Ribeira do Pombal

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Município de Ribeira do Pombal
"Pombal"
Bandeira indisponível
Brasão de Ribeira do Pombal
Bandeira indisponível Brasão
Hino
Aniversário 19 de setembro
Fundação 1667
Emancipação 1933
Gentílico pombalense
Prefeito(a) Ricardo Maia Chaves de Souza (PSD)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Ribeira do Pombal
Localização de Ribeira do Pombal na Bahia
Ribeira do Pombal está localizado em: Brasil
Ribeira do Pombal
Localização de Ribeira do Pombal no Brasil
10° 50' 02" S 38° 32' 09" O10° 50' 02" S 38° 32' 09" O
Unidade federativa Bahia
Mesorregião Nordeste Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Ribeira do Pombal IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Tucano, Cícero Dantas, Ribeira do Amparo, Heliópolis, Quijingue e Banzaê
Distância até a capital 271 km
Características geográficas
Área 762,212 km² [2]
População 54 773 hab. IBGE/2016[3]
Densidade 71,86 hab./km²
Clima Semiárido de arder o couro
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,601 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 217 734,825 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 441,39 IBGE/2008[5]

Ribeira do Pombal é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2018 é de 52.956 habitantes.

Nomenclatura[editar | editar código-fonte]

O município de Ribeira do Pombal tem o seu nome originado da criação da freguesia, com o nome Pombal, em 1754, por ser pároco o padre João Campos de Cerqueira Pombal, parente do Marquês de Pombal, na época Primeiro Ministro de Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

O município teve sua origem a partir de uma aldeia de índios quiriris ou cariris. A aldeia chamou-se inicialmente Cana Brava, Canabrava e ainda Santa Teresa de Canabrava, como era mais conhecida. Localizada no caminho para o rio São Francisco, Canabrava ficou muito conhecida na época, como pouso dos viajantes que se dirigiam para aquele rio, como tropeiros, vaqueiros e outros.

Em 1667 os Jesuítas o padre João de Barros e o padre Jacob Roland chegaram ao local com o intuito de catequizar os índios e acabaram erguendo uma capela com o nome de Santa Teresa. Com a devoção à santa e devido a uma vasta vegetação bastante peculiar na região, o município passa inicialmente a se chamar Canabrava de Santa Teresa de Jesus dos Quiriris.

O Século XVIII[editar | editar código-fonte]

No início do século XVIII o Colégio da Bahia mantinha, nas proximidades, algumas fazendas de gado bovino e de cultura de mandioca, milho e outros cereais, o que fortaleceu a exploração agropecuária local. Em 1754 foi criada a freguesia, que tomou o nome de Pombal, por ser o seu pároco, Padre João Campos de Cerqueira Pombal, parente do Marquês de Pombal[6].

A Carta Régia de 8 de maio de 1758, do vice-rei de Portugal, Dom Marcos de Noronha e Brito[7], o 6º Conde dos Arcos, pôs fim a todos os aldeamentos e elevou o local a vila e sede de conselho, com a designação de Pombal. O mesmo diploma que criou a Vila de Pombal, em 1758, instituiu o Município de Pombal no mesmo ano, cuja instalação procedeu-se do Ouvidor de Sergipe, Miguel de Aires Lobo de Carvalho.

Em 1760 a aldeia conhecida como Saco dos Morcegos, que pertencia ao município de Pombal, passa a ser uma vila e mais tarde município de Mirandela, porém acaba perdendo sua condição e volta a ser anexada a Ribeira do Pombal.

O Século XIX[editar | editar código-fonte]

No século XIX Pombal foi marcado pelo latifúndio nas mãos de homens poderosos, chamados coronéis e senhores de engenho, que exploravam suas grandes propriedades e vastas plantações de cana-de-açúcar nos campos para fabricação dos derivados de cana-de-açúcar[8], principalmente a rapadura e a cachaça, cujo trabalho se dava, em grande parte, com a exploração da mão-de-obra escrava[9] negra, geralmente trazida da África para o litoral baiano e de lá para os engenhos de Pombal. As plantações de cana-de-açúcar estendia-se pelas grandes áreas de brejo. Os principais detentores dessas grandes propriedades foram os coronéis Antonio Ferreira Britto, conhecido por Coronel Ioiô Ferreira, Cosme Calmon da Silva e Antonio Dantas de Macêdo.

