Cícero Dantas

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Disambig grey.svg Nota: Para o proprietário e político brasileiro, veja Cícero Dantas Martins.
Cícero Dantas
  Município do Brasil  
Igreja de cicero dantas.jpg
Símbolos
Bandeira de Cícero Dantas
Bandeira
Brasão de armas de Cícero Dantas
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Bom Conselho"
Gentílico cícero-dantense [1]
Localização
Localização de Cícero Dantas na Bahia
Localização de Cícero Dantas na Bahia
Mapa de Cícero Dantas
Coordenadas 10° 36' S 38° 22' 58" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Ribeira do Pombal, Banzaê, Heliópolis, Fátima, Sítio do Quinto, Euclides da Cunha e Antas
Distância até a capital 300 km
História
Fundação 1812
Emancipação 9 de junho de 1875 (146 anos)
Aniversário 9 de junho
Administração
Prefeito(a) Ricardo Almeida Nunes da Silva (PP, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [2] 658,940 km²
População total (IBGE/2018[3]) 33 356 hab.
Densidade 50,6 hab./km²
Clima subúmido e semi-árido
Altitude Sede: 420 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 48410-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[4]) 0,585 baixo
PIB (IBGE/2016[5]) R$ 256 155 mil
PIB per capita (IBGE/2016[5]) R$ 7 407,38
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Bom Conselho
Sítio http://www.cicerodantas.ba.gov.br (Prefeitura)
http://camaradecicerodantas.ba.gov.br (Câmara)

Cícero Dantas é um município brasileiro do estado da Bahia, localizado na região do agreste.

História[editar | editar código-fonte]

Devido a adentrada de exploradores no sertão baiano no século XVII, foi aberta a Estrada Real de Garcia D'Ávila, estrada usada para o transporte do gado. Em cada localidade era erguido uma choupana com um curral, e a partir daí iniciava o povoamento por tropeiros, fazendeiros, nativos e catequizadores. Entre os dois grandes povoados da região nordeste da Bahia, Jeremoabo e Itapicuru existia uma área povoada pelos nativos Kiriris, faladores do Tupi e de seu dialeto próprio, eram coletores e caçadores, dominavam a localidade dos Montes do Boqueirão.

Com o grande fluxo de pessoas por esta estrada, malfeitores e assaltantes começaram a dominar a região dos Boqueirões roubando e matando. Os restos mortais destas pessoas com o tempo formaram o cemitério da Cacunéa. Já em 1812 cumprindo a determinação do Arcebispo da Bahia, o Frei italiano Apolônio de Toddi foi incumbido de prestar assistência aquele povo, primeiramente fazendo contato com a antiga moradora Cacunéa, iniciou erguendo uma cruz no cemitério e celebrando a primeira missa. De imediato deu início a construção de uma capela, cujo orago foi introduzido com o nome de Nossa Senhora do Bom Conselho dos Montes do Boqueirão, oficializada em 21 de julho de 1817. Durante este período sendo de freguesia, Bom Conselho detinha das seguintes fazendas: Quixaba, Manhenga, Estrelo, Tanque de Traz, Boqueirão, Faleira, Tanque Novo, Trindade, Bananas e Curral Falso.

Por força do trabalho e da catequese aquela comunidade foi vagarosamente evoluindo, chegando em 1875 a categoria de município, possuindo neste ano cerca de 244 casas dividida pela matriz entre os bairros do Navio e do Jatobá, dois barracões de feiras e a casa da câmara.

Na década de 1940 do século XX, Cícero Dantas testemunhava as grandes transformações socias, primeiramente com a abertura de uma nova estrada que ligaria Salvador a Paulo Afonso onde iniciava os trabalhos para a construção da Hidrelétrica de Paulo Afonso, decorrente desta grande obra a cidade foi se modernizando com o surgimento de novas ruas, a aparição do primeiro automóvel e a chegada da energia elétrica em 1950.

