Presidente Dutra (Bahia)

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Município de Presidente Dutra
"Cidade da Pinha"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 12/04
Fundação 12/04/1862
Gentílico presidutrense
Prefeito(a) Roberto Carlos Alves de Souza(Robertão) (PMDB)
(2009–2012)
Localização
Localização de Presidente Dutra
Localização de Presidente Dutra na Bahia
Presidente Dutra está localizado em: Brasil
Presidente Dutra
Localização de Presidente Dutra no Brasil
11° 17' 45" S 41° 59' 13" O11° 17' 45" S 41° 59' 13" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro Norte Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Irecê IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Chapada Diamantina
Municípios limítrofes Uibaí, Irecê, Central, Lapão, Ibititá
Distância até a capital 496 km
Características geográficas
Área 163,55 km² [2]
População 13 750 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 84,07 hab./km²
Altitude 650 m
Clima 29°C
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,614 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 42 343,888 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 968,58 IBGE/2008[5]
Página oficial

Presidente Dutra é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se a uma latitude 11º17'46" sul e a uma longitude 41º59'12" oeste, estando a uma altitude de 650 metros. Sua população estimada em 2004 era de 13.999 habitantes, possui uma área de 163,55 km².

História[editar | editar código-fonte]

Presidente Dutra foi fundado, quando a Família Machado descobriu perto de sua terras, várias lagoas, dando o nome de Lagoa de Canabrava. Virou propriedade de Uibaí. Pelo decreto de 1927, Presidente Dutra ganhou sua tão esperada indepedência de Uíbai.

Cidade da Pinha[editar | editar código-fonte]

A cidade ficou conhecida por ser grande produtora e revendedora de pinhas que é a mesma Fruta do Conde, daí o nome de Cidade da Pinha, Rei da Pinha, Capital Mundial da Pinha. A pinha, principal fruto produzido pelo município, tem como foco de escoação os estados do São Paulo e Rio de Janeiro.

===CONTEXTO EM QUE SE DEU A EMANCIPAÇÃO DE PRESIDENTE DUTRA=== Texto: CELITO REGMENDES Postagem: IURI CARVALHO

A partir de 1950 quando toda a região Irecê entra num rápido processo de reestruturação onde o tripé milho-feijão de arranca e mamona domina a cena remodelando toda a paisagem física, social, econômica e cultural da nossa região, a VILA DE P. DUTRA entra numa fase interessante, a de atrair e também de repulsar, ou seja, ao mesmo tempo q recebia gente das redondezas, do vale do Rio Verde, das Lavras, do "norte" (Piauí, Ceará e Pernambuco) exportava gente para Xique-Xique e São Paulo principalmente, a ATRAÇÃO porem foi maior.

Esse remanejamento de população aconteceu aqui e em muitos lugares do país obedecendo a uma nova lógica que o mundo vinha conhecendo principalmente após o fim da II guerra mundial quando países como o Brasil entram num rápido e louco fenômeno de urbanização( crescimento das cidades) e de industrialização, portanto, vários filhos da nossa terra quiseram ir ( ou foram empurrados) ao "novo mundo do sul" , ao mesmo tempo em que aqui a agropecuária entra como falei numa nova fase, onde o consórcio milho-feijão de arranca e mamona (a pinha ainda não "bombava") vira a nova marca e assim milhares de imigrantes geralmente pobres e da zona rural resolvem tentar nova vida nas caatingas férteis da região de Irecê.

A emancipação de PRESIDENTE DUTRA está ligada naturalmente a fatores políticos, demográficos(aumento populacional) e econômicos entre outros de menores destaques. A Bahia nos anos 50 e inicio de 60 ganha um novo contexto econômico que passa a remodelar toda sua estrutura socioeconômica, o Recôncavo passa tomar ares de um novo polo industrial de peso no país enquanto que a região de Irecê se consolida e vai ampliando seu destaque na agropecuária puxada pelo boom (explosão) iniciado nos anos 40 principalmente pelo tri consórcio FEIJÃO DE ARRANCA-MILHO-MAMONA.”

Esse boom econômico trouxe um aumento populacional regional, assim, várias localidades por diversos motivos passam a crescer mais rapidamente, de um lado pelo contínuo aumento nas taxas de natalidade bem como pela vinda de imigrantes, no caso de PRESIDENTE DUTRA gente do Pernambuco, Ceará, Paraíba, Piauí, Gentio do Ouro, vale do Rio Verde (Guigó, Mirorós, Conceição, Velame, Vereda e outros), das matas de Jacobina-Miguel Calmon, beiradas do rio São Francisco e até mesmo das lavras Diamantina (Seabra, Palmeiras, Lençóis).

Tal crescimento (populacional e econômico) também aciona o olho grande dos POLÍTICOS tanto os locais que viram nesse crescimento formas de galgarem objetivos financeiros assim como status tanto para si próprio quanto para sua localidade que, de POVOADO poderia virar VILA, de vila, MUNICÍPIO, OS POLÍTICOS DE PESO REGIONAL se alvoraçaram pois assim seria possível facilitar o sonho dos mais gabaritados e articulados almejarem a Assembleia Legislativa em salvador ou a Câmara dos Deputados (alguns de Irecê e Xique-Xique conseguiram).

