Guanambi

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Guanambi
  Município do Brasil  
Vista parcial da cidade
Vista parcial da cidade
Símbolos
Bandeira de Guanambi
Bandeira
Brasão de armas de Guanambi
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Beija-flor do Sertão"
"Capital dos Ventos"
Gentílico guanambiense
Localização
Localização de Guanambi na Bahia
Localização de Guanambi na Bahia
Mapa de Guanambi
Coordenadas 14° 13' 22" S 42° 46' 51" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Caetité, Igaporã, Pindaí, Candiba, Palmas de Monte Alto, Matina e Sebastião Laranjeiras
Distância até a capital 796 km
História
Fundação 23 de junho de 1880 (141 anos)
Emancipação 14 de agosto de 1919 (102 anos)
Aniversário 14 de agosto
Administração
Distritos
Prefeito(a) Nilo Moraes Coelho (DEM, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 1 296,654 km²
População total (IBGE/2020[2]) 84 928 hab.
 • Posição BA: 21°
Densidade 65,5 hab./km²
Clima Semiárido (Bsh)
Altitude 525 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,673 médio
Gini (PNUD/2010[4]) 0,55
PIB (IBGE/2018[5]) R$ 1 340 984 350,00 mil
PIB per capita (IBGE/2018[5]) R$ 15 961,44
Outras informações
Padroeiro(a) Santo Antônio

Guanambi é um município brasileiro do estado da Bahia, distante 796 km a sudoeste de Salvador, sendo interligado à capital pela BR-030, BR-242 e BR-324, a 45 km de Caetité e a 43 km de Palmas de Monte Alto pela BR-030, a 33 km de Pindaí pela BR-122 e a 29 km de Candiba pela BA-262. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2020, era de 84 928 habitantes[2], perfilando na vigésimo primeiro município mais populoso da Bahia. É município polo da Microrregião de Guanambi, estabelecendo influência comercial e de infraestrutura para uma área de aproximadamente 400 mil habitantes. Abriga, ao lado de Caetité e Igaporã, o maior complexo eólico da América Latina.[6] É o município mais desenvolvido da Bahia, segundo o IFDM.[7]

Topônimo[editar | editar código-fonte]

A denominação "Guanambi" deriva do nome Beija-Flor dado ao antigo arraial, pois, em tupi-guarani, as palavras guainumbi, guanumbi, guanambi significariam "beija-flor". Há duas versões sobre o motivo pelo qual foi dada esta denominação ao povoado.

A primeira diz que, o terreno de vazante, sempre úmido, contíguo ao local do arraial, permitia a existência de flores silvestres e, em consequência, a presença de colibris, daí a escolha do nome da localidade.

Outra versão, muitas vezes repetida, é que a antiga moradora Belarmina (mais conhecida como "Bela") tinha uma filha chamada Florinda (conhecida como "Flor"), sendo comum que, durante as cerimônias de Santo Antônio, as festividades se iniciassem apenas depois que todos beijassem a imagem do santo, a começar pela bela Flor, a filha da dona da casa. Querendo que a festa se iniciasse logo, todos os presentes pediam: “Beija, Flor! Beija, Flor!”. Assim, a população teria passado a chamar o referido lugar de Beija Flor[8].

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

Igreja matriz de Guanambi.

A região de Guanambi originalmente era habitada por povos indígenas tapuias, como os aimorés e camacãs. Com a chegada do colonizador, houve a dizimação e a aculturação dos índios.

Nos séculos XVII e XVIII, a Coroa Portuguesa cede na região do município sesmarias, para que ocorresse o povoamento da região e a exploração das suas terras para a agropecuária e o extrativismo. O colonizador foi criando suas fazendas, as quais foram se subdividindo com o passar do tempo. A colonização da região foi intensificada no início do século XVIII, com a descoberta de ouro nas nascentes dos rios Brumado, Paramirim e das Contas, situadas na região entre a Serra Geral e a Chapada Diamantina, e em Minas Gerais e também a descoberta de salitre em Palmas de Monte Alto, ocorrida décadas mais tarde.

