Botuporã

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Município de Botuporã
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 22 de março
Fundação Não disponível
Emancipação 22 de março de 1962 (55 anos)
Gentílico botuporãense
Padroeiro(a) Sagrado Coração de Jesus
CEP 46570-000
Prefeito(a) Hedílio Brandão Marques (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Botuporã
Localização de Botuporã na Bahia
Botuporã está localizado em: Brasil
Botuporã
Localização de Botuporã no Brasil
13° 22' 55" S 42° 31' 22" O13° 22' 55" S 42° 31' 22" O
Unidade federativa Bahia Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Boquira IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Tanque Novo, Caturama, Macaúbas, Paramirim
Distância até a capital Não disponível
Características geográficas
Área 552,570 km² [2]
População 11 162 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 20,2 hab./km²
Clima Semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,575 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 31 396,801 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 806,79 IBGE/2008[5]
Página oficial

Botuporã é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2009 era de 11.026 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Região primitivamente habitada pelos índios Tuxás foi colonizada na metade do século XVIII pelos portugueses que se estabeleceram constituindo famílias. O município nasceu com o primeiro nome de Fazenda Caititu, fundada pelos primeiros colonizadores portugueses Marques e Castros. Casaram-se na comunidade indígena, onde o mesmo ocorreu com os espanhóis Pamplona e Maias. Com o decorrer do tempo a Fazenda Caititu foi prosperando e outras propriedades foram surgindo ao seu redor, formando um pequeno núcleo urbano. No ano de 1926, missionários encantados com a beleza de um monte existente no povoado, mandaram abrir uma estrada até o alto do mesmo, onde edificaram um cruzeiro e o denominou de Monte Belo. Com o tempo o arraial desenvolveu-se em função da agropecuária, onde em 1934 foi criado o distrito de Monte Belo. Em 1934 mudou-se o nome para Botuporã. Em 1910, Acúrcio José de Oliveira edificou uma capela na praça onde hoje tem o seu nome. Construiu uma residência e fixou-se no comércio de tecido. Na época adquiriu uma imagem do Sagrado Coração de Jesus e passou a festejá-la, sendo padroeiro do município.

Nascido assim sob a proteção da cruz, na fé em Deus, o pequeno povoado foi crescendo e por volta de 1922, passando por essa localidade o bispo D. Juvêncio de Brito e em sua companhia frei Francisco, realizaram as primeiras Santas Missões na Fazenda Caititu. Na mesma época, os religiosos constataram a existência de um monte de imediações da localidade e mandaram abrir uma estrada, ergueram uma grande cruz de madeira neste local, benzeram e deram o nome de Monte Belo, o qual se progrediu e em 1926, foi realizada a primeira feira-livre. Do antigo Caititu, pouco restava, o núcleo urbano se expandia cada vez mais. Em 1936 foi elevado à categoria de Distrito de Paz, com transferência de Lagoa Clara. O então ministro da Justiça da Bahia Santiago Dantas, estudioso e profundo conhecedor do dialeto Tupi-Guarani, mudou o nome para a então Botuporã, que na língua Tupi-Guarani tem o significado de Monte Belo. Denominação que permanece até hoje.

Política[editar | editar código-fonte]

Com o passar do tempo a localidade crescia, ate mesmo com representante no poder Legislativo. Pequenas povoações davam-lhe “status” de cidade. Do povoado de Pajeú veio o Sr. Alípio Queiroz Marques, que se estabeleceu no lugar e se elegeu vereador para a Câmara de Macaúbas. Botuporã desenvolvia, então o Sr. Alípio Queiroz Marques e um grupo de homens de bem, entre eles Joaquim Mendonça, João Nunes, Brasilino Marques França, Joaquim de Oliveira, entre outros, esboçaram um movimento emancipacionista que teve sucesso, apesar de forte restrição de Macaúbas que não concordava em perder seu distrito mais importante depois da sede. Com a comunidade conscientizada, finalmente teve o plebiscito marcado. As bandeiras tremulavam, a alegria contagiava, tudo era festa na manhã de 22 de março de 1962. O então governador Juracy Monte Negro Magalhães, sancionava a Lei de 1947, criando o município de Botuporã. As eleições foram marcadas para o dia 15 de novembro. Candidatando pela UDN o líder Sr. Alípio Queiroz Marques e pelo PSD o Sr. Osvaldo Marques. Após apuração o povo botuporãense elegeu o seu primeiro prefeito, aquele que empunhou a bandeira emancipacionista, Alípio Queiroz Marques, que venceu as eleições com 312 votos de frente; sendo assim consolidada a emancipação. A posse ocorreu no dia 7 de abril de 1963.

TRADIÇÕES[editar | editar código-fonte]

Botuporã é uma cidade fiel às tradições, assim comemorando todos os anos o padroeiro Sagrado Coração de Jesus. Não só essa cidade, mas toda a região do Sudoeste da Bahia comemora também o São João, que ocorre anualmente nas praça de shows das cidades. As comunidades pertencentes à Botuporã também comemoram muitas datas festivas, como: Dia das Mães, Dia dos Pais, Páscoa, Natal entre outras.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 16 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
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