Souto Soares

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Souto Soares
  Município do Brasil  
Hino
Gentílico soutosoarense
Localização
Localização de Souto Soares na Bahia
Localização de Souto Soares na Bahia
Mapa de Souto Soares
Coordenadas 12° 05' 20" S 41° 38' 16" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Seabra, Iraquara, Mulungu do Morro, Barro Alto e Barra do Mendes.
Distância até a capital 477 km
História
Fundação 5 de julho de 1962 (58 anos)
Administração
Distritos
Prefeito(a) André Luiz Sampaio Cardoso (PT, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 1 095,850 km²
População total (IBGE/2010[2]) 15 899 hab.
Densidade 14,5 hab./km²
Clima semi-árido
Altitude 831 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010 [3]) 0,592 baixo
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 55 533,075 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 2 924,02
Sítio soutosoares.ba.gov.br (Prefeitura)

Souto Soares é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2010 foi de 15.899 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros registros de ocupação humana constante do território do atual município de Souto Soares se dão na primeira metade do século XVII por garimpeiros à procura de ouro e pedras preciosas. As exigências da coroa portuguesa, vinculadas à mineração, desiludiram muitos mineradores, que passaram a se dedicar à agropecuária. Assim surgiram várias fazendas que posteriormente se transformaram em povoados[5]. Esta ocupação, essencialmente rural, decorreu do crescimento da agricultura e da pecuária que passaram a ser as principais atividades econômicas que deram causa ao surgimento do povoado de Ouricuri ou Licuri.

No início do século XX, na Chapada Diamantina, coração da Bahia, havia alguns povoados e vilas com pouca ligação entre si. Numa extremidade existia a Vila do Morro do Chapéu e o seu Distrito Caraíbas, atual Cidade de Irecê. Na outra extremidade ficavam a Vila de Lençóis, Vila Bella das Palmeiras e a Vila Campestre, atuais municípios de Lençóis, Palmeiras e Seabra. O coronel Horácio de Matos era a liderança política principal da região e não tardou para que seu irmão, Francisco de Matos, fosse se estabelecer ali e construísse as primeiras casas juntamente com João Crispino Pires, Barnabé Gaspar e seu filho Braz Gaspar. Logo o arraial se desenvolve e recebe o nome de Ouricuri, coqueiro abundante e nativo da localidade. No ano de 1926, os revoltosos da Coluna Prestes passaram pelo local, tendo os moradores ficado aterrorizados com o evento. Com o desenvolvimento da agricultura e da cana, em 1933, aconteceu a primeira feira de venda de cachaça na região[5].

Em 1938, inicia-se a construção da primeira igreja no território do município, uma igreja católica. O santo católico São João Batista foi escolhido para ser o padroeiro da cidade. Nessa época, o principal meio de transporte utilizado pela população era a tração animal (especialmente o Jegue e o Cavalo), além do carro de Boi. No ano de 1944, foi construída a primeira igreja protestante, uma instituição religiosa vinculada à Igreja Presbiteriana do Brasil que teve o senhor Armando Bastos à frente das obras. Posteriormente, surgiriam outras instituições religiosas[5].

Em razão da falta de acesso à educação, os moradores do local dependiam da visita de professores particulares, como o senhor Severino Rodrigues, para a alfabetização dos moradores. Até o final da década de 1940, Ouricuri era um povoado com poucos moradores que, na maioria, se dedicavam ao cultivo do milho, feijão, mandioca, cana e as atividades comerciais. No ano de 1953, através da Lei Estadual nº 628, desmembrou-se do distrito de Iraquara, passando a ser distrito próprio que recebeu o nome de Licuri, contudo, continuou a pertencer ao Município de Seabra[5].

A partir da articulação política realizada por Rosalvo Pinto, oficial do Registro Civil, vereador da Câmara Municipal de Seabra pelo então distrito de Licuri e uma das lideranças políticas que defendia a emancipação desse povoado em relação ao Município de Seabra, a reivindicação da comunidade deu resultado na promulgação da Lei Estadual nº 1.700, de 5 de julho de 1962, que desmembrava o povoado de Licuri de Seabra, criando, assim, o município de Souto Soares, nome este que foi dado em homenagem ao médico, pecuarista e político João Souto Soares, que exercia a medicina em diversas localidades da Chapada Diamantina[5].

Nos dias atuais, a cidade é bastante conhecida pela produção de cachaça artesanal, produto famoso e apreciado pelos turistas que visitam o local[5].

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia do município é primária, destacando-se a agricultura de subsistência ou agricultura familiar. O município não possui grandes latifúndios, por isso, a sua produção de grãos é pequena, porém significativamente proporcional ao consumo de seu mercado interno.

O município produz feijão, milho, mamona, mandioca e cana de açúcar.

A cana de açúcar é utilizada para a produção de cachaça artesanal e de rapadura.

Personalidades[editar | editar código-fonte]

Entre os soutosoarenses ilustres estão:

Referências

  1. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  2. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 25 de agosto de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  5. a b c d e f «Histórico Municipal». Sítio Oficial. Prefeitura Municipal de Souto Soares. Consultado em 12 de setembro de 2020 


Referências

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