No final do século XVIII e início do século XIX, houve migração de pessoas vindas de Minas Gerais e das nascentes dos rios citados para a região da Serra Geral Baiana, por causa da decadência da mineração de ouro nestes lugares.

No século XIX, a sede de Guanambi estava situada num ponto de encontro entre rotas de tropeiros, comerciantes e viajantes que se dirigiam para diversos pontos da Bahia e de Minas Gerais, surgindo ali um comércio e uma feira. Neste cruzamento, situado nas margens do Rio Carnaíba de Dentro, em meados do século XIX, começou a se formar um povoado, que recebeu o nome de "Bela Flor" ou "Beija Flor". Outro fator que fez o povoado crescer foram os festejos em louvor a Santo Antônio feitos por Belarmina ("Bela") e sua filha Florinda ("Flor"), cuja casa, feita no estilo pau a pique, era a primeira da sede municipal, conforme relatos orais.

Em 1870, quando o Arraial de Bela Flor já se encontrava em desenvolvimento e contava com uma dezena de casas, durante uma missão católica no local, o fazendeiro Joaquim Dias Guimarães doou um terreno para a construção de uma igreja em louvor a Santo Antônio. O arraial foi constituído inicialmente das famílias de João Pereira de Castro, José Pereira da Silva Castro, Gasparino Pereira da Costa, João Dias Guimarães, Inocêncio Pereira de Oliveira, Manoel Pereira do Nascimento e muitos outros, que intensificaram a exploração da agricultura e da pecuária na região.[9][10][8][11][12][13]

Emancipação política[editar | editar código-fonte]

Pela lei provincial nº. 1979 de 23 de junho de 1880, foi criado o “Distrito de Paz no Distrito da Subdelegacia de Beija-Flor do termo de Monte Alto" [14]. Mais tarde, seria adotada a designação de Distrito de Bela-Flor.

Em 14 de agosto de 1919, através da Lei Estadual nº 1.364, o distrito de Bela Flor foi elevado à categoria de município, com a denominação de Guanambi, desmembrado de Palmas de Monte Alto, porém a instalação do novo município só se deu em 1 de janeiro de 1920, quando Balbino Gabriel de Araújo Cajaíba tomou posse como o primeiro intendente.[9]

Desenvolvimento urbano, econômico e populacional e dualidade política[editar | editar código-fonte]

Nas décadas de 1920 e 1930, surgiram duas facções políticas concorrentes: a dos "Caititus", liderada por Mário Teixeira e depois Dr. Fernandes, e a dos "Morcegos", que tinha como líder o Coronel Balbino Cajaíba, primeiro intendente do município. Essa disputa prolongou-se por vários anos, através dos representantes destes políticos influentes no meio social daquele período. Devido a muitas brigas à mão armada, a população viveu anos de pavor e insegurança provocados pelo embate político que ficou registrado na história.[15]

Na política do município, sempre houve um nome popular para destacar situação e oposição. A partir de 1976 surgia um movimento político muito acirrado, conhecido como "Jacus" e "Carcarás". Os "Jacus" foram liderados, a princípio, por José Humberto Nunes. Essa tendência ainda é presente no município através de alguns representantes políticos. Os "Carcarás" foram chefiados por Binha Teixeira e Nilo Coelho e tiveram maior influência a partir de 1982, época em que Nilo disputava as eleições para prefeito do município.[15]

