Poções

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Município de Poções
"Terra do Divino"
Festa do Divino Espírito Santo em 2009.

Festa do Divino Espírito Santo em 2009.
Bandeira indisponível
Brasão de Poções
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Aniversário 26 de junho
Fundação 26 de junho de 1880 (136 anos)
Gentílico poçoense
Prefeito(a) Leandro Araújo Mascarenhas (PTB)
Localização
Localização de Poções
Localização de Poções na Bahia
Poções está localizado em: Brasil
Poções
Localização de Poções no Brasil
14° 31' 48" S 40° 21' 54" O14° 31' 48" S 40° 21' 54" O
Unidade federativa Bahia Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Vitória da Conquista IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Planalto, Nova Canaã, Iguaí, Manoel Vitorino, Bom Jesus da Serra, Boa Nova, Ibicuí
Distância até a capital 444 km
Características geográficas
Área 826,501 km² [2]
População 48 576 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 58,77 hab./km²
Altitude 760 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,604 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 183 323,161 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 965,97 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura pocoes.ba.gov.br
Câmara www.camarapocoes.ba.gov.br

Poções é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população em 2013, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 48 576 habitantes. Está localizada numa depressão em forma de bacia. O centro comercial situa-se na parte baixa, enquanto na parte alta concentram-se as residências. Vários bairros compõem a sede municipal, a exemplo dos bairros Alto do Recreio, Indaiá, Alto da Vitória, Santa Rita, Primavera, Tiradentes, Lagoa Grande, Bela Vista, Centro, Urbis, entre outros.

Toda a água disponível na cidade vem da chamada "Barragem de Morrinhos", que nasce no Rio das Mulheres, e tem por finalidade abastecer a cidade e alguns municípios próximos. A barragem foi construída pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na década de 1950; a mesma está situada no distrito de Morrinhos, daí o nome.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

A sede municipal é cortada pela BR-116. Comumente referida como "Rio-Bahia", a rodovia federal é o principal eixo rodoviário. Também é cortada pela rodovia estadual BA-262. Esta liga a sede do município a Itabuna, passando por Nova Canaã, Iguaí, Ibicuí, Ponto de Astério, acesso à BA-263 (rodovia Vitória da Conquista-Itabuna), até a BR-101. O município, desde a sede, é ainda servido por rodovia asfaltada (atualmente cheia de buracos) até a sede do município de Bom Jesus da Serra.

Dispõe de linhas regulares de ônibus para Salvador, Vitória da Conquista e para todo o país com acesso às principais rodovias do país. O município dispõe de aeroporto com pista asfaltada para aeronaves de até 50 passageiros. Os aeroportos mais próximos para aviões de médio e grande portes são os de Vitória da Conquista, Ilhéus e Salvador.

Política[editar | editar código-fonte]

De modo geral, no município de Poções prevalecem as forças conservadoras. Desde as eleições municipais de 1947, alternaram-se no poder, partidos de tendências direitistas.

De modo geral, no período denominado como Quarta República ou República Populista, os partido hegemônicos em Poções eram a UDN, o PR e o PSD. Ressaltando que o PR era um aliado da UDN. O PSD era o partido da oposição. Exceto pelo processo eleitoral municipal de 1958, quando a UDN e o PR, por disputas quanto ao nome único a ser lançado, acabou por se dividir na disputa. Lançando os nomes de Miguel Lopes Ferraz como candidato da UDN e o PR lançou o nome de Bernardo Torres Coelho. Neste processo foi eleito prefeito, Olímpio Lacerda Rolim do PSD.[nota 1]

No período da Ditadura Militar, a ARENA foi o partido hegemônico no município de Poções, com todos os prefeitos municipais do período sendo filiados à ARENA.[nota 1] Nesse período ocorreram cinco processos eleitorais no município: 1966, 1970, 1972, 1976 e 1982. Todos ganhos pela ARENA/PDS.[nota 1] O último prefeito do período militar no município de Poções, foi Eurípedes Rocha Lima, eleito em 1982, pelo PDS, e a partir de 1985, filiado ao PFL.[nota 1]

Em 1988, o município viu uma nova configuração nas forças políticas locais. A candidatura de Luís Heraldo Duarte Curvelo, pelo PDT se configurava como uma possibilidade de mudança notável. Porém, um acidente fatal com automóvel, na vinda dele de Vitória da Conquista para Poções, após fazer seu registro eleitoral, interrompeu esta possível mudança. Assumiu a candidatura em seu lugar, Antônio Edvaldo Macedo Mascarenhas, até então o candidato a vice-prefeito. Este, por sua vez, seria o líder político mais influente na cidade de 1989, até sua morte em 17 de agosto de 2001,[6] coincidentemente, como seu outrora companheiro de chapa, em um acidente fatal com automóvel, voltando para Poções, vindo de Salvador.[7] Antônio Mascarenhas foi um político que despontou no cenário da política municipal como opositor ao governo do estado.

