhos, sendo quatro do primeiro casamento e dois com a atual esposa, Ana Catarina Figueiredo Xavier Costa.[9]

Homenagens[3][editar | editar código-fonte]

Obras Publicadas[3][editar | editar código-fonte]

  • A Obra Poética de Murilo Mendes
  • Política e Coragem, 1988
  • Atuação Parlamentar, 1999
  • Ação Parlamentar, 2002
  • Lembranças de um Tempo Fantástico, 2010

Notas

  1. Licenciado entre 8 de julho de 2005 e 1º de abril de 2010 para assumir o Ministério das Comunicações.

Referências

  1. a b c d BRASIL, Decreto de 12 de abril de 2006. Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "ORB" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  2. a b Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome OMD
  3. a b c d e f g h i j k l m Ministério das Comunicações. «Currículo do ministro Hélio Costa». Consultado em 10 de outubro de 2010 [ligação inativa]
  4. a b c Hélio Costa. «História, Experiência e Competência Sempre em Defesa de Minas». Consultado em 24 de maio de 2008. Arquivado do original em 24 de janeiro de 2008 
  5. O Globo Online; Chico de Gois e Luiza Damé (31 de março de 2010). «Lula dá posse a dez novos ministros. Dilma e mais nove deixam governo». Consultado em 31 de março de 2010 
  6. «Site oficial da candidatura de Hélio Costa ao governo de Minas Gerais». Consultado em 10 de outubro de 2010. Arquivado do original em 21 de outubro de 2010 
  7. «UOL - Eleições 2010 - Apuração - Minas Gerais». Consultado em 10 de outubro de 2010 
  8. Ministério das Comunicações. «Atuação». Consultado em 23 de maio de 2008. Arquivado do original em 9 de maio de 2008 
  9. Hélio Costa. «Currículo». Consultado em 24 de maio de 2008. Arquivado do original em 17 de janeiro de 2009 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Eunício Oliveira
Ministro das Comunicações do Brasil
2005 — 2010
Sucedido por
José Artur Filardi