Partido Comunista do Brasil

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Partido Comunista do Brasil
Número eleitoral 65[1]
Presidente Luciana Santos[2][1]
Fundação 18 de fevereiro de 1962 (55 anos)[3]
Registro 23 de junho de 1988 (29 anos)[4]
Sede São Paulo e Brasília[2][1]
Ideologia Comunismo
Marxismo-Leninismo
Espectro político Esquerda (política)
Ala jovem União da Juventude Socialista (UJS)
Membros  (2016) 369 215[5]
Afiliação internacional Foro de São Paulo
Governadores (2014)
1 / 27
Prefeitos (2016)
80 / 5 568
Senadores (2014)
1 / 81
Deputados federais (2014)
12 / 513
Deputados estaduais (2014)
25 / 1 024
Vereadores (2016)
998 / 56 810
Cores      Vermelho

     Amarelo

Bandeira do partido
PCdoB flag.svg
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Página oficial do PCdoB
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O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) é um partido político brasileiro de esquerda, baseado ideologicamente nos princípios do marxismo, com expressão nacional e forte penetração nos meios sindicais e estudantis. Sua sede é em Brasília.

Foi criado em 1958[6] como uma dissidência alinhada ao stalinismo dentro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que, àquela época, apoiava as reformas defendidas por Nikita Khrushchov durante o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética em 1956 e que, mais tarde, ficaram conhecidas como desestalinização. A dissidência era liderada por Mauricio Grabois, João Amazonas e Pedro Pomar e resolveu se separar do partido após o documento Carta dos Cem (assinada por cem militantes, em quatro Estados do País) ter sido rejeitado no V Congresso do PCB.[7] Logo após, em 1962, é fundado por essa dissidência o Partido Comunista do Brasil (PCdoB).[3]

Desde o seu surgimento, o PCdoB seguiu diversas linhas políticas baseadas em distintas experiências comunistas pelo mundo. Surgiu sendo contrário à linha adotada por Nikita Khrushchov na antiga União Soviética e reivindicando o legado de Josef Stalin.[8] Nos anos 1960, adotou a linha maoista (alinhando-se com o Partido Comunista Chinês) e passa a praticar a tática de guerrilhas (o PCdoB é famoso pela atuação na Guerrilha do Araguaia). Em 1978, passou a reivindicar o comunismo da Albânia (Hoxhaísmo).[9]

Nacionalmente, o PCdoB fez parte da base de sustentação do governo Dilma Rousseff (e anteriormente fez parte do governo Lula).

Edita o jornal A Classe Operária[10] e a revista Princípios e, internacionalmente, é membro do Foro de São Paulo.[11] No movimento estudantil, organiza-se na União da Juventude Socialista (UJS)[12] e, no movimento sindical, organiza-se pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).[13] O partido conta com mais de 350 mil filiados.[5]

Índice

História do PCdoB

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A foice e martelo, símbolo da união do campesinato com o proletariado urbano, é o símbolo oficial do PCdoB, bem como do Movimento Comunista Internacional.

O Partido Comunista do Brasil, fundado em 25 de março de 1922, congregou, sob a mesma legenda, os comunistas até a cisão internacional deste movimento, ocorrida a partir do XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, em 1956, e no Brasil no V Congresso em 1960, quando o PC do Brasil se encontrou dividido em duas tendências. No XX Congresso, Nikita Khrushchov apresentou seu "relatório secreto" com supostas denúncias contra Stálin e a defesa dos "três pacíficos", sendo considerado revisionista pelos seus oposicionistas e ensejando a divisão dos comunistas em diversos países.

No Brasil, a cisão atingiu a direção que reconstruíra o Partido dos golpes sofridos pelo Estado Novo de Vargas, surgida na Conferência da Mantiqueira, em 1943, contando com Maurício Grabois, Pedro Pomar, Diógenes Arruda Câmara e João Amazonas, entre outros.

