Maetinga

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Município de Maetinga
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 9 de maio de 1985
Gentílico maetinguense
Prefeito(a) Brasilino Jose da Silva Neto
(2009–2012)
Localização
Localização de Maetinga
Localização de Maetinga na Bahia
Maetinga está localizado em: Brasil
Maetinga
Localização de Maetinga no Brasil
14° 39' 46" S 41° 29' 31" O14° 39' 46" S 41° 29' 31" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Brumado IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Malhada de Pedras, Caraíbas, Presidente Jânio Quadros, Rio do Antônio (Bahia)
Distância até a capital 609 km
Características geográficas
Área 368,390 km² [2]
População 7 031 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 19,09 hab./km²
Altitude 600 m
Clima semi-árido/sub-úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,538 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 21 345,333 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 531,47 IBGE/2008[5]
Página oficial

Maetinga é um município brasileiro do estado da Bahia, distante cerca de 609 quilômetros da capital. Sua população estimada em 2006 era de 16.083 habitantes, segundo dados do IBGE.

História[editar | editar código-fonte]

O município de Maetinga foi criado em 1985 e desmembrado do município de Presidente Jânio Quadros, o qual teve seu território povoado por volta de 1876, com o desenvolvimento da agropecuária e do comércio. Atualmente conta com um rebanho representativo de bovinos, caprinos e ovinos e com significativa produção agrícola.

No ano de 1885, na fazenda titulada Lagoa do Monte Alegre, marca a chegada do fundador João Francisco de Lima junto de sua esposa Maria Hermelina da Conceição e seus 14 filhos. Pertencentes das terras da Boa Vista onde se edificou 4 casas: a do Fundador, uma de Joãozinho Matias, uma de Sebastião Lima e Joaquim Lima e uma de Antônio Jorge da Silva (Vulgo Antônio Bizor). Se dedicavam à agricultura , à pecuária e ao descortiçamento das matas, também participavam de festejos religiosos como o de Santo Antônio e Santa Rita, que vinha por tradição familiar. No ano de 1888 iniciava-se as celebrações das missas na casa do fundador. Os festejos eram realizados na casa de Joãozinho Matias e sua esposa Maria Mocinha. As missas eram realizadas pelo padre João Gilberto, e foi até o ano de 1906, mesmo ano que faleceu o fundador. A partir daí as missas passaram a ser celebradas na casa de Joaquim Lima, depois na casa de Antônio Bizor até o ano de 1915. A partir de 1916 as missas continuaram a ser realizadas na igreja, que tinha sido edificada nesse mesmo ano, eram celebradas pelo segundo padre Altino, que também nesse mesmo ano realizou 4 casamentos: o de Tertulino Francisco dos Santos, o de Francisco José da Silva, o de Marcelino Silveira e o de Thiadolino Lima. O padre Altino e o padre Miguel ficaram na paróquia até o ano de 1920, e de 1920 a 1962 o padre Valdemar. Em 1919 já surgiam as casas de comércio: a venda de Antônio Bizor e a venda de Sebastião Lima Filho, em 1924 a loja de Francisco de Aliça, em 1925 a loja de Casimiro Souza, e assim foi se desenvolvendo o povoado.

No ano de 1961, com a emancipação política do distrito vizinho (Presidente Jânio Quadros desmembrado de Condeúba), o território em que se localiza Maetinga não mais pertencia a Condeúba, passando então a fazer parte do município de Presidente Jânio Quadros, ao qual esteve atrelado até o ano de 1985, quando finalmente o distrito de Monte Alegre conseguiu adquirir sua independência político-administrativa, passando a se chamar Maetinga, palavra de origem de Tupi-Guarani que significa Mae (Monte) e Tinga (alegria), representando assim o antigo nome do local, Monte Alegre. Era notório que na época do movimento de emancipação política de Maetinga, os líderes políticos de Presidente Jânio Quadros não aceitavam e muito menos apoiavam o movimento, não queriam a emancipação política do local. Os "coronéis" daquela cidade fizeram de tudo para tentar impedir o processo de emancipação, mais o movimento tomou proporções inimagináveis, a força do povo que queria a independência política-administrativa município cresceu bastante quanto então no ano de 1985, não pode mais ser contida. A população local sofria bastante quando era distrito de Presidente Jânio Quadros, pois praticamente nenhuma receita aqui era aplicada justamente para evitar o crescimento e fortalecimento do Distrito. Como já existia uma divisa distrital entre Jânio Quadros e Maetinga desde a época em que ambos pertencia a Condeúba, já existia a décadas uma população que se identificava como maetinguense, e assim a emancipação não pode ser contida, por isso que existe uma grande rivalidade entre as Cidades acima mencionadas. Vale lembrar que atualmente, proporcionalmente aos números de habitântes, ao tamanho, e a idade do município, os habitantes de Maetinga tem um superior qualidade de vida e econômica do que os de Presidente Jânio Quadros, e tem menor desigualdade social , e melhor distribuição de renda, ao contrário do vizinho que tem a riqueza local concentrada nas mãos de uma minoria, enquanto uma maioria vivi na pobreza, ainda nos mesmo moldes do coronelismo.

