Aureliano Chaves

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Aureliano Chaves
Aureliano Chaves
Ministro de Minas e Energia do Brasil
Período 15 de março de 1985
até 22 de dezembro de 1988
Presidente José Sarney
Antecessor(a) César Cals
Sucessor(a) Iris Rezende (interino)
19º. Vice-presidente do Brasil
Período 15 de março de 1979
até 15 de março de 1985
Presidente João Figueiredo
Antecessor(a) Adalberto Pereira dos Santos
Sucessor(a) José Sarney
8º. Governador de Minas Gerais
Período 15 de março de 1975
até 5 de julho de 1978
Vice-governador Levindo Ozanam Coelho
Antecessor(a) Rondon Pacheco
Sucessor(a) Levindo Ozanam Coelho
Deputado Federal por Minas Gerais
Período 1º de fevereiro de 1967
a 1º de fevereiro de 1975
(2 mandatos consecutivos)
Deputado Estadual por Minas Gerais
Período 1º de fevereiro de 1959
a 1º de fevereiro de 1967
(2 mandatos consecutivos)
Dados pessoais
Nascimento 13 de janeiro de 1929
Três Pontas, MG, Brasil
Morte 30 de abril de 2003 (74 anos)
Belo Horizonte, MG, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Esposa Vivi Chaves
Partido UDN
ARENA
PDS
PFL
Profissão Engenheiro

Antônio Aureliano Chaves de Mendonça (Três Pontas, 13 de janeiro de 1929Belo Horizonte, 30 de abril de 2003) foi um político brasileiro, governador de Minas Gerais (1975-1978) e vice-presidente da República (1979-1985).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Realizou o curso primário na Escola Professora Maria Augusta Vieira Correia, e o colegial no Ginásio Municipal São Luís, ambas em Três Pontas, sua cidade natal. Após isto, transferiu-se para Itajubá, onde cursou o científico (o curso médio correspondente mais ou menos ao 2º grau) no Colégio de Itajubá. Ingressou no Instituto Eletrotécnico de Itajubá (IEI),atual Universidade Federal de Itajubá, quando, ainda aluno, e sendo o presidente do Diretório Acadêmico, em 29 de maio de 1952, liderou uma comissão composta de quarenta e dois acadêmicos, que, no Rio de Janeiro, no Palácio do Catete, solicitou ao Presidente da República, Getúlio Vargas, o interesse e apoio para a federalização do IEI, que, naquela época, passava por situação financeira difícil, correndo risco até de extinção. O Presidente, diante da completa e exata exposição de Aureliano, prometeu o apoio solicitado, e foi dado encaminhamento ao processo, o qual seria sancionado pelo seu sucessor, Nereu Ramos.

Graduado em Engenharia Eletromecânica pelo Instituto de Engenharia de Itajubá (hoje Universidade Federal de Itajubá) em 1953, trabalhou na “Serra Engenharia Arquitetura” (1954). Aureliano foi engenheiro de obras rodoviárias, entre as quais a ligação de Itajubá a São Bento do Sapucaí, e o serviço de terraplenagem do Aeroporto de Cumbica. Foi Chefe do Serviço de Obras da Prefeitura Municipal de Itajubá (1955-1956). Foi professor titular da Escola Federal de Engenharia de Itajubá (1955-1982), (onde estranhamente, não se conseguiu achar nenhum ex-aluno dele), e Diretor Técnico da Eletrobrás (1961). Em Belo Horizonte, foi Professor do Instituto Politécnico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Iniciou sua carreira política como deputado estadual pela UDN (1958-1966), integrando a linha ortodoxa do partido, conhecida como "Banda de Música", ao lado de Carlos Lacerda, Afonso Arinos e Pedro Aleixo. Chegou a liderar sua bancada da UDN e também a exercer a liderança do governo Magalhães Pinto ao qual serviu como Secretário de Estado da Educação (1964) e Secretário de Obras Públicas.

Participou do golpe que depôs o presidente João Goulart em 1964. Foi eleito deputado federal (1966-1974), pela ARENA, tendo sido membro e relator de várias comissões da Câmara, Presidente das Comissões de Minas e Energia e Ciência e Tecnologia. Em 1966 e 1970, posicionou-se contra a licença para processar o deputado Márcio Moreira Alves, episódio que foi pivô de grave crise política que resultaria no AI-5, em 1968.

Foi vice-presidente do Instituto de Pesquisas, Estudos e Assessoramentos do Congresso Nacional (IPEAC) e presidente de várias Comissões Mistas do Congresso Nacional. Desempenhou, ainda, muitos outros cargos, como: representante do Brasil na Conferência Sobre Energia Nuclear, em Viena, em 1967; relator da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre Energia Nuclear, pela Câmara dos Deputados, em 1974; membro do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas; membro do Comitê Nacional de Grandes Barragens.

Eleito governador de Minas Gerais, por via indireta, em 1974, governou o Estado por quatro anos, conseguindo harmonizar as antigas forças divergentes do PSD mineiro e da UDN. Aureliano apoiou o presidente Geisel, em 1977, na crise provocada pelo então ministro do Exército, Sílvio Frota, demitido por tentar forçar sua própria candidatura à Presidência da República. No ano seguinte, foi escolhido vice-presidente do general João Baptista de Figueiredo. Foi Vice-Presidente da República (1979-1985), exercendo várias vezes a presidência, sendo o primeiro vice-presidente civil do regime militar, desde Pedro Aleixo - o vice de Artur da Costa e Silva, impedido pelos militares de assumir a presidência quando Costa e Silva adoeceu, tendo sido substituído por uma junta).

