Ituberá

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Ituberá
  Município do Brasil  
Cachoeira da Pancada Grande
Cachoeira da Pancada Grande
Símbolos
Bandeira de Ituberá
Bandeira
Brasão de armas de Ituberá
Brasão de armas
Hino
Lema Pax Et Prosperitas
Apelido(s) "Capital das águas"
Gentílico ituberaense
Localização
Localização de Ituberá na Bahia
Localização de Ituberá na Bahia
Mapa de Ituberá
Coordenadas 13° 43' 55" S 39° 08' 56" O
País Brasil
Unidade federativa Bahia
Municípios limítrofes Igrapiúna, Piraí do Norte, Nilo Peçanha e Ibirapitanga.
Distância até a capital Via Ferry Boat: 162 Km Via BR 101/BR 324: 348 km
História
Fundação 14 de agosto de 1909 (112 anos)
Aniversário 14 de agosto
Administração
Distritos
Prefeito(a) Reges Aragão (PP, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1] 417,542 km²
População total (IBGE/2020[2]) 28 740 hab.
Densidade 68,8 hab./km²
Clima Tropical Úmido
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 45435-000
Indicadores
IDH (PNUD/2010 [3]) 0,606 médio
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 117 862,493 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 4 873,37
Outras informações
Padroeiro(a) Santo André
Sítio https://www.itubera.ba.gov.br/ (Prefeitura)

Ituberá é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2020 era de 28 740 habitantes.[2] Foi originada de uma Aldeia de Índios que chegaram na região no século XVIII, situa-se na Região Litoral Sul da Bahia e é conhecida por ser a "Capital das Águas" do Baixo Sul, devido a sua abundância hídrica e suas belíssimas cachoeiras. Situada também na Região Turística que se chama Costa do Dendê, onde estão englobadas belas praias da Bahia.

Ituberá faz parte do Baixo Sul, região que reúne 362 659 habitantes.[2]

História[editar | editar código-fonte]

A microrregião de Ituberá foi primitivamente habitada pelos índios Aimorés. O município originou-se de uma aldeia indígena, onde, no século XVIII, os jesuítas construíram a igreja de Santo André, às margens do Rio dos Cágados. Posteriormente, colonizadores portugueses se estabeleceram, desenvolvendo a cultura do cacau e do café. O povoado no Rio dos Cágados foi elevada à categoria de Vila em 27 de dezembro de 1758, por foro do Conselho Ultramarino, com o nome de Santarém.

Nas férteis praças do Baixo Sul da Bahia, a lavoura de cravo sofreu uma lenta expansão, seguida da lavoura cacaueira. A crescente Santarém, erguida sobre o encontro do Rio dos Cágados com o largo Rio Serinhaém, o qual deságua no extremo norte da Baía de Camamu, mantinha, por via do mar, um intenso comércio. A expansão agrícola, em princípio lenta, tendeu a se acelerar com o avanço da lavoura cacaueira, no final do século XIX, e com as tropas que atravessavam a densa mata não-reclamada.

Em 1903, as terras que hoje compreendem Gandu e Piraí do Norte foram incorporadas à crescente municipalidade de Santarém, antes incultas e não-mapeadas. Em 1909, a vila de Santarém foi elevada à cidade. Existindo outra, mais relevante, Santarém, no Pará, e a legislação do Estado Novo proibindo tal duplicidade, seu topônimo foi mudado primeiro para Serinhaém, em 1943, rio que demarca sua fronteira, e por fim Ituberá, em 1944.

Com a penetração de bandeiras, na parte Sul da Bahia, toda mercadoria destinada aos desbravadores, e embarcada no porto de Salvador, era encaminhada ao porto de Santarém. Esse fato incrementou, então, o desenvolvimento da localidade. Em 1909, a vila de Santarém foi elevada à cidade, e, em 1944, o seu topônimo foi mudado para Ituberá. A construção da estrada BA-02, em 1942, provocou a decadência de Ituberá, uma vez que todo o comércio da região era feito por via marítima. Esse fato abalou a economia do município, resultando numa fase de declínio. Somente na década de 1950, com a introdução da cultura do cravo-da-índia, Ituberá retomou o seu progresso. Os nativos de Ituberá são chamados ituberaenses.

A construção da estrada BA-001, em 1942, traria graves prejuízos à cidade, que muito se beneficiava da ausência completa de toda e qualquer infra-estrutura na região, como entreposto e passagem de comércio. Golpe mais duro sofreu em 1958, quando o remoto povoado do Corujão do Gandu se emancipa, levando consigo metade das terras do município, e de sua respectiva produção agrícola. O cravo-da-índia, e a incorporação de seu município vizinho, Igrapiúna, à Camamu, produziu uma parca atmosfera de recuperação, bem aproveitada.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Cachoeira da Pancada Grande[editar | editar código-fonte]

Cachoeira Pancada Grande (Waterfall Pancada Grande)

Situa-se a 5km de Ituberá, na divisa do município de Igrapiúna. Fica numa Área de Proteção Ambiental - APA, sob administração das Plantações Michelin da Bahia.