Nas três últimas décadas do século XX, Guanambi apresentou um aumento acentuado na população. No censo populacional de 1970, a cidade contava com uma população de 31 174 habitantes, número que cresceu para 45 420 em 1980, elevando a taxa de urbanização da cidade de 35,9% em 1970 para 54,8% em 1980. Nos últimos trinta anos, a população da cidade quase dobrou, à mesma proporção em que a economia se desenvolveu, tendo o município, em 2010, alcançado a marca de 79,36% de taxa de urbanização, segundo o IBGE. A base da economia da cidade, a princípio, foi do cultivo e beneficiamento do algodão, este produzido na região do Vale do Iuiú, o que fez com que a elite fundiária dessa cultura se estabelecesse em Guanambi, trazendo consigo investimentos na infraestrutura do município, como rodovias, usinas de beneficiamento e o aeroporto, o que contribuiu para o aumento expressivo da população, tendo em vista que essa cidade recebia cada vez mais um contingente populacional diversificado, com pessoas em busca de trabalho na colheita de algodão, e ainda, outras pessoas interessadas em investimentos na cidade ou à trabalho nas usinas beneficiadoras que eram implantadas no local.

História recente[editar | editar código-fonte]

Em 1992, um volume de chuvas muito além da média histórica causou alagamento de grande parte da cidade e a manteve ilhada por mais de uma semana. Pontes, trechos de estradas edificações e obras de infraestrutura foram destruídas. Ocorreram vários deslizamentos de encostas e destruição de propriedades rurais. o exército brasileiro auxiliou a população ilhada organizando distribuição de alimentos por meio de aviões locais. A maior represa da região, a barragem de Ceraíma, atingiu sua capacidade máxima, porém, não sofreu avarias. A cidade, então, assistia ao maior desastre natural de sua história.

Em janeiro de 2017, o novo prefeito municipal, Jairo Magalhães, decretou a entrega da chave do município a Deus em seu primeiro decreto oficial, o que causou polêmica.[16][17][18] O Ministério Público do Estado da Bahia, por considerar que o decreto fere a Constituição Federal, que afirma que o Estado não está vinculado a nenhuma religião, recomendou a revogação do ato.[19] Em março de 2018, a justiça declarou o decreto inconstitucional e o suspendeu. A prefeitura de Guanambi recorre da decisão.[20][21]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A área total do município, segundo o IBGE, é de 1 296,657 km², com densidade populacional igual a 60,80 hab/km². Situa-se a 14° 13′ 22″ de latitude sul e a 42° 46′ 51″ de longitude oeste, estando distante a 796 quilômetros da capital baiana. A altitude média da cidade é de 525 metros, tendo como o ponto mais alto no perímetro urbano o morro do Monte Pascoal, onde se situam torres de transmissão de rádio e telefonia. Seus municípios limítrofes são Caetité, a leste; Riacho de Santana, ao norte; Palmas de Monte Alto a oeste; e Urandi e Pindaí, ao sul. A população é estimada em quase noventa mil habitantes, sendo destes, 70.150 na sede e 15.087 distribuídos em três distritos interligados por rodovias.

A vegetação predominante atual, devido ao desmatamento, é do tipo rasteira, onde se destacam os terrenos de capoeira, apresentando uma grande fertilidade para o cultivo de algodão, feijão, mandioca e milho, sendo grandes problemas para o governo municipal o elevado desmatamento e erosão, que tiram a fertilidade dos solos. A vegetação original, bastante degradada, era composta por Floresta Estacional Decidual, que era uma mistura de espécies da caatinga com árvores de mata tropical, sendo nas áreas mais férteis uma mata fechada com grandes árvores, já nas áreas de maior altitude, denominadas serras, que apresentam solo mais pobre em nutrientes, havia a ocorrência de vegetação do tipo cerrado. O tipo de solo, como o podzóico vermelho-amarelo distrófico e planossolo solódico eutrófico encontrados na região, proporcionam condições regulares para o cultivo de lavouras, silviculturas e para pastagem natural.

Seu relevo caracteriza-se pela presença do Pediplano Sertanejo, das superfícies dos Gerais e do Planalto do Espinhaço. Como potencial hidrográfico há o Rio Carnaíba de Dentro e seus riachos afluentes, como o Riacho Belém, que corta o centro da cidade. As principais represas são as de Ceraíma e a barragem Poço do Magro, além das represas de Mutans (Lagoa d'Água, Taboinha, Lagoa da Espera) e de Morrinhos. A região pertence a bacia hidrográfica do São Francisco e se encontra na área de atuação da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), sendo abastecida pela água do Rio São Francisco trazida pela Adutora do Algodão, implantada em 2012, com iniciativas do Governo Federal.

