Tabocas do Brejo Velho

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Município de Tabocas do Brejo Velho
"T.B.V"
Tabocas area.jpg

Bandeira de Tabocas do Brejo Velho
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 12 de abril
Fundação 1962
Gentílico taboquense
Lema Trabalhar o presente, construindo o futuro
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Conceição
CEP 47760-000
Prefeito(a) Humberto Pereira da Silva (Beto) (PR)
(2013–2016)
Localização
Localização de Tabocas do Brejo Velho
Localização de Tabocas do Brejo Velho na Bahia
Tabocas do Brejo Velho está localizado em: Brasil
Tabocas do Brejo Velho
Localização de Tabocas do Brejo Velho no Brasil
12° 42' 21" S 44° 00' 25" O12° 42' 21" S 44° 00' 25" O
Unidade federativa Bahia Bahia
Mesorregião Extremo Oeste Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Cotegipe IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Cristópolis, Wanderley, Baianópolis, Brejolândia e Serra Dourada.
Distância até a capital 800 km
Características geográficas
Área 1 550,518 km² [2]
Distritos Mariquita e Tabocas do Brejo Velho
População 13 043 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 8,41 hab./km²
Altitude 541 m
Clima Tropical Subúmido Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,584 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 37 916,492 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 068 57 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura www.tabocasdobrejovelho.ba.gov.br

Tabocas do Brejo Velho é um município brasileiro do estado da Bahia.[6] Capital da energia solar da America Latina.

Em divisão territorial dada por sua emancipação política, o município é constituído de 2 distritos: Tabocas do Brejo Velho e Mariquita.

Propulsor do nome da cidade, o bambu Guadua weberbaueri (oriundo do tupi) é nativo do Brasil popularmente conhecido como TABOCA.

Quem nasce em Tabocas chama-se taboquense.

Em 2016, com o inicio das obras das UFV Ituverava UFV Horizonte, a cidade está se tornando a capital da geração de energia solar do Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

A região onde está localizada a cidade de Tabocas do Brejo Velho pertenceu a Pernambuco até meados de 1824. D. Pedro I desligou o atual Oeste da Bahia do território pernambucano como punição pelo movimento separatista conhecido como Confederação do Equador. A então Comarca do São Francisco foi o último território desmembrado de Pernambuco, impondo àquele estado uma grande redução da extensão territorial, de 250 mil km² para os 98.311 km² atuais. Após três anos sob administração mineira, a região foi anexada à Bahia em 1827.[7][8]

Tabocas do Brejo Velho (BA) era uma vila com a existência de um grande tabocal, que originou o nome TABOCAS, já o complemento do “Brejo Velho” decorreu da situação político-administrativa de ser o antigo povoado pertencente ao segundo Distrito de Brejo Velho, hoje Brejolândia, sendo que naquela época tanto Tabocas quanto Brejolândia pertenciam ao município de Angical.

Descobertas arqueológicas dão indícios de que os primeiros habitantes de Tabocas foram os índios caboclos. Na área central da cidade, na Praça Presidente Dutra, entre os fundos da Igreja Matriz e o Hotel Tabocas, nos períodos de 1953-1954 foram descobertos cerca de 200 potes de cerâmica, restos mortais e objetos artesanais de índios caboclos. Estima-se que a nação cabocla compreendia cerca de mil pessoas ao longo do século XIX.

Por volta de 1826, Tabocas contava com 5 famílias entre elas a do Senhor Ladislau Antunes, cujo pai Manoel de Almeida, tinha sido o primeiro morador. Em torno de 1910, o local hoje denominado Tabocas era uma fazenda que teve como morador e dono Victor Correia Mendonça.

Em 1962, Tabocas conseguiu se desmembrar de Angical através de sua emancipação política ocorrida em 13 de abril do referido ano por meio da lei nº 1676, que teve como autor do projeto o Deputado Oscar Cardoso com o apoio do Deputado Juarez Souza. Alguns taboquenses se destacaram na luta pela emancipação, são eles: Vicente Soares de Oliveira, Zacarias Machado e Onívio Silva Oliveira.

