Flávio Dino

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Flávio Dino
Dino em 2014
62.º Governador do Maranhão Maranhão
Período 1 de janeiro de 2015
a atualidade
Vice-governador Carlos Brandão
Antecessor(a) Arnaldo Melo
Presidente da Embratur Brasil
Período 17 de junho de 2011
até 11 de março de 2014
Antecessor(a) Mário Augusto Lopes Moysés
Sucessor(a) Vicente Neto
Deputado federal pelo Maranhão Maranhão
Período 1 de fevereiro de 2007
até 31 de janeiro de 2011
Vida
Nome completo Flávio Dino de Castro e Costa
Nascimento 30 de abril de 1968 (48 anos)
São Luís, MA
Nacionalidade Brasil brasileiro
Progenitores Mãe: Rita Maria Dino
Pai: Sálvio Dino
Casamento dos progenitores 2
Dados pessoais
Alma mater Universidade Federal do Maranhão
Cônjuge Daniela Lima Dino
Partido PCdoB
Religião Catolicismo
Profissão Político, Professor, Advogado, Juiz federal
Assinatura Assinatura de Flávio Dino

Flávio Dino de Castro e Costa (São Luís, 30 de abril de 1968) é um advogado, ex-juiz federal, ex-professor de direito atual Governador do estado do Maranhão, filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Em 2006, foi eleito deputado federal pelo Maranhão, exercendo seu mandato até 1º de fevereiro de 2011. Foi diretor da Escola de Direito de Brasília do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), e também-presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), cargo que ocupou até março de 2014, devido à sua pré-candidatura ao governo do estado do Maranhão.[1]

Em 2014, foi eleito governador do Maranhão, com 63,52% dos votos válidos[nota 1] , sendo o primeiro governador eleito que não foi apoiado pelo partido do governo e a segunda vez que um candidato do grupo político liderado por José Sarney não é eleito[2] . A primeira vez foi em 2006, quando Jackson Lago venceu Roseana Sarney[3] . Lago foi cassado em 2009.[4] [5] Flávio Dino também foi o primeiro filiado do PCdoB a governar um estado da federação desde a cisão com o PCB em 1962. Assumiu o mandato em 1º de janeiro de 2015.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Flávio Dino de Castro e Costa[6] nasceu em São Luís em 30 de abril de 1968, filho dos advogados Rita Maria e Sálvio Dino.[7] Cursou o ensino médio no Colégio Marista, onde deu início à vida política como líder estudantil.[7] Foi aprovado aos 18 anos de idade paro o curso de Direito na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em 1986, onde exerceu o cargo de coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE).[7] Em 1989, foi um dos coordenadores da ala juvenil da campanha de Lula à Presidência do Brasil.[7]

Flávio formou-se em bacharel no ano de 1991, logo após retornou á UFMA desta vez como professor. Na mesma Dino atuou no movimento estudantil, sendo que posteriormente passou a assessorar sindicatos de trabalhadores.

No ano de 1994, ele foi aprovado em primeiro lugar quando estava concorrendo ao cargo de juiz federal em um concurso público ele exerceu o cargo de juiz federal no Maranhão por 15 anos, tendo abandonado a carreira profissional em 2006 aos seus 38 anos para ingressar na vida política, se filiando ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Presidiu a Associação Nacional de Juízes Federais a (Ajufe). Posteriormente foi secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele exerceu o seu primeiro mandato como político maranhense, no cargo de Deputado Federal pelo o mesmo estado[7] .

Nos anos de 2008 e 2010 candidatou-se a prefeito de São Luís e a Governador do Maranhão respectivamente sendo derrotado nas duas eleições por seus adversários João Castelo (PSDB) em 2008 e Roseana (PMDB) em 2010.

Em 2011, assumiu a presidência da Embratur no então primeiro mandato da atual Presidente da República Dilma Rousseff (PT).

No dia 14 de fevereiro de 2012 seu filho mais novo até então com 13 anos de idade morre de um ataque de asma no Hospital Santa Lúcia em Brasília. A polícia civil do Distrito Federal é acionada e investiga suposta negligência por parte do hospital.[8]

Em 2014, foi eleito em 1º turno, pelo o eleitorado maranhense para o cargo de Governador do estado, com 63,52% dos votos válidos[9] [10] [11] , e posteriormente empossado em sessão solene na Assembléia Legislativa do estado do Maranhão, a cerimônia de transmissão do cargo, por parte do Governador Interino, Arnaldo Melo a Flávio Dino, ocorreu em frente ao Palácio dos Leões, sede do poder executivo maranhense, e contou com a presença de lideranças políticas nacionais e do próprio estado.