Fatos Históricos[editar | editar código-fonte]

  • Antônio Conselheiro em Bom Conselho

Em dezembro de 1895 chegou em Bom Conselho o senhor Antônio Mendes Maciel, vestido de frade da ordem de São Francisco, também mas tarde conhecido como Antônio Conselheiro. Na sua visita os seus seguidores ajudaram a transportar madeira e pedras para a construção da Igreja Matriz e construiu a escadaria feita de mármore. Em sua visita Antônio Conselheiro protagonizou o estopim da Guerra de Canudos, quando o próprio ordenou aos seus jagunços que quebrassem as tábuas de impostos em plena praça. Com este acontecimento o nome Bom Conselho teve o privilégio de esta no Livro de Euclides da CunhaOs sertões”.

Em 26 de julho de 1926, os Revoltosos e o líder Luís Carlos Prestes, passaram por Cícero Dantas e sob um clima de expectativa a população fugiu da cidade, ficando o padre Vicente e algumas famílias. Chegando na cidade se hospedaram num sobrado onde morou o Barão de Jeremoabo, logo após saíram em busca de alimentos, invadiram o quintal do padre Vicente em busca de galinhas e o padre reagiu com firmeza e bastante exaltado falou: “ Vocês querem consertar este país é roubando, bandidos? ...”. Eles nem ligaram, pois o que queriam mesmo era uma boa alimentação.

Depois da comida foram descansar na calçada da igreja, passaram alguns dias na cidade e no último dia Prestes pegou um mapa querendo saber qual estado era mas próximo e soube que era Sergipe temendo um combate ordenou de imediato às tropas que seguissem em direção ao Piauí. Entretanto, ao chegar lá, foram tomados de surpresa ocorrendo um grande combate.

Passando em Tucano, Lampião obrigou o padre daquela paroquia a dar o seu carro com o motorista, para conduzi-lo com seu grupo até Bom Conselho, chegando no dia 27 de dezembro de 1928 numa manhã ensolarada de segunda-feira. Traziam como refém um soldado de Ribeira do Pombal, já rouco de tanto gritar: Viva Lampião! Viva Capitão Virgulino! Entraram na cidade sem o povo esperar. O grupo era composto de oito homens fortemente armados sendo eles: Corisco, Moreno, Ponto Fino, Virgínio, Mergulhão, Mariano e Arvoredo um dos mais perigosos do grupo. Se hospedaram na pensão de Tia Maricas. Lampião foi almoçar no solar do padre Vicente, ele também mandou fazer um terno para ele e lenços para o bando. Todos eles visitaram a igreja onde rezaram fervorosamente. As 17:00 h saíram da pensão prometendo a volta, saindo da cidade entraram na fazenda de Abóboras onde houve um grande tiroteio onde Mergulhão morreu mas apesar de tudo a volante não sobreviveu um.

No dia 18 de fevereiro de 1929, Lampião chegou em Cícero Dantas, como o população já estava sabendo da chegada de Lampião se espalhou pelas matas. Com esta visita inesperada, a atual avenida ACM, antiga avenida Getúlio Vargas, ficou lotada de volantes e soldados. Um dia antes da saída da cidade o bando almoçou na casa de uma senhora que morava perto da ilha, no outro dia foram embora em direção a Antas. Em 1933, Lampião voltou pela terceira vez a Cícero Dantas, eles vinham de Massacará e chegando em Buracos atual São João da Fortaleza queimaram uma casa, cortaram a orelha do sr. Manoel Pato, maltrataram sua esposa e seu irmão e logo depois mataram dois desconhecidos em Guloso (fazenda).

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

Por Alvará de 21 de novembro de 1817 e por Resolução Régia de 27 de setembro de 1817, subordinado ao Município de Jeremoabo, é criada a freguesia com a denominação de "Freguesia de Nossa Senhora do Bom Conselho dos Montes dos Boqueirões".

Por Lei Provincial n.º 1158, de 9 de junho de 1875, a freguesia é elevada à categoria de vila(cidade) com a denominação de Bom Conselho, desmembrado-se de Jeremoabo.

Pela Lei Estadual n.º 583, de 30 de maio de 1905, o Município de Bom Conselho passou a denominar-se Cícero Dantas, em homenagem ao Barão de Jeremoabo (Cícero Dantas Martins).

