Luís Eduardo Magalhães (Bahia)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Emblem-scales.svg
A neutralidade deste(a) artigo ou se(c)ção foi questionada, conforme razões apontadas na página de discussão. (desde maio de 2010)
Justifique o uso dessa marca na página de discussão e tente torná-lo mais imparcial.
Município de Luís Eduardo Magalhães
"Capital do agronegócio

LEM"

Bandeira de Luís Eduardo Magalhães
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 30 de março
Fundação 30 de março de 2000 (16 anos)
Gentílico luís-eduardense
Padroeiro(a) Nossa Senhora Aparecida
CEP 47850-000
Prefeito(a) Humberto Santa Cruz (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Luís Eduardo Magalhães
Localização de Luís Eduardo Magalhães na Bahia
Luís Eduardo Magalhães está localizado em: Brasil
Luís Eduardo Magalhães
Localização de Luís Eduardo Magalhães no Brasil
12° 05' 31" S 45° 48' 18" O12° 05' 31" S 45° 48' 18" O
Unidade federativa Bahia Bahia
Mesorregião Extremo Oeste Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Barreiras IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Barreiras e São Desidério em território baiano. Ponte Alta do Bom Jesus, Taguatinga e Aurora do Tocantins em território tocantinense.
Distância até a capital 947 km[2]
Características geográficas
Área 4 018,778 km² (BR: 369º)[3]
População 79 162 hab. IBGE/2015[4]
Densidade 19,7 hab./km²
Altitude 720 m
Clima Tropical semi-úmido média anual 22 graus Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,716 alto PNUD/2010 [5]
Gini 0,62 PNUD/2010[6]
PIB R$ 2 773 656 mil (BR: 211º BA: 10º) – IBGE/2011[7]
PIB per capita R$ 43 824,56 IBGE/2010[7]
Página oficial
Prefeitura www.luiseduardomagalhaes.ba.gov.br

Luís Eduardo Magalhães é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2015 é de 79.162 habitantes.[8]

História[editar | editar código-fonte]

A região do Oeste Baiano, onde está localizada a cidade de Luís Eduardo Magalhães, pertenceu a Pernambuco até meados de 1824. D. Pedro I a desligou do território pernambucano como punição pelo movimento separatista conhecido como Confederação do Equador. A então Comarca do São Francisco foi o último território desmembrado de Pernambuco, impondo àquele estado uma grande redução da extensão territorial, de 250 mil km² para os 98.311 km² atuais. Após três anos sob administração mineira, a região foi anexada à Bahia em 1827.[9][10][11]

No início dos anos 80, aportaram-se na região pecuaristas e agricultores oriundos do Sul do Brasil, atraídos pelas características da topografia, a grande abundância de água e sua altitude, que a caracterizava como uma possível nova fronteira agrícola.[12] Dentre estes agricultores e pioneiros, encontravam-se os senhores Adelchi Pereira Ramos, que chegou contratado para trabalhar no Posto Mimoso em 1981, em 1984 Jacob Lauck, agricultor e piloto e Amélio Gatto ambos gaúchos. Em 2 de abril de 1982, dando inicio ao projeto de colonização que tinha em mente,depois de já ter sondado a região junto com seu filho mais velho; Sr. Hipólito Cardoso Ferreira, o pecuarista e empresário goiano Arnaldo Horácio Ferreira adquire uma área de terra equivalente a 182.000 ha (que aos poucos a maior parte foi vendida para agricultores que chegavam do sul do país) e estabelece o posto de combustíveis acima citado com o nome de Posto Mimoso, que pela sua localização se transformou em recordista mundial na venda de combustíveis, inclusive sendo citado no Guinness Book.

Em 1984, estabelece a Colonizadora e Administradora Vale do Rio Grande, CARIG, e funda o povoado de Mimoso que em 1986, também mais ou menos nesse ano nasce um grupo de empresas denominado de GRUPO MIMOSO, nos ramos de hotelaria, transportes, alimentícios, combustíveis (Ferreira diesel -tr e posto 90 [este último servindo de terminal rodoviário da cidade inclusive até os dias atuais]) e agropecuária (fazenda Grécia e fazenda Mimoso) também de propriedade do fundador, passou a se denominar Mimoso do Oeste. Também em 1984 chegaram, Luís Hashimoto, agricultor, Eduardo Massao Yamashita, engenheiro agrônomo do Paraná, e o gaúcho Constantino Catarino de Souza, este até então radicado em Pérola, cidade paranaense, que em busca de expandir sua capacidade de produção agrícola e pecuária, adquiriu uma grande área de terra, onde iniciou a produção de grãos e a criação de gado.

