Brotas de Macaúbas

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Município de Brotas
"Cidade de outeiros"
Brotas vista da Pedra do Urubu

Brotas vista da Pedra do Urubu
Bandeira de Brotas
Brasão de Brotas
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 16 de julho de 1878 (138 anos)
Fundação 1755 (261 anos)
Gentílico brotense
Padroeiro(a) Nossa Senhora de Brotas
Prefeito(a) Cristina Sodré (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Brotas
Localização de Brotas na Bahia
Brotas está localizado em: Brasil
Brotas
Localização de Brotas no Brasil
11° 59' 56" S 42° 37' 33" O11° 59' 56" S 42° 37' 33" O
Unidade federativa Bahia Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Boquira IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Oliveira dos Brejinhos, Morpará, Ipupiara, Barra do Mendes, Ibitiara e Seabra
Distância até a capital 590 km
Características geográficas
Área 2 372,644 km² [2]
População 10 718 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 4,52 hab./km²
Clima semiárido e seco a sub-úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,57 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 35 276,580 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 182,95 IBGE/2008[5]
Página oficial

Brotas é um município brasileiro do estado da Bahia, na microrregião da Chapada Diamantina, a 580 km da capital.

Visão geral[editar | editar código-fonte]

Nascida nas terras desbravadas pelo sertanista Romão Gramacho, na segunda metade do século XVIII, há registros de que foi nesta região onde se encontraram os primeiros diamantes na então província da Bahia.

Por várias vezes, Brotas já figurou no cenário político nacional. Primeiro, quando das contendas entre o Coronel Militão Rodrigues Coelho e Horácio de Matos na segunda década do século passado, disputas que envolveram cidades como Brotas, Barra do Mendes e Campestre (atual Seabra), entre outras, e, ainda mais recentemente, nos anos da ditadura militar, quando foi assassinado no povoado de Pintada, distrito de Ibipetum, o capitão desertor Carlos Lamarca.

O filho mais ilustre da cidade é o acadêmico e geógrafo Milton Santos, conhecido internacionalmente.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1751 Manoel de Saldanha da Gama e sua mulher Joana da Silva Guedes de Brito, herdeira desses sertões – doaram ao capitão-mor Romão Gramacho Falcão os terrenos intermediários aos rios Paramirim e Jacaré (APEB, SJ/15/91, f. 27 v), que envolvem, atualmente, vários municípios, desde Brotas de Macaúbas a Irecê. Após a doação das terras da Chapada Diamantina, Romão Gramacho começa o povoamento da região sempre em busca de ouro e diamantes. Em 1755 ergue a igreja de São Miguel das Figuras, padroeiro dos garimpeiros em Ibipetum, funda os povoados de Oliveira dos Brejinhos e Caiam Bola, que posteriormente ficou conhecido como Brotas de Macaúbas. Foi ali que em 1792, Romão Gramacho descobre os primeiros diamantes da província da Bahia, essa região ficaria conhecida como Chapada Velha.

Pode-se afirmar que o município deve sua origem ao aparecimento de jazidas carboníferas e auríferas em seu solo, quando das primeiras penetrações, em 1755, pelo português Romão Gramado, o qual denominou esse novo eldorado Caiam-bola (nome originário da Carambola, fruta que era abundante à época). Dessa descoberta, houve posterior aglomeração humana, nascendo ali o povoado iniciado na fazenda de propriedade de Antônio Alves de Oliveira, que posteriormente fez doação de sua herdade à capela ali existente.

Pela Lei Provincial nº 256, de 17 de março de 1847, o povoado foi elevado à freguesia com o nome de Vila Agrícola de Nossa Senhora de Brotas de Macaúbas, originário do fruto da macaba e tendo como padroeira Nossa Senhora das Brotas.

Elevada à categoria de município com a denominação de Brotas de Macaúbas, pela Lei Provincial nº 1817, de 16 de julho de 1878. Sede na atual Vila Agrícola de Nossa Senhora de Brotas de Macaúbas, ou simplesmente Brotas de Macaúbas. Instalada em 20 de junho de 1882.

Teve o nome alterado para Brotas pelos decretos leis estaduais nºs 7455, de 23 de junho de 1931 e 7479, de 09 de julho de 1931.

O nome Brotas de Macaúbas foi restaurado pelo decreto-lei estadual nº 141, de 31 de dezembro de 1943, confirmado pelo decreto estadual nº 12978, de 01 de junho de 1944.

Brotas teve seu território desmembrado para formar os Municípios de Oliveira dos Brejinhos, em 1933, Barra do Mendes e Ipupiara, em 1958 e Morporá, em 1962.

O significado do atual topônimo foi a adoção do nome da padroeira (nossa Senhora das Brotas), acrescido de Macaúbas (vocábulo tupi que significa o fruto de macaba), os nativos de Brotas de Macaúbas são chamados brotenses.

Distritos[editar | editar código-fonte]

Brotas de Macaúbas (sede), Ouricurí do Ouro e Saudável.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia de Brotas, outrora próspera pela extração de diamante, ouro e turmalina, assim como pela criação de gado, passou por várias crises. Merece destaque a agricultura na década de 1950, com uma safra recorde de fumo na localidade de Lagoa de Dentro. A agricultura e a pecuária hoje são exploradas na região apenas para subsistência. Digna de nota é a extração de cristais de quartzo, atividade muito difundida nas décadas de 1970 e 1980.

Dados geográficos[editar | editar código-fonte]

  • Latitude: 12º00'02" S
  • Longitude: 42º37'44" W
  • Altitude:
    • 900 m (média)
    • 1151 m (máxima)
  • Bacia hidrográfica: São Francisco
  • Região: Chapada Diamantina
  • Rios principais: riacho das Telhas/Brotas, córrego Pau Louro
  • Ocorrências minerais: amianto, barita, cobre, cristal de rocha, diamante, ferro, manganês, ouro, quartzito, mármore.

Clima[editar | editar código-fonte]

  • Tipo climático: semi-árido e seco a sub-úmido
  • Temperatura média anual
    • min.: 16, 1 °C
    • média: 20,6 °C
    • máx.: 25,4 °C
  • Período chuvoso: Novembro a Março
  • Pluviosidade anual:
    • min.: 309 mm
    • média: 723 mm
    • máx.: 1593

Outras informações[editar | editar código-fonte]

  • População estimada (2010): 10.718 habitantes
  • DDD: (77)
  • CEP: 47560-000
  • Voltagem: 220V
  • De acordo com a JUCEB, o município possui 15 indústrias, ocupando o 126º lugar na posição geral do estado da Bahia, e 172 estabelecimentos comerciais, 195ª posição dentre os municípios baianos. Seu parque hoteleiro registra 73 leitos. O consumo elétrico residencial médio é de 55,22 Kwh/hab - 301º no ranking da Bahia.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 25 de agosto de 2013. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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