Ipiaú

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Município de Ipiaú
"Município Modelo da Bahia"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 2 de dezembro
Fundação 1933
Gentílico ipiauense
Padroeiro(a) São Roque
Prefeito(a) {{{prefeito}}} (PP)
Localização
Localização de Ipiaú
Localização de Ipiaú na Bahia
Ipiaú está localizado em: Brasil
Ipiaú
Localização de Ipiaú no Brasil
14° 08' 13" S 39° 44' 02" O14° 08' 13" S 39° 44' 02" O
Unidade federativa Bahia Bahia
Mesorregião Sul Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Ilhéus-Itabuna IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Jequié, Itagibá, Ibirataia, Barra do Rocha, Aiquara e Jitaúna
Distância até a capital 353 km
Características geográficas
Área 267,329 km² [2]
População 47 388 hab. IBGE/2014[3]
Densidade 177,26 hab./km²
Clima Tropical Am
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,67 médio PNUD/2010[4]
Gini 0,69 PNUD/2010[5]
PIB R$ 222 298,198 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 5 081,22 IBGE/2008[6]
Página oficial

Ipiaú é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população de acordo com a estimativa do IBGE em 2014 era de 47.388 habitantes.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Ipiaú, pertence à Microrregião Homogênea 154 - Cacaueira - segundo divisão adotada pelo IBGE, compreendendo uma área de 267 km², equivalente a 0,05% da área total do Estado, situando-se dentro das coordenadas geográficas: 14º07'55" de latitude sul e 39º44'75" de latitude oeste.[carece de fontes?]

De acordo com a Divisão Territorial Administrativa de 1964/68, o município limita-se ao Norte com Ibirataia e Jequié, ao Sul com Itagibá, ao Leste com Ibirataia e Barra do Rocha e ao Oeste com Aiquara e Jitaúna

Com o município de Aiquara: começa na foz do Ribeirão da Preguiça no Rio das Contas, subindo pelo talvegue deste, até a foz do Ribeirão da Pedra Branca.

Com o município de Jitaúna: começa no Rio das Contas na foz do Ribeirão da Pedra Branca ou Córrego de Pedras, pelo qual sobe até a foz do Ribeirão da Sapucaia.

Com o município de Jequié: começa na foz do Ribeirão da Sapucaia no Córrego de Pedras, subindo por este até a sua nascente, onde alcança o marco fronteiro na Serra Geral.

Com o município de Ibirataia: começa na Serra Geral, no marco fronteiro à nascente do Córrego de Pedras, seguindo pelo divisor de águas da Serra do Tororó, até o marco da reta que liga à nascente do Ribeirão do Retiro ao marco do encontro dos divisores de águas da serra do Fuá e da Boa União, segue por esta reta até o último marco referido, daí, pelo divisor das águas da serra do Fuá até o seu extremo sul, daí em reta para o extremo sul da serra da Boa União até o marco na margem do Riacho da Formiga.

Com o município de Barra do Rocha: começa no marco na reta que liga o extremo sul da Serra da Boa União ao extremo sul da Serra do Fuá, situada na margem do Riacho da Formiga, descendo por este até sua foz no Rio das Contas.

Com o município de Itagibá: começa na foz do Riacho da Formiga no Rio das Contas e sobe pelo talvegue deste até a foz do Ribeirão da Preguiça.

Clima[editar | editar código-fonte]

O município de Ipiaú é classificado climaticamente segundo Koeppen como sendo do tipo Am. É um clima de transição entre Af - chuvas abundantes acima de 1.300mm anuais As e Aw, o primeiro com estação de chuvas concentradas no outono/inverno, e o segundo, com período de chuvas concentrado na primavera/verão. Koeppen ainda considera que a faixa de transição climática em estudo, Am, apresenta estação seca pouco pronunciada, compensada pelos totais anuais elevados.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia de Ipiaú, como a de toda a região cacaueira, tem por carro chefe a lavoura do cacau. A indústria está em expansão, destacando-se duas fábricas de polpas de suco e, em 2008, um grupo australiano de mineração se instalou próximo ao município e vem explorando níquel na região, trazendo prosperidade econômica para o município. Destaca-se ainda a pecuária extensiva, respaldada pelo rico solo massapê da região e ultimamente o plantio de cana, para a produção de cachaça. O cacau já trouxe muita riqueza à região, contudo a sua cultura, devido à vasoura-de-bruxa e aos baixos preços, decaiu, trazendo desemprego e pobreza à região que, devido à cacauicultura, já chegou a contribuir com quase 49% do PIB baiano.[carece de fontes?]

