Maiquinique

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Município de Maiquinique - BA
"Cidade grafite"
"Rio de peixes pequenos"
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 16 de Julho
Fundação 20 de Janeiro de 1935
Gentílico maiquiniquense
Lema Maiquinique Cidade Grafite
CEP 45770-000
Prefeito(a) Jesulino de Sousa Porto (Democratas - DEM [2017-2020])
Localização
Localização de Maiquinique - BA
Localização de Maiquinique - BA na Bahia
Maiquinique - BA está localizado em: Brasil
Maiquinique - BA
Localização de Maiquinique - BA no Brasil
15° 37' 15" S 40° 15' 57" O15° 37' 15" S 40° 15' 57" O
Unidade federativa Bahia Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Itapetinga IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Itapetinga, Macarani, Itarantim e Jordânia
Distância até a capital 631 km
Características geográficas
Área 491,982 km² [2]
População 10,183 (IBGE/2 016) hab. IBGE/2014[3]
Densidade 17 85 (hab/km²) hab,/km²
Altitude 354 m m
Clima Tropical quente e úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,576 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 37 849,555 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 344,03 IBGE/2008[5]
Página oficial

Maiquinique é um município brasileiro do estado da Bahia. Tem como principal função econômica a pecuária, a agricultura de subsistência e possui um polo de extração de minério, o grafite. O município de Maiquinique, com área de 413.863 km², localizado ao sudoeste da Bahia e ao Nordeste do Brasil, fica a 592 km de Salvador e tem uma população de 9.182 habitantes[3], com um clima quente e úmido.

A palavra indígena Maiquinique vem do tupi-guarani e significa Rio de Peixes Pequenos.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes da localidade onde hoje situa-se a cidade de Maiquinique foram os índios botocudos (antropófagos que habitavam a região na época). O município de Maiquinique começou a surgir a partir de 1934, sendo oficialmente fundada em 20 de janeiro de 1935 por Francisco Martins de Almeida. O seu território originou-se da propriedade de Permínio Melo Flores que possuía no local um armazém e uma hospedaria que abrigava viajantes, tropeiros e boiadeiros naquele tempo. Esta mesma propriedade acabou sendo vendida ao Sr. Aleixo Pereira Passos, que doou quatro alqueires a Francisco Martins de Almeida visionário que incentivou a criação de um pequeno arraial cujo nome "Maiquinique" é devido ao rio que banha a região.

Em 1934 só havia em Maiquinique como via de circulação das pessoas uma velha estrada onde também era muito comum os boiadeiros passarem conduzindo a boiada. Permínio e família morava à beira dessa mesma estrada, onde havia uma casa e um barracão que hospedava os viajantes, também se encontrava no local uma venda e uma pequena loja. Daí então, como Francisco Martins tinha o desejo de formar nessa localidade um pequeno povoado e que consequentemente pudesse se tornar uma cidade. Foram reunidos alguns homens que fizeram um mutirão e criaram uma abertura com a roçagem da área. Participaram desse momento histórico os senhores: Maçu Gato, Anízio Bonifácio, Simião Magro, Marciano Rocha, João Porto, Jacinto Filho, Alvino Chaves, José Furtuoso, João de Inácio, Francisco José dos Santos, entre outros.

Na ausência de recursos para fazer tijolos e a dificuldade de obter cimento, os moradores começaram a erguer suas casas com paredes de enchimento e cobertura de palha. As primeiras casas foram construídas em torno do que é hoje a Praça Lomanto Júnior (a primeira feira livre também funcionava no mesmo local). Em 1936 havia sido feita escritura do povoado, sendo registrada na prefeitura da cidade de Macarani. A partir então, Maiquinique tornou-se povoado pertencente ao município de Macarani. Após o surgimento do povoado, deu-se a doação de terras pertencidas ao senhor Francisco Martins de Almeida e sua esposa Felismina Alves Martins, no dia 23 de abril de 1946, tendo como donatário a Prefeitura Municipal de Macarani. Entre as décadas de 1940 e 1950 Maiquinique começava crescer e já era possível observar o surgimento de várias casas na localidade. As primeiras ruas nasceram em torno da Praça Lomanto Júnior, foram elas: Rua Francisco Martins, Rua Tertulino Silveira Lima, Rua 7 de Setembro, Rua 16 de Julho e a Ruy Barbosa.

Em 1953 Maiquinique sobe de categoria, deixa de ser povoado e passa a ser distrito de Macarani.

Maiquinique veio a ser emancipada após 27 anos de sua fundação, em 16 de Julho de 1962 pelo decreto do ex-governador do estado da Bahia, Juracy Magalhães, elevando Maiquinique a categoria de município, criado com território desmembrado do município de Macarani, por força da Lei Estadual nº 1.718, de 16.07.1961, passando a ser Comarca de Macarani.

Em 18 de abril de 1969, o então prefeito de Maiquinique, Nelson José de Oliveira adquiriu dez hectares de terras pertencidas a Alfírio Alves Ferreira, onde foi instalado o distrito de Pouso Alegre, pertencente ao município. A sede de Maiquinique atualmente limita-se ao nascente com a propriedade de Beline Santos e Lourival Oliveira, ao poente com a propriedade de Adauto Meira, ao norte com o Rio Maiquinique, e, ao sul com propriedade de Lourival Oliveira e Nadir Alves.

