Correntina

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Município de Correntina
Av. Tancredo Neves, em 2017.

Av. Tancredo Neves, em 2017.
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 30 de março
Fundação 30 de março de 1938 (80 anos)
Gentílico correntinense
Prefeito(a) Nilson José Rodrigues (Maguila)[1] (PC do B)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Correntina
Localização de Correntina na Bahia
Correntina está localizado em: Brasil
Correntina
Localização de Correntina no Brasil
13° 20' 34" S 44° 38' 13" O13° 20' 34" S 44° 38' 13" O
Unidade federativa Bahia
Mesorregião Extremo Oeste Baiano IBGE/2008[2]
Microrregião Santa Maria da Vitória IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Jaborandi e Santa Maria da Vitória
Distância até a capital 914 km
Características geográficas
Área 12 142,427 km² (BR: 104º)[3]
População 33 361 hab. IBGE/2017[4]
Densidade 2,75 hab./km²
Altitude 575 m
Clima Tropical seco
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,603 médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 1 295 265 mil IBGE/2015[6]
PIB per capita R$ 39 034,00 IBGE/2015[6]

Correntina é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2017 era de 33 361 habitantes, sendo o quarto município mais populoso do oeste baiano, atrás apenas de Barreiras (157.638),Luís Eduardo Magalhães (83.557) e Santa Maria da Vitória (41.782).

História[editar | editar código-fonte]

O município de Correntina começou a surgir a partir das expedições dos bandeirantes Bartolomeu Bueno da Silva, Belchior Dias Moreira e Matias Cardoso de Almeida, que teriam visitado a região onde hoje se localiza a cidade entre 1700 a 1790.

Em 2 de março de 1938, através do Decreto Lei Federal de nº 311 assinado por Getúlio Vargas, autorizando que os Estados fizessem as divisões territoriais, foi que, pelo Decreto Estadual de nº 10 724, assinado pelo interventor Federal Landulfo Alves, em 30 de março de 1938, a vila recebeu o foro de Cidade, sob a batuta do Intendente Major Félix Joaquim de Araújo, porém, somente vieram comemorar em 1 de janeiro de 1939, considerando a demora que havia na comunicação.

A cidade ficou nacionalmente conhecida em novembro de 2017 pela invasão, ocupação e destruição de máquinas de uma fazenda (que captava, irregularmente, milhões de metros cúbicos de água diariamente) por um grupo de mais de 1000 pessoas ligadas a movimentos de proteção ambiental.[7][8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Está localizada no Oeste Baiano, a 914 km de Salvador, a 527 km de Brasília e a 166,2 km (BR-135) ou 209 km (BR-135/242) de Barreiras, a principal cidade da região.(Fonte: Google Maps)[9]

Banhada pelos rios Correntina, Arrojado, Santo Antônio, Guará e Rio do Meio, todos de águas cristalinas, sendo o principal o rio Correntina, cujo leito corta o centro da cidade, onde está a Ilha do Ranchão, de encantos e magia, cartão postal da cidade, bastante visitada durante todo o ano e principalmente no período de carnaval. Logo a 1.200 metros do centro da cidade há o arquipélago “Sete Ilhas”, descrito como tendo uma beleza incomparável. Os outros rios banham quase todos os povoados do município, que impressionam pelas suas riquezas hídricas e naturais, como: Cachoeiras, Veredas, Paredões, Morros e Grutas.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1977 a 1980, 1986 a 1989[[nota] 1] e a partir de 1993, a menor temperatura registrada em Correntina foi de 6,3 °C em 23 de julho de 2006,[10] e a maior atingiu 40,4 °C em 13 de novembro de 2015.[11] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 122,4 milímetros (mm) em 7 de março de 1978. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 119,2 mm em 26 de dezembro de 1977, 113 mm em 18 de março de 2012, 112,8 mm em 6 de dezembro de 1988, 108,4 mm em 21 de novembro de 2008, 104 mm em 3 de abril de 1978, 103,8 mm em 16 de dezembro de 1988 e 101,4 mm em 22 de dezembro de 1987.[12] Fevereiro de 1979, com 510,8 mm, foi o mês de maior precipitação.[13]