Sabendo que o 1º Distrito de Santa Helena, os habitantes que lá residem, chegaram antes da formação da área urbana de Tabocas, estes vindos de Portugal e Itália, liderados pelas famílias Silva, Nascimento e Gonçalves dentre outras, sendo o primeiro distrito de paz o Distrito de Santa Helena.[9]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Bioma:[editar | editar código-fonte]

A Vegetação do município é bastante variada, tendo o cerrado como bioma predominante destaca-se ecossistemas com fitofisionomia de cerrado típico e florestas estacionais deciduais e semideciduais. Tabocas está em uma área de transição entre três biomas (Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica).[10]

Esse ecótono abriga uma diversa fauna e flora, que apesar de bastante ameaçada, ainda preserva animais como: Saracura-do-mato, siriema e suçuarana. E dentre as arvores nativas são comuns: Umbuzeiro, pequizeiro, cajueiro, aroeira e juazeiro.

Clima:[editar | editar código-fonte]

O clima do município é tropical subúmido com plúviosidade variada entre 800 a 900mm, com inverno seco e verão chuvoso.

Com pouca chuva o município se encaixa no semiárido (polígono das secas).

Solo:[editar | editar código-fonte]

Cambissolo, latossolo e gleissolo com relevo pertencente ao chapadão ocidental do são francisco, que delimita com a depressão residual do são francisco na serra da barriguda.

População e Urbanização:[editar | editar código-fonte]

Segundo o IBGE a população estimada em 2016 é de 13.043 habitantes. Tendo um forte vínculo migratório para cidades do Centro-oeste. Sendo Brasília(DF) e Goiânia as mais preferidas.

Acesso:[editar | editar código-fonte]

Encontra-se no extremo oeste baiano, e o acesso se dá pelas rodovias BR-242, BA-172 e BA 466, sendo a cidade cortada pela BA-466. Em 2016, o acesso via rodovia esta em boas condições de tráfego, com exceção da BA 466 com apenas um pequeno trecho asfaltado. Trecho BA- 172, 466.

Limites:[editar | editar código-fonte]

Ao norte é limítrofe com Cristópolis e Wanderley, ao oeste com Baianópolis, a leste com Brejolândia e ao sul com Serra Dourada.

Hidrografia:[editar | editar código-fonte]

Bacia do Rio Corrente.

Em toda região é comum os Marimbus, (Pântano, brejo à margem de rios) que são essenciais para a agricultura local.

Diversificada área de riachos intermitentes, da bacia do rio corrente sob a LEI Nº 12.637 são eles:

  • Passagem do Jacaré no rio Marimbu de São João.
  • Cruzamento do rio Marimbu de São João com a estrada Cabeceira do São João-Lagoa do Oscar.
  • Cruzamento da estrada que passa pelo Dois Capão com o riacho da Baraúna
  • Nascente do riacho da Baraúna.
  • Divisor de águas das serras do Covil e Santana, no ponto fronterio à nascente do riacho Canabrava.
  • Ponto na estrada Mariquita-Tabocas do Brejo Velho, situado no divisor de águas das subbacias do riacho Brejo Velho (Bacia do São Francisco) e do Marimbu Porto Alegre (Bacia do rio Grande), próximo ao entroncamento para a localidade Umburanas.
  • Alto da serra do Carrapato, situado entre as localidades de Carrapato (Tabocas do Brejo Velho) e Lameirão (Brejolândia)
  • Extremo leste da serra do Carrapato.
  • Ponte sobre o riacho da Areia na estrada Tabocas-Mariquita.
  • Ponto no riacho da Areia, próximo à estrada que liga a BA-172 ao povoado Bom Sucesso.
  • Ponto na BA-466, situado no povoado Cedro (Brejolândia), próximo ao entroncamento com a BA-172.
  • Km 72 da BA-172, próximo ao entroncamento da estrada para as fazendas Lagoa das Vaguetas e Primavera e para localidade Lagoa Nova das Caraíbas.
  • Alto do morro da Baixa do Trops, situado a noroeste da fazenda Trops.
  • Alto do morro Vermelho, situado a noroeste da escola municipal Lázaro Medrado de Souza, na localidade Tiririca 2.
  • Alto do morro Olho d`Água, na localidade Tauá.
  • Ponto na estrada na localidade Tauá, fronteiro ao morro Olho d`Àgua e próximo a escola municipal Nossa Senhora de Fátima.
  • Ponto na estrada na localidade Tauá, próximo ao entroncamento com a estrada Ponta d`Água-Zé Francisco.
  • Alto do morro Tauá, situado na localidade Tauá e a oeste da escola São Bento.
  • Alto do morro Pelado, situado a oeste da escola Divíno Pai Eterno, na localidade Zé Francisco.
  • Divisor de águas da serra Geral ou dos Bois, no ponto situado entre as nascentes do riacho do Mato e do córrego Cercadinho, e a sudoeste da localidade Cabeceirinha.
  • Centro da lagoa da Guaíra.
  • Ponto na estrada Lagoa Clara-Tabocas do Brejo Velho, na localidade Guaíra, fronteiro à lagoa da Guaíra.
  • Ponto na estrada Mocambo-Guaíra, situado 6,4 km a sudeste do entroncamento para à fazenda Paloma.
  • Ponto na estrada Mocambo-Guaíra, situado a nordeste da sede da fazenda São Cristovão.
  • Ponto na estrada povoado de Mocambo- Fazendas Campos de Cristal e São Cristovão, situado 1,8 km a sudoeste da fazenda Real.
  • Ponto na estrada Boa Esperança-Mariquita, na localidade Olho d`Água, próximo à fazenda Silva Radar e fronteiro ao Marimbu Porto Alegre.[11]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Composição Étnica 2010:[editar | editar código-fonte]
Cor/Raça Percentagem[12]
Parda 62,38%
Branca 29,84%
Negro 6,03%
Indígena Sem dados ou 0%
Amarelo 1,68%