Desmembramentos[editar | editar código-fonte]

Lei Provincial nº 2.553, de 1 de maio de 1886, desmembra o Município de Cicero Dantas o Distrito de Patrocínio de Coité Atual Paripiranga. Elevado a categoria de vila.

Pela Lei Estadual n.º 570, de 13 de agosto de 1953, desmembra o Município de Cícero Dantas o Distrito de Antas. Elevado à categoria de município.

Pela Lei Estadual n.º 4413, de 1 de abril de 1985, desmembra do Município de Cícero Dantas o Distrito de Fátima. Elevado à categoria de município.

Distritos[editar | editar código-fonte]

  • Pela Lei Estadual n.º 628, de 30 de dezembro de 1953, foi criado o distrito de São João da Fortaleza.

Construído o povoado pelos idos de 1880, tendo os primeiros moradores Roberto Pereira Lima e Joaquim Felipe Santiago. Já possuiu os nomes de Serra do Meio e Buracos e hoje sendo São João da Fortaleza ou Fortaleza de São João. Um penitente chamado Francisco Penteado foi quem ergueu a capela dedicada ao São João Batista. O distrito esta à oeste do município (30 km da sede), cortado pela BA-220 (não pavimentada), é cercado por diversos tabuleiros que dão uma beleza especial ao local. Possui uma rica cultura, com as tradições da Semana Santa, São João e a Festa dos Velhos, teve dois momentos históricos com a passagem de Antônio Conselheiro e Lampião.[6]

  • Pela Lei Municipal n.º 139, de 11 de junho de 2012, foi criado o distrito de Caxias.

O distrito está a leste do município, limitando-se com Adustina e sendo cortado pela BA-392 (não pavimentada). Possui grande destaque na produção de grãos, como milho e feijão. Antiga localidade chamada de Alegre, o povoado surge em junho de 1938, quando o Sr. Santo Desidero doa parte de suas terras para a construção de moradias. Os primeiros moradores da povoação foram os senhores Marcolino, Antônio de Cirino, João de Badé, Faustino e Santo de Isidoro, e suas respectivas famílias. Com o seu rápido crescimento o povoado ganha o nome de Caxias, em homenagem ao Duque de Caxias. No ano de 1970 é concluída a reforma da igreja dedicada a Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem instalada no altar-mor foi trazida pelo Seminarista Francisco Maroto em 1947, vinda da capital, Salvador.

  • Pela Lei Municipal n.º 141, de 11 de junho de 2012, foi criado o distrito de Trindade.

A Trindade foi uma das inúmeras fazendas de propriedade da Casa da Torre, sendo arrendada em 1821 por Marcelino de Almeida Soares. As famílias Burundanga, Menezes, Coutinho, Ribeiro, Barbosa e Nascimento são as primeiras a fixarem residência no local, desde os anos 1830. O surgimento do povoado se dá em 1942 com a chegada de José Rodrigues, José Arcanjo e Pedro Mateus, ambos atraídos pela abertura da nova estrada. Em 1949 é construída a primeira igreja sendo Nossa Senhora do Carmo. Foi o primeiro povoado a introduzir a energia elétrica, em 12 de dezembro de 1969, por intermédio de Manoel Vieira de Andrade e Antônio Ferreira de Oliveira Brito. O distrito é o mais próximo da sede com uma distancia de 7 km, margeando a BR-110.[7]

Povoados[editar | editar código-fonte]

  • Betânia / Bonito / Campinas de Castro / Cansanção / Chapada da Lagoa Grande / Entroncamento de Caxias / Estrelo / Faleira / Ilha de São Pedro / Itaparica do Gama / Jatobá dos Tavares / Juá / Lagoa do Nolasco / Lagoa do Ouricuri / Lagoa Grande / Limeira / Major / Melos / Miroró / Pindorama / Quixaba / Raso do Santo / Rodeador / Saco / Serra Grande / Tubarão / Zé Pereira

Párocos[editar | editar código-fonte]

