Francisco Dornelles

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Francisco Dornelles
Francisco Dornelles
Governador do Rio de Janeiro Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg
(interino)
Período 28 de março de 2016
até 31 de outubro de 2016
Vice-governador Ele mesmo (nenhum)
Antecessor(a) Luiz Fernando Pezão
Sucessor(a) Luiz Fernando Pezão
Vice-governador do Rio de Janeiro Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg
Período 1 de janeiro de 2015
até a atualidade [nota 1]
Governador Luiz Fernando Pezão
Antecessor(a) Luiz Fernando Pezão
Senador pelo Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período 1 de fevereiro de 2007
até 17 de dezembro de 2014
Ministro do Trabalho do Brasil Brasil
Período 1 de janeiro de 1999
até 8 de abril de 2002
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Antecessor(a) Edward Amadeo
Sucessor(a) Paulo Jobim Filho
Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil Brasil
Período 6 de maio de 1996
até 30 de março de 1998
Presidente Fernando Henrique Cardoso
Antecessor(a) Dorothea Werneck
Sucessor(a) José Botafogo Gonçalves
Deputado Federal pelo Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período 1 de fevereiro de 1987
até 1 de fevereiro de 2007
(5 mandatos consecuivos)
Ministro da Fazenda do Brasil Brasil
Período 15 de março de 1985
até 26 de agosto de 1985
Presidente José Sarney
Antecessor(a) Carlos Viacava
Sucessor(a) Dilson Funaro
Vida
Nascimento 7 de janeiro de 1935 (82 anos)
Belo Horizonte, MG, Brasil
Dados pessoais
Alma mater Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Harvard
Esposa Cecília Andrade Dornelles
Partido PP
Profissão Economista

Francisco Oswaldo Neves Dornelles (Belo Horizonte, 7 de janeiro de 1935) é um economista e político brasileiro. É atualmente o vice-governador do Rio de Janeiro.

Francisco é um primo materno do senador Aécio Neves (PSDB) e um sobrinho paterno do político Ernesto Dornelles.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formação acadêmica e ingresso na vida pública[editar | editar código-fonte]

Formado em Direito pela Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, e em Tributação pela Universidade Harvard, Francisco especializou-se em finanças públicas e tributação com cursos no exterior.

Iniciou a sua carreira como político trabalhando com o seu tio paterno Tancredo Neves na Secretaria de Finanças de Minas Gerais em 1959. Durante o período de Tancredo como primeiro-ministro do país, foi seu secretário particular.

Projeção nacional[editar | editar código-fonte]

Foi secretário da Receita Federal em 1979 e em 1985 ministro da Fazenda escolhido pelo presidente eleito indiretamente Tancredo Neves e mantido por José Sarney, que acabaria por assumir a Presidência.

Como parlamentar e na disputa pelo Poder Executivo municipal[editar | editar código-fonte]

Foi eleito deputado federal pela primeira vez em 1986, tendo sido reeleito por mais quatro vezes seguidas. Disputou a prefeitura do Rio de Janeiro em 1992, tendo obtido o 7º lugar.

Ao longo dos anos 1990[editar | editar código-fonte]

Foi também o ministro da Indústria e Comércio e o ministro do Trabalho, no governo Fernando Henrique Cardoso. Em 2006, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro, tendo como primeiro suplente Péricles Olivier de Paula.

Vida partidária[editar | editar código-fonte]

Entre 2007 e 2013 presidiu nacionalmente o Partido Progressista (PP), sigla à qual pertence desde 2003 e da qual é o atual presidente de honra. Transmitiu a presidência do partido ao também senador Ciro Nogueira[2] Antes, foi filiado ao Partido da Frente Liberal (PFL; 1987-1993); Partido Democrático Social (PDS; 1993); PPR (1993-1995) e PPB (1995-2003).

Chegada ao Poder Executivo estadual[editar | editar código-fonte]

Em março de 2016, em decorrência de problemas de saúde do governador Luiz Fernando de Souza, assumiu interinamente o governo do Rio por sete meses. Afirmou que a crise financeira nas contas publicas estaduais é grave e que, neste momento, não há dinheiro para pagar os servidores bem como que nunca viu uma crise financeira como a atual[3].

Reações aos caos econômico[editar | editar código-fonte]

Em 17 de junho de 2016, a crise que atinge todo o País – e, em especial, o Rio de Janeiro – levou Francisco como governador a decretar estado de calamidade pública, a 49 dias do início das Olimpíadas. Foi a primeira vez na história que o estado tomou medida semelhante na área financeira[4].

Notas

  1. Cassado pelo TRE-RJ, podendo recorrer da decisão no cargo.[1]

Referências

  1. «TRE-RJ cassa mandato da chapa do governador do RJ, Luiz Fernando Pezão». G1. Globo.com. 8 de fevereiro de 2017. Consultado em 8 de fevereiro de 2016 
  2. Ciro Nogueira é o novo presidente do PP Nacional, Juventude progressista .
  3. «Dornelles admite equívoco em impasse do RJ com Judiciário», Globo, G1, março de 2016 .
  4. Cristina Boeckel, Daniel Silveira, Henrique Coelho, Káthia Mello (17 de junho de 2016). «Governo do RJ decreta estado de calamidade pública devido à crise». G1. Globo. Consultado em 18 de junho de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Francisco Dornelles
Precedido por
Luiz Fernando Pezão
Vice-governador do Rio de Janeiro
2015 — 2018
Sucedido por
'
Precedido por
Carlos Viacava
Ministro da Fazenda
1985
Sucedido por
Dilson Funaro
Precedido por
Dorothea Werneck
Ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo
1996 — 1998
Sucedido por
José Botafogo Gonçalves
Precedido por
Edward Amadeo
Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil
1999 — 2002
Sucedido por
Paulo Jobim Filho