Rodrigues Lima

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Rodrigues Lima

Joaquim Manuel Rodrigues Lima (Caetité, 4 de maio de 184518 de dezembro de 1903) foi um político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho do capitão Joaquim Manuel Rodrigues Lima e Rita Sofia Gomes de Lima (irmã do Barão de Caetité).

Aos dez anos foi estudar em Salvador e em 1862 ingressou na Escola de Medicina da capital baiana e, cursando o 5º ano, serve nos hospitais de sangue da Guerra do Paraguai, como cirurgião. Sobrevive, com heroísmo[1], ao naufrágio do navio que o conduzia para o Uruguai. Em 1868, após retornar conclui o curso médico[2].

Retornando para Caetité, casa-se com a primogênita do Barão de Caetité e sua prima, D. Maria Victoria Gomes de Albuquerque Lima. Exerce a clínica, cuida das fazendas e inicia-se na política, sendo eleito por três vezes para a Assembléia Provincial.

Em 1876-77 realiza extensa viagem de estudos pela Europa.

Quando da Proclamação da República era o presidente do Conselho Municipal (a Câmara de Vereadores, da época). Em 1891, quando os partidos políticos são organizados, ocupava a Intendência Municipal, sendo indicado para a Assembléia Constituinte Estadual, onde propõe a mudança da capital para Vitória da Conquista.

Após a renúncia do interventor José Gonçalves, teve seu nome indicado para ser o primeiro presidente eleito da História da Bahia, num pleito em que obtém esmagadora maioria.

Findo seu governo, retorna para a terra natal, onde ocupa ainda a vereança. Falece, em decorrência de mal hepático adquirido na campanha paraguaia, em 1903, como um dos espíritos mais progressistas de sua cidade.

Governo da Bahia[editar | editar código-fonte]

Sua administração foi marcada pela reestruturação administrativa, incentivo total à cultura e educação, marcada sobretudo pela probidade (em diversas vezes escrevia ao seu procurador em Caetité para que lhe mandasse dinheiro, pois não julgava honesto valer-se do erário publico para manter-se). Diversas instituições culturais tiveram seu apoio para constituir-se, dentre as quais o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.

Rodrigues Lima também espalhou as obras públicas por todo o estado, sobretudo aquelas de combate aos efeitos das secas (muitas delas existentes até o presente), e pela interiorização do ensino de qualidade.

Em Salvador realiza diversas obras, objetivando modernizar e embelezar a Capital: a mais bonita praça da cidade, o Campo Grande, atração turística que homenageia os heróis da Independência Baiana, é obra de seu governo.

Homenagens[editar | editar código-fonte]

O Largo da Vitória, em Salvador, ostenta um busto em sua homenagem. Regista Pedro Celestino da Silva que este monumento fora erguido inicialmente na Praça da Aclamação, sendo posteriormente trasladado para o largo. Registra, ainda, que este se deu como "preito de saudade e gratidão ao benemérito cidadão que, por suas virtudes cívicas e privadas, deixou seu nome inteiramente ligado à história da Bahia, por sua honradez imaculada, por sua grandeza de espírito e por sua indefectível lealdade política". O monumento foi autorizado por resolução municipal nº 144 de 4 de janeiro de 1905 e inaugurado a 13 de maio de 1911, pelo governador João Ferreira de Araújo Pinho e pelo intendente (prefeito) Antônio Carneiro da Rocha. O monumento traz a seguinte inscrição: "Dr. em Medicina pela Faculdade da Bahia; voluntário do Corpo de Saúde do Paraguay;. deputado provincial; senador do Estado; membro da Constituinte; Intendente do Município de Caetité, onde residia, e Governador deste Estado."[3]

É nome de diversos logradouros na Bahia, sobretudo em Lençóis e em Caetité.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Fontes e referências

  1. Durante este episódio, agiu com denodo no salvamento e proteção ao ouro que a embarcação levava para custeio da campanha, de cujo sucesso dependia: o epíteto de ação heróica foi, então, em reconhecimento por seu denodo na ação militar. In: Arthur Dias, op. cit.
  2. «Levantamento Nominal dos Formados de 1812 a 2008 da Faculdade de Medicina da Bahia - UFBA.» (PDF). Faculdade de Medicina da Bahia. 2009. Consultado em 16 de novembro de 2016 
  3. SILVA, Pedro Celestino da. Notícias Históricas e Geográficas do Município de Caetité, revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, vol. 58, 1932, pp. 266 a 270
Precedido por
Leal Ferreira
Presidente da Bahia
18921896
Sucedido por
Luís Viana
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