Henrique Pereira de Lucena

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Henrique Pereira de Lucena
Político de  Brasil
Dados pessoais
Nascimento 27 de maio de 1835
Bom Jardim (Pernambuco)
Morte 10 de dezembro de 1913 (78 anos)
Rio de Janeiro

Henrique Pereira de Lucena, primeiro e único barão de Lucena (Bom Jardim, 27 de maio de 1835Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1913), foi um político e magistrado brasileiro.

Vida[editar | editar código-fonte]

Filho do coronel Henrique Pereira de Lucena, um dos heróis da Revolução Praieira com Antonia Barbosa da Silva. Casou-se em Pernambuco, no dia 25 de abril de 1869 com Zélia Sofia Carneiro Campelo, filha de José Carneiro Campelo e de Arcelina Xavier. Nascido em terras dos engenhos Fortaleza e Boa Esperança, na antiga comarca de Limoeiro, atual município de Bom Jardim.

Estudou humanidades no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, de 1846 a 1853, recebendo o diploma de bacharel em letras.

Formou-se em ciências jurídicas e sociais na Faculdade de Direito do Recife, em 1858.

Faleceu na sua residência situada na rua São Clemente, nº 158, no Rio de Janeiro.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Começou sua carreira como delegado no Recife. Foi:

Durante o seu primeiro governo em Pernambuco, no período de 5 de novembro de 1872 a 10 de maio de 1875, realizou uma grande administração, que pode ser comparada com a do Conde da Boa Vista.

Entre as suas obras podem ser destacadas: a reforma do Farol de Olinda e do Campo das Princesas, atual Praça da República, onde se localiza o Palácio do Governo; a construção do Mercado de São José; a conclusão das obras do Teatro de Santa Isabel, que havia sido destruído por um incêndio, em 1869; a construção e conservação de estradas no interior do estado; a construção de açudes, pontes; o calçamento e alargamento de ruas; o lançamento da pedra fundamental do Hospício da Tamarineira, ainda hoje em funcionamento.

O barão de Lucena já na velhice

Realizações[editar | editar código-fonte]

Preocupado com os serviços de comunicação, implantou um sistema de telégrafo submarino entre o Recife e a Europa, o Rio de Janeiro, a Bahia e o Pará.

Criou a Escola Normal para expandir o ensino para mulheres, estabelecimento educacional que viria a competir com o conceituado Ginásio Pernambucano.

Contratou vários engenheiros e geólogos europeus para realizar estudos detalhados de mineralogia e geologia no interior e na área do porto do Recife, visando seu melhoramento.

Traçou uma política de incentivo e apoio para a modernização do parque açucareiro de Pernambuco.

Como juiz, criou a Comarca de Vila Bela, atual Serra Talhada, e se preocupou com a organização judiciária de Pernambuco.

Lucena enfrentou vários problemas políticos e fez muitos inimigos. Depois que deixou a administração de Pernambuco foi presidente das províncias da Bahia e do Rio Grande do Sul.

Convidado pelo então presidente da República, Deodoro da Fonseca, participou do seu ministério até quando este entregou o poder ao vice-presidente Floriano Peixoto.

Em 1890 exerceu pela segunda vez o governo de Pernambuco.

Lucena pensou em ocupar um cargo no Supremo Tribunal Federal, para o qual havia sido nomeado por Deodoro, porém Floriano Peixoto o aposentou, acabando praticamente com sua carreira política.

Recolheu-se à vida privada, mas durante algum tempo ainda exerceu grande influência na política pernambucana e nacional, caindo depois no ostracismo político.

Em 1910 apoiou Dantas Barreto contra Rosa e Silva, mas apesar da vitória do primeiro, Lucena já estava muito velho e doente, não tendo mais condições de atuar politicamente. Morreu de arteriosclerose, no dia 10 de dezembro de 1913, no Rio de Janeiro.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
João Gomes Freire
Presidente da província do Rio Grande do Norte
1872
Sucedido por
Francisco Clementino de Vasconcelos Chaves
Precedido por
Francisco de Faria Lemos
Presidente da província de Pernambuco
1872 — 1875
Sucedido por
João Pedro Carvalho de Morais
Precedido por
Luís Antônio da Silva Nunes
Presidente da província da Bahia
1877 — 1878
Sucedido por
Francisco Inácio Marcondes Homem de Melo
Precedido por
Miguel Rodrigues Barcelos
Presidente da província do Rio Grande do Sul
1885 — 1886
Sucedido por
Deodoro da Fonseca
Precedido por
Augusto Olímpio Gomes de Castro
Presidente da Câmara dos Deputados
1888 — 1889
Sucedido por
Poder Legislativo fechado
Precedido por
Ambrósio Machado da Cunha Cavalcanti
Presidente da província de Pernambuco
1890
Sucedido por
José Antônio Correia da Silva
Precedido por
Francisco Glicério
Ministro dos Transportes do Brasil
e
Ministro da Agricultura do Brasil

1891
Sucedido por
João Barbalho Uchôa Cavalcanti
Precedido por
Manuel Ferraz de Campos Sales
Ministro da Justiça do Brasil
1891
Sucedido por
Antônio Luís Afonso de Carvalho
Precedido por
Tristão de Alencar Araripe
Ministro da Fazenda do Brasil
1891
Sucedido por
Antão Gonçalves de Faria


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