Xique-Xique

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Município de Xique-Xique
Vista para a igreja matriz

Vista para a igreja matriz
Bandeira de Xique-Xique
Brasão de Xique-Xique
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 13 de junho de 1928 (90 anos)
Fundação 6 de julho de 1832 (186 anos)[1]
Gentílico xiquexiquense[2]
Prefeito(a) Reinaldo Teixeira Braga Filho (MDB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Xique-Xique
Localização de Xique-Xique na Bahia
Xique-Xique está localizado em: Brasil
Xique-Xique
Localização de Xique-Xique no Brasil
10° 49' 19" S 42° 43' 51" O10° 49' 19" S 42° 43' 51" O
Unidade federativa Bahia
Região
intermediária

Irecê IBGE/2017[3]

Região
imediata

Xique-Xique-Barra IBGE/2017[3]

Municípios limítrofes Itaguaçu da Bahia, Gentio do Ouro, Ipupiara, Morpará, Barra e Pilão Arcado
Distância até a capital 587 km
Características geográficas
Área 5 079,662 km² [2]
Distritos Copixaba, Iguira e Xique-Xique (sede)[4]
População 46 440 hab. estimativa IBGE/2018[5]
Densidade 9,14 hab./km²
Altitude 402 m
Clima semiárido Bsh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,585 baixo PNUD/2010[6]
PIB R$ 327 014,38 IBGE/2015[7]
PIB per capita R$ 6 768,24 IBGE/2015[7]

Xique-Xique[nota 1] é um município brasileiro do estado da Bahia, Região Nordeste do país. Está situado à margem direita do Rio São Francisco que abriga um porto de grande importância para economia da região. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 46 440[5] habitantes.

Seu nome refere-se ao cacto xiquexique, muito comum na região.

História[editar | editar código-fonte]

Rio São Francisco visto de Xique-Xique
Homenagem aos pescadores do rio São Francisco

Durante a administração do Governador Tomé de Souza passou por esta região uma expedição exploradora.

No século XVII surgiu a fazenda praia ao Cabo da Ipueira de propriedade do português Theobaldo Miranda Pires de Carvalho.

Antes de terminar o século XVII um grupo de garimpeiro da Serra do Assuruá, instalou-se na ilha do Miradouro nascendo ali o 1º núcleo de populacional habitado por europeus.

Quando o século XVIII surgiu já havia sido construído nas proximidades da Ipueira um pequeno templo dedicado ao Senhor do Bonfim, fora um cumprimento de uma promessa feita por um tropeiro.

Em 1714 Dom Sebastião Monteiro da Vide, arcebispo da Bahia, assinou um ato que elevava a capela de Chique-Chique à categoria de freguesia. Em pouco tempo a comunidade era um arraial em franco crescimento.

Quando o Brasil separou-se politicamente de Portugal, a área que se tornaria município de Chique-Chique contribuía com a economia do império do Brasil, principalmente com a produção de ouro e pedras preciosas dos garimpos da serra do Assuruá.

O conselho provincial da Bahia achou por bem criar o município em 06 de julho de 1832, desmembrando-o de Jacobina com o nome do Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique, em 23 de outubro de 1837.

Chique-Chique ganhou o título de cidade em 12 de junho de 1928 em ato assinado pelo governador vital.

O município de Chique-Chique foi emancipado no período da história brasileira conhecido como “Período das Regências”, Chique-Chique teve um diretório municipal do partido liberal, outro do partido conservador além de um regimento da Guarda Nacional.

Desde a emancipação de 06 de junho de 1832 ou a instalação oficial do município com o nome de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique em 23 de outubro de 1834, o município foi administrado pelo poder legislativo. Os vereadores eram em números de 7 e seu mandato era de 2 anos. Quem fosse escolhido pelos colegas para presidente da mesa-diretora da câmara municipal era o responsável pela direção geral do município.

Em 1853 foi criada a Comarca de Chique-Chique extinta em 1879 restaurada em 1915.

O conselheiro Luís Viana foi promotor de justiça da Comarca de Chique-Chique, entre 1872 e 1878, e um dos proprietários tricentenária fazenda Carnaíba, localizada a sudeste da sede municipal.A partir da proclamação da república, em 1889, e da constituição republicana em fevereiro de 1891, é instituída a figura do intendente que em passa a ser chamado de prefeito. O primeiro intendente municipal de Chique-Chique foi o coronel Gustavo Magalhães Costa. Antes de 1928 (quando a vila foi elevada a cidade), foram intendentes: João Martins Santiago, Ciro Medeiros Borges, José Adolfo de Campo Magalhães, Manoel Teixeira de Carvalho, e outros.

