Maílson da Nóbrega

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Maílson da Nóbrega
Maílson da Nobrega fala sobre as perspectivas para economia brasileira.
Ministro da Fazenda do Brasil Brasil
Período 6 de janeiro de 1988
15 de março de 1990
Antecessor(a) Luiz Carlos Bresser Pereira
Sucessor(a) Zélia Cardoso de Mello
Dados pessoais
Nascimento 14 de maio de 1942 (75 anos)
Cruz do Espírito Santo,PB
Partido sem partido
Profissão economista

Maílson Ferreira da Nóbrega é um economista brasileiro. Foi ministro da Fazenda no governo de José Sarney, durante o período de hiperinflação em fins dos anos 1980.[1][2][3][4] É casado com Rosa Dalcin e tem cinco filhos.[5]

Vida profissional[editar | editar código-fonte]

Funcionário do Banco do Brasil desde 1963, Nóbrega formou-se em economia em 1974, pela Faculdade de Ciências Econômicas Contábeis e de Administração do Distrito Federal (CEUB).[6] Em fins dos anos 1970, começou a fazer carreira no Ministério da Fazenda, tendo assumido várias postos proeminentes[5] até ser nomeado ministro da Fazenda em 6 de janeiro de 1988, após a renúncia de Luiz Carlos Bresser Pereira.[7]

No Ministério da Fazenda[editar | editar código-fonte]

Ao assumir, Nóbrega afirmou que não descuidaria "em nenhum momento, do controle da inflação", que não haveria nenhum pacote econômico ou "medidas heroicas", e que tentaria renegociar a dívida externa brasileira com os credores internacionais em condições tão favoráveis quanto às obtidas pelo México. Rapidamente, contudo, tornou-se claro que não seria capaz de cumprir nenhuma destas promessas.[8] Já em 2 de fevereiro de 1988, o então senador Fernando Henrique Cardoso questionava no Congresso Nacional a retomada dos pagamentos da dívida externa (após a moratória de 1987) sem que houvesse um acordo definitivo firmado com os credores.[9] Finalmente, em 23 de agosto de 1988 o Brasil fechou um acordo com o FMI pelo qual teria à disposição US$ 1,4 bilhão (do qual recebeu efetivamente US$ 477 milhões).[7][10]

Nóbrega havia declarado que faria uma política econômica "feijão com arroz", sem "soluções miraculosas", realizando somente ajustes pontuais para evitar uma hiperinflação.[8] Todavia, o ano de 1987 que havia terminado com uma inflação acumulada em 415,87%, foi amplamente superado pelo índice de 1.037,53% ao final de 1988.[11] Tornou-se claro que, mais uma vez, o governo Sarney teria que lançar mão de outro "pacote econômico heterodoxo". Este efetivamente surgiu em 15 de janeiro de 1989 e recebeu o nome de "Plano Verão".[12]

O Plano Verão[editar | editar código-fonte]

O pacote econômico conhecido como "Plano Verão" foi o quarto e último do governo Sarney, e tinha como objetivo principal controlar a escalada inflacionária num ano eleitoral.[13] Para isso, foi criada uma nova moeda, o cruzado novo (que valia 1.000 cruzados velhos), houve uma desvalorização de 14% da moeda nacional perante o dólar, e preços e salários foram congelados.[12][14] Como os seus antecessores, o Plano Verão revelou-se um quase completo fracasso. Maílson da Nóbrega admite que seus objetivos não foram atingidos, mas que outras medidas que deveriam ter sido adotadas para que o plano obtivesse êxito, não foram aprovadas pelo Congresso brasileiro. Entre elas, a demissão de funcionários públicos sem estabilidade, extinção de órgãos públicos e um amplo programa de privatizações.[15] Estas medidas foram posteriormente adotadas nos governos neoliberais de Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso, embora não tenham se revelado particularmente eficazes na redução do déficit público.[16][17][18]