O Século XX[editar | editar código-fonte]

Coluna Prestes[editar | editar código-fonte]

No dia 26 de junho de 1926 a Coluna Prestes, conhecidos como "os Revoltosos", liderados pelo líder comunista Luís Carlos Prestes, chegaram em Pombal. Eles faziam uma marcha, que chegou a ter vinte e cinco mil quilômetros percorridos, a fim de esclarecer a população pobre e interiorana do país, de cidade em cidade, pregando a liberdade e a igualdade e contra o governo antipopular e antidemocrático do presidente Artur Bernardes. Por conta disso, as forças governamentais e os coronéis alertavam contra os ideais comunistas e ditos subversivos da Coluna, produzindo o medo na população de maioria analfabeta, orientando que abandonassem as cidades quando da sua chegada. Ao contrário do que aconteceu em muitos municípios, os habitantes de Pombal os recebeu com hospitalidade, tiraram fotos e presentearam os visitantes com música, através da Orquestra Sinfônica da cidade.

Lampião[editar | editar código-fonte]

No dias 16 de dezembro de 1928 e 25 de dezembro de 1929 o município foi visitado pelo foragido bandoleiro Lampião e seu seu bando, famoso pelos diversos confrontos violentos com as forças policiais oficiais, com milícias e com jagunços dos coronéis por todo o Nordeste, mas sem registro de qualquer tipo de confronto.

Rebaixamento e Emancipação[editar | editar código-fonte]

Em virtude dos Decretos estaduais nºs. 7455 e 7479, respectivamente de 23 de junho e 8 de julho de 1931, foram extinto o Município e seu território anexado ao de Cipó, pois no governo de Getúlio Vargas se entendia que os municípios com menos de cinquenta mil habitantes deveriam ser extintos e anexados aos municípios mais próximos, com exceção daqueles em áreas de fronteiras e os que tivessem o turismo como atividade econômica principal. Em Pombal, que deixou de ser município, foi criado uma sub-prefeitura. Tal fato provocou contradições sócio-políticos, quando diversos municípios populosos ficaram subordinados a outros menores, como foi o caso do município de Pombal. Restaurou-o, porém, o Decreto n. 08643, de 19 de setembro de 1933, preservando o mesmo nome, sendo seu território desmembrado de Cipó. A reinstalação verificou-se em 10 de outubro do mesmo ano.

Em 31 de dezembro de 1943, por força de Decreto Lei Estadual n° 141, ratificado pelo Decreto Estadual n° 12.978 de 1 de junho de 1944 e pelo Decreto da Lei Federal nº 311, art 10º, que determinava que não poderia haver mais de um município ou vila no país com a mesma denominação o município teve seu nome alterado e passou a ser denominado Ribeira do Pombal, pois havia um município no estado da Paraíba com a mesma nomenclatura. Com isto Pombal passa a se chamar oficialmente Ribeira do Pombal.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Ribeira do Pombal está localizado na mesorregião do Nordeste Baiano, Território Nordeste II, parte da região do semi-árido[10], e se estende pela Bacia do rio Itapicuru, Os municípios de Adustina, Antas, Banzaê, Cícero Dantas, Cipó, Fátima, Heliópolis, Itapicuru, Nova Soure, Novo Triunfo, Olindina, Paripiranga e Ribeira do Amparo estão incorporados na Microrregião de Ribeira do Pombal[11].

Limites[editar | editar código-fonte]

  • Cícero Dantas ................................34 km
  • Tucano............................................31 km
  • Cipó................................................31 km
  • Ribeira do Amparo..........................43 km
  • Banzaê............................................47 km

As coordenadas geográficas do município são:

  • 10º 50º 10º de latitude sul
  • 38º 31º 50º de longitude W.Gr.

O município está a uma distância de 290 km da capital do Estado (Salvador[12]).