Energia Solar[editar | editar código-fonte]

Pela localização geográfica e pela incidência de radiação solar, a cidade atraiu dois grandes empreendimentos, as usinas solares Ituverava e Horizonte MP, onde juntas, terão capacidade de geração de 350 MW, sendo o maior complexo de geração de energia solar da America Latina e um dos maiores do mundo.

As usinas são de propriedade da empresa Enel Green Power.

Com os empreendimentos em plena produção, a cidade se tornará a principal e maior geradora de energia elétrica proveniente da radiação solar da America Latina e uma das maiores do mundo.

Economia[editar | editar código-fonte]

As principais atividades econômicas são agricultura familiar e pecuária, sendo um bom produtor de mandioca com 6.000 toneladas em 2014, também está entre os municípios que compõem a região do MATOPIBA, com muito a que expandir em produção.[13]

As atuais obras dos parques solares e consequentemente a operação e manutenção são responsáveis por considerado inclemente na geração de renda.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Por ser uma região predominantemente católica, as principais festas celebrativas são: do Divino Espírito Santo (Pentecostes), de Senhora Santana e a principal padroeira, Nossa Senhora da Conceição. Todas estas festas são bem participativas. Sendo que a maior é a da padroeira, celebrada no dia 08 de dezembro.

Além da TABOFOLIA, festa da independência da cidade, que atrai turistas de várias regiões do país.

Tabocas passar a ter um turismo técnico científico com a implantação dos pioneiros parque solares.

Culinária[editar | editar código-fonte]

A arte do cozinhar engloba vários pratos da região e do Brasil. Sendo muito comum o churrasco, a feijoada, a linguiça caseira de carne de porco, a buchada de gado, o pirão de mulher parida, o arroz com pequi, a farofinha de feijão tropeiro, a peta (Biscoito de polvilho), o Beiju de tapioca, a pamonha de milho verde e o cuscuz. A cachaça e a rapadura são bastantes tradicionais e a farinha de mandioca é essencial na mesa do taboquense.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 25 de agosto de 2013. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  6. «Bahia » Tabocas do Brejo Velho». 
  7. «Confederação do Equador | Britannica Escola Online». escola.britannica.com.br. Consultado em 2016-09-20. 
  8. «Comarca do São Francisco». 2012-06-25. Consultado em 2016-09-20. 
  9. «A cidade». 
  10. «Bioma». 
  11. «Tabocas do Brejo Velho, Bacia do rio corrente» (PDF). 
  12. http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/tabela/listabl1.asp?c=2094&n=0&u=0&z=t&o=25&i=P
  13. «Matopiba - Portal Embrapa». www.embrapa.br. Consultado em 2016-09-20. 
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