Acusações contra a sua gestão à frente do Embratur[editar | editar código-fonte]

Seu nome foi vinculado sem quaisquer provas apresentadas sobre irregularidades durante a sua gestão á frente da Embratur, no qual a atual direção do instituto desmente qualquer acusação e ressalva que tais calúnias foram orquestradas a fim de manipular o voto do eleitorado maranhense em meio ao evidente processo eleitoral do ano de 2014, a gestão de Dino foi aprovada pela a Controladoria Geral da União (CGU) assim como pelo os demais órgãos de controle pertencentes à União.[12]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Deputado federal[editar | editar código-fonte]

Em 2006, Dino foi candidato a deputado federal no Maranhão pelo PCdoB. Foi eleito com mais de 120 mil votos (4,3% do total), sendo o quarto candidato mais votado no pleito.[13] Na Câmara Federal, se destacou como um dos redatores do projeto de Reforma Política.[14] Em 2010, Dino foi eleito um dos parlamentares mais influentes do Brasil pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).[7] [15] Também foi eleito, por quatro anos consecutivos, um dos melhores parlamentares do país pelo site Congresso em Foco.[7] [16]

Eleições 2008[editar | editar código-fonte]

Flávio Dino foi candidato a prefeito de São Luís nas eleições de 2008 pela Coligação Unidade Popular, sendo derrotado no segundo turno pelo ex-governador João Castelo, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que governou o estado de 1979 a 1982, quando era membro do extinto PDS e aliado de José Sarney.[17]

Eleições 2010[editar | editar código-fonte]

Dino foi candidato ao governo do Maranhão pela coligação Muda Maranhão, que contou, além do PCdoB, com o PSB e o Partido Popular Socialista (PPS). O Partido dos Trabalhadores (PT), que decidiu em eleição interna apoiar a candidatura de Dino, foi obrigado pelo Diretório Nacional a apoiar a reeleição da então governadora Roseana Sarney, do PMDB, que havia sido líder do governo Lula no Senado.[18] De acordo com reportagem publicada pela revista Veja, emissários do grupo Sarney tentaram comprar os votos de delegados petistas para que estes apoiassem a coligação com o PMDB, por valores que variaram de R$ 20 mil e R$ 40 mil.[19]

Após ter perdido o apoio do PT, Flávio Dino havia cogitado formar aliança com Jackson Lago, mas desistiu a partir da relutância de Jackson em abrir mão da candidatura própria a favor da aliança com o PCdoB.[14] Apesar de ter perdido o apoio do PT, Dino contou com o apoio de figuras célebres do governo em sua campanha, como o Ministro dos Esportes Orlando Silva, o ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilha[20] e o ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto.[21] Também recebeu o apoio de colegas parlamentares como Luíza Erundina, Cristovam Buarque, Vanessa Grazziotin[20] e Cândido Vaccarezza[21]

A eleição no Maranhão está marcada pela insegurança jurídica das candidaturas de ambos Roseana Sarney e Jackson Lago. A promulgação da Lei da Ficha Limpa, meses antes do pleito, colocou em cheque a candidatura deles, uma vez que a lei veta a candidatura de políticos condenados em tribunal colegiado. Roseana foi condenada em 20 mil reais por propaganda eleitoral antecipada, comparando obras de sua administração com a do ex-aliado José Reinaldo Tavares.[22] Já Lago foi condenado no Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico e compra de votos.[22] Teve como pena a cassação do mandato de governador, o que deveria torná-lo inelegível por oito anos de acordo com a nova lei.[22]

Apesar disso, eles tiveram o registro liberado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão.[22] O Ministério Publico Eleitoral (MPE) do estado pediu a impugnação da candidatura de Lago, enquanto o candidato a deputado estadual Aderson Lago (PSDB) pediu a impugnação da candidatura de Roseana.[22] Em 1 de setembro, o ministro do TSE Hamilton Carvalhido arquivou o recurso que contestava a candidatura de Roseana.[23] O recurso contra Lago ainda aguarda julgamento.[24] Diante da insegurança jurídicas das outras camapanhas, Flávio Dino chegou a brincar que era "o único que não será cassado".[24] Na última semana de campanha no rádio e na televisão, passou a utilizar o bordão "esse ninguém cassa" em suas propagandas, irritando a coordenação de campanha de Lago.[25]