O Partido Comunista do Brasil - Sigla PCB - (1922 a 1962)

O Partido Comunista do Brasil é um partido político brasileiro de esquerda, ideologicamente baseado em Karl Marx, Friedrich Engels e Vladimir Lenin. Defende o centralismo democrático e o marxismo-leninismo. Foi fundado no dia 25 de março de 1922, na cidade de Niterói, quando o proletariado brasileiro deu o primeiro grande passo rumo à sua organização como classe: nove delegados, representando 50 membros, reuniram-se em congresso e fundaram o Partido Comunista do Brasil. Em 4 de abril de 1922, o nome foi publicado no Diário Oficial da União: seguindo a orientação internacional, com o nome de Partido Comunista - Seção Brasileira da Internacional Comunista - PC-SBIC. Participaram do congresso de fundação: Abílio de Nequete (barbeiro de origem libanesa), Astrojildo Pereira (jornalista do Rio de Janeiro), Cristiano Cordeiro (contador do Recife), Hermogênio da Silva Fernandes (eletricista da cidade de Cruzeiro), João da Costa Pimenta (gráfico paulista), Joaquim Barbosa (alfaiate do Rio de Janeiro), José Elias da Silva (sapateiro do Rio de Janeiro), Luís Peres (vassoureiro do Rio de Janeiro) e Manuel Cendón (alfaiate espanhol).

Foi do PC do Brasil que emergiu uma série de partidos importantes na dinâmica política brasileira, além de todos os grupos de orientação trotskista e marxista-leninista que surgiram e desapareceram no país desde então. No início dos anos 1960, o Partido Comunista do Brasil, cuja sigla era PCB, sofreu uma tentativa de liquidação dos seus princípios com a retirada das referências marxistas-leninistas do seu estatuto e a mudança do nome para Partido Comunista Brasileiro, o que provocou uma grande cisão interna. Em 18 de fevereiro de 1962, foi reorganizado na sua Quinta Conferência Nacional Extraordinária, na qual foi aprovado o Manifesto - Programa e o rompimento dessa organização com a Internacional Comunista, que passava por um processo de revisão de princípios, restaurando o nome original Partido Comunista do Brasil sob a sigla PC do B.

Os Congressos do Partido Comunista do Brasil

O I Congresso

O primeiro Congresso do Partido Comunista do Brasil ocorreu nos dias 25, 26 e 27 de março de 1922 na cidade de Niterói e teve a participação dos delegados dos grupos comunistas de Porto Alegre, Recife, São Paulo, Cruzeiro (São Paulo), Niterói e Rio de Janeiro (cidade). Ausentes estavam os representantes dos grupos comunistas de Santos e Juiz de Fora. Os vários grupos totalizaram 73 militantes. O Congresso, que contou com a presença de representantes do Birô Sul-Americano da Internacional Comunista, aprovou as 21 condições de admissão do Partido à Internacional Comunista, os Estatutos do Partido e elegeu a Comissão Central Executiva (CCE). A qual era composta de dez membros (cinco titulares e cinco suplentes), assim constituída: os efetivos Abílio de Nequete (secretário-geral), Astrojildo Pereira (imprensa e propaganda), Antônio Canellas (secretário internacional), Luís Peres (frações sindicais) e Cruz Júnior (tesoureiros); e os suplentes, Cristiano Cordeiro, Rodolfo Coutinho, Antônio de Carvalho, Joaquim Barbosa e Manuel Cendón. Decidiu, ainda, desenvolver esforços para ajudar os flagelados do Volga, na Rússia, demonstrando o espírito internacionalista proletário dos comunistas brasileiros. O Congresso encerrou com os delegados cantando A Internacional, hino do proletariado mundial. A revista Movimento Comunista, em sua edição de junho daquele ano, publicou as resoluções do I Congresso do PC-SBIC. O nome do partido foi publicado no Diário Oficial da União em 7 de abril de 1922 com o nome de Partido Comunista - Seção Brasileira da Internacional Comunista (PC-SBIC).

No dia 22 de fevereiro de 1925, foi realizada a Conferência do Partido Comunista do Brasil. Nela, estiveram presentes, além dos dirigentes partidários, delegados do Rio de Janeiro e de Niterói. Foi discutida a organização das células do partido e os critérios para o recrutamento de militantes. A Conferência decidiu editar A Classe Operária como órgão central de comunicação do Partido. No dia 1º de maio de 1925, circulou o primeiro número do "A Classe Operária". Cinco mil exemplares, edição significativa para a época, foram festivamente recebidos pelos trabalhadores.