Quando da segunda Crise do Petróleo (1979) foi presidente da Comissão Nacional de Energia, por delegação do Presidente da República.[1]

Aureliano Chaves ocupou a presidência da República por dois períodos relativamente extensos (dois meses em 1981 e cerca de um mês em 1983), devido aos problemas de saúde de João Figueiredo. Era um nacionalista clássico. Católico fervoroso, em 1981, quando ocupava interinamente a Presidência, apesar de ser contra as invasões de terra, recusou-se a assinar o ato de expulsão dos dominicanos franceses Aristides Camio e François Gouriou, da Comissão Pastoral da Terra, acusados de incitar invasões de terra no sul do Pará. A recusa irritou a ala mais radical das Forças Armadas. Os sacerdotes não foram expulsos imediatamente, mas foram condenados a 10 e 15 anos de prisão, respectivamente, por terem apoiado a luta de posseiros na conflituosa região do Araguaia - cenário da guerrilha do Araguaia, organizada pelo Partido Comunista do Brasil, na década anterior. Os frades cumpriram 2 anos e 4 meses na prisão e afinal foram expulsos do país.

Por ocasião das eleições indiretas sucessórias à João Figueiredo, se ofereceu em 1984 como candidato dentro de seu partido, o PDS. O mesmo fizeram Paulo Maluf, Mário Andreazza e Marco Maciel. Com a vitória de Maluf na convenção, nomes como Aureliano, Maciel e Jorge Bornhausen decidiram sair do PDS e fundar um novo partido, o Partido da Frente Liberal, em alusão à "frente liberal" que esses políticos formavam a partir dali, para apoiar o candidato da oposição Tancredo Neves no colégio eleitoral, na chamada "Aliança Democrática". Com isso, Aureliano rompia com o governo Figueiredo.

A união da legenda recém-formada mostrar-se-ia fundamental para a vitória de Tancredo Neves. Aureliano é considerado um dos responsáveis pela divisão do PDS, em 1984, o que enfraqueceu a candidatura de Paulo Maluf à Presidência da República, na eleição indireta que levou Tancredo Neves (PMDB) ao cargo.

Foi ministro de Minas e Energia no governo Sarney e defendeu a manutenção do programa brasileiro do álcool, o Pró-álcool[2]

Concorreu à presidência nas eleições diretas de 1989 pelo mesmo PFL, tendo como vice em sua chapa Cláudio Lembo, obtendo irrisória votação, com cerca de 0,83% e terminando o pleito em nono lugar com 600.838 votos. Lembo depois diria que boa parte dos correligionários da legenda os havia abandonado para apoiar informalmente Fernando Collor de Melo. Após isso, decidiu formalmente se retirar da vida pública; mas, ainda assim continuou a exercer influência sobre seu estado natal e mesmo na nação, era uma voz a ser ouvida, como na ocasião das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, em relação às quais manifestava-se radicalmente contra. O governador Aécio Neves, cujo avô, Tancredo era um grande amigo e aliado de Aureliano, admitiu por ocasião de sua morte: "Ele era um consultor informal".

No final da vida estava filiado ao PSDB. Na campanha presidencial de 2002, contudo, apoiou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, ajudando na aproximação entre o petista e os militares.[3]

Interessado em tecnologia, quando Secretário da Educação de Minas Gerais visitou os Estados Unidos e o México, em busca de novos métodos de educação. Quando ministro, visitou os principais centros de estudos nucleares da França, Alemanha e Estados Unidos, onde, novamente, voltaria como vice-presidente do Brasil.

Sobre Aureliano, disse o deputado Mauri Torres: "Apesar de ter feito sua carreira política dentro do regime militar, foi sempre um homem democrático e nacionalista, que sempre defendeu os interesses de Minas e do Brasil".

Faleceu, já viúvo, a 30 de abril de 2003, em Belo Horizonte, sendo sepultado em Itajubá.

Condecorações[editar | editar código-fonte]

Em reconhecimento a seu brilhante desempenho profissional, à sua carreira política pautada por comportamento ético, austero e transparente e por uma vida íntegra e honesta, recebeu várias condecorações:

Nacionais[editar | editar código-fonte]

Estrangeiras[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Membro da Academia Mineira de Letras, escreveu vários trabalhos, destacando-se estudos técnicos, científicos, educacionais e políticos, entre os quais:

  • ” Máquinas Elétricas”
  • ” Linhas de Transmissão”
  • ” Energia Nuclear Educação e Desenvolvimento”
  • “Política Econômica dos Governos da Revolução”

Ver também[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Rondon Pacheco
Governador de Minas Gerais
1975 — 1978
Sucedido por
Levindo Ozanam Coelho
Precedido por
Adalberto Pereira dos Santos
Vice-presidente do Brasil
1979 — 1985
Sucedido por
José Sarney
Precedido por
César Cals
Ministro de Minas e Energia do Brasil
1985 — 1988
Sucedido por
Iris Rezende
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