Ao lado esquerdo do segundo degrau da escada de acesso a porta principal da Velha Igreja Matriz de Santa Tereza, há uma chapa cravada pela seção de nivelamento do Conselho Regional de Geografia, onde determina que a altitude da sede do município é de 228 a 248 metros acima do nível do mar.

Em outros pontos, tais como no centro de entroncamento para a localidade de Ribeira do Amparo, no trecho da estrada Cícero Dantas/Pombal (BR110) e no centro de entroncamento para as localidades de Rio Real e Mirandela, no lugar Nova Esperança, trecho da mesma estrada. O Conselho Nacional de Geografia[13] determinou as seguintes altitudes acima do nível do mar:

  • para o primeiro ponto 342,9486 metros
  • para o segundo ponto 270,3935 metros

Distribuição da População[editar | editar código-fonte]

Os 689 quilômetros quadrados que formam o município de Ribeira do Pombal, está habitado por uma população considerada mista. Integram essa população, índios, brancos, negros, mulatos, etc. Há no município uma miscigenação heterogênea. Eles formam a cidade (sede do município) e os povoados (aglomerados rurais).

Para o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, qualquer aglomeração rural só é considerado povoado quando o número de residências, na mesma localidade, for igual ou superior a 50 domicílios, ou tiver casa comerciaI e uma igreja; portanto seguindo essa consideração, Pombal tem, os seguintes povoados:

  • Feira da Serra - antigamente conhecida como Serra das Almas, foi fundada por volta de 1940; dista da sede do município 23 km.
  • Boca da Mata - está a 10 quilômetros da sede do município. Boca da Mata foi fundada aproximadamente em 1949.
  • Barrocão - seu progresso começou a partir de 1940 com a instalação do primeiro comércio na localidade da Fazenda Barrocão. Esse povoado é um dos maiores do município e também o mais próspero; conta hoje com vários estabelecimentos comerciais; destaca-se também no povoado a Escola Municipal Ferreira Brito (alfa à 8" série), que é a 2ª maior do município, perdendo apenas para o CEB (sede). Praticamente a população do lugar é formada por membros de uma mesma família, raramente encontra-se alguém que não tenha incorporado ao seu nome o sobrenome Rodrigues. A população do povoado chama a localidade de Vila Rodrigues, zoas oficialmente não há documento que prove que o povoado elevou-se à categoria de vila. O povoado fica a 19 km da sede do município.
  • Pedras - o povoado tem fortes tradições religiosas, até porque nasceu a partir, da construção de uma igreja. Pedras contou, no início, com um rápido crescimento, porém esse crescimento atrofiou-se nos últimos anos devido à evasão que ocorreu na localidade, provocando um decrescente aumento da população. Fica a 27 km da sede municipal.
  • Curral Falso – localiza-se a seis km do Povoado Barrocão, Curral Falso tem uma grande vantagem em relação a outras localidades, lá está estabelecido o segundo maior açude do município, abastecendo à população, quando a seca predomina.
  • Nova Esperança - batizado primeiramente de Povoado Barata, João Batista de Almeida, fundador da localidade, em junho de 1950 mudou o nome para Nova Esperança. O fato de estar localizado às margens da BR-110 tem favorecido para o desenvolvimento do lugar. Seus habitantes orgulham-se de ter uma igreja construída pelo Padre Epifânio. Situado a 10 km da sede do município.

Além dos povoados descritos acima, existem mais algumas aglomerações rurais em Pombal, porém de acordo cora o IBGE, ainda não são considerados povoados:

  • Tapera - fica a 14 km da sede do município.
  • Mocó - fica a 24 km da sede.
  • Poço - 10 km de distância da sede.
  • Areal - a partir da sede fica a 22 km.
  • Novo Segredo - é o mais novo aglomerado rural do município; nasceu quase que instantaneamente, do dia para a noite. Formado por ex-moradores do Povoado Segredo que, expulsos pelos índios, encontraram em Pombal, apoio da Prefeitura para se restabelecerem.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Quase totalmente plano, possui algumas senas de pequena altitude, e mais alta não ultrapassa 150 metros, como Serra Campinas, Serra Tapera, Serra Consonhonham, Serra Toca do Gato, Serra da Ribeira, Serra Jaboá, Serra Massaranduba, , Serra Grande, Serra Formigueiros, Serra das Almas, Serra do Urubu, Serra de Mercê,

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Não existe no município lagoas permanentes, pois secam com as grandes estiagens: entre as lagoas temporárias, destacam-se: Lagoas Cassuçu, Lagoa Cardoso, Lagoa Pixu, Lagoa Moreiano, Lagoa Caburé .

