Riachão do Jacuípe

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Riachão do Jacuípe
  Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Riachão do Jacuípe
Bandeira
Brasão de armas de Riachão do Jacuípe
Brasão de armas
Hino
Gentílico jacuipense
Localização
Localização de Riachão do Jacuípe na Bahia
Localização de Riachão do Jacuípe na Bahia
Riachão do Jacuípe está localizado em: Brasil
Riachão do Jacuípe
Localização de Riachão do Jacuípe no Brasil
Mapa de Riachão do Jacuípe
Coordenadas 11° 48' 36" S 39° 22' 55" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Região metropolitana Área de Expansão Metropolitana de Feira de Santana
Municípios limítrofes Pé de Serra, Retirolândia, Serra Preta, Nova Fátima, São Domingos, Conceição do Coité, Ichu, Candeal, Feira de Santana
Distância até a capital 186 km
História
Fundação 1 de agosto de 1878 (144 anos)
Administração
Prefeito(a) José Carlos de Matos Soares (UNIÃO [1], 2021 – 2024)
Vereadores 13
Características geográficas
Área total [2] 1 190,196 km²
População total (estimativa IBGE/2018[3]) 33 403 hab.
Densidade 28,1 hab./km²
Clima semiárido
Altitude 219 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 44640-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010 [4]) 0,628 médio
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 185,355,969 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 3 761,37
Sítio www.riachaodojacuipe.ba.gov.br (Prefeitura)
www.riachaodojacuipe.ba.leg.br (Câmara)

Riachão do Jacuípe é um município brasileiro do estado da Bahia situado a 186 km de distância da capital estadual, e pertencente à Área de Expansão Metropolitana de Feira de Santana. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 33 403[3] habitantes, sendo o segundo município mais populoso da RMFS entre 16 municípios. Área da unidade territorial (km²) 1.190,196. Riachão fica situada as margens do Rio Jacuípe e tem uma economia voltada para a pecuária e agricultura, destacando-se o rebanho bovino e suíno e a extração da fibra de sisal para exportação, juntamente com Candeal são os únicos municípios da Região Sisaleira pertencente a RMFS, e tem como principal rodovia a BR 324. Ademais, conjuntamente com mais 14 municípios, Riachão do Jacuípe compõe o Território de Identidade da Bacia do Jacuípe.[6]

História[editar | editar código-fonte]

Origens históricas[editar | editar código-fonte]

O município foi criado pela Lei Provincial nº 1.823 de 1º de agosto de 1878. Elevado á categoria de vila com a denominação de Nossa Senhora da Conceição do Riachão do Jacuípe. Nesta data, o então distrito de Riachão foi elevado à categoria de vila (o que equivale a município atualmente). Segundo o historiador Luís Henrique Dias Tavares, a conquista do território baiano começou na primeira metade do século XVI.

Diversos sertanistas penetraram no interior baiano, por volta do século XVII, com várias finalidades, tais como: guerrear com os índios, capturar índios ou escravos fugitivos, procurar minérios e pedras preciosas. Em consequência, recebiam grandes lotes de terras, denominadas sesmarias.

A Casa da Ponte era o centro de uma propriedade de 160 léguas do Morro do Chapéu até o rio das Velhas e pertencia a Antônio Guedes de Brito, primeiro Conde da Ponte. Era doação do rei de Portugal em retribuição aos serviços prestados por seu pai na expulsão dos holandeses e a ele mesmo, concedendo-lhe o título de Mestre-de-Campo e Regente do São Francisco. Ele deveria expulsar ladrões de gado, contrabandistas de ouro, negros aquilombados e outros aventureiros.

As terras do Conde da Ponte limitavam-se no município de Riachão do Jacuípe com as propriedades de João Peixoto Viegas, a terceira maior fortuna fundiária da Bahia no período colonial.

Dessa sesmaria foi desmembrada uma área de terra para João dos Santos Cruz, que a transformou numa fazenda de criação de gado denominada Riachão.

