Rio de Contas (Bahia)

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Município de Rio de Contas
Igsant.jpg

Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 27 de novembro de 1745
Gentílico riocontense
Lema "In omnibus honor"
(Em todas as coisas, honra)
Prefeito(a) Márcio Farias
(2009–2012)
Localização
Localização de Rio de Contas
Localização de Rio de Contas na Bahia
Rio de Contas está localizado em: Brasil
Rio de Contas
Localização de Rio de Contas no Brasil
13° 34' 44" S 41° 48' 39" O13° 34' 44" S 41° 48' 39" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Seabra IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Abaíra (N), Brumado (S), Jussiape e Ituaçu (L), Érico Cardoso, Livramento de Nossa Senhora e Dom Basílio (O).
Distância até a capital 738 km
Características geográficas
Área 1 052,302 km² [2]
População 12 979 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 12,33 hab./km²
Altitude 1.050 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,605 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 51 112,821 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 697,66 IBGE/2008[5]
Página oficial

Rio de Contas é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2004 era de 13.710 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Criada por Provisão Real em 1745, Rio de Contas foi a primeira cidade planejada do Brasil. O município preserva o traçado antigo, apresentando praças e ruas amplas, igrejas barrocas, monumentos públicos e religiosos em pedra e o casario em adobe.

Escravos alforriados que se instalaram na margem direita do Rio de Contas Pequeno, atual Rio Brumado, foram os primeiros habitantes da região de Rio de Contas. Em pouco tempo, formou-se o povoado denominado "Pouso dos Crioulos" (localizado ao sul da Chapada Diamantina e dentro do Polígono das Secas). No início do século XVIII, com a chegada de bandeirantes interessados em novas regiões de exploração do ouro, um novo arraial (hoje chamado de Mato Grosso) foi fundado, atraindo mais pessoas para a região. Também nessa época chegaram os padres jesuítas.

Em 1746, o Pouso dos Crioulos passou a chamar-se Vila Nova de Nossa Senhora do Livramento das Minas do Rio de Contas, nome herdado da transferência de uma vila vizinha que, devido a constantes enchentes, sofria de uma epidemia da "febre de mau caráter".

Na segunda década do século XVIII, o bandeirante Sebastião Pinheiro da Fonseca Raposo Tavares descobriu ouro no local, iniciando um ciclo que marcou a história da região, fazendo com que o povoado prosperasse rapidamente. Rico em ouro de aluvião, o município viveu na segunda metade do século XVIII uma época de grande prosperidade econômica. As tradicionais famílias importavam da Europa peças de uso pessoal e de decoração e, numa celebração à abundância, pó de ouro era lançado nos Imperadores e Rainhas durante as procissões da festa do Divino Espírito Santo. Também são desta época os casarões em estilo colonial, hoje tombados pelo patrimônio.

Em 1745 dá-se a transferência de uma antiga vila (a de Nossa Senhora do Livramento de Minas do Rio de Contas) para o novo sítio, surgindo então a Vila Nova de Nossa Senhora do Livramento de Minas do Rio de Contas. Toda esta prosperidade decaiu já por volta de 1800 com a escassez do ouro, e agravou-se com a descoberta de diamantes na Chapada Diamantina quatro décadas depois. Grande parte da população de Rio de Contas que havia fundado a cidade transferiu-se para Mucujê em busca de novas riquezas. A vila foi elevada à cidade em 1885.

É um atual polo ecoturístico da Bahia. Foi cenário do filme Abril Despedaçado do diretor Walter Salles.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 11 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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