Além de Roseana ter sido condenada por propaganda eleitoral antecipada, a coligação de Flávio Dino entrou com duas representações no MPE contra a candidata por abuso de poder político e econômico.[26] De acordo com o advogado da coligação, Carlos Eduardo Lula, há indícios de que Roseana teria contratado os serviços do publicitário Duda Mendonça antes mesmo do início do período eleitoral.[26] Para Lula, "existem fatos que são suficientes, até mesmo, para a cassação do registro de candidatura de Roseana".[26] A intenção da coligação de Dino é provocar uma investigação do MPE que suscite possível ação contra a liberação do registro de candidatura ou contra a expedição de diploma, caso Roseana seja eleita.[26]

De 27 de agosto a 17 de setembro de 2010, Flávio Dino cresceu quase 50% na sondagem realizada pelo IBOPE no estado. Foi de 13% para 21% das intenções de voto, empatando com Jackson Lago em segundo lugar.[27] De acordo com pesquisa do instituto Constat, contratada pelo Jornal Pequeno e realizada entre os dias 23 e 26 de setembro, Dino possuia 25% das intenções de voto, tendo mais chances de enfrentar a governadora Roseana Sarney num eventual segundo turno do que Lago.[28] Num cenário onde enfrenta Roseana no segundo turno, Dino seria eleito com 43% dos votos, contra 42% de Roseana.[28] O Constat foi, ao lado do Toledo & Associados, o único instituto de pesquisa que previu a realização de segundo turno em 2006.[28]

Não houve segundo turno naquela eleição. Flávio Dino ficou na segunda colocação e Roseana foi reeleita em 2010 com 50,08 % dos votos válidos para exercer mais quatro anos, de 1º de janeiro de 2011 até 31 de dezembro de 2014, pairando dúvidas sobre a lisura do processo, pois surgiram suspeitas de fraude.[29]

Nas Eleições estaduais de 2010, Roseana Sarney foi vencedora com apertada vantagem de 50,08 % dos votos no 1° turno, contra seus principais adversários Flávio Dino (29,49 %) e Jackson Lago (19,54 %)[30] . Porém, sua vitória só foi facilitada por conta da alta abstenção dos eleitores (23,97 %),[31] a maior de todo o Brasil e ainda acusações de irregularidades dos candidatos durante à eleição, incluindo da própria Roseana.[29]

Eleição de 2014[editar | editar código-fonte]

Eleita governadora do Maranhão em 1994 e reeleita em 1998, Roseana Sarney voltou ao Palácio dos Leões em 2009 ante decisão do Tribunal Superior Eleitoral[32] e conquistou um novo mandato em 2010. Todavia a crise no Complexo Penitenciário de Pedrinhas[33] potencializou um desgaste político e administrativo que impediu a renúncia da governadora a fim de disputar uma vaga no Senado Federal e adiou a definição de um nome a ser apoiado pelo grupo sarneísta que comanda o estado desde as eleições de 1965 e a partir de então fez a maioria dos governadores maranhenses, exceto pela escolha de Nunes Freire pelo presidente Ernesto Geisel em 1974, e pela vitória de Jackson Lago em 2006 graças a uma cisão entre os liderados de José Sarney [34] [35] .

No meio político foram fortes os rumores indicando que Luis Fernando Silva, seria o candidato indicado para a sucessão de Roseana Sarney (PMDB). [36] Mas Luis Fernando desistiu e aderiu a Flávio Dino.

O ex-deputado federal e ex-presidente da Embratur, foi o candidato de oposição ao governo do Maranhão. Foi candidato ao governo também em 2010, e disputou a prefeitura de São Luís em 2008. para as eleições em 2014, conseguiu alianças com o PSDB e o então presidenciável Aécio Neves. Porém, Marina Silva (PSB) também participou nessa chapa por conta da aliança regional. O deputado federal Carlos Brandão (PSDB) foi o candidato a vice-governador e o então vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB) foi o candidato da chapa ao senado federal, com o apoio do então prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), do prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), além de outros cabos eleitorais. Formou a coligação "Todos pelo Maranhão", composta por PCdoB, PSDB, PSB, PP, SD, PTC, PPS, PROS e PDT. Apoiou a reeleição de Dilma Rousseff, por conta de algumas de suas alianças locais fazerem parte da coligação nacional, incluindo o próprio PCdoB.