Alguns riachos servem de afluentes para vários rios. São os seguintes: Riacho Cumbe, Riacho da Pedra, Riacho das Almas, Riacho Capim do Boi, Riacho Mulungu, Riacho Cajueiro, Riacho do Sítio, Riacho do Caricu, Riacho do Jenipapo, Riacho Bengó, Riacho Corda, Riacho do Cemitério, Riacho do Veríssimo, Riacho da Lagarta, Riacho Cacimba, Riacho Baixa do Tingui, , Riacho da Nação e Riacho Ribeirão do Macururé.

Registra-se também a existência de alguns rios “secos” ou temporários, sendo o principal e maior o Rio de Massacará ou Ribeira do Pombal. Afluente do Rio Itapicuru, o Rio Massacará serve como córrego de escoamento das águas de enchentes, dificilmente enche, fica sobre sua passagem uma ponte que liga a BR 410 de Ribeira do Pombal a Tucano.

Há ainda dois açudes que abastecem o município no período de secas prolongadas, sendo um no povoado de Curral Falso e outro na sede do município que segundo estimativa tem capacidade para acumular, aproximadamente 1.200.000 metros cúbicos e se encontra abandonado.

Apesar da seca que assola periodicamente o município, Ribeira do Pombal tem uma grande vantagem em relação aos municípios vizinhos, o lençol freático, em todo território é riquíssimo. Os poços artesianos raramente ultrapassam 50 metros de profundidade e a água encontrada é abundante, considerada de excelente qualidade, havendo na zona suburbana uma área de brejo com “cinturão verde”.

Clima[editar | editar código-fonte]

Clima quente com estações secas no verão e úmido com chuvas no inverno. A temperatura registrada no município é a seguinte:

  • Média das máximas: 35 °C
  • Média das mínimas: 16 °C
  • Média compensada: 24 °C

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Situada na zona do nordeste, sujeita à seca. A vegetação é pobre e constituída, principalmente de cactos e árvores de pequeno porte, resistentes ao clima. É difícil se encontrar matas, em decorrências das devastações. Existia tabuleiros e serrados e hoje são transformados em pastagens.

Flora e Fauna[editar | editar código-fonte]

Constituindo a flora, existem árvores frutíferas como: cajueiro, mangueira, umbuzeiro e ainda o ouricuri, palma, e o mandacaru planta que alimenta o gado nas secas prolongadas.

A fauna, outrora abundante, tornou-se escassa.

Política e Administração[editar | editar código-fonte]

Os Intendentes[editar | editar código-fonte]

Os Intendentes eram administradores que dirigiam o município, escolhidos entre homens influentes da região, através de eleição, chamada "bico de pena", a cada dois anos. Os votos eram na folha ou caderno e não eram secretos. Esse tipo de eleição vigorou até 1930 quando houve o golpe militar de Getúlio Vargas, também chamada de Revolução de 1930.

Pombal teve os seguintes intendentes (com data de passe ignorada), eleitos pelo voto "bico de pena", eleitos no período da República Velha, ou seja, entre 1891 a 1930:

  • Cosme Calmon Silva
  • Antonio Dantas de Macêdo
  • Ferreira Brito
  • João Ferreira Brito
  • Paulo Cardoso de Oliveira Brito

Os prefeitos[editar | editar código-fonte]

No período da República Nova, nos governos de Getúlio Vargas, entre 1930 e 1946, antes das eleições diretas para prefeito, foram nomeados pelos interventores da Bahia, os seguintes intendentes:

