José Maria Alkimim

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de José Maria Alkmin)
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde outubro de 2015). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
José Maria Alkimim
José Maria Alkimim
15º Vice-presidente do Brasil Brasil
Período 15 de abril de 1964
a 15 de março de 1967
Presidente Castelo Branco
Antecessor(a) João Goulart
Sucessor(a) Pedro Aleixo
Ministro da Fazenda do Brasil Brasil
Período 1 de fevereiro de 1956
até 24 de junho de 1958
Presidente Juscelino Kubitschek
Antecessor(a) Pereira da Câmara
Sucessor(a) Sebastião Pais de Almeida
Deputado Federal por Minas Gerais Minas Gerais
Período 1 de fevereiro de 1934
até 15 de abril de 1964
Vida
Nascimento 11 de junho de 1901
Bocaiúva, MG
Morte 22 de abril de 1974 (72 anos)
Belo Horizonte, MG
Nacionalidade  brasileiro
Dados pessoais
Partido PSD, ARENA

José Maria Alkimim GCC (Bocaiúva, 11 de junho de 1901Belo Horizonte, 22 de abril de 1974) foi um político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em Diamantina (Minas Gerais) Alkimim conheceu duas figuras que marcariam sua vida: sua futura esposa, Maria das Dores Fonseca Alkimim, nascida Maria das Dores Kubitschek da Fonseca, com quem teve quatro filhos; e o médico e futuro presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, primo de sua mulher. Alkimim e Kubitschek seriam companheiros no serviço telegráfico do Estado de Minas Gerais, quando estudantes de ensino superior, e entrariam para a política por volta da mesma época: Alkimim candidatando-se a deputado, Kubitschek como secretário da Casa Civil do governo de Benedito Valadares e, logo depois, como prefeito nomeado da capital do Estado, Belo Horizonte.

Em 1929 colou grau pela Faculdade de Direito de Belo Horizonte. Em 1933 candidatou-se à Assembleia Nacional Constituinte. Promulgada a Constituição em junho de 1934, foi reeleito deputado federal em outubro do mesmo ano. E, em 1945, como fundador do Partido Social Democrático, elegeu-se deputado por Minas Gerais à nova Assembleia Nacional Constituinte. Reeleito para a legislatura seguinte (1951-1955), não assumiu, foi empossado, em 1º de fevereiro de 1951, Secretário de Finanças do governo Juscelino Kubitschek, em Minas. A 19 de outubro de 1953, tornou-se diretor da Carteira de Redesconto do Banco do Brasil e, como tal, membro do Conselho da Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC), funções das quais se demitiu em 24 de agosto de 1954, com o suicídio do presidente Getúlio Vargas. Voltou à Câmara, reelegendo-se no pleito seguinte.

Em 1 de fevereiro de 1956 tornou-se ministro da Fazenda do presidente Juscelino Kubitschek, vindo a demitir-se em 21 de junho de 1958.

A 17 de Maio de 1958 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo de Portugal.[1]

Candidatou-se ao Congresso Nacional e elegeu-se mais uma vez. No ano de 1964, aliou-se ao governador de Minas Gerais, José de Magalhães Pinto, nas articulações que confluíram para a derrubada de João Goulart no mês de abril.

Em 9 de abril Alkimim foi eleito vice-presidente da República pelo Congresso em chapa encabeçada por Humberto de Alencar Castelo Branco, derrotando Auro de Moura Andrade. Com a extinção dos partidos políticos em 1965, filiou-se à Arena (Aliança Renovadora Nacional), sendo ainda reconduzido à Câmara em novembro de 1966. Em março de 1967, Castelo Branco e Alkimim transmitiram seus cargos a Artur da Costa e Silva e Pedro Aleixo. Logo em seguida, Alkimim renunciou ao seu mandato na Câmara para exercer pela última vez uma secretaria de estado em Minas, a da Educação, no governo Israel Pinheiro.

No pleito de 15 de novembro de 1970 ficou com a primeira suplência na legenda da Arena. Em junho de 1973, com o falecimento de Edgar Pereira, assumiu sua cadeira na Câmara. Seria sua derradeira posse. Hospitalizado em março de 1974, veio a falecer em Belo Horizonte em 22 de abril seguinte. Foi também membro do Instituto e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Minissérie "JK"[editar | editar código-fonte]

José Maria Alkimim foi uma das personalidades reais retratadas na minissérie brasileira JK, escrita por Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira e levada ao ar no primeiro trimestre de 2006 pela Rede Globo. O advogado e político foi interpretado pelos atores Ranieri Gonzalez, na fase jovem, e Paulo Betti, na segunda fase.

Referências

  1. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "José Maria de Alkimin". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2016-03-24. 
Precedido por
Mário Leopoldo Pereira da Câmara
Ministro da Fazenda do Brasil
1956
Sucedido por
Sebastião Paes de Almeida
Precedido por
Sebastião Paes de Almeida
Ministro da Fazenda do Brasil
1956 — 1957
Sucedido por
João de Oliveira Castro Viana Júnior
Precedido por
João de Oliveira Castro Viana Júnior
Ministro da Fazenda do Brasil
1957 — 1958
Sucedido por
Lucas Lopes
Precedido por
João Goulart
Vice-presidente do Brasil
1964 — 1967
Sucedido por
Pedro Aleixo
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.