Em meio à corrida pelo cargo de governador do Maranhão em 2014, Edison Lobão Filho numa entrevista em um programa da Rádio Mirante, teria oferecido R$ 28 mil para quem pudesse denunciar e apresentar provas que incriminassem o seu principal opositor na eleição Flávio Dino (PCdoB) de crimes como: improbidade administrativa, corrupção e furto durante a sua gestão como presidente da Embratur, segundo ele ainda, palavras de baixo calão foram utilizadas durante a entrevista pelo então pré-candidato comparando até mesmo a sua família ao de seu concorrente [37] . O acusado preferiu não responder aos comentários, no entanto o presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no estado, Márcio Jerry declarou: "— Os maranhenses esperam uma campanha limpa, com debates e não com mentiras e agressões. O PCdoB continuará debatendo propostas para o Maranhão, um estado rico porém empobrecido pela má política." [38]

Então senador, Lobinho foi o candidato ao governo do estado apoiado pela então governadora Roseana Sarney, que tinha altos índices de rejeição no Maranhão e em todo o Brasil. Tinha Arnaldo Melo, deputado estadual presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, como candidato a vice-governador, e Gastão Vieira, ministro do turismo como candidato ao senado federal. Embora "puro-sangue", a coligação "Pra Frente Maranhão" era extensa, e contava com PRB, PT, PTB, PSL, PTN, PSC, PR, DEM, PSDC, PRTB, PHS, PMN, PV, PRP, PEN, PSD e PT do B, além do PMDB.

Contexto e Oligarquia do Clã Sarney[editar | editar código-fonte]

A eleição de Flávio Dino foi simbólica, pois rompeu com décadas de predomínio da família de José Sarney sobre o Estado mais pobre do País. Desde o término da Era Vargas o Maranhão realizou doze eleições diretas e três indiretas para o governo do estado e nisso o poder foi exercido por Vitorino Freire até o Regime Militar de 1964 e desde então por José Sarney. Embora os dois tenham sido correligionários à época do PSD eles se separaram quando este último optou pela UDN e elegeu-se governador em 1965 com o apoio do presidente Humberto de Alencar Castelo Branco. Forçados a coexistir dentro da ARENA,[39] eles não divergiam publicamente embora liderassem suas próprias alas no partido governista, todavia a força dos "sarneístas" ficou mais evidente a partir do momento que José Sarney passou a atuar como senador em Brasília. Nessa condição chegou à presidência nacional da ARENA e do PDS, embora o presidente Ernesto Geisel tenha agido em favor dos "vitorinistas" em 1974 ao escolher Osvaldo da Costa Nunes Freire como governador.[40]

Ao longo do governo João Figueiredo, vigorou uma aliança entre o governador João Castelo e o senador José Sarney, permitindo a vitória do PDS em 1982 quando Luís Rocha foi o primeiro residente do Palácio dos Leões eleito pelo voto popular em dezessete anos. Todavia as articulações inerentes à sucessão presidencial desfizeram a união, afinal João Castelo apoiou Paulo Maluf, enquanto José Sarney ingressou no PMDB e foi eleito vice-presidente de Tancredo Neves. Como o novo presidente adoeceu e faleceu sem tomar posse o Palácio do Planalto ficou nas mãos de José Sarney que se aliou a Epitácio Cafeteira e o fez governador em 1986 com o recorde de 81,02% dos votos. Entretanto, o desgaste de cinco anos do Governo Sarney motivou um acordo entre João Castelo e Epitácio Cafeteira a partir de 1990 quando o "sarneísmo" elegeu Edison Lobão. Em 1994 e 1998, Roseana Sarney venceu as eleições, restabelecendo o controle direto de sua família sobre o estado.

Outro flanco de oposição a José Sarney surgiu à esquerda e foi liderado por Jackson Lago que se elegeu prefeito de São Luís em 1988, 1996 e 2000. Nascido em Pedreiras e formado em Medicina na Universidade Federal do Maranhão, foi eleito deputado estadual pelo MDB em 1974. Com o retorno ao pluripartidarismo, organizou o PDT no estado e foi Secretário de Saúde no governo Epitácio Cafeteira antes de eleger-se três vezes prefeito da capital maranhense e disputar o governo em duas ocasiões. Eleito em segundo turno, Jackson Lago foi beneficiado pelo rompimento entre o senador José Sarney e o governador José Reinaldo Tavares que antes defendia a candidatura de Edson Vidigal e depois contribuiu para a primeira derrota da família Sarney em eleições diretas à disputa pelo Palácio dos Leões.

Governador do Estado do Maranhão[editar | editar código-fonte]

Foto oficial como governador do estado, em 2015.