Seu clima é basicamente semiárido, com temperatura média anual de 23 °C. O período da chuva se dá entre os meses de outubro a março. Segundo dados da estação meteorológica automática do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) do município, em operação desde abril de 2008, a menor temperatura registrada em Guanambi foi de 15,3 °C em 19 de setembro de 2011 e a maior atingiu 40,6 °C em 13 de novembro de 2015.[22] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 105,4 milímetros (mm) em 30 de abril de 2015.[23] A rajada de vento mais forte alcançou 23,5 m/s (84,6 km/h) em 20 de março de 2019 e o menor índice de umidade relativa do ar foi de 9% em 14 de setembro de 2008, 11 de novembro de 2019 e em 2020, nos dias 28 de setembro e 4 de outubro.[22]

Dados climatológicos para Guanambi
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 38,2 37,7 38,6 36,2 35,8 36,7 35,1 36,5 38,6 40,2 40,6 39 40,6
Temperatura mínima recorde (°C) 18,4 19,1 18,4 18,2 16,1 15,5 15,4 15,5 15,3 16,3 18 19,1 15,3
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (recordes de temperatura: 23/04/2008-presente)[22]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Guanambi é subdividida em três Distritos (Ceraíma, Morrinhos e Mutans) e aproximadamente 57 bairros, incluindo o Centro. São estes: Aeroporto Velho, Alto Caiçara, Amambaí, Alvorada, Araújo, Beneval Boa Sorte, Beija Flor I, II e III, Bela Vista, Belo Horizonte, BNH, Brindes, Boa Vista, Bom Jesus, Brasília, Candeal, Deus Dará, Floresta, Industrial, Ipiranga, Ipanema, Liberdade, Lagoinha, Loteamento Municipal, Loteamento Bom Jesus, Loteamento Maria Basto, Leolinda de Sá, Marabá, Monte Azul, Monte Pascoal, Morada Nova, Manuel Cotrim, Nova Olinda, Novo Horizonte, Nossa Senhora Aparecida, Paraíso, Pôr do Sol, Residencial dos Pássaros, Residencial das Árvores (Aroeira, Maçaranduba), Reis, São João, São José, Santa Luzia, Santa Catarina, Santo André, São Vicente, Santo Antônio, Sandoval Moraes I e II, São Francisco, São Sebastião, Sossego, Taboinha, Vomitamel, Vasconcelos e Vila Nova. O acesso ao distrito de Morrinhos se dá pela rodovia BR-030.

Infraestrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Vias de escoamento[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Principais logradouros[editar | editar código-fonte]