Primeiras aglomerações urbanas[editar | editar código-fonte]

O tradicional histórico do município não oferece datas ou outras referências mais precisas em tomo da penetração primitiva. Apenas a tradição oral fornece elementos para a formação de algumas suposições mais prováveis, como a de terem sido remanescentes de alguma "bandeira" que aqui penetrou na fase colonial, século XVI.

Seu povoamento deve-se à localização à margem esquerda do Rio Jacuípe, onde se verificou a fixação primitiva do elemento branco. Na região do rio Tocós foram encontrados vestígios da cultura indígena. A tradição oral informa ter sido ali o local de fixação de índios "tocóios", de onde derivou o nome do rio. O nome Jacuípe é de origem indígena, donde se conclui que o povoamento se deu, inicialmente, com os índios que se fixaram às margens dos rios Tocós e Jacuípe, onde desenvolveram uma agricultura de subsistência.

Sabe-se que as famílias mais antigas de Riachão eram os Gonçalves e os Mascarenhas provavelmente de origem portuguesa, e os Vasconcellos de origem Franco-Espanhola.

Em 1950, as primeiras aglomerações urbanas eram:

  • A sede com um registro de 1.552 habitantes;
  • Vila de Candeal, com 875 habitantes;
  • Vila de Gavião, com 390 habitantes; e
  • Vila de Ichu, com 426 habitantes.

Figuravam ainda no município de Riachão os povoados Alto Alegre com 183 habitantes (nos dias atuais já elevada a cidade com o nome de Capela do Alto Alegre), quilômetro 90, atual município denominado Nova Fátima, com 343 habitantes, Pé de Serra, com 335 habitantes e atualmente cidade com mesmo nome, Chapada com 300 habitantes, e Barreiros com 173 habitantes.

Havia outros povoados com menos de 100 habitantes: São João, Casa Nova e Ponto Chique.. Atualmente, o município está constituído administrativamente do seguinte modo: Distritos: distrito sede, o distrito de Barreiros, distrito de Chapada e o distrito de Vila Aparecida; e por diversos Povoados: Terra Branca, Ponto Novo, Baixa Nova, Campo Alegre, Descanso, Malhador, São Francisco, Salgado, Santana, Pedrinhas, Chapadinha, Barro Preto, Sitio Novo, Maraíba, Açude, Vila Guimarães, Primeira Malhada, Almas, Baixa da Areia, Lagoa da Parede, Lagoa da Caiçara, Campinas, Castelo, entre outros.

Riachão do Jacuípe, década de 1950. Fonte: Biblioteca digital do IBGE. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/fotografias/GEBIS%20-%20RJ/ba31981.jpg

Desmembramentos[editar | editar código-fonte]

  • Lei Estadual datada de 17 de dezembro de 1890, fica criada a Vila de Conceição do Coité (Conceição do Coité), desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe.
  • Pelo Decreto Estadual nº 1.766 de 30 de julho de 1962, fica criado o município de Ichu, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe;
  • Pela Lei Estadual nº 1.683 de 23 de abril de 1962, fica criado o município de Candeal, desmembrando-se, do município de Riachão do Jacuípe;
  • Pela Lei Estadual nº 4.409 de 19 de março de 1985, fica criado o município de Capela do Alto Alegre, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe;
  • Pela Lei Estadual nº 4.410 de 19 de março de 1985, é criado o município de Gavião, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe;
  • Por Lei Estadual nº 4.411 de 19 de março de 1985, fica criado o município de Pé de Serra, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe;
  • Por Lei Estadual nº 5.022 de 13 de junho de 1989, cria o município de Nova Fátima, desmembrando-se do município de Riachão do Jacuípe.

Política[editar | editar código-fonte]

Poder executivo[editar | editar código-fonte]

Relação de todos os ex-prefeitos do município desde 1878.