A cachoeira possui uma queda d'água de aproximadamente 80 metros, no alto curso do Rio da Mariana (denominação do Serinhaém antes do desaguar do Rio dos Cágados). Tem uma estrutura adequada para receber visitantes, 2 mirantes convenientemente dispostos para turistas, uma trilha ecológica na parte superior da cachoeira e um centro de visitantes, sobre as fundações de uma antiga usina hidroelétrica que ali funcionava.

Fazendas Reunidas Vale do Juliana[editar | editar código-fonte]

Fazenda modelo, com 3.012 acres de extensão, integralmente dentro do Município de Igrapiúna. Há estradas de acesso dentro de Ituberá. Um terço do espaço é tomado por mata nativa e o restante da área é destinada ao cultivo do cacau, plantações de seringueiras, de pupunha, frutas (graviola, cupuaçu e jaca) e, ainda, à pecuária. Cercada de colinas e com um grande lago represado das águas do Rio Juliana, a fazenda tem uma paisagem deslumbrante, que se completa com a Cachoeira da Pancada Grande, formada em um dos trechos do Rio Mariana.

Vila de Itajaí[editar | editar código-fonte]

Antiga vila histórica de Ituberá, suas maiores atrações são as matas, o Balneário Itajay e a abundância de águas. Demasiadamente próxima da sede, acabou crescendo desordenadamente, entre os manguezais das margens do Serinhaém, cortada pela BA-001, e os resquícios da mata nativa. Conta com aproximadamente 4.500 habitantes, a maioria residindo em moradias irregulares. É, hoje em dia, para todos os efeitos práticos, um subúrbio da sede. Seu centro possui uma bucólica igreja.

Praia de Pratigí[editar | editar código-fonte]

Praia de Pratigi

O mar de águas mornas, ligeiramente turvas, costuma ser mais propício para banho durante as marés baixas. Em alguns trechos ao sul, surgem piscinas naturais. As areias brancas são margeadas ao fundo por vasto coqueiral e bananeiras, densa mata e córregos nativos. Local para camping e pesca. Na praia também é realizada a cada biênio um grande festa conhecido como "Universo Parallelo" [5].

Praias[editar | editar código-fonte]

Cidade e Povoados[editar | editar código-fonte]

  • Ituberá
  • Itajaí
  • Itaberoê
  • Barra do Serinhaém
  • Colônia do Incra

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Guaraná[editar | editar código-fonte]

Semente de Guaraná

Representando a segunda maior área de cultivo do Brasil, a cultura do guaraná no município de Ituberá é uma fonte geradora de emprego e renda, com repercussões positivas para toda a região.

O município concentra um polo de beneficiamento da cultura. Aproveitando toda a riqueza das sementes sob a forma de pó, extratos, xaropes, cápsulas e refrescos. Empresas como Guaranapis e Frutyba têm sua sede na cidade de Ituberá, as quais distribuem extratos de guaraná e flaconetes para todo o Brasil

Cacau

Cacau[editar | editar código-fonte]

A Bahia é um dos Maiores Produtores de Cacau do Brasil, e Grande Parte de área de cultivo fica na região da nossa cidade, O Cultivo do Cacau em Ituberá movimenta a economia dos pequenos produtores, tanto na parte da poupa da fruta como na venda da semente do Cacau para produção de chocolate. O Estado da Bahia produz atualmente cerca de 95% do cacau do Brasil (país cuja produção corresponde a mais ou menos 5% da mundial, sendo a Costa do Marfim o maior produtor do planeta, com aproximadamente 40% do total).

O plantio tradicional do cacau no Baixo sul da Bahia seguiu o sistema de “mata cabrucada”. O sistema cabruca é caracterizado pelo plantio do cacau sob a sombra das árvores da Mata Atlântica e é utilizado na região cacaueira do Baixo sul da Bahia por mais de duzentos anos. Ele é responsável pela conservação da biodiversidade, dos solos e das águas e da produção florestal e de sementes, óleos, resinas, flores e outros produtos não madeireiros.

Cravo da Índia[editar | editar código-fonte]

Gewuerznelken.jpg

Na Bahia, o cultivo da planta está concentrado principalmente nas cidades de Valença, Ituberá, Taperoá, Camamu e Nilo Peçanha, localizadas na região do baixo sul do Estado da Bahia, além do município de Una, mais ao sudeste baiano. Os craveiros vão bem, sobretudo, em áreas próximas ao litoral até a altitude de 200 metros acima do nível do mar. Contudo, solos de baixada e alagadiços devem ser evitados. Os mais recomendados são os argilosos, profundos, de boa fertilidade e bem drenados. Os craveiros atingem 15 metros de altura e duram mais de cem anos. Produzida na maior parte por pequenos agricultores, a cultura responde por importante atividade sócio-econômica onde está instalada. As vendas dos botões florais secos são destinadas para uso culinário, medicinal e de perfumaria. O cravo-da-índia é digestivo, cicatrizante e analgésico, além de contar com óleos essenciais que ajudam na eliminação de bactérias bucais e melhora do hálito. Embora os botões possam ser colhidos manualmente, o método químico é o mais indicado por facilitar o processo. Com a aplicação de um produto que gera etileno, os botões florais são derrubados em três dias. Por isso, recomenda-se estender sob a copa dos craveiros telas tipo sombrite para a coleta. Por meio desse sistema, são colhidas de 60 a 80 plantas por dia, volume muito superior às 10 plantas realizadas pelo sistema tradicional.