O II Congresso

Nos dias 16 a 18 de maio de 1925, realizou-se o segundo Congresso do PCdoB. Além dos membros da Comissão Central Executiva, participaram delegados das organizações do Rio de Janeiro, Niterói, Pernambuco, São Paulo, Santos e Cubatão, ficando ausentes delegados do Rio Grande do Sul. Foram debatidos os relatórios das organizações regionais e central, a situação política internacional e nacional, as modificações nos Estatutos do Partido, a agitação, a propaganda, o desenvolvimento do órgão central, A Classe Operária e o trabalho do Partido nos sindicatos. Se decidiu criar a Juventude Comunista. Apesar de muitas decisões corretas, o Congresso também cometeu graves erros, inclusive ao considerar que a contradição fundamental no Brasil era a que opunha o capitalismo agrário feudal ao industrial moderno, subestimando a penetração do imperialismo no país.

O III Congresso

Iniciou-se no dia 29 de dezembro de 1928 e prolongou-se até o dia 4 de janeiro de 1929. Participaram, desse Congresso, 31 pessoas, sendo treze delegados de seis organizações regionais e dois da Juventude Comunista, além dos membros da direção. A ordem do dia do Congresso foi bastante extensa, ressaltando-se o exame da situação política e as questões relacionadas com o trabalho do Partido nos sindicatos, entre os camponeses, a Juventude Comunista, e também a situação do Partido em São Paulo. Neste Congresso, ainda prevaleceram posições errôneas, inclusive a confusão entre as etapas da revolução. O aspecto mais positivo do Congresso foi a adoção dos Estatutos do Partido, de acordo com o modelo da Internacional Comunista adaptado às condições do Brasil. O Congresso adotou medidas para recrutar novos militantes e ligá-los às massas, numa tentativa de tirar o Partido da condição de seita e torná-lo uma organização viva e atuante na vida política do país.

O IV Congresso

Nos dias 7 a 11 de novembro de 1954, ocorreu o IV Congresso do Partido Comunista do Brasil. Reunindo dezenas de delegados das diversas regiões do país, o Congresso discutiu e aprovou o novo Programa do Partido, introduziu modificações nos Estatutos e elegeu o novo Comitê Central. Marx, Engels, Lênin e Stálin constituíram o Presidium de Honra do Congresso. O Programa aprovado foi um esforço dos comunistas em integrar a "verdade universal" do marxismo-leninismo com a prática concreta da revolução brasileira. Determinou a concentração de fogo contra o imperialismo norte-americano, a luta pela realização de uma reforma agrária radical e a formação de uma ampla frente democrática de libertação nacional visando à conquista de um governo democrático de libertação nacional. Em seus elementos essenciais, o Programa, apesar de algumas falhas, era concreto e foi amplamente difundido no país. Indicava o caminho da luta armada. Por tudo isso, o Programa, logo que se iniciou a luta ideológica contra o revisionismo após o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, foi atacado pelos chamados "oportunistas de direita" e revogado, na prática.

O V Congresso

O V Congresso do Partido Comunista do Brasil realizou-se em setembro de 1960 sob influência da maré revisionista mundial aprovada no XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética em 1956 em Moscou e apoiada na famosa Declaração de Março publicada em 1958 pelo Comitê Central, duramente criticada por Maurício Grabois e João Amazonas. Profunda luta ideológica se travou entre os marxistas-leninistas e os revisionistas, antes e durante o Congresso. Apesar da tenaz resistência oposta pelos marxistas-leninistas, o Congresso aprovou uma Resolução Política sancionando a linha oportunista de direita expressa na Declaração de Março de 1958. Foram afastados, dos postos de direção, quase todos os revolucionários proletários e eleito um novo Comitê Central composto, em sua esmagadora maioria, por notórios revisionistas.