Intendentes de 1878 e 1928[editar | editar código-fonte]

  • 1878 – Tenente Coronel Marcolino Gonçalves Mascarenhas
  • 1893 – Olegário Ribeiro Lima
  • 1912 – Cônego Henrique Américo Freitas
  • 1918 – Cônego Henrique Américo Freitas
  • 1923 – Coronel Louis Aurélio Vasconcellos Ney
  • 1926 – Coronel José Rufino Ribeiro Lima
  • 1927 – Padre Argemiro Guimarães (faleceu no mesmo ano, quem substituiu foi Coronel João Paulo da Silva Carneiro)
  • 1928 – Coronel José Rufino Ribeiro Lima

Prefeitos de 1929 em diante[editar | editar código-fonte]

  • 1929 – Coronel José Rufino Ribeiro Lima
  • 1946-1950 – João Morais Filho
  • 1951-1955 – Coronel Aurélio Rodrigues Mascarenhas
  • 1955-1959 – Pedro Paulo da Silva (faleceu em 07.04.1957) substituído por José Abraão Carneiro. Eleição indireta da Câmara de Vereadores elege Joaquim Carneiro da Silva (Quincas do Pé de Serra)
  • 1959-1963 – Orlando Marinho Carneiro, tirou licença por 40 dias em seu lugar assumiu o Professor Altino Melo.
  • 1963-1967 – João de Oliveira Campos
  • 1967-1971 – Eliel Martins (faleceu em 12 de maio de 2000)
  • 1971-1973 – João de Oliveira Campos em 11.09.1971 viajou para fazer tratamento de saúde no Rio de Janeiro, foi substituído pelo Presidente da Câmara, Izauro de Souza Ferreira (faleceu em 12 de janeiro de 2012)
  • 1973-1977 – Gildásio Oliveira Souza
  • 1977-1983 – José Aloir Carneiro de Araújo
  • 1983-1988 – João de Oliveira Campos
  • 1989-1992 – Valfredo Carneiro de Matos
  • 1993-1996 – José Raimundo Carneiro Martins
  • 1997-2000 – Herval Lima Campos (faleceu em 9 de junho de 2010)
  • 2001-2004 – Valfredo Carneiro de Matos (faleceu no dia 5 de janeiro de 2005)
  • 2005-2008 – Lauro Falcão Carneiro (PMDB)
  • 2009-2012 – Lauro Falcão Carneiro (PMDB)
  • 2013-2016 – Tânia Regina Alves de Matos (PDT)
  • 2017-2020 – José Ramiro Ferreira Filho (PSD)
  • 2021-2024 - José Carlos de Matos Soares (União Brasil)

Geografia[editar | editar código-fonte]

Aspectos gerais[editar | editar código-fonte]

Recortada pelo rio Jacuípe e seus afluentes, caracteriza-se pelos biomas da caatinga e da mata atlântica[7]. A vegetação nativa da região tem sofrido forte degradação em virtude da agricultura e da pecuária com forte presença da espécie invasora algaroba que dificulta a regeneração natural dos biomas, sendo cada vez mais rara a presença da caatinga em seu estágio primitivo. [8]

Embora localizado em região de clima semiárido, os recursos hídricos da cidade se encontram em grave estágio de poluição em razão da emissão incorreta, no perímetro urbano, de resíduos sólidos e efluentes domésticos "in natura" sem o devido tratamento (Estação de Tratamento de Esgoto -ETE). [9]


Demografia[editar | editar código-fonte]

Segundo estimativas do IBGE para o ano de 2021, a população de Riachão do Jacuípe estaria em 33.498 pessoas. O último censo de 2010, por sua vez, havia apontado uma população de 33.172 pessoas com uma densidade demográfica de 27,87 hab/km[10]². Destes habitantes, 16.169 são do sexo masculino e 17.007 feminino. Cerca de 19.860 residiam na zona urbana, enquanto 13.312 na zona rural.[11]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Riachão do Jacuípe é cortada pela rodovia federal BR-324 e pelas rodovias estaduais: BA-120 e BA-233, assim é bem servida por empresas que realizam o transporte intermunicipal e interestadual. Situa-se numa posição geográfica invejável, sendo ponto de acesso ao norte do estado da Bahia, cidades da região do sisal, os municípios do Território de Identidade da Bacia do Jacuípe com a capital Salvador.