  1. Capelão Manoel João de Barros
  2. Padre José Zacarias de Souza
  3. Cônego Caetano Dias da Silva
  4. Padre Vicente José Martins
  5. Monsenhor José Magalhães e Souza
  6. Padre José Soares França
  7. Padre Leonel Guimarães
  8. Padre Justiniano dos Santos Costa
  9. Monsenhor Renato de Andrade Galvão
  10. Padre Epifânio da Costa Borges
  11. Monsenhor José Elias Ferreira
  12. Padre Aldo Alves Pimentel
  13. Padre Adilson da Costa Machado
  14. Padre Evanilson de Mendonça

Economia[editar | editar código-fonte]

Setores com grandes destaques: agrícola (milho e feijão), pecuária, apícola (mel) e lácteo (leite e derivados). Conforme registros na JUCEB, possui 38 indústrias, 103º lugar na posição geral do estado da Bahia, 573 estabelecimentos comerciais, 87ª posição dentre os municípios baianos. Seu parque hoteleiro registra 48 leitos. Registro de consumo elétrico residencial (kwh/hab): 107,57 - 121º no ranking dos municípios baianos. Dados 2001; A partir de 2009, o comércio passou a ter grande influencia na economia da cidade, que praticamente dobrou em 3 anos, contando hoje com uma vasta variedade de lojas de diversos segmentos atendendo visitantes de várias cidades da região. e a pecuária de gado bovino se destaca na região. Com o PIB de R$ 248 Milhões e 542 mil ocupada o 119° dentre as economias dos municípios Baianos dado com referência 2015 segundo o IBGE.

Política[editar | editar código-fonte]

  • Intendentes Municipais
  1. Padre Vicente José Martins
  2. Natanael Dias da Silva
  3. José Eustáquio Figueiredo
  4. José Carlos do Nascimento
  5. Amâncio da Fonseca Daltro
  6. Manoel Vieira de Andrade
  7. Roldão de Souza Pimentel
  8. Benigno Gonçalves Carregosa
  9. Augusto Correia de Souza
  10. Jovelino Pereira dos Santos
  11. Raimundo Nonato de Andrade
  • Ex-Prefeitos
Ano Prefeito
1947 a 1950 João Pereira dos Santos
1951 a 1954 Abelardo Vieira de Andrade
1955 a 1958 João Batista de Andrade Souza
1959 a 1962 Abelardo Vieira de Andrade
1963 a abril de 1965 Renato de Andrade Galvão (Renunciou o cargo de Prefeito Municipal em 7 de abril de 1965)
De 08 de abril de1965 a 1966 José de Figueiredo
1967 a 1970 João de Souza Gouveia
1971 a 1972 Abelardo Vieira de Andrade
1973 a 1976 Luis Fernando de Andrade Carvalho
1977 a 1982 Antônio Hélio Vieira Gonçalves
1983 a 1988 Luis Fernando de Andrade Carvalho
1989 até 12 de dezembro de 1990 Zelito Ribeiro da Silva (tendo sido afastado do cargo por cassação do mandato pelo Poder Legislativo Municipal)
De 12 de dezembro de 1990 a 1992 Antonio Pereira Filho (assumiu o mandato na condição de Vice-prefeito

Municipal decorrente da cassação do mandato do Prefeito Titular)

1993 a 1996 José Hércules Dantas de Carvalho
1997 a 2000 Arlete Bittencourt de Castro Silva
2001 a 30 de dezembro de 2003 Arlete Bittencourt de Castro Silva (tendo sido afastada do cargo por cassação do mandato pelo Poder Legislativo Municipal)
De 31 de dezembro de 2003 a 2004 José Erismar de Oliveira (assumiu o mandato na condição de Presidente do Poder Legislativo Municipal decorrente da cassação do mandato da

Prefeita titular e vagância do cargo de Vice-prefeito)

2005 a 2008 José Weldon de Carvalho Santana
2009 a 2012 José Weldon de Carvalho Santana
2013 a 2016 Helânio Calazans de Oliveira
2017 a 2020 Ricardo Almeida Nunes da Silva
2021 a 2024 Ricardo Almeida Nunes da Silva

Comunicação[editar | editar código-fonte]

  1. Jornal Folha do Nordeste - Albérico Barbosa
  2. Rádio Regional FM 100.9 - Fundação Antena Azul
  3. Rádio Buqueirão FM 104.9 - Eutímio Carvalho
  4. Sistema Baiano de Comunicação - Leonardo Dias
  5. Sertão em Pauta - Jeferson Oliveira

Geografia[editar | editar código-fonte]

Município baiano membro da Microrregião de Ribeira do Pombal (Nordeste do estado brasileiro da Bahia), limitando-se a leste com o Município de Fátima, a sul com Heliópolis, Ribeira do Pombal e Banzaê, a oeste com Euclides da Cunha e a norte com Novo Triunfo e Antas. Cortado pela rodovia BR 110, a aproximadamente 70KM da fronteira com o estado de Sergipe.