Flávio Dino (PCdoB) foi eleito governador do estado do Maranhão, logo no primeiro turno das eleições gerais brasileiras com 1 877 064 votos (63,52% dos votos válidos). Dino obteve 881 445 votos a mais que o seu opositor Lobão Filho (PMDB), que recebeu 995 619 votos (33,69% dos votos válidos). Foi o primeiro governador que o PCdoB conseguiu eleger no Brasil.[41] Flávio Dino (PCdoB) recebeu o diploma de Governador do Maranhão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) juntamente com o seu vice-governador eleito, Carlos Brandão (PSDB) no dia 19 de dezembro de 2014.[42]

O mesmo ascendera ao cargo no dia 1º de janeiro de 2015, sucedendo Arnaldo Melo (PMDB), em sessão solene na Assembleia Legislativa do Maranhão, sede do poder legislativo maranhense e, posteriormente foi-lhe transmitido o cargo em cerimônia aberta ao público no Palácio dos Leões, na capital equinocial.

Nos quinze dias que antecederam a posse de Dino, o poder administrativo instituído até então faz muitas alterações na estrutura do Governo Estadual, após a renúncia de Roseana Sarney (PMDB).[43] [44] Assumiu o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, já que o vice governador Washington também já havia renunciado à vice-governadoria do Estado. Durante este tempo, Arnaldo Melo, governador interino e responsável pela transição de poder, re-inaugurou o Ginásio Costa Rodrigues[45] (que já havia sido re-inaugurado por Roseana Sarney antes da sua renúncia, mas com as obras inacabadas), e condecorou a si mesmo e mais 144 personalidades com a Medalha da Ordem dos Timbiras, maior comenda dada a um cidadão por um chefe de estado maranhense. [46] Ele também gastou R$ 60.012.018,30 dos cofres públicos em recursos repassados à prefeituras,[47] além ter promovido, inconstitucionalmente, 28 novos oficiais para a Polícia Militar do Estado do Maranhão, sem que tivessem feito concurso público. Flávio Dino foi empossado em 1º de janeiro de 2015, em uma cerimônia pública no Palácio dos Leões.

Em 2016, em meio ao pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados do Brasil, o governador do Maranhão, Flávio Dino, lançou, ao lado de outros governadores, um movimento chamado "Rede da Legalidade", contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os líderes políticos pretendiam usar a Internet, mais precisamente as redes sociais, para defender sua oposição ao pedido. Eles criaram a página "Golpe nunca mais" no Facebook. O nome era uma referência ao projeto "Brasil nunca mais", que denunciou os crimes cometidos pela ditadura militar contra os seus opositores políticos. Segundo os políticos citados, o impeachment era um golpe porque o processo feria a Constituição. Dilma não teve, segundo eles, participação direta em crimes de responsabilidade. Liderados por Dino, durante um encontro com Dilma, dezesseis governadores assinaram a "Carta pela Legalidade", contrária ao processo. Mais tarde, dezesseis prefeitos de capitais se uniram aos governadores nesse protesto.[48]