Além de sua inocuidade como instrumento de controle da inflação, alega-se que o Plano Verão e similares (Plano Bresser de 1987 e os Planos Collor 1, de 1990, e Collor 2, de 1991),[19] teriam causado prejuízos às pessoas que na época possuíam cadernetas de poupança, pois os índices de correção monetária foram alterados. No caso do Plano Verão, as perdas foram estimadas em cerca de 20,37% sobre os rendimentos em fevereiro de 1989.[20] Todavia, a Confederação Nacional do Sistema Financeiro brasileiro não somente contesta a ideia de que os poupadores teriam sido prejudicados, como afirma que as instituições financeiras não se apropriaram do dinheiro expurgado das contas dos clientes, já que qualquer excesso de liquidez é recolhido compulsoriamente ao Banco Central.[21] Em 2013, o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a avaliar o caso, para definir se houve prejuízos - e quem pagará por eles.[22]

Consultorias[editar | editar código-fonte]

O ano de 1989 veria a hiperinflação atingir a marca histórica de 1.782,85%.[11] Em março de 1990, o presidente eleito, Fernando Collor de Mello, deu posse à nova ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello. Logo após a posse, Maílson da Nóbrega mudou-se para São Paulo onde começaria quase imediatamente a trabalhar como consultor financeiro (não havia um período de "quarentena" para autoridades recém-saídas de cargos ministeriais). Com um de seus ex-subordinados, Cláudio Adilson Gonçalez, e Celso Luiz Martone, montou a MCM Consultores Associados, da qual faria parte até 1995.[5]

Em 1997, Maílson da Nóbrega começaria a estruturar a Tendências Consultoria Integrada, juntamente com Nathan Blanche e Gustavo (Jorge Laboissière) Loyola, ex-presidente do Banco Central (e ex-sócio da MCM).[5] A expertise de ambos na área pública fez com que a Tendências (ao lado da MCM) se tornasse uma das principais consultorias econômicas brasileiras, tendo como clientes grandes "players" do mercado financeiro e instituições que movimentavam aplicações especulativas de alto risco, conhecidas informalmente como "fundos tarja preta".[23] Em janeiro de 1999, baseados nos relatórios do MCM e do Tendências, que previam uma desvalorização do real apenas em fevereiro, os "tarja preta" Marka e FonteCindam foram à bancarrota - mesmo tendo recebido um polpudo pacote de ajuda do Banco Central, presidido por Francisco (Lafaiete de Pádua) Lopes.[24] Naquele que se transformaria num dos grandes escândalos financeiros do governo Fernando Henrique Cardoso, evidenciou-se que a simples presença de ex-autoridades financeiras numa consultoria não era garantia de lucro certo.[25][26]

Todavia, o caso Marka/FonteCindam não arranhou o prestígio de Maílson da Nóbrega ou de sua consultoria. Articulista da "Folha de S. Paulo" desde 1998, em 2000 ele se mudaria para o "Estado de S. Paulo", e a partir de 2005 começaria a escrever quinzenalmente para a revista semanal "Veja".[5] Em 2012, além de continuar a ser sócio da Tendências e um dos palestrantes mais requisitados no Brasil (cerca de 90 apresentações por ano, quase sempre sobre análise da conjuntura político-econômica), Maílson da Nóbrega era ainda membro do conselho de administração de sete empresas no Brasil e no exterior (entre elas, Grendene, TIM, Rodobens e Cosan).[27]

O Filme[editar | editar código-fonte]

Em 2013, com direção de Louise Z. Sottomaior, foi lançado o documentário "O Brasil Deu Certo. E Agora?". Idealizado por Maílson da Nóbrega, o filme aborda a conquista da estabilidade política e econômica no Brasil e os desafios ao crescimento do país. Com depoimentos de três ex-presidentes da república (Sarney, Collor e FHC), sete ex-presidentes do Banco Central e 13 ex-ministros de Estado,[28] não contou com as presenças do ex-presidente Lula, da então presidente, Dilma Rousseff, e dos ex-ministros da Fazenda Antônio Palocci e Guido Mantega. Segundo Maílson, todos foram convidados, mas preferiram não participar.[29]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Nóbrega e o "Cidadão Kane"[editar | editar código-fonte]