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017,[8] o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Irecê e Imediata de Xique-Xique-Barra.[3] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Barra, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Vale São-Franciscano da Bahia.[9]

Significado dos símbolos[editar | editar código-fonte]

Insígnia[editar | editar código-fonte]

Coroa Mural prateada com quatro torres, representativa de domínio e Município.

Escudo[editar | editar código-fonte]

  • O Sol (figura astronômica), em posição de nascer ou se pôr, simboliza o cidadão chique-chiquense que, do nascer ao morrer, deve irradiar a luz e a energia do seu valor pessoal, visando o seu bem e o bem da comunidade.
  • O PX (figura artificial), símbolo grego e que significa Jesus Cristo, simboliza uma homenagem especial ao mesmo Jesus Cristo ( o sol Divino) que, sob a inovação de Senhor do Bonfim, é o Padroeiro do Município. Na curva da letra Pê e na forma destas encontrada em sua haste, o símbolo sugere também uma homenagem às tribos indígenas que habitavam a região. O Xis formado pelos dois peixes, representam as iniciais do topônimo “Xiquexique”.
  • Os Peixes (figuras naturais) em posição de emergência do Rio São Francisco, simbolizam a pesca, uma das principais atividades do município e de expressiva significação sócio-econômica e alimentar da região.

Cores[editar | editar código-fonte]

As cores verde, amarelo, azul e branco, acrescentadas do vermelho, sugerem uma homenagem especial ao Brasil e à Bahia.

  • O Verde – Todas as atividades nos campos, e o xique-xique, cacto do qual veio o topônimo do Município.
  • O Amarelo – O ouro e demais minérios do solo chique-chiquense e a luz da fé e da intelectualidade do seu povo.
  • O Azul – O Rio São Francisco com toda a sua expressiva importância na História e desenvolvimento do Município.
  • O Branco – A pureza de costumes que gera e garante a paz, e as virtudes teologais (Fé, Esperança e Caridade), também indispensáveis no uso dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
  • O Vermelho – o amor e o sacrifício do povo chique-chiquense pelo progresso e bem estar do seu município.

Educação[editar | editar código-fonte]

O município de Xique-Xique conta com diversas escolas públicas sendo municipais e até mesmo estaduais, como a Escola Cecília Meireles (com educação do maternal ao ensino médio) e o Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães ou mais conhecido como "Modelo". Nele há uma biblioteca com um grande acervo de livros e também uma quadra esportiva onde os alunos realizam atividades.

Lazer[editar | editar código-fonte]

Em Xique-Xique a principal atração turística é o Parque Aquático Ponta das Pedras (PAPP) que fica situado próximo ao Hospital Julieta Viana. Toda a população da região frequenta este parque durante os domingos, que é o dia em que o Parque funciona. Nele há piscinas infantis com alguns brinquedos e também piscinas para adultos. Logo atrás do parque é possível ver o Rio São Francisco.

Durante a Festa da Cidade atrações locais e de fora realizam a festa. Há a presença de trio elétrico que percorre a Avenida Principal chamada Avenida J.J. Seabra localizada no Centro da cidade.

Outro evento importante que recebe um grande fluxo de turistas da região é a festa de São Pedro, que acontece no final de junho (logo após a festa da cidade 13 de junho). Esta festa é dedicada à paroquia de São Pedro e assim como a festa da cidade, recebe atrações tanto da cidade quanto de fora.

Imagem panorâmica do lado esquerdo da cidade, sentido Rio São Francisco para a Igreja Matriz

Ver também[editar | editar código-fonte]

Baci-4s.jpg
O município possui sítio arqueológico (arte rupestre brasileira) de interesse histórico e turístico!

Notas

  1. A grafia correta do nome da cidade seria Xiquexique, designação do arbusto que lhe deu origem. No entanto, documentos oficiais daquela cidade grafam seu nome com hífen, contrariando normas ortográficas em vigor

Referências

  1. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (2007). «Xique-Xique - Histórico» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 16 de julho de 2018.. Cópia arquivada (PDF) em 16 de julho de 2018 
  2. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Xique-Xique». Consultado em 16 de julho de 2018.. Cópia arquivada em 16 de julho de 2018 
  3. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 16 de julho de 2018. 
  4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (9 de setembro de 2013). «Unidades territoriais do nível Distrito». Consultado em 16 de julho de 2018. 
  5. a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 21 de setembro de 2018. 
  6. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 23 de agosto de 2013.. Cópia arquivada (PDF) em 8 de julho de 2014 
  7. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2015). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2015». Consultado em 16 de julho de 2018.. Cópia arquivada em 16 de julho de 2018 
  8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 16 de julho de 2018.. Cópia arquivada em 16 de julho de 2018 
  9. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 61–62. Consultado em 16 de julho de 2018.. Cópia arquivada (PDF) em 16 de julho de 2018 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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