Outros acontecimentos históricos[editar | editar código-fonte]

  • 1911: Falecimento de Maria Hermelina, esposa do fundador e primeira proprietária do antigo povoado;
  • 1910 à 1915: José Marcos de Oliveira foi o primeiro professor que lecionou, na casa de Antônio Bizor;
  • 1915: Acontece o sepulcro de Olímpio;
  • 1915 à 1920: Urgulino Francisco dos Santos foi o segundo professor que lecionou, na casa de Joãozinho Matias;
  • 1922: Construção do primeiro cemitério, por Sebastião Lima Filho;
  • 1926: Passou por Maetinga a Coluna Prestes, deslocando-se do sul para o norte do país, passando pelo povoado no dia 12 de Maio;
  • 1927: Acontece a primeira Feira Livre no dia 15 de janeiro. Ela foi programada pelos representantes da época, tais como os Capitães Exupério Lourenço de Lima (avô de Elói Ramos de Lima) e Domigos Vieira, Cândido Vieira Filho e o Coronel Rafael Chiacchio. A Feira havia sido abastecida e composta com produtos da região que eram conduzidos por transportes de tradição animal e cargueiros. Nessa mesma data nasceu João do Mucambo(Conhecido popularmente como Janga);
  • 1930: No dia 30 de setembro, o primeiro veículo motorizado que visita a feira, um Fordinho fabricado no ano de 1929 de propriedade do Coronel Candido Silveira (de Aracatu), que estava sendo conduzido por Nandim de Alfere Rodrigo;
  • 1936: Surge o primeiro aparelho sonoro. Um rádio à bateria, que era de Casimiro Souza;
  • 1937: Primeiro médico que deu assistência no povoado foi Doutor Apolônio (de Feira de Santana – BA);
  • 1951 à 1953: O povoado Monte Alegre passou a ser Distrito Policial, quando edificou a subdelegacia de polícia, e havendo antes autoridades, os que prestava serviços policiais, como o Subdelegado de policia Rafael Barros. E pelo poder legislativo, como o vereador Rafael Chacchio.

Mais precisamente Pela lei estadual nº 628, de 30-12-1953, é criado o distrito de Maetinga (ex-povoado de Monte Alegre), com terras desmembradas do distrito de Joanina e anexado ao município de Condeúba.

  • 1985: O Povoado Monte Alegre passou a ser Distrito de Paz . Pelo o fato de deixar de ser povoado e passar a ser “cidade”, seu nome foi mudado de Monte Alegre para Maetinga, buscando a origem indígena Tupi-Guarani, onde MAE quer dizer Monte e TINGA quer dizer Alegria.
  • 1985: Primeira eleição para Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores. Itamar Ferreira Dutra se torna o 1º prefeito do novo município.
  • 2006: Passa pela Cidade de Maetinga no dia 3 de Agosto de 2006 o Rally dos Sertões, na 8ª Etapa de Brumado(ba) à Candido Sales(ba), passando pela cidade.

Um grande deputado trabalhou pela emancipação de Maetinga, foi Naomar Alcântara (no governo de João Durval Carneiro) que depois foi substituído pelo deputado Edvaldo Lopes.

Alguns Dados do Município:

População total: Aproximadamente 14.000 habitantes(somando zona rural e zona urbana) Principais Ruas: Av. Mariano Vieira, Rua Plinio Alves Costa, Rua Exupério Lima. Feira Livre: Todas as Segundas-Feiras Aniversário: 9 de Maio

FONTE e COLABORAÇÂO: Elói Ramos de Lima: Foi residente da Rua Exupério Lima(nome dado a esse logradouro em homenagem a seu avô, o Capitão Exúpério Lourenço de Lima ). Elói faleceu no dia 14 de dezembro de 1999. Demais Colaborações podem ser adicionadas por qualquer pessoa.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

  • Rio Riachão: um rio temporário ou grande riacho, que corta todo o município, com todos os riachos menores desaguando nele, o riachão possui um percurso de aproximadamente 60 km, desaguando no Rio Gavião no município de Caraíbas.
  • Riacho do Tabuleirinho: Também é um grande rio temporario que ao longo de seu percurso existem diversas represas, esse riacho também desagua no rio gavião ao sul do nosso munício.
  • Riacho do São José: O riacho do são josé é pouco conhecido, mas também é um importante rio no munínicipio, nasce na região da fazenda Jatobá descendo sentido espinho, possui muitos afluentes por isso tem grande volume de água, no seu percurso possui duas grandes represas, a situada na fazenda de Lorinho e a Represa do São José. Mais a frente na região do Pau de Colher, esse rio recebe ainda outros grandes afluentes que são os riachos que nascem de traz das serras da lagoinha/tamburi/pau-ferro. Desagua no rio Gavião.
  • Nascentes: Em Maetinga possui inúmeras nascentes ou os chamados "brejos do sertão" que nascem por um afloramento de um lençol freático presente na região, não é atoa que o local antes se chamava Olho D`água, pois possuia e possui várias minações d`água, onde a àgua brota da terra.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 25 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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