O VI Congresso

Realizado em 1983, logo após a conquista da anistia, numa conjuntura de luta pela democratização do país. Aconteceu na semiclandestinidade. O Congresso analisou as mudanças estruturais e políticas ocorridas na sociedade brasileira nas últimas décadas. Fez o balanço da atividade comunista durante a ditadura militar – incluindo a análise da experiência da Guerrilha do Araguaia e da luta pelas bandeiras da "Anistia ampla, geral e irrestrita", "Fim dos atos e leis de exceção" e "Convocação da Constituinte democrática, livre e soberana". E preparou o Partido para a retomada da legalidade e da legitimidade.

O VII Congresso

Ocorreu em maio de 1988 em São Paulo. O Partido, legal desde 1985, estava em expansão e crescimento. No plano mundial, começava o fim da União Soviética. Foi examinada a reestruturação partidária na vida legal e desmascarados os objetivos anticomunistas da Perestroika russa e o papel de Mikhail Gorbatchev. No âmbito nacional, explicitou que o Brasil estava sob uma encruzilhada histórica: ou trilhava por um caminho de soberania e desenvolvimento nacional, ou se aprofundaria na lama da submissão e da dependência. Seus documentos e resoluções estão no livro "A política revolucionária do PCdoB".

O VIII Congresso

Reuniu-se de 3 a 8 de fevereiro de 1992 em Brasília, numa conjuntura de crise profunda do socialismo e da teoria marxista-leninista, com partidos comunistas de vários países chegando à autodissolução. O PCdoB analisou a experiência soviética e voltou-se mais para a realidade e as especificidades brasileiras. Foi adotada resolução política apontando o socialismo como o objetivo da luta dos comunistas no Brasil. O país vivia o começo da aplicação do neoliberalismo, iniciada pelo governo Fernando Collor e depois retomada e desenvolvida pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Ver o livro "O socialismo vive: documentos e resoluções do 8º Congresso do PCdoB". Em 1995, o Partido realizou sua 8ª Conferência, quando aprovou o Programa Socialista para o Brasil.

O IX Congresso

Aconteceu de 13 a 15 de outubro de 1997 em São Paulo, no apogeu da globalização neoliberal. Os comunistas concentraram-se na construção de uma ampla frente visando a derrotar o neoliberalismo – enfrentar a escalada neoliberal construindo ampla frente oposicionista nacional, democrática e popular – e abrir caminho para o socialismo. Teve início a definição do tipo de partido revolucionário que é preciso construir, de princípios e feição moderna. Do Congresso, saiu o livro "União do povo contra o neoliberalismo: documentos do 9º Congresso do PCdoB".

O X Congresso

Foi realizado de 9 a 12 de dezembro de 2001, no Rio de Janeiro. Foi a maior reunião de comunistas brasileiros. Contou com a participação de 32 representantes de partidos e organizações estrangeiras, dezenas de convidados e 821 delegados. Nele, foi eleito Renato Rabelo para substituir João Amazonas na Presidência do Partido. Amazonas, às vésperas de completar 90 anos (em 1º de janeiro de 2002), passou a ser presidente de honra. O Congresso apontou para a necessidade de um novo rumo para o Brasil, com um projeto de mudanças capaz de promover a reconstrução nacional, a transformação social e a mais ampla liberdade política.[14]

XI Congresso

O 11º Congresso Nacional do PCdoB ocorreu de 20 a 23 de outubro de 2005, na Academia de Tênis (complexo cultural e de hotelaria), em Brasília (DF). Reuniu cerca de 1 400 pessoas das 27 unidades federativas do Brasil, dos quais 1 100 delegados, bem como 80 convidados estrangeiros. O Congresso aconteceu num momento de crescimento, de firmação do Partido, que completava 20 anos de legalidade. Se renovou a direção nacional e se aprovaram diversas resoluções de estruturação interna do partido.