Látex de Borracha (Seringueira)[editar | editar código-fonte]

Latex-production.jpg

Obtida através da seringueira (Hevea Brasiliensis), é o produto primário da coagulação do látex, cujo cultivo é tido como a atividade agrícola sócio-econômica mais importante em muitos países em desenvolvimento, principalmente do Sudeste Asiático, a borracha natural também é considerada, ao lado do aço e do petróleo, um dos alicerces que sustentam o progresso da humanidade, sendo, por exemplo, um dos principais produtos utilizados na indústria do transporte, de produtos hospitalares e bélicos.

A importância da seringueira é devida à qualidade da sua borracha que combina leveza, elasticidade, termoplasticidade, resistência à abrasão e à corrosão, impermeabilidade a líquidos e gases, isolamento elétrico, bem como capacidade de adesão ao tecido e ao aço.

A população rurícola de Ituberá faz do plantio da seringueira sua principal fonte de subsistência, tendo como apoio à Michelin do Brasil e a Agro Industrial Ituberá como principais compradoras da matéria-prima

Localizada na região do Baixo Sul da Bahia, na cidade de Ituberá, a Agro Industrial Ituberá é uma empresa com atuação no beneficiamento de borracha natural. A empresa criada em 1972, resultou da união de um grupo de empresários, sendo a produção de borracha uma atividade comum a todos, buscando através da verticalização da produção, agregar valor ao produto que se tornaria um dos sustentáculos da economia regional e transformando a região no maior pólo heveícola do Brasil

As Plantações Michelin Bahia (PMB), do grupo Michelin, uma empresa agroindustrial instalada em Igrapiúna, na região Litoral Sul da Bahia. Possui vastas glebas de terras dentro de Ituberá, para fins produtivos e extrativos. Na unidade agroindustrial, situada no município vizinho, a Michelin processa todas as etapas da produção, desde a seleção das sementes, passando pela clonagem das mudas das seringueiras, até a industrialização da produção, na própria fazenda.

Festivais[editar | editar código-fonte]

São João[editar | editar código-fonte]

O São João de Ituberá é bastante famoso pelas suas tradições e comidas típicas: Praças, Festas e Ruas sempre Cheias e muita animação marcam o São João da cidade que além de ser um grande evento na região, movimenta com a economia local

Desfile Cívico[editar | editar código-fonte]

O Desfile Cívico da cidade acontece anualmente sempre no Dia 14 de Agosto, Dia em que é comemorado o aniversario da cidade. As Instituições da Cidade Organizam o Desfile e fazem um Belo Evento que sempre enche as Ruas

Universo Paralello[editar | editar código-fonte]

O Festival Universo Paralello é realizado na Praia de Pratigi localizada no Município de Ituberá, do dia 27 de dezembro ao dia 4 de janeiro e acontece a cada biênio.O Festival Universo Paralello é feito em conjunto há 10 anos através do projeto CircuLou – Zona de Preservação das Culturas. CircuLou – ZPC é um projeto socioambiental e cultural, atuante desde 2004 em encontros de arte e cultura alternativa. Um coletivo itinerante e rotativo de brasileiros e estrangeiros, interessados em projetos comuns que primam por valores cooperativos e sustentáveis, realizados por pessoas ou grupos que, de alguma forma, estão apresentando modelos inovadores de expressão. Ajudando a tornar realidade os projetos e ideias, abrindo espaço para novos talentos bem como para artistas já consagrados. Gerando renda, trabalho, criando uma rede de conexão e criação, mas acima de tudo, oferecendo um espaço e a possibilidade de expressão.

Comunicação, Infraestrutura e Estradas[editar | editar código-fonte]

  • DDD = 73
  • Rádios = FM Litoral 95.7
  • Bancos: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Bradesco
  • Acesso pela BA-001 vindo de Ilhéus e Camamu, acesso pela BA-250 (Rodovia Ituberá-Gandu) e acesso pela BR-101 vindo de Itabuna até o Travessão, e acesso pela BA-652 até a BA-001

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  2. a b c «estimativa_dou_2020.xls». ibge.gov.br. Consultado em 24 de dezembro de 2020 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 24 de agosto de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. http://www.universoparalello.org/
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