Sendo filiado ao PDT, seria a possibilidade de mudança, com um partido político que se colocava no espectro da centro-esquerda a nível nacional. Com apoio do PT, então comandado, no município, por Antônio Ferreira dos Santos Neto, para a conjuntura política daquela época, o governo se configurava como um diferencial que jamais se havia visto em Poções.

Em 2009, o então governador estadual Jaques Wagner ao lado de guardas municipais de Poções, no dia da inauguração da sede da corporação policial municipal.

Eleições[editar | editar código-fonte]

Eleições municipais em 1992[editar | editar código-fonte]

1988 Brasil 1996
Eleição municipal de 1992 em Poções
03 de outubro de 1992
(Turno único)
Candidato João Bosco Eurípedes Lima
Partido PL PFL
Natural de -, RN Poções, BA
Vice José Palladino -
Votos 6.228 3.197
Porcentagem 44,27% 22,73%


Brasão do Município de Poções
Prefeito de Poções

Eleito
João Bosco
PL

A eleição municipal da cidade brasileira de Poções ocorreu em 3 de outubro de 1992 para eleger um prefeito, um vice-prefeito e 13 vereadores para a administração da cidade. O prefeito à época era Antônio Edvaldo Macedo Mascarenhas, do PTB, que terminou seu mandato em 1 de janeiro de 1993. O prefeito eleito foi João Bosco Godeiro de Freitas do PL, com 44,27% dos votos válidos, enquanto Eurípedes Rocha Lima do PFL foi derrotado com 22,73% dos votos válidos. Nesta eleição apresentaram-se cinco candidatos a prefeito e 160 candidatos a vereador.

Com informações totais do TRE-BA.[nota 2]

Candidatos a prefeito do município Partido Número Coligação Eleitores/Votos Percentual  
19.696 100,00% ELEITORADO
14.486 73,55% COMPARECIMENTO
5.210 26,45% ABSTENÇÃO
João Bosco Godeiro de Freitas PL 22 PL/PTB 6.228 44,27%  
Eurípedes Rocha Lima PFL 25 PFL/PSC 3.197 22,73%  
Antônio Ferreira dos Santos Neto PT 13 PT/PDT 764 5,43%  
Antônio Henrique Celino de Souza PSDB 45 sem coligação 733 5,21%  
Otto Wagner de Magalhães PMDB 15 sem coligação 378 2,68%  
2.768 19,68% VOTOS EM BRANCO[8]
14.068 100,00% VOTOS VÁLIDOS[8]
418 2,89% VOTOS NULOS

Notas e referências

Notas

  1. a b c d As informações foram coletadas junto ao TRE-BA, via e-mail, através de sua Ouvidoria, que solicitou os dados totais relativos aos processos eleitorais deste município de 1947 a 1992, à Seção de Biblioteca e Memória (SEBLIM).
  2. As informações foram coletadas junto ao TRE-BA via e-mail, através de sua Ouvidoria que solicitou os dados totais relativos ao processo eleitoral à Seção de Biblioteca e Memória (SEBLIM).

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Censo Populacional 2013». Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 01 de julho de 2013. Consultado em 02 de outubro de 2013  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 14 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  6. Grilo, Edson (18 de agosto de 2011). «FAZ 10 ANOS QUE O SUDOESTE BAIANO PERDEU SUA GRANDE LIDERANÇA – TONHE GORDO». www.conquistanews.com.br. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  7. «OCTÁVIO JOSÉ CURVELO». Portal Poções por Adelson Meira. 26 de novembro de 2012. Consultado em 4 de fevereiro de 2017 
  8. a b [1],Os votos em branco foram considerados válidos até a vigência da Lei nº 9.504/97.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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