Em sua autobiografia, "Além do Feijão com Arroz", Maílson da Nóbrega confirma que sua efetivação no cargo de ministro da Fazenda teve o aval do poderoso empresário das telecomunicações Roberto Marinho (o qual, segundo Nóbrega, lembraria William Randolph Hearst, ou, mais precisamente, o "Cidadão Kane"). O presidente Sarney orientou Nóbrega a conversar primeiro com o "Dr. Roberto" no escritório deste, em Brasília. A conversa, que Nóbrega descreve como uma "sabatina", ocorreu na tarde de 5 de janeiro de 1988. Marinho aparentemente ficou satisfeito com o que ouviu, pois ao voltar ao ministério, por volta das 18h (10 minutos após ter deixado o escritório da Rede Globo), Nóbrega foi cumprimentado pela secretária, que acabara de ouvir no plantão do Jornal Nacional a confirmação da efetivação dele como ministro da Fazenda. Em seguida, recebeu um telefonema de Sarney, convocando-o ao Palácio do Planalto para tomar posse do cargo.[30][31][32][33]

Depois da posse, Nóbrega e o "Cidadão Kane" encontraram-se para um almoço, desta vez no Rio de Janeiro, na sede da TV Globo. Marinho teria confidenciado a Nóbrega que indicara dois outros ministros de Sarney: Antônio Carlos Magalhães, das Comunicações, e Leônidas Pires, do Exército. Segundo Nóbrega, "não sei se era verdade, nem se ele exibia que era poderoso".[30]

Embora houvesse começado de forma cordial, a relação entre Nóbrega e Marinho azedaria nos meses seguintes. O primeiro problema foi o cancelamento de um programa governamental de incentivo às exportações, no qual Roberto Marinho pretendia vender um bilhão de dólares em casas pré-fabricadas. O programa foi cancelado, mas o interesse de Marinho acabou sendo divulgado pelo "Jornal do Brasil", principal concorrente de "O Globo" (jornal dos Marinho) no Rio de Janeiro. Irritado, Roberto Marinho pressionou o presidente Sarney para que Nóbrega desmentisse a informação. Mesmo após Nóbrega ter se recusado a dar um desmentido formal, Marinho fez divulgar no principal noticioso da TV Globo, o Jornal Nacional, que o desmentido havia sido dado.[30][34]

Com a escalada da hiperinflação, aumentou a pressão contra Nóbrega. Ele descobriu-se "demitido" pelo jornal "O Globo" na manhã de 4 de agosto de 1989 ("Inflação derruba Maílson", dizia a manchete),[35] e no dia seguinte o jornal afirmava que o presidente Sarney escolheria um novo coordenador para a economia.[36] Não aconteceu nem uma coisa nem outra, e Nóbrega manteve-se ministro até 18 de março de 1990, quando Zélia Cardoso de Mello assumiu o ministério da Fazenda.[30] Segundo a revista "Veja" em sua edição 1091 (9 de agosto de 1989), a ação para precipitar a queda de Nóbrega foi organizada em Brasília pelo empresário e lobista Jorge Serpa, homem de confiança de Roberto Marinho.[37] Serpa foi o mesmo que em 1988 havia tentado - sem sucesso - intermediar o negócio de um bilhão de dólares em casas pré-fabricadas proposto pelo Dr. Roberto.[30]

Nóbrega vs ISTOÉ[editar | editar código-fonte]

Em 28 de abril de 1999, com o escândalo Marka/FonteCindam na berlinda, a revista semanal "ISTOÉ" publicou um editorial ("Moralização Já") onde criticava as relações "promíscuas" entre o mercado financeiro e o poder público, evidenciado pelo fato de que autoridades monetárias passavam a trabalhar como consultores imediatamente após deixar o governo - ou vice-versa - e cita especificamente Maílson da Nóbrega como exemplo.[38] Em consequência, com base na Lei de Imprensa, Nóbrega entrou com uma ação contra o semanário, pedindo explicações sobre as ilações feitas no editorial.[39]