História[editar | editar código-fonte]

Nada se sabe ao certo quanto à primeira penetração do território municipal, embora se admita que o local tenha sido caminho de "bandeiras", oriundas da zona sul e que demandavam o alto sertão. Região de grandes matas, habitada por indígenas da tribo Tapuia, era procurada, com freqüência, por criminosos e aventureiros. Daí o primitivo nome de Rapa-tição, topônimo que significava "roubo de tições", ou, segundo outra versão. "barulho ou desordem'' quando o tição foi usado como arma. Por volta de 1913, Raimundo dos Santos veio localizar-se na região que hoje constitui a vila de Ibirataia (ex-Tesouras), então habitada por duas mulheres e um foragido de Castro Alves. Nas cercanias havia, ainda, duas ou três fazendas de plantações de cacau. Praticando, também, a lavoura cacaueira, Raimundo dos Santos vendia a produção local aos que por ali transitavam. Em 1916, prevendo o desenvolvimento da região, foi a Camamu, onde conseguiu a criação de um Distrito de Paz no povoado, não com a denominação que pretendia (Rio Novo), mas com a de Alfredo Martins. A excelência do solo para a cultura cacaueira conduziu para a região novas levas de colonizadores. A parte norte foi povoada por habitantes da região sertaneja, principalmente de Jequié e Nossa Senhora da Conquista; a parte sul, de desbravamento mais antigo, provavelmente foi atingida por habitantes de Ilhéus, ao subirem o Rio das Contas em busca de novas terras para o plantio de cacau; a parte leste teria recebido povoadores oriundos de Camamu e Santarém. Os primeiros movimentos referentes à emancipação da vila datam de 1924, quando o distrito estava em franca prosperidade, possuindo até 1 jornal (passou a sede à categoria de subprefeitura com o nome de Rio Novo em 1930). Pelo Decreto estadual n.° 7 455, de 23 de junho de 1931, o distrito foi desmembrado do Município de Camamu e anexado ao de Jequié, fato confirmado por outro decreto estadual, o de n.° 7479, de 8 de julho de 1931. O Decreto estadual n.° 8 725, de dezembro de 1933, elevou Rio Novo à categoria de vila e criou o Município do mesmo nome, com território desmembrado de Jequié. A nova comuna passou a denominar-se Ipiaú, em virtude do Decreto-lei estadual n.° 141, retificado pelo Decreto estadual n.° 12 978, de 1.° de junho de 1944. Em 1950, Ipiaú figurava com os distritos de Barra do Rocha. Ibirataia e Ubatã, além da sede. Em 1952, a Lei estadual n.° 514 elevou o distrito de Ubatã à categoria de Município: em 1953, foi criado o distrito de Algodão. Segundo o quadro administrativo, vigente em 1.° de janeiro de 1958, Ipiaú compõe-se das seguintes unidades: Ipiaú, Algodão, Barra do Rocha e Ibirataia. Advertência - A modificação territorial ocorrida em 1952 e da qual resultou a elevação do distrito de Ubatã à categoria de Município impõe algumas ressalvas na apresentação dos elementos estatísticos. (Gentílico: ipiauense)

Formação da Cidade[editar | editar código-fonte]

Os impactos do crescimento. “Na década de 20, a localidade era tão farta que possuía muito mais vendedores que compradores”, observa a historiadora Sandra Regina Mendes. Praticamente todos os moradores tinham sua roça que lhes provinha o sustento básico. Nessa época o aglomerado urbano sofreu vertiginoso crescimento. A chegada de novas pessoas possibilitou a especulação imobiliária e o aumento de número de casas. Com a emancipação (em 1933) e as sucessivas administrações municipais Ipiaú começou a experimentar crescimento e sofrer grandes transformações urbanas.

Surgiam novas ruas, bairros, avenidas, obras de infra-estrutura e saneamento básico, prédios escolares, postos de saúde e outros benefícios. Na gestão do prefeito Pedro Caetano Magalhães de Jesus, no período de 1948-1952, foi construído o Estádio de Futebol que atualmente tem o seu nome. Na gestão do médico Salvador da Matta (1955-59), fundador do Ginásio de Rio Novo, foi construída a ponte sobre o Rio das Contas, ligando Ipiaú à Vila de Japomerim, no município de Itagibá. Seu sucessor José Motta Fernandes (1959/1963) constrói a ponte sobre o rio Água Branca, o Mercado Municipal e outras obras importantes. Nessa época Ipiaú já contava com 20.000 habitantes. Novas transformações urbanas viriam a acontecer na gestão do prefeito Euclides José Teixeira Neto (1963/67), ocasião em que Ipiaú recebe o titulo de “Município Modelo da Bahia”. Coube a ele a construção do Ginásio Agrícola Municipal de Ipiaú (GAMI), o Parque de Exposições, o Bairro da Democracia. Foi um período de grande expansão urbana.

Nas décadas de 1970/80 são abertos loteamentos, pelos senhores Américo Castro, Waldemar Sampaio e Antonio Luz. Esses empreendimentos resultaram nos bairros da Conceição, Constança, Aloísio Conrado, Santana e ACM. O processo expansionista continuaria impondo transformações urbanas nas décadas seguintes quando Ipiaú foi se consolidando como pólo do comercio regional. Antigos prédios residenciais deram lugar a modernas lojas e outros estabelecimentos comerciais. Com o advento da mineração do níquel no município vizinho de Itagibá, na primeira década do século 21, a especulação imobiliária se intensificou em Ipiaú. Apesar da cidade não lucrar com os royalties com a chegada da mineradora Mirabela, em 2007, já que a empresa está localizada oficialmente na cidade de Itagibá, os impactos se convergiram no centro de Ipiaú. “E ainda assim nosso orçamento continua pequeno”, afirmou o secretário de urbanismo Helvécio Cardoso.

