Aurelino de Araújo Leal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde novembro de 2018). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Aurelino Leal
Aurelino Leal
Presidente do Rio de Janeiro
Período 11 de janeiro de 1923
até 23 de dezembro de 1923
Antecessor Raul Fernandes
Sucessor Feliciano Sodré
Dados pessoais
Nascimento 4 de agosto de 1877
Rio de Contas, Bahia
Morte 8 de junho de 1924 (46 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Profissão advogado, jornalista e político

Aurelino de Araújo Leal ou simplesmente Aurelino Leal (Rio de Contas, 4 de agosto de 1877Rio de Janeiro, 8 de junho de 1924) foi um advogado, jornalista e político brasileiro.

Filho do Coronel e fazendeiro baiano Maximino de Araújo Leal e de Joana de Freitas. Casou-se com Maria Amélia Bittencourt.

Iniciou seus estudos primários na cidade de Canavieiras, numa escola pública. Mudou-se para Salvador para fazer e concluir o ensino secundário. Formou-se em direito pela Faculdade da Bahia, em 1894, tendo sido promotor público da comarca de Amargosa. Dedicou-se ainda ao jornalismo e à política, sendo eleito deputado estadual em 1899, antes de ter sido diretor da penitenciária de Salvador. Nomeado pelo Governador da Bahia da época para exercer a função de chefe de polícia e secretário geral daquele estado. Em 1907, deixa a administração pública, voltando exercer à advocacia e ao jornalismo político.

No ano de 1912, transferiu-se para a cidade do Rio de Janeiro, exercendo a advocacia nesta cidade. Em 1914 foi nomeado pelo presidente da República Venceslau Braz chefe de polícia do Distrito Federal, permanecendo neste cargo até 1918. Foi 1º Representante do Ministério Público, junto ao Tribunal de Contas da União, tomando posse em 23 de dezembro de 1918 até 1923, e logo após, assumindo como ministro do mesmo Tribunal.

Foi nomeado pelo presidente Artur Bernardes interventor federal no estado do Rio de Janeiro em 10 de janeiro de 1923, em decorrência da disputa política ocasionada pela duplicidade de presidentes e Assembleias Legislativas no estado. Permaneceu no cargo até 23 de dezembro de 1923 e durante sua administração foi eleito o novo presidente do estado do Rio.[1] Elegeu-se ainda deputado federal pela Bahia, em 1924.

Membro do Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros, da Sociedade Brasileira de Direito Internacional e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Diretor e redator do jornal A Lide (Amargosa-BA, 1899). Redator do jornal O Regenerador (Nazaré-BA, 1899-1900). No Rio de Janeiro, fundou a revista Brasil Econômico e Financeiro, além de ser Redator-chefe do Diário de Notícias.

No magistério, foi professor substituto de Direito Constitucional da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, nomeado em 1915. Foi professor também desta mesma cadeira na Faculdade de Filosofia e Letras, tendo sido Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, em 1923.

Após a sua morte, alguns logradouros brasileiros receberam o seu nome, como por exemplo, a que se situa no bairro do Leme, no Rio de Janeiro. Aurelino Leal também é nome de um município na Bahia.


Precedido por
Raul Fernandes
Presidente do Rio de Janeiro
11 de janeiro a 23 de dezembro de 1923
Sucedido por
Feliciano Pires de Abreu Sodré


Ícone de esboço Este artigo sobre um político brasileiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
  1. LACOMBE, Lourenço Luiz. Os chefes do Executivo Fluminense. Petrópolis, RJ : Museu Imperial, 1973.