O acesso, a partir de Salvador, é efetuado pelas rodovias pavimentadas BR-324, BR-116, BR- 410 e BR-110 num percurso total de 302 km. O município é caracterizado como o segundo maior eixo rodoviário da Bahia (Feira de Santana é o primeiro), unindo a região ao estado de Sergipe, que influencia tanto quanto a capital do estado, Salvador.

Clima[editar | editar código-fonte]

O município está inserido no "Polígono das Secas", apresentando um clima do tipo mega-térmico seco a sub-úmido e semiárido, com temperatura média anual de 23.4 °C, precipitação pluviométrica média no ano de 889 mm e período chuvoso de maio a julho. É zona de transição entre o agreste sergipano e o sertão Baiano, notabilizando distritos com características de vegetação e clima dessemelhantes. o distrito de Caxias guarda mais semelhanças com o agreste sergipano, enquanto que o distrito de São João de Fortaleza com o sertão baiano.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A rede de drenagem local é relativamente escassa. Apresenta uma distribuição retangular, característica de regiões sedimentares. É caracterizada, por rios temporários, tendo como representantes principais os riachos da Betânia, da Nação, Baixa das Estrelas e Sacos Negros, e os rios Baixa do Tubarão e Quingomes. A área do município está inserida na bacia hidrográfica do rio Real.As características geológicas, descritas anteriormente, são desfavoráveis à acumulação de água em reservatórios superficiais (açudes, barreiros, etc.), em virtude do alto grau de infiltração das rochas que torna essa região uma boa área de recarga dos aquíferos da bacia sedimentar de Tucano.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Montes do Boqueirão, símbolo da cidade.

O relevo, esculpido em rochas sedimentares da Bacia do Tucano, corresponde tabuleiros dissecados por drenagem relacionada à bacia hidrográfica do rio Vaza-Barris.

  • Montes do Boqueirão

Os Montes do Boqueirão, são duas serras que se encontram com a distância aproximada de 350 metros uma da outra e com a altura de 130 metros, cada uma, localizando-se a noroeste da cidade a 06 km da Igreja Matriz da cidade.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Possui um clima semiárido e vegetação constituída especialmente de espécies lenhosas e herbáceas, de pequeno porte, geralmente dotadas de espinhos sendo na maioria das vezes, caducifólias perdendo suas folhas no início da estação seca, e de cactáceas e bromeliáceas. Alguns exemplares de vegetação de grande e médio porte são encontrados, mas as plantas mais abundantes são: A catingueira, as juremas e os marmeleiros.

Geologia[editar | editar código-fonte]

O município está totalmente inserido na bacia sedimentar de Tucano (Mesozóico) e sua geologia engloba litótipos do grupo Massacará e formação Marizal.

Solos dos tipos alissolo, luvissolo, neossolo, planossolo salódico eutrófico e latossolo vermelho-amarelo distrófico sustentam a vegetação nativa caracterizada por contato cerrado-caatinga-floresta estacional, contato caatinga-floresta estacional e contato cerrado-Caatinga. Parte da vegetação nativa foi substituída por pastos e culturas cíclicas.

Referências

  1. [[1]]
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «estimativa_ibge_2018.xls». agenciadenoticias.ibge.gov.br. Consultado em 26 de fevereiro 2019 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 23 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 26 de fevereiro de 2019 
  6. «História de São João da Fortaleza». www.beminformado.net.br. Consultado em 14 de setembro de 2016 
  7. «povoado-trindade». Consultado em 14 de setembro de 2016. Arquivado do original em 15 de setembro de 2016 
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