Os políticos de peso estaduais-nacionais também olharam e vieram para cá, pois uma área em crescimento demográfico e econômico sempre está na pauta dos políticos mais bem situados num estado e nesse e nosso caso, duas figuras disputavam o "gado humano" local com unhas e dentes, LUÍS VIANA por um lado aliado do líder regional CAZUZÃO, comerciante e fazendeiro da Tiririca, hoje Itaguaçu da Bahia) e MANOEL NOVAES, médico pernambucano que veio novinho para Salvador, mas que logo penetrou no sertão e por ele virou ídolo(hoje já é lenda, lembrem que a barragem do Mirorós leva seu nome pois conta-se que ao passar por ali, visualizou uma obra que mitigaria a sede e a seca desse nosso trecho, correu atrás e conseguiu). Em UIBAÍ, Manoel Novaes entre os anos 40, 50 e 60 tinha o velho Pedro da Rocha Machado, comerciante, alfaiate e agricultor, pai do atual prefeito como seu principal aliado esse era articulado em PRESIDENTE DUTRA com ANTONIO FÉLIX e MIGUEL MACHADO que lideravam um grupo rival ao de CHICÃO DE BIRÚ e MENININ CAVALCANTE esses partidários de CAZUZÃO e LUÍS VIANA.

Houve em 1957 (ou talvez um tempo antes) uma articulação inteligente e matéria do grupo de PEDRO ROCHA aliado de FILINTO MACIEL de Central, eles na Câmara de vereadores de Xique-Xique juntando adversários políticos (como Euzébio Brito do grupo vianista), mas que num ponto tinham objetivos comum a emancipação de Central, conseguiram aprovar o projeto de emancipação desse distrito que só perdia para Irecê em crescimento populacional na década de 50, fortes, Pedro Rocha e Filinto Maciel tinham as eleições nas mãos fosse quem fosse o candidato do grupo, fizeram um acordo para Pedro Rocha sair primeiro e depois passar para Cantídio Maciel filho do fazendeiro e comerciante Felinto na próxima eleição.

O grupo de Luiz Viana-Cazuzão apoiou um centralense genuíno, o comerciante e agro-pecuarista Euzébio Brito (há de se observar que Pedro Rocha era da vila de Uibaí e Felinto do povoado de Maxixe) mesmo assim todos tinham certeza de uma eleição tranquila pros novaesistas, mas Cazuzão era bravo e mala, ele já havia ganhado a eleição de Felinto Maciel para prefeito de Xique-Xique no pleito anterior de forma fraudulenta e usou o último trunfo que tinha, tudo indica que com a conivência do juiz eleitoral da época.

O pessoal de Eusébio-Cazuzão(UDN-PL) entrou sorrateiramente no recinto onde estavam as urnas em Xique-Xique e mexeram do jeito que bem entenderam e quando saiu o resultado delas, pasmem, Eusébio Brito aparecia à frente de Pedro Rocha. O PR(Partido Republicano, de Novaes) regional apelou judicialmente mas Manoel Novaes e o deputado Padre (mafioso) Bastos chamaram o grupo de Pedro Rocha e selaram um acordo, deixassem as coisas como estavam e depois eles arranjariam uma forma de emancipar UIBAÍ e PRESIDENTE DUTRA(que votara maciçamente em PEDRO ROCHA em 1958) o mais rápido possível, Pedro Rocha foi de acordo e pronto, assim, A MAFIOSA PRIMEIRA ELEIÇÃO DE CENTRAL virou apenas mais um capítulo troncho do folclore político regional, mas foi ela que apressou a EMANCIPAÇÃO DE UIBAÍ e PRESIDENTE DUTRA.

A emancipação de PRESIDENTE DUTRA foi promulgada num período em que o Brasil entrava num dos momentos mais tensos do século XX, o maluco do Presidente Jânio Quadros havia renunciado (agosto 1961) e Jango assumia a contragosto da elite conservadora que via em Jango uma aliado dos comunistas e esses segundo a elite, queriam transformar o Brasil numa Cuba grandiosa. Enquanto a elite tramava pra derrubar o gaúcho cunhado de Brizola que não conseguia segurar o barco, PRESIDENTE DUTRA vivia inebriado pois agora era dono do seu nariz, LÍDERES LOCAIS, O Deputado DJALMA BESSA, Deputado PADRE BASTOS tratados como semideuses pela grande maioria da população.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia de Presidente Dutra se baseia na agricultura, pecuária e comércio.Na agricultura há exportação de frutas como pinha, manga, ceriguela, atemóia, etc, sendo a pinha sua principal fonte de renda do município; Também se destaca a plantação de milho, mamona, feijão, cenoura, cebola, beterraba, etc. A pecuária é destinada basicamente para o consumo da população do município, não havendo exportação dos mesmos. O comércio se resume na subsistência da população, sendo constituido basicamente por supermercados.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Festas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 14 de novembro de 2011.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 25 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.