Itagimirim

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Município de Itagimirim
"Salto Grande"
Vista parcial da cidade de Itagimirim

Vista parcial da cidade de Itagimirim
Bandeira de Itagimirim
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Aniversário 23 de abril
Fundação 23 de Abril de 1962
Gentílico itagimiriense
Prefeito(a) Devanir Dos Santos Brillantino (PMDB)
Localização
Localização de Itagimirim
Localização de Itagimirim na Bahia
Itagimirim está localizado em: Brasil
Itagimirim
Localização de Itagimirim no Brasil
16° 05' 13" S 39° 36' 50" O16° 05' 13" S 39° 36' 50" O
Unidade federativa Bahia Bahia
Mesorregião Sul Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Porto Seguro IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Itapebi e Eunápolis
Distância até a capital 600 km
Características geográficas
Área 817,306 km² [2]
População 7 384 hab. IBGE/2014[3]
Densidade 9,03 hab./km²
Clima Seco
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,634 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 38 064,235 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 300,69 IBGE/2008[5]
Página oficial

Itagimirim[nota 1] é um município brasileiro do estado da Bahia. A sua população estimada em 2014 era de 7.646 habitantes.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Itagimirim faz fronteira com Eunápolis, Itapebi, Itarantim e Salto da Divisa no Estado de Minas Gerais. Possui uma área de 876,799 km2 e está localizado a 600 km de Salvador, capital do Estado e a 34 km de Eunápolis, sede da região administrativa mais próxima. A sede da cidade localiza-se a 200 metros de altitude, tem sua posição geográfica determinada pelo paralelo de 16°05’ da latitude Sul em sua interseção com o meridiano 39º36’ de longitude Oeste.

O tipo climático da Região é úmido a subúmido e seco a subúmido. A temperatura media anual é de 23,2 °C, sendo a máxima de 28,7 °C e a mínima 19, 4 °C. O período chuvoso é de novembro a janeiro, a região possui médio risco de seca e está inserida no polígono das secas em zero percentual. O solo possibilita aptidão regular e restrita para lavoura. A vegetação predominante de Floresta Ombrófila Densa e Floresta Ombrófila Aberta. O relevo apresenta chãs Pré-Litorânes e depressões de Itabuna – Itapetinga. A ocorrência mineral é de Fluorita, mica cianita, água-marinha, urmalina, quartzo, pedra para construção, berilo. Destaca-se a bacia hidrográfica do Jequitinhonha com seus principais rios sendo o Rio Jequitinhonha, Rio Limoeiro e Rio da Prata.

História[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX, vindo de Minas Gerais de canoa através do Rio Jequitinhonha, o jovem Gregório Teixeira chegou ao povoado de Cachoeirinha, município de Belmonte, na Bahia e aceitou uma proposta para trabalhar com o coronel Juca de Vicente. O ano era 1899. O coronel, reconhecendo a dedicação e valentia de Gregório, doou-lhe um pedaço de terra junto a um pequeno rio, que ele denominou de Limoeiro. Ali, Gregório teve que brigar com fazendeiros, índios e onças para garantir o direito de permanecer naquela beira de rio, onde construiu o primeiro rancho do lugar. Assim nascia o futuro  arraial denominado de Manguinha, depois Manga do Limoeiro, que se tornou ponto de apoio aos exploradores do Jacarandá.

Em um pedaço de terra à beira do Limoeiro, Domingo Vencedor construiu as primeiras casas e dona Ernestina Abraão instalou a primeira venda. Nos anos 40 fizeram um barracão para fins comerciais, onde hoje funciona a Câmara de Vereadores, fornecendo aos homens que trabalhavam na exploração da madeira, gêneros alimentícios, utensílios e ferramentas. Posteriormente, tornou-se ponto de pouso para tropeiros que faziam comércio entre Minas Gerais e o extremo sul da Bahia. Por esta época Darwin Abraão, filho da professora Ernestina, era o administrador do povoado, tendo aberto uma farmácia e instalado seis lampiões de gás na rua principal, sendo o vaqueiro e cantador Merenciano contratado para acender os lampiões todo final de tarde.  Com o aumento da extração e comércio do jacarandá o povoado passou a se chamar São Domingo e quando Pedra Branca passou a distrito de Belmonte, São Domingo novamente mudou de nome, passando a se chamar Itagi, já nos anos 50.

Em 1959 chegou a Itagi o coletor Othoniel Ferreira dos Santos para instalar a recém criada Coletoria Estadual. Natural de Belo Campo (município de Vitória da Conquista), Othoniel chegou ao povoado de Itagi em dezembro de 1959 acompanhado de 27 cavaleiros e logo começou a difundir a ideia da emancipação política aos moradores da localidade, que adotaram a causa e decidiram pela emancipação através de um plebiscito, cujo projeto foi de autoria do deputado estadual Vespasiano Dias e por meio da Lei número 1.687, publicada no Diário Oficial do dia 26 de Maio de 1962, foi criado o município de Itagimirim.

A primeira eleição foi disputada entre o coletor Othoniel Ferreira dos Santos e o fazendeiro Daniel Vargens. Num processo eleitoral marcado por subornos e ameaças, ao estilo dos velhos coronéis da política, o fazendeiro Daniel conseguiu inverter o resultado das eleições vencida nas urnas  por Othoniel, e sagrou-se vencedor graças à decisiva intervenção do juiz eleitoral que dizia que sua caneta se chamava bailarina e dançava de acordo com o ritmo das moedas.

Para a eleição municipal de 1966, o nome de Othoniel surgiu naturalmente e enfrentando o candidato dos fazendeiros, ele venceu com ampla margem de votos, porém, através de uma nova manobra política urdida entre o ex-prefeito e lideranças da antiga sede do município, Itapebi, eles conseguiram anular a emancipação e impediram a posse de Othoniel Ferreira, que teve que se mobilizar junto ao governo do Estado e com a questão judicializada teve que ir ao Supremo Tribunal Federal em Brasília para garantir a emancipação e o sonho de liberdade do povo de Itagimirim.

Com a quase totalidade das ruas calçadas e com rede de esgoto, praças arborizadas, com praticamente nenhuma criança fora da escola, atendimento médico preventivo nas residências de famílias pobres, nos anos 80 Itagimirim recebeu o título de “Cidade Modelo”

Fonte[editar | editar código-fonte]

GUERRA, T. A. Itagimirim: Dados e informações para estudantes. Itagimirim: 2004.

SANTOS, Othoniel Ferreira dos. Itagimirim: Minha vida é aqui. Goiânia: Kelpes, 2017.

Notas

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. http://cod.ibge.gov.br/29V  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 25 de agosto de 2013 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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