Ituberá

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Município de Ituberá
""Capital das águas""
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 14 de agosto
Fundação 14 de agosto de 1909
Gentílico ituberaense
Lema Pax Et Prosperitas
Padroeiro(a) Santo André
CEP 45435-000
Prefeito(a) Iramar Braga de Souza Costa (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Ituberá
Localização de Ituberá na Bahia
Ituberá está localizado em: Brasil
Ituberá
Localização de Ituberá no Brasil
13° 43' 55" S 39° 08' 56" O13° 43' 55" S 39° 08' 56" O
Unidade federativa Bahia Bahia
Mesorregião Sul Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Valença IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Igrapiúna, Piraí do Norte, Nilo Peçanha e Ibirapitanga.
Distância até a capital Via Ferry Boat: 162 Km Via BR 101/BR 324: 348 km
Características geográficas
Área 417,542 km² [2]
Distritos Fazenda Velha, Itaberoê, Pratigi.
População 29,108 hab. IBGE/2014[3]
Densidade 63 73 hab,/km²
Clima Tropical Úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,606 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 117 862,493 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 873,37 IBGE/2008[5]
Página oficial

Ituberá é um município brasileiro do estado da Bahia. Foi originada de uma Aldeia de Índios que chegaram na região no século XVIII, situa-se na Região do Baixo Sul da Bahia e é conhecida por ser a "Capital da Águas" do Baixo Sul, devido a sua abundância hídrica e suas belíssimas cachoeiras. Situada também na Região Turística que se chama Costa do Dendê, onde estão englobadas belas praias da Bahia.

História[editar | editar código-fonte]

A microrregião de Ituberá foi primitivamente habitada pelos índios Aimorés. O município originou-se de uma aldeia indígena, onde, no século XVIII, os jesuítas construíram a igreja de Santo André. Posteriormente, colonizadores portugueses se estabeleceram, desenvolvendo a cultura do cacau e do café, formando o povoado denominado Santarém. Com a penetração de bandeiras, na parte Sul da Bahia, toda mercadoria destinada aos desbravadores, e embarcada no porto de Salvador, era encaminhada ao porto de Santarém. Esse fato incrementou, então, o desenvolvimento da localidade. Em 1909, a vila de Santarém foi elevada à cidade, e, em 1944, o seu topônimo foi mudado para Ituberá. A construção da estrada BA-02, em 1942, provocou a decadência de Ituberá, uma vez que todo o comércio da região era feito por via marítima. Esse fato abalou a economia do município, resultando numa fase de declínio. Somente na década de 1950, com a introdução da cultura do cravo-da-índia, Ituberá retomou o seu progresso. Os nativos de Ituberá são chamados ituberaenses.

Os rios do litoral sul da Bahia que conduzem aos planaltos situados a oeste desempenharam função decisiva no movimento de penetração e devassamento do território, que deve seu desenvolvimento inicial ao florescimento da indústria açucareira. Entre o passado açucareiro e o advento do cacau, como exploração organizada em bases comerciais. há uma longa fase inexpressiva na vida econômica da parte meridional da Bahia. Os pequenos núcleos de população, tanto os do litoral como os do interior, estes últimos localizados de preferência á margem dos rios ou surgidos, nas estradas, de amigos pousos de tropas, tinham as sues atividades resumidas quase ao indispensável a .subsistência de seus moradores.

Em relação ás origens do cacau na Bahia segundo Clóvis Caldeira, é geralmente aceita a versão de que as suas plantações. provieram de algumas sementes levadas do Pará para a Capitania de Ilhéus, em 1746, pelo colono francês Luís Frederico Varneaux. O desenvolvimento da lavoura cacaueira processou-se em ritmo extremamente lento, tudo indicando que a um animador surto inicial se seguiu um longo período de desânimo. O grande, o poderoso impulso experimentado pela lavoura verificou-se principalmente a partir da última década do século passado.

Ituberá foi elevada a categoria de Vila em 27 de dezembro de 1758, por ordem do Conselho Ultramarino, com o nome de Santarém. A lei n.° 759, de 14 de agosto de 1909, concedeu á sede municipal foros de cidade. Por forca do Decreto-lei estadual n.° 141, de 31 de dezembro de 1943, teve seu nome mudado pare Serinhaém, vindo finalmente ser denominado Ituberá de acordo com o Decreto

Turismo[editar | editar código-fonte]

Cachoeira da Pancada Grande[editar | editar código-fonte]

Cachoeira Pancada Grande (Waterfall Pancada Grande)

Situa-se a aproximadamente 5 km da área central do município de Ituberá-Bahia, na divisa com o município de Igrapiúna. Fica numa Área de Proteção Ambiental - APA, sob administração das Plantações Michelin da Bahia.