  • Edgar Gomes da Rocha
  • Nilson da Costa Pimentel
  • Emanoel de Oliveira Brito
  • João Fernandes da Gama
  • Manoel Américo Passos

Em 1946, no governo de Gaspar Dutra, o Sr. Cardoso de Brito foi nomeado prefeito,que ficaria no cargo até 1950, porém em 1947 foram anunciadas as eleições diretas, mudando a configuração eleitoral e foram eleitos, através do voto direto e secreto os seguintes prefeitos:

  • 1947 - José Domingues Brito e Silva (Ferreira Brito)
  • 1951- José Leôncio Chaves
  • 1954 - José Domingues Brito e Silva (Ferreira Brito)
  • 1958 - João Lourenço de Santana (João Firmino)
  • 1962 - José Domingues Brito e Silva (Ferreira Brito)
  • 1966 - Pedro Rodrigues da Conceição
  • 1970 - Décio de Santana (Dr. Décio)
  • 1972 - José Domingues Brito e Silva (Ferreira Brito)
  • 1976 - Edval Calazans de Macêdo (Sr. Divá)
  • 1982 - Pedro Rodrigues da Conceição
  • 1988 - Nilson Passos Brito
  • 1992 - José Renato Brito Silva
  • 1996 - Edvaldo Cardoso Calazans (Dadá)
  • 2000 - Edvaldo Cardoso Calazans (Dadá)
  • 2004 – José Lourenço Morais da Silva Júnior (Zé grilo)
  • 2008 - José Lourenço Morais da Silva Júnior (Zé grilo)
  • 2012 - Ricardo Maia
  • 2016 - Ricardo Maia

Economia[editar | editar código-fonte]

Ribeira do Pombal é um promissor entroncamento entre a capital e a região do São Francisco e entre Sergipe e o Sertão, envolvendo os municípios de Banzaê, Cícero Dantas, Antas, Sítio do Quinto, Jeremoabo, Quijingue, Tucano, Ribeira do Amparo,  Caldas de Cipó, Nova Soure, Olindina, Itapicuru, Heliópolis, Fátima, Adustina, Novo Triunfo e Paripiranga.

O PIB per capita de Ribeira do Pombal, segundo o IBGE, é de R$ 9.339,22.

O município é o maior produtor de mel de abelhas do país, ocupando a posição em 2014 (IBGE), com 450 toneladas, quanto registrou aumento de 50% em relação ao ano anterior, quando produzia 300 toneladas e ocupava a sétima posição na produção nacional, ultrapassando Botucatu-SP e Içara-SC, entre outros grandes produtores de mel.

A cidade é sede da Central de Cooperativas dos Apicultores da Bahia (Cecoapi), que chega a reunir mais de dois mil apicultores.

O município possui razoáveis rebanhos bovino (gado de corte), ovino, caprino, suíno, asinino e equino. É produtor de feijão, a mandioca (cultura nativa cultivada desde a época dos Kiriris), milho, castanha do caju e mel.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Em 2015, os alunos dos anos inicias da rede pública da cidade tiveram nota média de 5 no IDEB[14]. Para os alunos dos anos finais, essa nota foi de 4. Na comparação os demais municípios da Bahia, o resultado dos anos iniciais coloca Ribeira do Pombal na 44ª posição entre os 417 municípios do estado. Considerando a nota dos alunos dos anos finais, a posição passava a 35 de 417. A taxa de escolarização (para pessoas de 6 a 14 anos) foi de 96.6 em 2010. Isso posicionava o município na posição 297 de 417 dentre as cidades do estado e na posição 4099 de 5570 dentre as cidades do Brasil.

Saúde[editar | editar código-fonte]

O município possui o Hospital Regional Santa Tereza que, em 2018 teve sua configuração administrativa alterada para passar a ser um hospital regional gerida por um consórcio de municípios da região Nordeste II, nordeste da Bahia.

A taxa de mortalidade infantil média é de 15.02 para 1.000 nascidos vivos. Conta com 13 unidades de saúde municipais espalhados pelos bairros e povoados e 15 unidades de saúde particulares.