Siegfried Janzen, conhecido como Toni, de Dianópolis, TO, fundou a primeira Associação de Moradores de Mimoso do Oeste. O evento foi comemorado, com torneio de futebol e a assinatura de uma declaração. Chegando também a promissora região o pedreiro Aparecido Cirilo e sua esposa Amélia Pontes Costa Cirilo (Amelinha) e família, sendo ela uma das primeiras enfermeira da região salvando vidas de pessoas.

Ottomar Schwengber, agricultor gaúcho, viu na cidade a possibilidade de prosperar, comprando grande quantidades de terras, que após sua morte em 1992, foi dividida entre seus filhos que estavam na Bahia (Alguns ficaram no sul), foi a família Schwengber que fundou o primeiro CTG (Centro de Tradições Gaúchas) da cidade, devido o pioneirismo dos Schwengber, foi fundada uma escola municipal com o nome de Ottomar, a escola Ottomar Schwengber.

Em 3 de dezembro de 1987, o pequeno povoado de Mimoso do Oeste passou a ser distrito de Barreiras. Através da Lei n° 395/1997, em 17 de novembro de 1998, passou a denominação atual, para após referendo, decorrente de um projeto elaborado pela então deputada estadual Jusmari de Oliveira, transformar-se no município, cujo nome remete a falecido deputado, filho do Senador Antônio Carlos Magalhães, em 30 de março de 2000, pela Lei 7619/00. A criação do município foi alvo de muitas críticas, como a que afirmava ser a lei 7619/00 inconstitucional, sendo também o referendo que autorizou a criação do município, tendencioso e parcial, já que não foram consultadas todos os moradores envolvidos. Em 2007 o STF declarou a inconstitucionalidade da criação do município, dando ao legislador federal prazo de 2 anos para legalizar a situação. Mediante Emenda constitucional o congresso avalizou a criação do município.

Economia[editar | editar código-fonte]

Possui a décima maior economia do estado da Bahia, sua região é responsável por sessenta por cento da produção de grãos do estado, sua renda per capita é uma das maiores do Brasil. O parque industrial é composto por empresas líderes em seus segmentos, inclusive quase vinte multinacionais. Entre as empresas pioneiras que se instalaram no município, temos a Cooperativa Agrícola de Cotia, a Ceval, indústria de esmagamento de soja, mais tarde incorporada pela Bunge Alimentos e também a Cooperativa do Oeste de Minas Gerais. Sua agricultura é pujante, diversificada e de grande produtividade, possuindo grandes áreas irrigadas. Sua pecuária é de alta qualidade tanto na área genética como tecnológica. No ano de 2007, entrou em funcionamento um grande e moderno frigorífico de aves e a fábrica de ração para sustentar os produtores integrados de mais de um milhão de aves por mês.

Fica localizada na região econômica do MATOPIBA, acrônimo para as regiões de: Maranhão, Tocantins, Piaui e Bahia. Que é descrita como região de alto potencial em agricultura, mais ainda com grandes falhas em infraestutura, em fase de inicio de desenvolvimento. Da qual o Estado da Bahia é destaque. Na última década, diversas transformações socioeconômicas ocorreram nessa região ligadas à ampliação da infraestrutura viária, logística e energética, tendo entre outras consequências o surgimento de polos de expansão da fronteira agrícola baseados na adoção de tecnologias agropecuárias de alta produtividade.[2]

O município é um dos cinco do Brasil que sediam um dos maiores eventos de equipamentos de alta tecnologia destinados ao agronegócio, a Agrishow. Atualmente sedia o Bahia Farm Show, que teve a sua primeira edição na cidade de Ribeirão Preto, e conta entre outras com a de Rondonópolis (MT) e Cascavel (PR). Sua rede de hotéis é diversificada e suficiente, indo dos mais simples até o de categoria internacional. Seu comércio é suficiente para atender toda a demanda de seus habitantes, tanto na área de alimentos como produtos e implementos agropecuários e construção civil, mas como toda cidade em grande desenvolvimento, Luís Eduardo tem muitos problemas de infraestrutura, como: tratamento de esgoto, galeria de águas pluviais, pavimentação asfáltica e habitação para famílias de baixa renda, problemas que têm sido pouco atacados pela prefeitura e governo federal e que demanda ainda muito investimento dos governos. Na área da saúde e educação a prefeitura tem feito um grande esforço o que tem tornado esses serviços aceitáveis. Na área habitacional de médio e alto padrão, a cidade conta com grandes investimentos, tanto na construção de edifícios residências de seis, oito, dez ou mais andares (mais de quinze em construção), bem como em condomínios horizontais de altíssimo padrão, inclusive com campo de golfe e pista de pouso para aeronaves de seus moradores.

