Banzaê

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Banzaê
  Município do Brasil  
Panorama da cidade
Panorama da cidade
Símbolos
Bandeira de Banzaê
Bandeira
Brasão de armas de Banzaê
Brasão de armas
Hino
Gentílico banzaeense
Localização
Localização de Banzaê na Bahia
Localização de Banzaê na Bahia
Mapa de Banzaê
Coordenadas 10° 34' 37" S 38° 36' 54" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Cícero Dantas, Ribeira do Pombal, Euclides da Cunha e Quijingue
Distância até a capital 326 km
História
Fundação c. 1910 (109–110 anos)
Emancipação 24 de fevereiro de 1989 (31 anos)
Administração
Prefeito(a) Jailma Dantas Gama Alves (PT, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 409,507 km²
População total (IBGE/2018[2]) 13 217 hab.
Densidade 32,3 hab./km²
Clima Clima tropical com estação seca (Aw)
Altitude 350 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 48405-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,579 baixo
PIB (IBGE/2016[4]) R$ 82 156 mil
PIB per capita (IBGE/2016[4]) R$ 5 980,19
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Conceição
Sítio www.banzae.ba.gov.br (Prefeitura)
www.camarabanzae.ba.gov.br (Câmara)

Banzaê é um município brasileiro, no estado da Bahia, circunscrito geograficamente entre o agreste e o sertão nordestino. Sua população estimada em 2018, pelo IBGE, era de 13 217 habitantes. A cidade é situada na mesorregião do Nordeste Baiano, compondo o território de identidade Semiárido Nordeste II. Possui uma área de aproximadamente 409.507 m².

Limita-se com os municípios de Euclides da Cunha ao norte, Ribeira do Pombal ao sul, Cícero Dantas a leste e Quijingue a oeste. Localiza-se a uma distância de 326 km da capital do estado e a 42 km do município de Ribeira do Pombal. Tem em sua sede às coordenadas geográficas: Latitude 10º35` sul e Longitude 38º37` e encontra-se a uma altitude de 350 m.

História[editar | editar código-fonte]

Os habitantes primitivos da região eram os índios quiriris, cujas terras atualmente dominam 85% do território do município.

O povoado de Mirandela teve origem num núcleo de catequese para os índios, em torno da Igreja do Senhor da Ascensão, erguida em 1701 pelos quiriris, a mando dos jesuítas. Este povoado, muitas décadas mais tarde, seria elevado à condição de distrito, subordinado a Pombal.

Por volta de 1910, comerciantes e viajantes de Sergipe criam um ponto de pouso e uma feira, para vender os seus produtos com os habitantes locais, em torno da qual forma-se o povoado conhecido como "Banzaê", topônimo de origem indígena significando "terra dos valentes".

Entre 1918 e 1920, é erguida no povoado uma capela em louvor a Nossa Senhora da Conceição. Com isso, o ele cresce mais.

O distrito de Mirandela, entre 1931 e 1933, foi extinto, com a anexação de Pombal ao município de Cipó.

Em 1984, se inicia o processo de emancipação política de Mirandela. No entanto, o povo do povoado de Banzaê era contra este movimento, alegando que o seu povoado era um dos mais importantes do município de Ribeira do Pombal.

Em 1985, a Comissão de Divisão Territorial da Assembleia Legislativa da Bahia, em nome do então deputado estadual Roberto Cunha, aprovou em primeiro momento que o novo município seria Mirandela, sendo a sede instalada em Banzaê.

Como o projeto não teve prosseguimento, o deputado apresentou um novo no mesmo ano, colocando Banzaê como novo município do estado, revoltando o povo de Mirandela, que almejava o seu distrito como novo município baiano.

Entre 1986 e 1989, aconteceram vários movimentos por parte da população de Mirandela e Banzaê, sendo este último o favorito a ser o novo município.

Em 24 de fevereiro de 1989, o então governador da Bahia, Waldir Pires, assinou a Lei Estadual nº 4.485, que extinguia o distrito de Mirandela e, em seu lugar, é criado o município de Banzaê, cujo território foi desmembrado de Ribeira do Pombal.