Educação[editar | editar código-fonte]

Segundo dados do IBGE para o ano de 2019, a rede pública de ensino atingiu a nota 3,6 do IDEB. Em Riachão do Jacuípe há, ainda segundo o IBGE (2020), cerca de 39 escolas de ensino fundamental e 07 escolas de ensino médio.[12] Conta ainda com uma instituição privada de ensino superior, a FARJ (Faculdade Regional de Riachão do Jacuípe), onde são ofertados os cursos de administração, nutrição, pedagogia, psicologia, ciências da religião, ciências contábeis e direito.[13]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Segundo dados do IBGE (2009), a cidade conta com 15 estabelecimentos de saúde. Há diversas clínicas e consultórios particulares com vários profissionais de diversas áreas da saúde. A cidade conta com três hospitais: Hospital Municipal; o Hospital Regional João Campos e o Hospital Bom Samaritano. [10]






Economia[editar | editar código-fonte]

Trabalho e renda[editar | editar código-fonte]

Segundo pesquisa do IBGE, em 2019, o salário médio mensal era de 1.8 salários mínimos. A proporção de pessoas ocupadas em relação à população total era de 10.0%. Na comparação com os outros municípios do estado, ocupava as posições 177 de 417 e 120 de 417, respectivamente. Já na comparação com cidades do país todo, ficava na posição 3125 de 5570 e 3504 de 5570, respectivamente. Considerando domicílios com rendimentos mensais de até meio salário mínimo por pessoa, tinha 49.2% da população nessas condições, o que o colocava na posição 281 de 417 dentre as cidades do estado e na posição 1537 de 5570 dentre as cidades do Brasil.[14]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

O setor primário em Riachão do Jacuípe se caracteriza pela concentração fundiária e pela presença de minifúndios, o que dificulta na produtividade, na geração de renda e na preservação ambiental. A agricultura está mais presente nos pequenos e médios produtores (agricultura familiar) com as lavouras temporárias de subsistência (feijão, milho e mandiocal) consorciada com o pequeno rebanho de bovinos e ovinos[15].

Espécie Sisal

O sisal, o "ouro verde do sertão", é matéria-prima para a produção da fibra e já ocupou grande espaço na agricultura local, porém teve seu papel reduzido em razão da competição com a fibra sintética, a queda do valor de mercado, bem como em razão da ausência de técnicas para o aprimoramento da produção e ganho de produtividade.[15]

A produção do sisal ganhou destaque no período da segunda guerra em razão da carência da matéria-prima, atingindo o auge na década de 1960 e o declínio na década de 1980. Todavia a prática demonstrou violadora de direitos humanos em razão da jornada de trabalho exaustiva, pela mutilação dos trabalhadores no manuseio do "motor" para desfibrar o sisal, o uso de mão-de-obra infantil, evasão escolar e baixa remuneração dos trabalhadores[16].


Os grande produtores, por sua vez, dedicam-se exclusivamente a pecuária. A cidade tem forte tradição na criação de gado bovino, dando prioridade a este, embora sujeita à declínios em períodos de fortes e duradouras estiagens. Em seguida vem a criação de ovinos e caprinos[15]. A pecuária, segundo estudos científicos, é a atividade mais predatória aos biomas da região de Riachão do Jacuípe.[17][15]

Riachão do Jacuípe notabiliza-se ainda pela atividade sindical com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Riachão do Jacuípe, entidade que conta com mais de 50 anos de atuação, e pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Riachão do Jacuípe[18], que oferta, em parceria com o SENAR (Sistema S), serviços de extensão rural. [19].

A cidade é a sede do SETAF - Serviços Territoriais de Apoio à Agricultura Familiar para o Território da Bacia do Jacuípe ligado à secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia e tem por finalidade prestar assistência técnica para os produtores locais.[20] Conta com projetos desenvolvidos pelo MOC, ONG dedicada à convivência com o semiárido.[21]

A cidade possui diversos laticínios para o beneficiamento do leite com uma cooperativa na área, a Colvale (Cooperativa de Leite do Vale do Jacuípe). Ademais, é sede de uma empresa-frigorífica para o abate industrial de animais, o Frijacuípe, empregando mais de 200 pessoas[22].

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

A indústria ocupa a segunda posição na composição do PIB jacuipense. Composto por empresas diversas que produzem desde artefatos de couro para bolsas e calçados (Artcouro), pequenas indústrias têxtil, serralherias, utensílio para o lar (Design & Decor)[23], alumínio, esquadrias e móveis de madeira.