  • O primeiro prefeito de Maiquinique, foi Luiz Rodrigues Silva, no mandato de 1 de janeiro de 1963 a 31 de dezembro de 1966. O qual era vereador do município de Macarani, quando Maiquinique ainda era distrito da mesma.
  • O segundo Prefeito de Maiquinique, foi Nelson José de Oliveira, que administrou de 1967 a 1970.
  • O terceiro prefeito de Maiquinique, foi Nataniel Souza Silveira, administrou com mandato de 2 anos, de 1 de janeiro de 1971 a 31 de dezembro de 1972.
  • O quarto prefeito foi Claudionor Coelho dos Santos, com mandato de 4 anos, que administrou de 1973 a 1976.
  • O quinto prefeito foi novamente Nataniel Souza Silveira, no seu segundo mandato, no período de 1977 a 1982. Considerado o prefeito que mais trabalhou em benefício da cidade realizou diversas obras.
  • O sexto prefeito foi Nemésio Meira Júnior, com mandato de 4 anos, de 1983 a 1988.
  • O sétimo prefeito foi José Francisco de Lacerda, que administrou de 1989 a 1992.
  • O oitavo prefeito foi novamente Nemésio Meira Júnior, que administrou pelo segundo mandato, de 1993 a 1996.
  • O nono prefeito foi novamente José Francisco de Lacerda, pelo seu segundo mandato o qual administrou de 1997 a 2000.
  • O décimo prefeito foi Dernilson de Souza Porto, que administrou a partir de 1 de janeiro de 2001 e se afastou, por problemas de saúde, em 25 de maio do mesmo ano, quando assumiu o vice- prefeito, Wilian Faria Valadão. Depois de 3 meses, o prefeito Dernilson voltou a administrar o município, continuando com problemas de saúde, e renunciou definitivamente do cargo de prefeito em 14 de novembro de 2001, assumindo então definitivamente Wilian Faria Valadão como prefeito; depois de alguns meses à frente da prefeitura de Maiquinique, Wilian Faria Valadão, em viagem de visita a sua família em São Paulo, foi assassinado com dois tiros à queima roupa no dia 23 de março de 2002. Veio então assumir a prefeitura o presidente da Câmara, Nivaldo Sousa Guimarães, em 25 de março de 2002, tendo ficado 90 dias como prefeito interino, até que fossem realizadas novas eleições, que disputou e nas quais venceu seu concorrente Nemésio Meira Júnior.
  • O décimo primeiro prefeito foi Nivaldo de Sousa Guimarães, no período de 16 de julho de 2002 a 31 de dezembro de 2004.
  • O décimo segundo foi novamente, pela terceira vez, Nemésio Meira Júnior, que administrou de 1 de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008.
  • O décimo terceiro prefeito foi Jesulino de Souza Porto, no mandato de 1 de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2012.
  • A décima quarta prefeita é Maria Aparecida Lacerda, popularmente conhecida com o pseudônimo de Minininha, assumindo a prefeitura em 1 de janeiro de 2013 até à atualidade, sendo ela a primeira mulher prefeita do município de Maiquinique, eleita com 50,88 % dos votos válidos, em umas das disputas mais acirradas do estado da Bahia, nas eleições de 7 de outubro de 2012.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • A primeira casa à base de taipa, foi construída em 1935 por Henrique Queixada de Teiú, localizada na atual Rua Tertulino Silveira Lima (primeira rua da cidade), antes chamada Sangra Galo, nome este colocado por João Arantes, morador da rua na época.
  • A primeira igreja foi a Igreja Batista na Rua 7 de Setembro n° 10, em 13.10.1943.
  • A Igreja Católica passou a ser Paróquia em 1963.
  • A Primeira escola: Foi o Grupo Escolar Eurico Gaspar Dutra, em 1948.
  • Primeiro professor: Foi o Sr. Avelar.
  • Primeiro policial: Foi o PM conhecido como Batista.
  • Primeiro médico: Foi o Dr. Wilson Viera Dantas.
  • Primeiro carro: Foi um JEEP DKV VEMAG do senhor Augusto Fagundes.
  • A estrada Maiquinique à Mangerona foi construída em 1968 e a energia elétrica chegou a cidade em 1969.
  • A Escola Nelson José de Oliveira foi construída em 18.10.1970 inicialmente localizada na antiga Praça da Bandeira, hoje Praça Wilian Faria Valadão, e depois transferida para o Bairro Bela Vista.
  • A empresa Leite Gloria hoje (Valedourado) chegou em Maiquinique em 1974.
  • A Escola Infantil Magda Vieira Dantas, foi construída em 1976, e reconstruída com nome de Creche Lar da Esperança em 30 de Setembro de 1990.
  • A Embasa foi construída em 1976.
  • A primeira agência bancária: Foi o Banco Real em 1976. Depois veio o Banco Baneb em 20.06.1981 e atualmente funciona o Banco do Bradesco.
  • A energia elétrica para o distrito de Pouso Alegre pertencente à Maiquinique veio em 1981.
  • O Centro Educacional Municipal Nataniel Souza Silveira foi construído em 1981.
  • A Escola Laura Rocha foi construída em 1998.
  • A Empresa de calçados Azaleia chegou em 20.09.1998 e sua saída se deu em Dezembro de 2011.
  • A Fundação Laura Rocha, primeira instituição de apoio a comunidade carente foi fundada em 2007.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Limites do município:

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município é banhado pelos rios: Maiquinique, Piabanha, e pequenos córregos tais como: Palmeira, Esperança e Ingazeira. Pode-se incluir também os rios: Alegria, Cana Brava e Ribeirão do Salto.

Estradas com ligação ao município[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 16 de novembro de 2014 
  3. a b «Cidades.ibge». 29 de novembro de 2010. Consultado em 16 de novembro de 2014 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 25 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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