Em 15 de janeiro de 1990, o decreto n° 98.828, da Presidência da República, cria, nos territórios de Banzaê e Ribeira do Pombal, terras indígenas para os quiriris. Dentro dessas terras pertencentes ao município, existem sete comunidades indígenas: Sacão, Cacimba Seca, Canta-Galo, Lagoa Grande, Baixa da Cangalha, Marcação e Picos, sendo estes os núcleos tradicionais. Outra tribo de grande importância, porém mais nova no território, são os tuxás, os quais residem numa área entre os povoados de Salgado e Fazenda Sítio, situados ao norte do município. Ambas as tribos sobrevivem basicamente de atividades campestres, pesca e agricultura (através do plantio do milho, feijão, mandioca, melancia, abóbora, quiabo e da colheita da castanha). No artesanato, destacam-se os trabalhos com a cerâmica com fibra e o cipó.[carece de fontes?]

Prefeitos e vice-prefeitos[editar | editar código-fonte]

Lista de prefeitos e vice-prefeitos do município:

Nome Partido Vice-prefeito Início do mandato Fim do mandato Observações
1 Edval Calasans de Macêdo,
Seu Divá
Uindson de Souza Dantas,
Cicinho
1990 31 de dezembro de 1992 Prefeito e vice eleitos
2 José Ribeiro de Moraes,
Zé Leal
Hamilton Dantas Viana 1º de janeiro de 1993 31 de dezembro de 1996 Prefeito e vice eleitos
3 Jailma Dantas Gama Alves PFL Uindson de Souza Dantas,
Cicinho
1º de janeiro de 1997 31 de dezembro de 2000 Prefeita e vice eleitos
4 José Ribeiro de Moraes,
Zé Leal
PFL Erivaldo Cardoso Calasans,
Rico (PSC)
1º de janeiro de 2001 31 de dezembro de 2004 Prefeito e vice eleitos
5 Jailma Dantas Gama Alves PFL José Wilson Pereira de Souza
Têca (PSDB)/(PTB)
1º de janeiro de 2005 31 de dezembro de 2008 Prefeita e vice eleitos
PT 1º de janeiro de 2009 31 de dezembro de 2012 Prefeita e vice reeleitos
6 Patrícia Dantas do Nascimento PT Maria Veralucia Gama Moraes
Vera (PSD)
1º de janeiro de 2013 31 de dezembro de 2016 Prefeita e vice eleitas
7 Jailma Dantas Gama Alves 1º de janeiro de 2017 31 de dezembro de 2020 Prefeita eleita e vice reeleita

Turismo[editar | editar código-fonte]

  • Pedra Furada (cartão postal da cidade por se diferenciar dos demais morros em virtude de ser uma bela escultura natural);
  • Fazenda Engenho Velho;
  • Arquitetura histórica em Mirandela Velha (principal comunidade dos Kiriris);
  • Trilhas de Motocross (Prática de esportes radicais em diversos lugares do município com o uso de motocicletas por praticantes que gostam de desafiar os mais diversos tipos de obstáculos naturais como: morros, serras, areais, pedreiras, mata fechada e etc.);
  • Serras, morros, planaltos e flora nativa;
  • Cultura Indígena (Artesanatos, hábitos e costumes) e Cultura Nordestina (Quadrilhas, festejos juninos e culinária);
  • Santo Cruzeiro (ponto mais alto da cidade, cuja visão torna a visita ao local um grande atrativo).
  • Semana Santa no Povoado Tamburil (Os Festejos da Semana Santa atrai pessoas de diversas localidades. As atrações religiosas começam no domingo de ramos e vão ate os festejos pascoa).
  • Tradicionalmente, a principal festividade da cidade é o Arraiá do Banza, comemorado nos dias 28 e 29 de junho. Além destas datas, há a festa de 8 de dezembro, em homenagem à padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição.

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. «estimativa_ibge_2018.xls». agenciadenoticias.ibge.gov.br. Consultado em 28 de abril 2019 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 25 de agosto de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 28 de abril 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Site de Notícias: [1]