Jaguaripe

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Jaguaribe.
Município de Jaguaripe
Bandeira de Jaguaripe
Brasão de Jaguaripe
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 27 de dezembro
Fundação 27 de dezembro de 1697
Gentílico jaguaripense
Prefeito(a) Hunaldo Simões Costa (PSD)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Jaguaripe
Localização de Jaguaripe na Bahia
Jaguaripe está localizado em: Brasil
Jaguaripe
Localização de Jaguaripe no Brasil
13° 06' 46" S 38° 53' 45" O13° 06' 46" S 38° 53' 45" O
Unidade federativa Bahia
Mesorregião Metropolitana de Salvador IBGE/2008 [1]
Microrregião Santo Antônio de Jesus IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Aratuípe, Valença, Nazaré, Vera Cruz, Salinas da Margarida, Maragojipe e Laje
Distância até a capital 240 ou 84 (via ferry boatkm
Características geográficas
Área 891,345 km² [2]
População 16 701 hab. IBGE/2011[3]
Densidade 18,74 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,556 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 55 433,044 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 246,63 IBGE/2008[5]

Jaguaripe é um município brasileiro do estado da Bahia. Sua população estimada em 2011 era de 16 701 habitantes.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O topônimo "Jaguaripe" é oriundo do termo tupi îagûarype, que significa "no rio das onças" (îagûara, onça + 'y, rio + pe, em).[6]

História[editar | editar código-fonte]

Por volta do ano 1000, tribos tupis procedentes da Amazônia expulsaram os antigos habitantes da região do Recôncavo Baiano, falantes de línguas macro-jês, para o interior do continente. No século XVI, quando os primeiros europeus chegaram à região, ela era habitada pela tribo tupi dos tupinambás.[7]

O início da colonização europeia da região data do início do século XVII. Jaguaripe surgiu durante a 3ª Governadoria-Geral do Brasil - a de Mem de Sá - 1558-1572. Para que fosse facilitado o trabalho jesuíta (a conselho do padre Manuel da Nóbrega), instituiu-se a política de juntar várias aldeias de diferentes silvícolas em missões próximas às vilas (era o chamado "descimento"). Este trabalho era dirigido por jesuítas, que asseguravam a educação cristã dos filhos da terra e os integravam à sociedade.

Com isto, surgiu a missão da Ilha de Itaparica, em 1560, sob a inspiração da Santa Cruz, criada pelo padre Pedro Lírio da Grã. Entre 1560 e 1568, apareceu uma grande epidemia de varíola que dizimou grande parte do centro. Então, os jesuítas resolveram transferir a aldeia de Santa Cruz com os índios ainda sadios para Jaguaripe, ou seja, para o local situado a duas léguas da foz do rio (onde hoje se encontra a cidade), até que findasse a peste.

Neste tempo, foi construída uma igrejinha, em torno da qual começaram a aparecer moradores que foram se fixando ali e formando o povoado que, mais tarde, se tornaria freguesia. A doação de sesmarias que obrigava os sesmeiros a cultivar a terra e construir engenhos influiu sobremaneira para o crescimento do povoado. A primeira beneficiária de sesmarias na região foi Ana Álvares, filha mais velha do Caramuru (sesmaria dada por Mem de Sá).

Inúmeras sesmarias foram doadas desde então e o povoado prosperou bastante até que, em 1613, o bispo dom Constantino Barradas denominou-o freguesia Nossa Senhora da Ajuda de Jaguaripe, depois de insistentes pedidos do capelão de Santo Amaro de Catu (hoje, Jiribatuba - Itaparica), padre Baltazar Marinho, que se tornou seu primeiro vigário. Por meio de carta régia, em 22 de maio de 1693 a freguesia tornou-se vila - a primeira do recôncavo - mas só foi instalada pelo governador-geral dom João de Lencastre em 15 de dezembro de 1697, sob o nome de Vila Nossa Senhora d'Ajuda de Jaguaripe.

A vila de Jaguaripe passou a ser a sede de uma vasta região, a qual, mais tarde, foi dividida pelas futuras vilas e cidades de Aratuípe, Nazaré, Maragojipe, Lage, São Miguel das Matas e Santo Antônio de Jesus.

Praia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 7 de agosto de 2013. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  6. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 579.
  7. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.