A cachoeira possui uma queda d'água de aproximadamente 80 metros, no alto curso do Rio Mariana. Tem uma estrutura adequada para receber visitantes, 2 mirantes convenientemente dispostos para turistas, uma trilha ecológica na parte superior da cachoeira e um centro de visitantes, sobre as fundações de uma antiga usina hidroelétrica que ali funcionava.

Fazendas Reunidas Vale do Juliana[editar | editar código-fonte]

Fazenda modelo, com 3.012 acres de extensão. Um terço do espaço é tomado por mata nativa e o restante da área é destinada ao cultivo do cacau, plantações de seringueiras, de pupunha, frutas (graviola, cupuaçu e jaca) e, ainda, à pecuária. Cercada de colinas e com um grande lago represado das águas do Rio Juliana, a fazenda tem uma paisagem deslumbrante, que se completa com a Cachoeira da Pancada Grande, formada em um dos trechos do Rio Mariana. Já que a propriedade ainda não recebe visitantes regularmente, é necessário fazer um contato prévio com os seus administradores. Tem hoje a Piscicultura também como principal cultura

Vila de Itajaí[editar | editar código-fonte]

Antiga vila histórica de Ituberá, suas maiores atrações são as matas, o Balneário Itajay e a abundância de águas. Situada a 2 km do centro de Ituberá, a Vila de Itajaí faz parte do perímetro urbano juntamente com os bairros do Poeirão e Bairro da Paz, que se desmembraram da Vila de Itajaí devido ao aumento populacional e construções ao redor da Vila.

Praia de Pratigí[editar | editar código-fonte]

Praia de Pratigi

O mar de águas mornas, costuma ser mais propício para banho durante as marés baixas. Em alguns trechos ao sul, surgem piscinas naturais. As areias brancas são margeadas ao fundo por vasto coqueiral e bananeiras, densa mata e córregos nativos. Local para camping e pesca. Na Praia Também é realizada a cada biênio um grande festa conhecido como "Universo Parallelo" [6] onde recebe diversos turistas de todo o mundo para um Reveillon com uma bela paisagem natural e muita música e alegria

Praias[editar | editar código-fonte]

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Guaraná[editar | editar código-fonte]

Semente de Guaraná

Representando a segunda maior área de cultivo do Brasil, a cultura do guaraná no município de Ituberá é uma fonte geradora de emprego e renda, com repercussões positivas para toda a região.

O município concentra um polo de beneficiamento da cultura. Aproveitando toda a riqueza das sementes sob a forma de pó, extratos, xaropes, cápsulas e refrescos. Empresas como Guaranapis e Frutyba têm sua sede na cidade de Ituberá, as quais distribuem extratos de guaraná e flaconetes para todo o Brasil

Cacau

Cacau[editar | editar código-fonte]

A Bahia é um dos Maiores Produtores de Cacau do Brasil, e Grande Parte de área de cultivo fica na região da nossa cidade, O Cultivo do Cacau em Ituberá movimenta a economia dos pequenos produtores, tanto na parte da poupa da fruta como na venda da semente do Cacau para produção de chocolate. O Estado da Bahia produz atualmente cerca de 95% do cacau do Brasil (país cuja produção corresponde a mais ou menos 5% da mundial, sendo a Costa do Marfim o maior produtor do planeta, com aproximadamente 40% do total).

O plantio tradicional do cacau no Baixo sul da Bahia seguiu o sistema de “mata cabrucada”. O sistema cabruca é caracterizado pelo plantio do cacau sob a sombra das árvores da Mata Atlântica e é utilizado na região cacaueira do Baixo sul da Bahia por mais de duzentos anos. Ele é responsável pela conservação da biodiversidade, dos solos e das águas e da produção florestal e de sementes, óleos, resinas, flores e outros produtos não madeireiros.

Cravo da Índia[editar | editar código-fonte]

Gewuerznelken.jpg

Na Bahia, o cultivo da planta está concentrado principalmente nas cidades de Valença, Ituberá, Taperoá, Camamu e Nilo Peçanha, localizadas na região do baixo sul do Estado da Bahia, além do município de Una, mais ao sudeste baiano. Os craveiros vão bem, sobretudo, em áreas próximas ao litoral até a altitude de 200 metros acima do nível do mar. Contudo, solos de baixada e alagadiços devem ser evitados. Os mais recomendados são os argilosos, profundos, de boa fertilidade e bem drenados. Os craveiros atingem 15 metros de altura e duram mais de cem anos. Produzida na maior parte por pequenos agricultores, a cultura responde por importante atividade sócio-econômica onde está instalada. As vendas dos botões florais secos são destinadas para uso culinário, medicinal e de perfumaria. O cravo-da-índia é digestivo, cicatrizante e analgésico, além de contar com óleos essenciais que ajudam na eliminação de bactérias bucais e melhora do hálito. Embora os botões possam ser colhidos manualmente, o método químico é o mais indicado por facilitar o processo. Com a aplicação de um produto que gera etileno, os botões florais são derrubados em três dias. Por isso, recomenda-se estender sob a copa dos craveiros telas tipo sombrite para a coleta. Por meio desse sistema, são colhidas de 60 a 80 plantas por dia, volume muito superior às 10 plantas realizadas pelo sistema tradicional.