A cidade foi parte da experiência da política pública para a industrialização do interior do estado da Bahia promovida pelo governo estadual na década de 1990 mediante incentivos fiscais e creditícios[24]. Neste sentido, foi construído um galpão destinado originariamente à empresa Via Uno, e ocupado pela empresa Ruy Barbosa e, mais recentemente, pela Paquetá[25]. Todas permaneceram sob um breve período, logo sucumbindo ante a ausência de recursos financeiros, tributários e/ou logísticos. O galpão industrial, no momento, encontra-se sem utilização.

Encontra-se instalada uma unidade da empresa portuguesa Sicor que realiza o beneficiamento do sisal e exporta a fibra natural para a Europa.

No distrito de Barreiros é famosa a produção de cerâmica (blocos e telhas).

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

É responsável pela maior participação no PIB local. A cidade possui um centro comercial dinâmico e diverso. Possui boa oferta de produtos e serviços (públicos e privados) atraindo consumidores de outras cidades . É grande a procura por serviços bancários (Banco do Brasil, Caixa Econômica e Bradesco); serviços públicos (SAC - Serviço de Atendimento ao Cidadão, administrativo e judiciais); e por compras no comércio da cidade. A cidade possui uma Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) que busca fomentar a atividade econômica do município a fim de gerar emprego e renda.

Cultura, arte e lazer[editar | editar código-fonte]

Imagem do tradicional vaqueiro do Sertão baiano.

Em razão de ser uma das primeira aglomerações na região e a forte influência das culturas dos povos nativos, dos europeus e dos povos africanos, a cultura jacuipense é muito rica e diversa, sobretudo a cultura popular.

A culinária, a música, os festejos (religiosos, cívicos e populares), o artesanato, a dança e a literatura refletem a dinâmica destes povos na construção da identidade jacuipense ao longo dos séculos.

Está presente na culinária popular pratos oriundos do milho: a canjica, bolo, cuscuz, mungunzá e a pamonha; de origem africana: o vatapá, caruru, feijoada, abará e o acarajé; bem como a farinha de tapioca e o beiju de origem indígena.

São manifestações culturais da cidade: o samba de roda, as quermesses das festa religiosas, as festas juninas, os bailes de carnaval e a festa popular da Lavagem de São Roque.

A icônica figura do vaqueiro está presente na cultura local por meio das festas de vaquejadas, das indumentárias de couro, bem como na música de improviso (toadas e aboios). A seguir exemplo de toada:[26]

Toada Boi Cigano

Fui uma festa no sertão Pernambucano

Peguei o boi mais valente do sertão

Entrei na festa escutei logo o boato

Tome cuidado quando for entrar no mato

Que o Boi cigano é ligeiro igual a um gato

Pra pegar ele tem que ter opinião

O fazendeiro me abraçou e foi falando

Esse boato corre a mais de quinze anos

Tem um diploma para quem pegar cigano

E deixar ele amarrado no mourão

Entrei no mato encontrei o rastro dele,

Sai andando mais na frente avistei ele

Dei quatro gritos e botei o cavalo nele

Corri com ele em cima de um chapadão[26]

A cidade também possui a Filarmônica Lira 08 de Setembro. Criada no ano de 1910, portanto centenária, por iniciativa do Frei Cônego Henrique Américo de Freitas que, após a missa na Igreja Matriz, dirigiu-se ao povo manifestando seu sonho de criar uma filarmônica na cidade em razão da importância da música: "Meu povo, quero dizer a vocês que a música significa alegria, sabedoria e amor. Por isso eu quero criar uma filarmônica na nossa cidade".[27] Os instrumentos foram transportados de Salvador até a cidade de Feira de Santana por trem e desta para a cidade de Riachão do Jacuípe em uma carruagem de burros.