A cidade cresce em todos os quadrantes, de forma desordenada. As bucólicas paisagens dos seus arredores dão lugar a conjuntos residenciais, avenidas, ruas, praças. Alguns bairros surgem de maneira desordenada e contribuem com o inchaço das periferias. Com o crescimento das invasões irregulares, aumentaram a prostituição, os conflitos sociais e a necessidade de mais serviços públicos. Moradores antigos de determinados bairros precisam, hoje, conviver com lojas comerciais que não existiam e surgiram com a chegada de trabalhadores da empresa Mirabela vindos de outros estados. Essa tendência poderá se manter se a administração do município não aplicar com urgência o que recomenda o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano.   Ainda assim, em Ipiaú não houve crescimento vertical. O único prédio que começou a ser construído permanece inacabado no centro da cidade. Novos bairros começam a surgir em cima das montanhas, com casas luxuosas. (Giro em ipiaú/ José Américo Castro)

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

Elevado á categoria de município com a denominação de Rio Novo, pelo decreto estadual nº 8725, de 07-12-1933, desmembrada do município de Jequié. Sede no atual distrito de Rio Novo. Constituído do distrito sede. Instalada em 17-12-1933. Pelo decreto estadual nº 8729, de 12-12-1933, é criado o distrito de Dois Irmãos e anexado ao município de Rio Novo. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de Rio Novo aparece constituído de 4 distritos: Rio Novo, Barra do Rocha, Dois Irmãos e Tesouras. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo decreto-lei estadual nº 141, de 31-12-1943, retificado pelo decreto estadual nº 12978, de 01-06-1944, o município de Rio Novo passou a denominar-se Ipiaú; o distrito de Dois Irmãos a denominar-se Ubatã e Tesouras a chama-se Ibirataia. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 4 distritos: Ipiaú (ex-Rio Novo), Barra do Rocha, Ibirataia (ex-Tesouras) e Ubatã (ex-Dois Irmãos). Pela lei estadual nº 514, de 12-12-1952, desmembra do município de Ipiaú o distrito de Ubatã. Elevado à categoria de município. Pela lei estadual nº 628, de 30-12-1953, é criado o distrito de Algodão (ex-povoado) e anexado ao município de Ipiaú. Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 4 distritos: Ipiaú, Algodão, Barra do Rocha e Ibirataia. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. Pela lei estadual nº 1461, de 24-08-1961, desmembra do município de Ipiaú o distrito de Barra do Rocha. Elevado á categoria de município. Pela lei estadual nº 1347, de 10-11-1960, desmembra do município de Ipiaú os distritos de Ibirataia e Algodão, para constituir o novo município município de Ibirataia. Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. Alteração toponímica municipal Rio Novo para Ipiaú, alterado pelo decreto-lei estadual nº 141, de 31-12-1943, retificado pelo decreto estadual nº 12978, de 01-06-1944.

Administração[editar | editar código-fonte]

Prefeitos anteriores:

  • Antonio Augusto Sá (1933-1935)
  • Leonel Andrade (1936-1940)
  • Jaime Pontes Tanajura (1940-1943)
  • Agostinho Cardoso Pinheiro (1943-1945)
  • Antonio Lisboa Nogueira (1945-1946)
  • José Borges de Barros (1946-1946)
  • Sandoval Fernandes Alcântara (1946-1949)
  • José Borges de Barros (1949-1950)
  • Pedro Caetano Magalhães de Jesus (1950-1951)
  • José Muniz Ferreira (1951-1955)
  • Salvador da Matta (1955-1959)
  • José Mota Fernandes (1959-1963)
  • Euclides José Teixeira Neto (1963-1967)
  • José Mota Fernandes (1967-1971)
  • Salvador da Matta (1971-1973)
  • Hildebrando Nunes Rezende (1973-1977)
  • José Borges de Barros Junior (1977-1982)
  • Hildebrando Nunes Rezende (1983-1988)
  • Miguel Cunha Coutinho (1989-1992)
  • Ubirajara Souza Costa (1993-1996)
  • José Mota Fernandes (1997-2000)
  • José Andrade Mendonça(2001-2008)
  • Sandra da Purificação Lemos de Santana (2008)
  • Deraldino Alves de Araujo (2009-2016)
  • Maria das Graças Mendonça (2017-2020)

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Censo Populacional 2014». Censo Populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 01 de julho de 2014. Consultado em 01 de fevereiro de 2017  Texto "ipiau " ignorado (ajuda); Verifique data em: |access-date=, |date= (ajuda)
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 16 de agosto de 2013 
  5. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). «Perfil do município de Ipiaú - BA». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Consultado em 4 de março de 2014 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 


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