Rio Itapicuru

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Rio Itapicuru
Rio Itapicuru - Barreira - Araci.jpg

Trecho do rio Itapicuru no povoado de Barreira, no município de Araci

Localização
País
Dimensões
Comprimento
476 kmVisualizar e editar dados no Wikidata
Hidrografia
Tipo
Nascente
Piemonte da Chapada Diamantina
Afluente
principal
Foz

O rio Itapicuru é um curso de água que banha o Norte da Bahia, na região Nordeste do Brasil. Sua principal nascente se localiza no Piemonte da Chapada Diamantina (região norte da Chapada Diamantina), no município de Antônio Gonçalves. A nascente era denominada rio São Jerônimo no período colonial, e sua denominação, hoje, é Itapicuru-Açu, para se diferenciar do rio Itapicuru-Mirim, que é um afluente temporário com a nascente em Miguel Calmon, também no Piemonte Norte da Chapada Diamantina.

Seu curso segue no sentido Oeste-Leste, de forma praticamente perene durante o ano todo, fato relativamente raro nesta região. Passa pelas estâncias hidrominerais de Caldas do Jorro e Caldas de Cipó e desagua no oceano Atlântico no município baiano do Conde.

Em janeiro de 2016, o rio transbordou de seu leito menor e alagou a maioria das ruas de Conde, ilhando o município. O número de desabrigados foi de centenas de famílias, tendo os efeitos sido menores, uma vez que a população foi avisada previamente da inundação em decorrência das fortes chuvas.[1]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Itapicuru" procede do tupi antigo itapukury, "rio das pedras compridas" (itá, pedra, puku, comprida, e ry, rio).[2]

Municípios abrangidos[editar | editar código-fonte]

O rio Itapicuru percorre o território de 54 municípios baianos, sendo que 24 estão totalmente abrangidos[3] e 30 apenas parcialmente.

Aqueles totalmente abrangidos são:

E os parcialmente abrangidos:

Formação geológica[editar | editar código-fonte]

O rio empresta seu nome a um cinturão de rochas verdes (Greenstone Belt do Rio Itapicuru), associação geológica datada do Proterozoico Inferior.

Referências

  1. Henrique, Teófilo (28 de janeiro de 2016). «Nível do rio sobe e deixa cidade do Conde ilhada». Portal A TARDE. Consultado em 27 de dezembro de 2016 
  2. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo. São Paulo. Global. 2013. p. 574.
  3. «Proposta para redução das assimetrias reveladas». periódicos UESB. UESB.org. Consultado em 15 de junho de 2017