A Filarmônica participa da vida local com participação nas festas tradicionais (posse de prefeitos, festas religiosas, 07 de setembro, dia das mães etc). Bem sucedida, sagrou-se vencedora do Concurso Estadual de Filarmônicas no ano de 1982; em 1997 foi a campeã do 7º Festival de Filarmônica do Recôncavo; e em 1999, voltou a participar do Festival do Recôncavo como convidada especial. A Filarmônica Lira 08 de Setembro é celeiro de músicos, maestros e de outras bandas tradicionais.[27]

Nos meses de junho e julho são realizados por todo o território do município os festejos juninos. Neste período, a cidade é ornamentada e nas portas das casas são acendidas fogueiras onde se reúnem as famílias. [28]

A principal manifestação cultural é o São João que ocorre em meado de junho e conta com a participação de artistas regionais e de alcance nacional na principal praça de eventos da cidade. A abertura do São João dar-se com a tradicional alvorada onde forrozeiros saem as ruas da cidade no amanhecer convidando as pessoas para os festejos. Ocorre ainda em praça pública o tradicional concurso de Quadrilhas Juninas e Sanfoneiros. O São João de Riachão do Jacuípe tem relevância regional, pois atrai durante o período turistas de cidades vizinhas. [28]

Dentre os artistas locais, destaca-se o cantor e compositor Del Feliz, conhecido como "embaixador do forró", em razão de ter suas composições  interpretadas por vários artistas brasileiros como Elba Ramalho, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Dominguinhos e outros. Premiado em razão de suas obras, divulga a cultura nordestina pelo mundo, com apresentações nos EUA e países da Europa. [29] 

Na literatura, entre tantos jacuipenses, registra-se a título ilustrativo: na literatura de ficção e poesia: a escritora Iracema Sampaio[30], os escritores Ricardo Thadeu[31] , Messias Bezerra Queiroz[32] e Miguel Antônio Carneiro[33]; na literatura espírita Maurício de Castro[34]; literatura de não ficção Amarildo Soares (Tio Lio)[35], escritor e produtor cultural.


Nas artes plásticas, vislumbra-se os trabalhos do premiado artista Florival Oliveira[36], com obras expostas em instalações por todo o país. Assim exprime Célia Mallet sobre o trabalho do artista: "Quando examino as gravuras sinto que seu inconsciente externou coisas relacionada com sua terra, Riachão do Jacuípe. Mesmo que intencionalmente o artista não tenha desejado expressar, vejo dentro do universo dos seus sentimentos a forte presença do vaqueiro, dos bois, do facão – instrumento de trabalho indispensável ao homem do campo – e peças ou ferramentas de fechar cancelas, cunhas, enfim, toda uma simbologia nordestina"[36].

Ressalta-se também a arte do artesão Edson Duarte[37] com as obras expostas em diversos museus e exposições. Seu trabalho já foi objeto de reportagem para diversos meios de comunicação. Sua obra se notabiliza , através da reprodução em miniaturas das casas sertanejas, por transmitir o cotidiano de seu povo. São artistas que exprimem com sensibilidade a dureza e a beleza da vivência do povo jacuipense com o semiárido.



Riachão do Jacuípe é a terra natal de Olney São Paulo Rios, expoente, com outros de sua época como Glauber Rocha, do Cinema Novo brasileiro. Nascido em Riachão do Jacuípe, logo na infância mudou-se para a cidade de Feira de Santana, razão pela qual é muito admirado pelos feirenses[38]. Após contato inicial com o cinema Novo, mudou-se novamente, agora para o Rio de Janeiro, em razão da efervescência que vivia o cinema nesta cidade. Autor de diversas obras cinematográficas de curta, media e longa metragem como Grito da Terra de 1964 e Manhã Cinzenta de 1969, este último foi exibido em vários países como Itália e a Alemanha. [39] Em alguma de suas obras há a presença do sertanejo. Engajado foi processado sob a acusação de participação no sequestro do avião brasileiro para Cuba no ano de 1969. Posteriormente absolvido pelo Superior Tribunal Militar, porém o cárcere acabou comprometendo a sua saúde.

Embora extremamente rico em diversidade artística e cultural, a cidade de Riachão do Jacuípe ainda não dispõe de museus para exposição dos saberes e das obras dos jacuipenses.