Dados climatológicos para Correntina
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 37,2 37,5 36,9 37,3 36,5 36,6 35,3 37 39,8 39,8 40,4 38,5 40,4
Temperatura máxima média (°C) 31 31,4 30,9 31,1 31,3 30,4 30,6 31,8 33,6 34,1 31,8 30,8 31,6
Temperatura média compensada (°C) 24,7 25 24,6 24,5 23,6 21,9 22 23,2 25,7 26,7 25,5 24,8 24,4
Temperatura mínima média (°C) 19,9 20 20 19,3 17,2 14,5 14,2 14,9 18,2 20,3 20,6 20,1 18,3
Temperatura mínima recorde (°C) 11,6 15,2 12,8 11,3 8,8 7,7 6,3 8,3 9,2 11,4 12,2 15,1 6,3
Precipitação (mm) 130 104,4 145,5 62,2 9 0,5 0,3 2,3 10,2 74,2 164,7 220,8 923,9
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 9 8 11 5 1 0 0 0 2 6 12 13 67
Umidade relativa compensada (%) 77,9 76 77,2 73,8 68,4 64 59,9 54,7 50,1 57,8 72 77,2 67,4
Horas de sol 224,4 204 222,4 240,5 264,8 271,5 284 299,2 276,4 241,8 180,6 190,3 2 899,9
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[14] recordes de temperatura: 06/06/1977 a 31/12/1980, 01/01/1986 a 31/03/1989[[nota] 1] e 01/01/1993-presente)[10][11]

Carnaval[editar | editar código-fonte]

Durante a tarde bandas locais animam os principais pontos turísticos Ranchão e Sete Ilhas, fim de tarde a bandinha sai às ruas tocando os temas tradicionais do carnaval e durante a noite trios elétricos percorrem o centro da cidade levando centenas de foliões.

O carnaval da cidade de Correntina tem atraído excursões dos estados de Minas Gerais, Goiás, e principalmente do Distrito Federal. Estes estão vindo em ônibus fretados, que lotam as pousadas e residências particulares, aproveitando a oportunidade para transformar suas casas em apoio aos excursionistas.

No carnaval de 2011 estiveram presentes em Correntina mais de 50 ônibus especiais de excursionistas, num verdadeiro turismo social, principalmente das cidades satélites do DF, por se localizar a 500 km de Brasília. Isto sem contar na média de 1 000 automóveis particulares com placas do DF.[carece de fontes?]

Notas[editar | editar código-fonte]

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  1. a b Ausência de dados de temperatura mínima para o período de 1986 a 1989.

Referências

  1. [1]
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  4. «estimativa_ibge_2017.xls». agenciadenoticias.ibge.gov.br. Consultado em 30 de agosto de 2017. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 16 de agosto de 2013. 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2015». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 14 de dezembro de 2017. 
  7. «Policia enquandra políticos após ataques e animos se acirram». Correio24horas. 11 de novembro de 2017. Consultado em 11 de novembro de 2017. 
  8. «Grupo invade fazendas e destrói sistema de irrigação no oeste da Bahia». Notícias Agricolas. 2 de novembro de 2017. Consultado em 11 de novembro de 2017. 
  9. «Barreiras, capital do oeste baiano». clubedovendedor. Clube do Vendedor. Consultado em 15 de junho de 2017. 
  10. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Correntina». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 12 de julho de 2018. 
  11. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Correntina». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 12 de julho de 2018. 
  12. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Correntina». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 12 de julho de 2018. 
  13. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Correntina». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 12 de julho de 2018. 
  14. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 12 de julho de 2018. 
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