  • Avenida Centenária (em breve)
  • Avenida Santos Dumont
  • Avenida Prefeito José Neves Teixeira
  • Av. Sen. Nilo Coelho | importante via, percorre as margens do canal do Riacho Belém, atravessando a feira livre e passando pelo Mercado Municipal, liga o Centro ao bairro de Santa Catarina
  • Avenida Sandoval Moraes - liga o Centro ao Parque de Exposições
  • Avenida Governador Nilo Coelho (acesso ao Aeroporto)
  • Avenida Barão do Rio Branco - importante via comercial, liga o Centro à Av. Senador Nilo Coelho
  • Avenida Guanabara - liga a Praça Manoel Novaes (Centro) à Av. Senador Nilo Coelho (S. Francisco), passando pela Av. Santos Dumont
  • Avenida Messias Pereira Donato (anteriormente denominada Castelo Branco) - liga o Centro Administrativo aos bairros Nova Olinda e São João, em paralelo com a Av. Santos Dumont
  • Rua Otávio Mangabeira - liga o Centro ao bairros Beija-Flor I e II
  • Avenida Petrônio Portela - principal avenida do bairro Alvorada, bastante movimentada pela concentração de barzinhos e outros pontos de comércio.
  • Praça Manoel Novaes (Praça do Colégio)
  • Praça Henrique Pereira Donato (Praça do Feijão) - se encontra no cruzamento entre as avenidas Santos Dumont e Guanabara, sendo o principal ponto de entretenimento da cidade devido ao grande número de bares, pizzarias, churrascarias e sorveterias. Durante as festas de fim de ano, uma árvore de Natal é montada no centro da praça, além de ser o local onde ocorre a popular festa da virada do ano.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Guanambi é referência em saúde para os municípios de sua microrregião. Em 2009, o município contava com 49 estabelecimentos de saúde, incluindo PSFs, hospitais e clínicas públicas e privadas, sendo destes, 20 postos de saúde municipais distribuídos nos bairros e um Posto Central.[24] O principal e maior hospital da cidade é o Hospital Regional, referência para pelo menos 18 municípios vizinhos, sendo administrado pelo Governo Estadual e integrante da rede do Sistema Único de Saúde. Além deste, outros estabelecimentos de apoio importantes de Guanambi são o Hospital do Rim, a Policlínica e o Hospital Nova Aliança, que oferecem atendimento de média e alta complexidade para pacientes de toda a região, desde que pactuados com a Prefeitura e o Ministério da Saúde.[carece de fontes?]

Educação[editar | editar código-fonte]

A primeira escola primária de Guanambi começou a funcionar por volta de 1928 e sua primeira escola estadual, o Getúlio Vargas, foi inaugurada em 10 de novembro de 1938 pelo intendente José Ferreira Costa. De propriedade da professora e escritora Enedina Costa de Marcêdo, em 1957 foi inaugurada a Escola Normal São Lucas. Em 1954, foi fundado o "Ginásio Escola Normal de Guanambi", mantido pela associação dos amigos da cidade.[carece de fontes?]

Em 1970, os estabelecimentos particulares foram doados ao governo estadual, numa junção dos esforços da sociedade de Guanambi, representados pelos deputados Manoel Novaes (federal) e Vilobaldo Neves Freitas (estadual), criou-se o Colégio Estadual Governador Luís Viana Filho sendo na ocasião o prefeito de Guanambi, Jonas Rodrigues da Silva e o governador Luís Viana Filho que também naquela época tiveram a oportunidade de inaugurar a represa de Ceraíma junto ao Ministro de Minas e Energia da época, Mário Andreazza. Por muitos anos, tal colégio se manteve como exemplo educacional na região. No ano de 1998, foi inaugurado o Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães pelo governador Paulo Souto e a prefeita Sizalta Donato, fazendo parte de uma rede estadual de colégios com o mesmo padrão físico e educacional, existente até os dias atuais.[carece de fontes?]

Em 2015, foi inaugurada a Biblioteca Pública Messias Pereira Donato na sede da Justiça do Trabalho em Guanambi, com mais de 3500 títulos de direito e literatura, doada por Messias Pereira Donato, primeiro advogado nascido em Guanambi, que migrou para Belo Horizonte e ali se tornou juiz do trabalho e diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais[25][26].

Ensino Superior[editar | editar código-fonte]

O município dispõe de várias unidades de ensino superior sendo elas públicas e privadas, dentre elas se destacam:[27][28]

Serviços e comunicações[editar | editar código-fonte]

O serviço de abastecimento de água é realizado pela Embasa - Empresa Baiana de Águas e Saneamento, com água proveniente do Rio São Francisco e transportada pelo sertão baiano através da recém-inaugurada Adutora do Algodão, atendendo 100% do município e algumas regiões da zona rural. Em outras regiões, em parceria com o Governo Federal, foram construídos poços para captar e armazenar água da chuva e suprir a necessidade da população. O serviço de eletricidade é oferecido pela Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), que mantém uma subestação no bairro Novo Horizonte.