No que diz respeito ao lazer, os jacuipenses tem grande contato com a natureza, permitindo a práticas de atividades esportivas recreativas. A Praça Landulfo Alves é o ponto mais frequentado em finais de semana em razão da presença de eventos no palco fixo e de bares, lanchonetes, restaurantes e pizzarias. Outro ponto bastante procurado é a Barragem Grande às margens do rio Jacuípe, transformado numa espécie de Balneário, atrai durante finais de semana e feriados, não somente os jacuipenses, mas pessoas advindas de outras cidades. Embora degradada, a Barragem Grande tem grande potencial para criação de um parque urbano, para atividades de esportes e lazer e para exploração do turismo regional a fim de gerar renda e empregos.


Religião[editar | editar código-fonte]

Segundo pesquisa do IBGE cerca de 26.616 jacuipenses se declaravam católicos apostólicos romanos; 10 católicos ortodoxos; 3.441 evangélicos; 175 testemunhas de Jeová; 24 de religiões de matrizes africanas; 480 espíritas; 155 de outras religiões cristãs; 2.247 sem religião e 36 não souberam responder.[40]

Festa de Nossa Senhora da Conceição Riachão do Jacuípe. Fonte acervo do site da Rádio Baiana FM.[41]



Data de 1800 a solicitação à D. Pedro I, imperador do Brasil, pela instituição da Freguesia de Riachão a fim de aproximar os fiéis, haja vista a distância para a Matriz mais próxima. A construção da primeira capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição tem estimativa para a década de 1870. Sendo a construção da Igreja Matriz realizada por etapas durante os séculos XIX e XX. O templo tem estilo Moscovita e os altares foram produzidos em estilo barroco. [42]

Atualmente, a Paróquia de Riachão do Jacuípe está sob a jurisdição da Diocese de Serrinha e sob a administração dos padres vocacionistas, Sociedade das Divinas Vocações - SDV. A Paróquia de Riachão do Jacuípe está dividida em 10 comunidades/setores: São Bartolomeu, São Mateus, São Tomé, São Filipe; São Simão Cananeu; São João; Beato Justino e São Tiago Maior. A Padroeira da cidade é Nossa Senhora da Conceição, tendo como dia festivo o dia 08 de dezembro, bem como o co-Padroeiro São Roque. [42]

Esporte[editar | editar código-fonte]

O esporte amador é amplamente difundido com diversos campeonatos locais de futebol (bairros e zona rural), de cicloturismo, motocross, judô etc. A cidade é sede da etapa do calendário de competição de Moutain Bike XCM da Federação Baiana de Ciclismo (Desafio Vale do Jacuípe).

O principal equipamento esportivo é o tradicional Estádio Eliel Martins, também conhecido como "Arena Valfredão". Com capacidade máxima para 5.000 torcedores, o Estádio Eliel Martins foi palco para diversas competições como a Copa Governador do Estado da Bahia, o Campeonato Baiano de Futebol (Baianão), etapas da Copa do Brasil e do Brasileirão.

Antigo escudo do Jacuipense.

A Arena Valfredão foi a sede da final do Baianão 2022. Ademais, o Estádio é utilizado para a realização de festas e eventos diversos, consolidando-se, assim, como um dos principais equipamentos esportivos do interior da Bahia.

Estádio Eliel Martins - Arena Valfredão

A cidade também é a sede do Esporte Clube Jacuipense, time fundado na década de 1960 que já disputou as séries C e D do Brasileirão, bem como a Copa do Brasil. Atualmente disputa o Campeonato Baiano de Futebol, Brasileirão e Copa do Nordeste. Sagrou-se campeão do Campeonato Baiano da Segunda Divisão em 1989, até então seu único título. Na edição de 2012, foi novamente promovido à primeira divisão do estadual, desta vez com o vice-campeonato. Recentemente foi vice-campeão estadual (2022). Com forte apelo popular, suas cores são o grená e o branco e tem como símbolo a figura de um leão, daí seu epíteto "Leão do Sisal".

Jacuipenses ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Representantes». União Brasil. Consultado em 29 de setembro de 2022 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 25 de novembro de 2018 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 7 de agosto de 2013 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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