Nilo Moraes Coelho

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Disambig grey.svg Nota: Se procura o político pernambucano, tio deste, veja Nilo Coelho.
Nilo Augusto de Moraes Coelho
Nilo Augusto de Moraes Coelho
Vice-governador da Bahia
Período 15 de março de 1987
até 15 de maio de 1989
Antecessor Edvaldo de Oliveira Flores
Sucessor Paulo Souto
42.º Governador da Bahia
Período 15 de maio de 1989
até 15 de março de 1991
Antecessor Waldir Pires
Sucessor Antônio Carlos Magalhães
Prefeito de Guanambi
Período 1983
até 1986
Antecessor José Neves Teixeira
Sucessor Gileno Pereira Donato
Período 1 de janeiro de 2005
até 1 de abril de 2010
Antecessor Ariovaldo Vieira Boa Sorte
Sucessor Charles Fernandes
Deputado federal pela Bahia
Período 1 de fevereiro de 1999
até 31 de janeiro de 2003
Dados pessoais
Nome completo Nilo Augusto de Moraes Coelho
Nascimento 1 de abril de 1943 (76 anos)
Guanambi, BA
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Eunice Morais Coelho
Pai: Gercino Coelho
Esposa Solange Maria de Oliveira Coelho
Partido PSDB
Profissão Empresário
linkWP:PPO#Brasil

Nilo Augusto de Moraes Coelho (Guanambi, 1º de abril de 1943) é um político e empresário brasileiro, foi governador da Bahia, deputado federal e três vezes prefeito da cidade natal.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do político Gercino Coelho (morto em campanha junto a Lauro Farani Pedreira de Freitas, em 1950), e de Eunice Morais Coelho. Sobrinho do político pernambucano Nilo Coelho, que presidiu o Congresso Nacional, ambos são homônimos políticos.[1]

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Eunice Morais
Gercino Coelho
Nilo de Sousa Coelho
Nilo Moraes Coelho

Nilo Coelho, como é conhecido na Bahia, é empresário agrícola em sua cidade natal.[1] Na década de 1980, com o incremento da lavoura algodoeira, muitas fortunas fizeram-se em curto período, na região que compreende parte da Serra Geral do Estado.

Desponta para a política baiana, ao ser eleito prefeito de Guanambi em 1982, para um mandato que se estenderia por seis anos. Mas interrompeu-o, em 1986, para concorrer ao cargo de vice-governador na chapa capitaneada por Waldir Pires.[1] Nilo filia-se ao PMDB e deixa a base de sustentação política de Antônio Carlos Magalhães - ACM, líder do chamado "carlismo" que na Bahia congregava diversos partidos.

Vitorioso por grande maioria do eleitorado (quase um milhão e meio de votos de vantagem sobre o candidato carlista, Josaphat Marinho), Waldir Pires toma posse a 15 de março de 1987, nomeando o vice-governador Secretário de Minas e Energia. Nilo ascende ao governo com a renúncia do titular que deixa o poder almejando a vice-presidência na candidatura de Ulysses Guimarães em 1989 que foi derrotado ficando em sétimo lugar.[1]

Depois de ter exercido o cargo, com o retorno de ACM ao poder, Nilo sofre com acusações de desvios na administração. Foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (Primeira Turma)[2] em 1999, no julgamento do Recurso Especial 161084-BA, sendo obrigado a devolver aos cofres públicos o equivalente a quase dois milhões e meio de cruzeiros (moeda anterior ao real) gastos em 1991 para pagar despesas de convidados no Hotel Transamérica, na ilha de Comandatuba (Bahia), durante as festas de fim de ano.

Seguiu-se um período de ostracismo político que coincide com a crise da lavoura algodoeira.

Em 1994 concorre ao governo da Bahia, ficando em quarto lugar. Em 1998 é eleito deputado federal pelo PSDB, cargo que pleiteia novamente em 2002, sendo derrotado. Por este partido elege-se, em 2004, novamente prefeito de Guanambi. Em 2006 desfilia-se do PSDB filiando-se ao PP e volta para as bases do carlismo. Em 2008 é reeleito prefeito de Guanambi com 61,54% dos votos e permanece com o cargo até 2010, quando é substituído por Charles Fernandes.[3]

Posteriormente, volta a se filiar ao PSDB, e em 2010, numa chapa inédita DEM-PSDB na Bahia, renuncia novamente ao mandato de prefeito de Guanambi e candidata-se a vice-governador do estado na candidatura do ex-governador (1995-1999; 2003-2007) Paulo Souto (DEM), sendo derrotado.

Seu último pleito ao cargo de prefeito foi em 2016, quando perdeu em uma das eleições mais acirradas da cidade de Guanambi, ficando atrás apenas das eleições de 1996, quando a candidata eleita teve um pequena vantagem de 0,407%. Nas eleição de 2016 Nilo Coelho acabou com 49,15% dos votos válidos contra 50,85% do candidato Jairo Magalhães (PSB).

Governo da Bahia[editar | editar código-fonte]

Com a renúncia de Waldir Pires, Nilo assume em 15 de maio de 1989, governando até 15 de março de 1991.

Seu curto governo foi marcado por ações no interior do Estado, especialmente onde tinha sua base. Dentre estas, destaca-se a maior ponte do estado, a ponte Gercino Coelho, sobre o rio São Francisco.[1] Para os moradores de Salvador, porém, maior colégio eleitoral da Bahia, a figura do Governador era encarada quase como a de um Prefeito e sua administração foi tida como péssima.

Ao fim dos dois anos à frente do Palácio de Ondina, Antônio Carlos Magalhães retorna ao poder máximo do estado.

Referências

  1. a b c d e f Silvio Batalha et allii (1990). Cartilha Histórica da Bahia 5ª ed. Salvador: s/ed. pp. 200–202. CDD 981.4 
  2. [1]
  3. [2]
Precedido por
José Neves Teixeira
Prefeito de Guanambi
1983 - 1986
Sucedido por
Gileno Pereira Donato
Precedido por
Edvaldo de Oliveira Flores
Vice-governador da Bahia
1987 - 1989
Sucedido por
Paulo Souto
Precedido por
Waldir Pires
Governador da Bahia
1989 - 1991
Sucedido por
Antônio Carlos Magalhães
Precedido por
Ariovaldo Vieira Boa Sorte
Prefeito de Guanambi
2005 - 2010
Sucedido por
Charles Fernandes