Há a disponibilidade de internet banda larga (ADSL) e Fibra Óptica, oferecida por vários provedores. O serviço de telefonia fixa é de responsabilidade da Oi Telecomunicações, e o de telefonia móvel é realizado pelas quatro principais operadoras do país: TIM, Claro, Oi e Vivo. O código de área (DDD) de Guanambi é o 77, e o código postal da cidade é o 46430-000.

O município conta com pelo menos três jornais impressos em circulação, o A Tarde (de Salvador), o Tribuna Popular (de Guanambi), e o Tribuna do Sertão. Além de vários jornais locais, a cidade também é sede do maior jornal de classificados da região que é O Popular Classificados. As principais emissoras de rádio são a 96 FM, a Rádio Alvorada, Rádio Cultura AM, 104 FM e a 106 FM.[carece de fontes?]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Segundo o IBGE, a frota de veículos em Guanambi é de aproximadamente 39.084 em Julho de 2014, entre automóveis, motocicletas, ônibus e caminhões.

A cidade é servida principalmente pelas rodovias BR-030 e BR-122 e possui pelo menos seis vias com capacidade para alta densidade de tráfego, as avenidas Governador Nilo Coelho, Governador Waldir Pires, Prefeito José Neves Teixeira, Senador Nilo Coelho, Sandoval Moraes e Santos Dumont.

O transporte coletivo de passageiros em Guanambi, embora pouco utilizado, é operado, há mais de 20 anos, pela Guanambi Turismo Viação. A empresa foi fundada nos anos 90 e posteriormente passou a pertencer a um grupo de Belo Horizonte. Atualmente, sua frota é composta principalmente por micro-ônibus e a garagem localiza-se no bairro Santo Antônio. Suas principais linhas são: São Sebastião - Alto Caiçara, Beija-Flor - Centro e Alvorada - Brasília.

Guanambi conta com 230 mototaxistas, todos certificados e fiscalizados pela prefeitura e regulamentados pela Associação dos Mototaxistas de Guanambi. Com exceção do uso de automóveis, este meio de transporte é o mais utilizados pela população para o deslocamento dentro do perímetro urbano.

A cidade conta com um aeroporto municipal, com capacidade para aeronaves de pequeno e médio porte, situado no bairro Belo Horizonte e com principal acesso pela rodovia BR-030. Além disso, o município ainda possui um terminal rodoviário com seis plataformas, sendo o principal ponto de apoio das linhas de ônibus intermunicipais e interestaduais que passam pela região, além de ser o maior terminal da microrregião, operado pela Empril Empreendimentos.

Economia[editar | editar código-fonte]

Até a década de 1970, a cidade era sustentada pela agropecuária. Nas décadas de 1970 e 1980, o município passou por intensa modificação socioeconômica impulsionada pela indústria algodoeira. O processo culminou na transformação de Guanambi em cidade-polo regional. Em 2013, o setor de serviços constituía a maior parte (74,4%) do produto interno bruto do município, seguido pela indústria (13%).[30]

Cidade-polo do extenso e populoso estado da Bahia, Guanambi, no despertar das últimas décadas, se tornou um médio centro comercial na região. A cidade chama um pouco de atenção também devido aos seus diversos estabelecimentos de ensino, que concentram pessoas de todo o Brasil.[31]