As explicações foram dadas na edição 1554 da revista, em 14 de julho de 1999. Nelas, o editor da "ISTOÉ", Domingo Cecilio Alzugaray, esclarece que tanto Maílson da Nóbrega quanto seu sócio Gustavo Loyola ressaltavam a expertise em órgãos públicos nos próprios currículos, mas que não havia nisso qualquer insinuação de que tivessem repassado informações privilegiadas aos bancos citados - tanto assim que eles foram à bancarrota.[39]

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

  • 2010 - Maílson da Nóbrega, Louise Z. Sottomaior e Josué Leonel. Além do feijão com arroz (autobiografia). Editora Civilização Brasileira.
  • 2005 - Maílson da Nóbrega – O futuro chegou: instituições e desenvolvimento no Brasil. Editora Globo.
  • 2000 - Maílson da Nóbrega – O Brasil em Transformação. Editora Infinito

Referências

  1. Thayer Watkins. «The Hyperinflation in Brazil, 1980-1994» (em inglês). Consultado em 26 de maio de 2013 
  2. infobae.com, ed. (4 de setembro de 2012). «¿Qué país tiene el récord de hiperinflación?» (em castelhano). Consultado em 30 de maio de 2013 
  3. Rede Globo, ed. (23 de março de 2012). «O passado de hiperinflação no Brasil». Consultado em 10 de novembro de 2013. Essa era a realidade de hiperinflação pela qual o Brasil passou durante anos, freada apenas com o Plano Real, durante mandato do presidente Itamar Franco, em 1994 
  4. Gustavo Franco (22 de fevereiro de 2002). UCLA International, ed. «How Brazil Beat Hyperinflation» (em inglês). Consultado em 16 de novembro de 2013 
  5. a b c d e «Linha do Tempo». 2010. Consultado em 26 de maio de 2013 
  6. Monica Piccolo Almeida (2010). Universidade Federal Fluminense, ed. «Reformas neoliberais no Brasil» (pdf). Niterói. Consultado em 26 de maio de 2013 
  7. a b Folha de S. Paulo (ed.). «Cronologia Anos 1980». Consultado em 26 de maio de 2013 
  8. a b Odail Figueiredo Jr. (13 de janeiro de 1988). «Chega de medidas heróicas». São Paulo: Veja (revista): 3-6. ISSN 0100-7122 
  9. Fernando Henrique Cardoso (3 de fevereiro de 1989). Congresso Nacional do Brasil, ed. «Diário do Congresso Nacional - Fevereiro de 1988 - Livro 2» (pdf). Consultado em 26 de maio de 2013. O que é grave é que, efetivamente, houve uma declaração formal do próprio Ministro Mailson da Nóbrega, dizendo que não haveria mudança de política, e a mudança foi drástica. Fico-me perguntando: para que fizemos essa moratória? Essa moratória foi feita para, finalmente, pagarmos tudo, sem nenhuma vantagem para o Brasil. 
  10. James M. Boughton (1 de outubro de 2001). Fundo Monetário Internacional, ed. «Silent Revolution - The International Monetary Fund 1979–1989» (pdf) (em inglês). Consultado em 26 de maio de 2013 
  11. a b Banco Central do Brasil, ed. (2005). «Price Indices» (pdf) (em inglês). Consultado em 26 de maio de 2013 
  12. a b Eric Nepomuceno (16 de janeiro de 1989). El País, ed. «Brasil anuncia un 'plan verano' para combatir la inflación y cambia su moneda» (em castelhano). Consultado em 26 de maio de 2013 
  13. Country Listing, ed. (abril de 1997). «Brazil: The 1985-89 Period» (em inglês). Consultado em 26 de maio de 2013 
  14. Marcelo de Oliveira Passos. Universidade Federal de Pelotas, ed. «Planos Cruzado, Bresser e Verão» (pdf). Consultado em 10 de novembro de 2013 
  15. Ygor Salles (15 de janeiro de 2009). Folha de S. Paulo, ed. «Mailson admite fracasso do Plano Verão, mas questiona correção na poupança». Consultado em 26 de maio de 2013 