A cidade conta com a presença de agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, HSBC, Banco do Nordeste do Brasil, Sicredi e Santander.

Principais empresas da cidade: Grupo Coringa[13], Galvani, Mult Grain, Brasilgás, Mauricea, Lojas Americanas, Lojas Novo Mundo, Topvel (Chevrolet), Buriti (Ford), Sanave (VolksWagen), Primavia (Fiat), Mobile (Iveco), Bunge,

Agricultura[editar | editar código-fonte]

A cultura da soja é introduzida de forma acelerada. Novos cultivos são testados, diversificando-se a base produtiva agrícola e unidades industriais são atraídas para a região. Em consequência, consolida-se um espaço dos mais promissores do Nordeste, com uma agricultura mecanizada, operada em moldes empresariais e com integração às cadeias agroindustriais. O Oeste da Bahia passa a ser o mais importante espaço nordestino receptor de imigrantes, onde os nativos passam a conviver com uma cultura mais característica dos estados do sul do Brasil. Os vales, antes caracterizados pela pequena exploração agrícola familiar em minifúndios, começam a serem identificados como áreas bastante promissoras para o cultivo de frutas. Esta nova dinâmica possibilitou as potencialidades, em sua grande parte ainda inexploradas, e expôs a região a crises características dos períodos iniciais das áreas e expansão de fronteira econômica.

O município possui grandes áreas inexploradas, próprias para agricultura e pecuária. O Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em convênio com órgãos públicos e privados, pesquisa variedades de cana de açúcar para encontrar a mais produtiva e que melhor se adapta na região.

Política e paternalismo[editar | editar código-fonte]

Fundamentalmente agrícola, a economia do município é fortemente ligada à aristocracia, o que gera graves desigualdades sociais. A arrecadação municipal é dirigida a investimentos dirigidos à população mais carente e de maior número. Os investimentos em saúde, educação e infraestrutura têm sido, relativamente altos. Nos últimos anos, a cidade tem passado por grandes mudanças, principalmente no que se diz respeito ao trânsito[14].

Esporte e Lazer[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com bares, restaurantes e pizzarias de boa qualidade. Praças foram construídas em bairros populosos como o Jardim Paraíso, Santa Cruz, Jardim das Acácias, Centro e Mimoso I[15]. No ano de 2013 foi entregue a população o Estádio Municipal Coronel Aroldo, o Aroldão, com capacidade para 5.000 pessoas[16].

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. «Guia de distância entre cidades da Bahia». Aondefica.com. Consultado em 9 de julho de 2011. 
  3. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  4. «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação 2014» (PDF). IBGE. Consultado em 6 de junho de 2015. 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 29 de agosto de 2013. 
  6. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). «Perfil do município de Luís Eduardo Magalhães - BA». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Consultado em 4 de março de 2014. 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2011». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 25 fev. 2014. 
  8. http://downloads.ibge.gov.br/downloads_estatisticas.htm
  9. «Confederação do Equador». Britannica Escola. Consultado em 6 de junho de 2015. 
  10. «Comarca do São Francisco». PE-AZ. Consultado em 6 de junho de 2015. 
  11. A formação territorial do Oeste Baiano: a constituição do “Além São Francisco” (1827-1985), por Paulo Roberto Baqueiro Brandão, professor assistente da Universidade Federal da Bahia (Campus de Barreiras) [1]
  12. «A explosão da soja e do algodão baiano». Folha do Fazendeiro. Consultado em 5 de junho de 2015. 
  13. Grupo Coringa. «INAUGURAÇÃO DA UNIDADE DO GRUPO CORINGA EM LUÍS EDUARDO MAGALHÃES - BA». Consultado em 17 de setembro de 2010. 
  14. politicalivre.com.br. «Nova sinalização de Trânsito em Luís Eduardo é testada». Consultado em 3 de outubro de 2012. 
  15. Site Oficial da Prefeitura. «Maior praça de Luís Eduardo Magalhães será inaugurada neste domingo». Consultado em 16 de março de 2012. 
  16. Jornal Nova Fronteira. «Estádio de Luís Eduardo Magalhães é inaugurado com amistoso do Serrano». Consultado em 13 de janeiro de 2013. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]