Látex de Borracha (Seringueira)[editar | editar código-fonte]

Latex-production.jpg

Obtida através da seringueira (Hevea Brasiliensis), é o produto primário da coagulação do látex, cujo cultivo é tido como a atividade agrícola sócio-econômica mais importante em muitos países em desenvolvimento, principalmente do Sudeste Asiático, a borracha natural também é considerada, ao lado do aço e do petróleo, um dos alicerces que sustentam o progresso da humanidade, sendo, por exemplo, um dos principais produtos utilizados na indústria do transporte, de produtos hospitalares e bélicos.

A importância da seringueira é devida à qualidade da sua borracha que combina leveza, elasticidade, termoplasticidade, resistência à abrasão e à corrosão, impermeabilidade a líquidos e gases, isolamento elétrico, bem como capacidade de adesão ao tecido e ao aço.

A população rurícola de Ituberá faz do plantio da seringueira sua principal fonte de subsistência, tendo como apoio à Michelin do Brasil e a Agro Industrial Ituberá como principais compradoras da matéria-prima

Localizada na região do Baixo Sul da Bahia, na cidade de Ituberá, a Agro Industrial Ituberá é uma empresa com atuação no beneficiamento de borracha natural. A empresa criada em 1972, resultou da união de um grupo de empresários, sendo a produção de borracha uma atividade comum a todos, buscando através da verticalização da produção, agregar valor ao produto que se tornaria um dos sustentáculos da economia regional e transformando a região no maior pólo heveícola do Brasil

As Plantações Michelin Bahia (PMB), do grupo Michelin uma empresa agroindustrial instalada em Ituberá, na região Litoral Sul da Bahia. Nessa unidade agroindustrial a Michelin processa todas as etapas da produção, desde a seleção das sementes, passando pela clonagem das mudas das seringueiras, até a industrialização da produção, na própria fazenda. Portanto a PMB é um exemplo que serve para se analisar como o processo de implantação do capital monopolista na agricultura está se processando no Brasil.

Festivais[editar | editar código-fonte]

São João[editar | editar código-fonte]

O São João de Ituberá é bastante famoso pelas suas tradições e comidas típicas: Praças, Festas e Ruas sempre Cheias e muita animação marcam o são João da Cidade que além de ser um grande evento na região, movimenta com a economia local, existe na cidade a festa "Forro Dendê" que é tradição e referência no Baixo Sul da Bahia

Desfile Cívico[editar | editar código-fonte]

O Desfile Cívico da cidade acontece anualmente sempre no Dia 14 de Agosto, Dia em que é comemorado o aniversario da cidade. As Instituições da Cidade Organizam o Desfile e fazem um Belo Evento que sempre enche as Ruas

Blocos de Camisa[editar | editar código-fonte]

A "Micareta" ocorre sempre nos meses de Agosto acompanhando os festejos de aniversario da cidade. Muita Gente vai as ruas Para Acompanhar os Blocos Como: "Boi Mallandro, Jegue eletrico, Jega Eletrica e Os Guellas Fest, além do Forró Dendê"

Universo Paralello[editar | editar código-fonte]

O Festival Universo Paralello é realizado na Praia de Pratigi localizada no Município de Ituberá, do dia 27 de dezembro ao dia 04 de janeiro e acontece a cada biênio.O Festival Universo Paralello é feito em conjunto há 10 anos através do projeto CircuLou – Zona de Preservação das Culturas. CircuLou – ZPC é um projeto socioambiental e cultural, atuante desde 2004 em encontros de arte e cultura alternativa. Um coletivo itinerante e rotativo de brasileiros e estrangeiros, interessados em projetos comuns que primam por valores cooperativos e sustentáveis, realizados por pessoas ou grupos que, de alguma forma, estão apresentando modelos inovadores de expressão. Ajudando a tornar realidade os projetos e ideias, abrindo espaço para novos talentos bem como para artistas já consagrados. Gerando renda, trabalho, criando uma rede de conexão e criação, mas acima de tudo, oferecendo um espaço e a possibilidade de expressão.

Comunicação, Infraestrutura e Estradas[editar | editar código-fonte]

  • DDD = 73
  • Rádios = FM Litoral 95.7
  • Bancos: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Bradesco
  • Acesso pela BA-001 vindo de Ilhéus e Camamu, acesso pela BA-250 (Rodovia Ituberá-Gandu) e acesso pela BR-101 vindo de Itabuna até o Travessão, e acesso pela BA-652 até a BA-001

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 24 de agosto de 2013. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  6. http://www.universoparalello.org/
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