Referências

  1. «Área Territorial Brasileira - Consulta por Município». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Resolução da Presidência do IBGE de n° 1 (R.PR-1/13). 15 de janeiro de 2013. Consultado em 3 de setembro de 2014. Cópia arquivada em 3 de setembro de 2014 
  2. a b «estimativa_dou_2020.xls». ibge.gov.br. Consultado em 24 de dezembro de 2020 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 7 de outubro de 2013 
  4. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). «Perfil do município de Guanambi - BA». Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Consultado em 4 de março de 2014 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2010 à 2018». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 24 de dezembro de 2020 
  6. «Inaugurado na Bahia o maior complexo eólico da América Latina - See more at: www.ouvidoriageral.ba.gov.br/2012/07/10/inaugurado-na-bahia-o-maior-complexo-eolico-da-america-latina/#sthash.P4kXyO9t.dpuf». Ouvidoria Geral da Bahia. 10 de julho de 2012. Arquivado do original em 3 de setembro de 2014 
  7. «Guanambi é o Município mais desenvolvido da Bahia segundo o IFDM | Portal Condeúba de Notícias». portalcondeubadenoticias.com.br. Consultado em 28 de maio de 2016. Arquivado do original em 29 de junho de 2016 
  8. a b Teixeira, José Bonifácio (16 de outubro de 2011). «BEIJA-FLOR, BELA FLOR – GUANAMBI, CRIAÇÃO E DEVENVOLVIMENTO». Consultado em 6 de fevereiro de 2017 
  9. a b https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ba/guanambi/historico
  10. [1]
  11. PEREIRA, Sofia Rebouças Neta (2013). Guanambi: centralidade, rede urbana e dinâmica regional no centro-sul baiano (PDF). Salvador: UFBA. 186 páginas 
  12. PEREIRA, Thiaquelliny Teixeira (2010). Memória e discurso religioso: a fé na “Santa Leocádia” de Guanambi – BA (PDF). Vitória da Conquista: UESB. 104 páginas 
  13. NEVES, Erivaldo Fagundes (2003). Posseiros, rendeiros e proprietários: estrutura fundiária e dinâmica agromercantil no Alto Sertão da Bahia (1750-1850) (PDF). Recife: UFPE. 435 páginas 
  14. Vasconcelos, Fernando Donato (18 de novembro de 2020). «Leocádia e suas mortes». Sæculum – Revista de História (43): 248–262. ISSN 2317-6725. doi:10.22478/ufpb.2317-6725.2020v25n43.54469. Consultado em 16 de dezembro de 2020 
  15. a b «GUANAMBI: CENTENÁRIO FICA MAIS PERTO!». O Popular: Classificados. 13 de agosto de 2016. Consultado em 27 de agosto de 2019 
  16. «DECRETO Nº 1 DE 2 DE JANEIRO DE 2017 - Ed. 1327» (PDF). Diário Oficial da Prefeitura Municipal de Guanambi. Procede Bahia. 2 de janeiro de 2017. Consultado em 2 de janeiro de 2017 
  17. «Em decreto, prefeito do interior da Bahia entrega a Deus a chave da cidade - 03/01/2017 - Cotidiano - Folha de S.Paulo». www1.folha.uol.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 3 de janeiro de 2017 
  18. «Prefeito do interior da Bahia entrega chave da cidade a Jesus Cristo em decreto». O Globo. 3 de janeiro de 2017 
  19. MP recomenda que prefeito de Guanambi revogue decreto com referências religiosas. Disponível em: http://www.mp.ba.gov.br/noticia/35609 Acesso em: 05 fevereiro 2017.
  20. [2]
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  22. a b c Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). «Estação: GUANAMBI (A426)». Consultado em 24 de outubro de 2020 
  23. INMET. «Gráficos diários de estações automáticas». Consultado em 24 de outubro de 2020 
  24. Cidades@ - IBGE (2009). «Serviços de Saúde 2009». Consultado em 18 de maio de 2011 
  25. Guanambi ganha acervo de livros do Professor e Jurista Messias Pereira Donato. Disponível em: http://www.opopularonline.com.br/?lk=4&noticia=GUANAMBI+GANHA+ACERVO+DE+LIVROS++DO+PROFESSOR+E+JURISTA+MESSIAS+PEREIRA+DONATO&id=1066 acesso em 30 jan 2017.
  26. Disponível em: http://www.trt5.jus.br/default.asp?pagina=noticiaSelecionada&id_noticia=38827[ligação inativa] Acesso em: 21 jan 2017.
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  30. [7]
  31. «Localização e Dados Gerais de Guanambi (BA)». Ache Tudo e Região. Consultado em 27 de agosto de 2019 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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