Apresenta 26.5% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 73.6% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e somente 6.9% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada (presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio).

Cultura[editar | editar código-fonte]

Filarmônica XV de Outubro[editar | editar código-fonte]

Fundada em 1.887, um grupo de militares vindos do estado de Sergipe, sob o comando de um sargento aposentado, passa a residir em Ribeira do Pombal. Apaixonados por música, fundam a primeira banda de sopro do lugarejo.

Quadrilhas Juninas[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com aproximadamente cinco quadrilhas tradicionais que se apresentam em festas da cidade e regiões vizinhas. Todas realizam seus famosos  “Arraiás de Rua”, onde o grupo responsável pela festa recebe as quadrilhas das demais ruas, criando um elo entre elas  o que acaba reforçando e ajudando a manter a tradição.

Reisado do Alexandrino[editar | editar código-fonte]

Há aproximadamente 70 anos atrás, na longínqua fazenda Alexandrino, situada na região semi-árida do município, a família do senhor Beijo Pereira, de tradição religiosa, organiza todos os anos, homenagens para o dia de Reis. Assim surgiu o grupo de Reisado do Alexandrino, com características folclóricas e personagens que misturam gente e “bichos”. Eles realizam através de versos, cantigas de roda e adivinhas um misto de beleza e criatividade que encanta a quem assiste. Passado de geração em geração, chega aos dias atuais sob o comando de Dona Mariana de Beija que comanda com entusiasmo e vivacidade o grupo composto dos familiares e vizinhança local.

Bacamarte da Boca da Mata[editar | editar código-fonte]

O grupo de Bacamarte ou “bacamarteiros” como é popularmente conhecido, representam uma tradição de mais de cem anos. As espingardas que realizam tiros sincronizados anunciam sempre a chegada de boas notícias ou acompanham festejos religiosos, como as festas de padroeiro e procissões.

O Bacamarte da Boca da Mata foi passado de geração em geração e é composto de oito membros que saem pelas ruas com indumentárias típicas, de reis para prestarem homenagens e agradecimentos aos santos devotos.

Banda de Pífano[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com cerca de três bandas de Pífano sendo uma situada no bairro da sede (Pombalzinho), uma na fazenda Curralinho e outra no Povoado Boca da Mata.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Site de Notícias[editar | editar código-fonte]

  • canabravafm.com.br
  • ribeiradopombal.com
  • pombalalerta.com.br
  • portalalerta.com.br

Emissoras de Rádio[editar | editar código-fonte]

  • canabravafm.com.br
  • radiopovo.com.br
  • pombalfm.com.br

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE; IBGE (04 de outubro de 2015). «Área territorial oficial». Consultado em 4 de outubro de 2015.  Verifique data em: |data= (ajuda)
  3. «Estimativa Populacinal 2016». Estimativa Populacional 2016. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2016. Consultado em 15 de junho de 2017. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 11 de agosto de 2013. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  6. «Sebastião José de Carvalho e Melo». Wikipédia, a enciclopédia livre. 6 de fevereiro de 2018 
  7. «Marcos de Noronha e Brito». Wikipédia, a enciclopédia livre. 22 de novembro de 2017 
  8. «Cana-de-açúcar». Wikipédia, a enciclopédia livre. 11 de dezembro de 2017 
  9. «Escravidão». Wikipédia, a enciclopédia livre. 2 de fevereiro de 2018 
  10. «Clima semiárido». Wikipédia, a enciclopédia livre. 22 de novembro de 2017 
  11. «Microrregião de Ribeira do Pombal». Wikipédia, a enciclopédia livre. 3 de fevereiro de 2014 
  12. «Salvador (Bahia)». Wikipédia, a enciclopédia livre. 10 de fevereiro de 2018 
  13. «Conselho Nacional de Geografia - IBGE: regimento interno do Diretório Central. Obs.: Um dos exemplares encontra-se com marcação de leitura. - IHGB - Instituto Histórico Geográfico Brasileiro» 
  14. «Índice de Desenvolvimento da Educação Básica». Wikipédia, a enciclopédia livre. 14 de novembro de 2017