  16. William Waack (30 de março de 1989). El País, ed. «El 'plan verano' contra la inflación en Brasil fracasa tras dos meses de vigencia» (em castelhano). Consultado em 26 de maio de 2013 
  17. Guido Mantega (1 de abril de 1989). Teoria e Debate, ed. «Plano Verão e neoliberalismo». Consultado em 26 de maio de 2013 
  18. James Brooke (7 de janeiro de 1990). The New York Times, ed. «Bad Times, Bold Plans for Brazil». Consultado em 26 de maio de 2013 
  19. Anay Cury; Gabriela Gasparin (10 de novembro de 2012). g1.com, ed. «Planejado contra hiperinflação, plano Collor deu início à abertura comercial». Consultado em 26 de maio de 2013 
  20. ABRADEC, ed. (2010). «O que foi o Plano Verão '89?». Consultado em 26 de maio de 2013 
  21. Confederação Nacional do Sistema Financeiro (ed.). «Planos Econômicos». Consultado em 26 de maio de 2013 
  22. Paula Adamo Idoeta (20 de março de 2013). BBC Brasil, ed. «Após 23 anos do Plano Collor, 'trauma de confisco' sobrevive». Consultado em 26 de maio de 2013 
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  25. Eric Nepomuceno (24 de abril de 1999). El País, ed. «Una comisión parlamentaria encuentra graves irregularidades en el Banco Central de Brasil» (em castelhano). Consultado em 26 de maio de 2013 
  26. Lino Rodrigues; Ronaldo D'Ercole e Liana Melo (29 de março de 2012). O Globo, ed. «Juiz federal condena envolvidos no escândalo Marka e FonteCindam». Consultado em 10 de novembro de 2013 
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  28. Folha de S. Paulo, ed. (30 de abril de 2013). «Documentário de Maílson da Nóbrega sobre rumos do Brasil tem pré-estreia gratuita». Consultado em 26 de maio de 2013 
  29. Vanessa Jurgenfeld (2 de maio de 2013). Valor Econômico, ed. «Aos 70, Maílson veste uma nova camisa, a de cineasta». Consultado em 26 de maio de 2013 
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  32. Ricardo Setti (21 de novembro de 2011). Veja (revista), ed. «Sai em e-book autobiografia de Mailson em que conta, entre outros episódios, como Sarney só o nomeou para a Fazenda depois da aprovação de Roberto Marinho». Consultado em 10 de novembro de 2013 
  33. Leandro Narloch (junho de 2005). Superinteressante, ed. «A voz do Brasil». Consultado em 10 de novembro de 2013. Antes de assumir o Ministério da Fazenda, em 1988, Maílson da Nóbrega conversou por 2 horas com Roberto Marinho. “Era como se eu estivesse sendo sabatinado”, contou Maílson para a revista Playboy. 10 minutos após a conversa, o Jornal da Globo dava o furo: ele era o novo ministro da Fazenda. 
  34. Luciano Feltrin (22 de novembro de 2010). Brasil Econômico, ed. «Feijão com arroz da abertura política e econômica». Consultado em 10 de novembro de 2013 
  35. O Globo, ed. (4 de agosto de 1989). «Inflação derruba Maílson». Consultado em 10 de novembro de 2013 
  36. O Globo, ed. (5 de agosto de 1989). «Sarney escolherá com Congresso o novo coordenador da economia». Consultado em 10 de novembro de 2013 
  37. «Vai acabar em pizza». São Paulo: Veja (revista). 9 de agosto de 1989: 56-57. ISSN 0100-7122 
  38. ISTOÉ, ed. (28 de abril de 1999). «"Moralização já"». Consultado em 26 de maio de 2013 
  39. a b Domingo Cecilio Alzugaray (14 de julho de 1999). ISTOÉ, ed. «Publicação das explicações prestadas». Consultado em 26 de maio de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
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1987 — 1990
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