Referências

  1. Com a saída de Flávio Dino, Embratur terá novo presidente. O Globo, 12 de março de 2014
  2. Sequeira, Claudio Dantas (25 de outubro, 2009). «O desespero do clã Sarney». IstoÉ [S.l.: s.n.] Consultado em 10 de janeiro, 2014. 
  3. Santiago, Patrícia. "Eleição de Lago interrompe 40 anos de governo Sarney". Terra. 30 de outubro de 2006. Acessado em 18 de abril de 2009
  4. Globo.com (16 de abril de 2009). «Governador do Maranhão, Jackson Lago, tem o mandato cassado pelo TSE». Consultado em 12 de setembro de 2009. 
  5. Flávio Dino, do PCdoB, é eleito governador do Maranhão Portal G1, 5/10/2014
  6. Informações sobre o Deputado Flávio Dino no site da Câmara dos Deputados do Brasil.
  7. a b c d e f g Biografia no site oficial de campanha.
  8. «Corpo do filho do presidente da Embratur é enterrado nesta manhã». Correio Braziliense. 15/02/2012. Consultado em 15/02/2012. 
  9. G1 MA (05/10/2014). «Conheça o perfil de Flávio Dino, governador eleito do Maranhão». G1 MA. Consultado em 10/12/2014. 
  10. Guilhon, Maria Virginia Moreira (2007). «Sarneísmo no Maranhão:os primórdios de uma oligarquia» (PDF). UFMA. Consultado em 10 de janeiro, 2014. 
  11. Lopes, Eugênia (18 de abril, 2009). «Estado é governado pela oligarquia Sarney». O Estado de S.Paulo. Consultado em 10 de janeiro, 2014. 
  12. ------ (29/07/2014). «"Embratur divulga nota para desmentir ataques à gestão de Flávio Dino"». "Maranhão da Gente". Consultado em 22/12/2014. 
  13. Apuração da eleição de 2006 no Maranhão no G1.
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  16. Bertolino, Osvaldo. "Pelo quarto consecutivo, Flávio Dino é indicado ao Prêmio Congresso em Foco". O Outro Lado da Notícia. 9 de setembro de 2010.
  17. «Ex-governador João Castelo é eleito prefeito de São Luís». Globo.com. 26/10/2008. Arquivado desde o original em 21 de abril de 2009. Consultado em 19/11/2015. 
  18. Neto, Manoel Santos. "Dutra diz que Sarney está desesperado e quer a qualquer custo o apoio do PT". Jornal Pequeno. 24 de maio de 2010.
  19. Garrone, Raimundo. "No Maranhão, petistas contrários a aliança, apresentam chapa com PCdoB e PSB". O Globo. 24 de maio de 2010.
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  21. a b Éboli, Evandro. "Na campanha pelo governo do Maranhão, Roseana deixa de ser Sarney e cola em Lula e Dilma". O Globo. 20 de setembro de 2010.
  22. a b c d e Cardoso, Luís. "TSE decide nesta semana o destino de Roseana Sarney, Jackson Lago, João Alberto, Sarney Filho e Cléber Verde". Blog de Luís Cardoso. 31 de agosto de 2010.
  23. Abreu, Diego. "TSE barra a candidatura de Jader Barbalho e libera Roseana Sarney". Correio Braziliense. 2 de setembro de 2010.
  24. a b Lima, Wilson. "Sou o único que não será cassado, afirma Dino em campanha". Último Segundo. 15 de setembro de 2010.
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  26. a b c d Lima, Wilson. "Coligação Muda Maranhão entra com representações contra Roseana". Último Segundo. 17 de setembro de 2010.
  27. "Roseana e Jackson caem e Flávio Dino sobe, segundo nova pesquisa do Ibope". Jornal Pequeno. 18 de setembro de 2010.
  28. a b c "". Jornal Pequeno. 28 de setembro de 2010.
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  30. «Vai-se um ferrenho opositor da dinastia Sarney». bragadarocha.blogspot.com. Consultado em 3 de janeiro de 2012. 
  31. Placar Eleições UOL. Resultados das eleições no Maranhão. Acessado em 4 de outubro de 2010
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  33. «Acervo digital da Folha de S.Paulo». Consultado em 16 de junho de 2014. 
  34. Roseana Sarney e José Reinaldo anunciam, oficialmente, apoio à Ciro Gomes. Estadão, 17 de julho de 2002
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  36. Blog do Décio (29 de agosto de 2011). «O dia em que Luis Fernando matou uma alcateia». Consultado em 30 de agosto de 2011. 
  37. Costa, Henroque (20 de fevereiro, 2009). «Caso Sarney escancara ausência de controle sobre coronelismo eletrônico». Observatório do Direito à Comunicação [S.l.: s.n.] Consultado em 10 de janeiro, 2014. 
  38. Clodoaldo Corrêa (08/05/2014). «Lobão Filho oferece R$ 20 mil por denúncia contra adversário». Portal Terra. Arquivado desde o original em 15/05/2014. Consultado em 11 de maio de 2016. 
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  40. O regozijo e o desânimo. Disponível em Revista Veja ed. 304 de 03/07/1974. São Paulo, Editora Abril
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  44. Roseana Sarney renuncia ao governo do Maranhão Agência Brasil.
  45. «Após reforma, Ginásio Costa Rodrigues é entregue com estrutura moderna». O Imparcial. 30-12-2014. Consultado em 31-12-2014. 
  46. «Governador condecora personalidades no Palácio». O Estado do Maranhão. 31-12-2014. Consultado em 31-12-2014. 
  47. «Arnaldo Melo gasta R$ 60 milhões de reais em 15 dias». Maranhão da Gente. 26-12-2014. Consultado em 31-12-2014. 
  48. Flávio Dino fala em ‘golpe’ e defende que ‘não há razão para impeachment

Notas

  1. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o recorde de votação absoluta para o governo do Maranhão pertence a Flávio Dino que obteve 1.877.064 votos em 2014.

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