XII Congresso

Foi realizado de 5 a 8 de novembro de 2009, em São Paulo. O congresso fez uma avaliação das consequências da grande crise do capitalismo em um mundo em transição quanto ao sistema de poder internacional, que conduzia a uma nova realidade de forças mundial. Considerou o grande embate eleitoral de 2010 no contexto da luta no Brasil contra o neoliberalismo, em busca de uma alternativa para o país frente à crise e pela construção de um projeto de afirmação nacional, com desenvolvimento, soberania, integração regional, democratização política e social e defesa do meio ambiente. E aprovou um novo programa Socialista para o Brasil, como também alterações no estatuto partidário, além de resoluções políticas.

As cisões do Partido Comunista do Brasil

As cisões no interior do Partido Comunista do Brasil ocorreram devido a diversos fatores, gerando duas linhas de dissidências: as trotskistas e as não trotskistas.

As Dissidências Trotskistas

As Dissidências Trotskistas ocorridas entre 1930 e 1966 em todo o mundo são frutos das disputas internas e das divergências entre Stálin e Trótski no âmbito da Internacional Comunista em 1929. No Brasil, setores minoritários do Partido Comunista do Brasil aglutinaram-se em torno das teses de Trótski sobre a revolução permanente, fragmentando-se em diversas entidades.

A primeira cisão - A Liga Comunista Internacionalista - LCI (1928)

Em meados de 1928, o Partido Comunista do Brasil sofreu sua primeira cisão: a Dissidência Trotskista, quando um pequeno grupo de intelectuais marxistas entre os quais Mario Pedrosa, Lívio Xavier, Aristides Lobo, Benjamin Peret, Salvador Pintaude e João da Costa Pimenta, rompeu com as teses políticas do PC-SBIC, influenciados pela crítica de Leon Trotsky e da Oposição de Esquerda Internacional ao stalinismo reinante na Internacional Comunista e no Partido Comunista da União Soviética. Eles fundaram, então, em 21 de janeiro de 1931, a Liga Comunista.

A segunda cisão - Partido Operário Leninista - POL (1936)

O Partido Operário Leninista - POL surgiu em 1936, quando Mário Pedrosa, já aderente ao trotskismo e junto com outros militantes, fizeram uma dura crítica ao que se convencionou chamar de Intentona Comunista. Essa crítica conseguiu a adesão de vários militantes, que romperam com o Partido Comunista do Brasil e passaram a constituir essa organização.

A terceira cisão - Partido Socialista Revolucionário - PSR (1939)

Em 1939, o Partido Comunista do Brasil sofreu sua segunda cisão. Um grupo de militantes liderado por Hermínio Sachetta (redator do órgão oficial do Partido, A Classe Operária) rompeu com o PCB e se aproximou dos trotskistas.

Hermínio Sachetta e mais seis comitês regionais discordaram da posição oficial adotada diante das eleições de 1937 (apoio à candidatura de Armando de Salles Oliveira) e, em 1943, assumiram a categoria de seção brasileira da organização trotskista Partido Socialista dos Trabalhadores (Estados Unidos) com o nome de Partido Socialista Revolucionário - PSR, filiado à IV Internacional.

A quarta cisão - Partido Operário Revolucionário - POR (1952)

O Partido Operário Revolucionário - POR surgiu em 1952 e atuou no Brasil até 1966.

Dissidências Não Trotskistas

As dissidências não trotskistas que ocorreram no Partido Comunista do Brasil tiveram diversos fatores, desde a tentativa de tumultuar o partido à discordância da linha tomada pelo partido. Essas discordâncias dividiram os comunistas do Brasil e levaram o Partido Comunista - Seção Brasileira da Internacional Comunista (PC-SBIC) à reorganização.

A quinta cisão - Partido Comunista Brasileiro (1961)

Em 1961, a corrente reformista realizou uma Conferência Nacional Extraordinária, aprovando um novo Programa, novo Estatuto e adotando o nome de Partido Comunista Brasileiro. Manteve a sigla PCB, até então usada popularmente. Tais mudanças foram publicadas no semanário Novos Rumos de 11 de agosto de 1961. Até então, o nome era Partido Comunista - Seção Brasileira da Internacional Comunista (PC-SBIC).

Os marxistas-leninistas reagiram contra tais mudanças sem o crivo de um congresso partidário através da Carta dos Cem, que reivindicou a realização de um congresso partidário extraordinário para validar tais alterações, e criticou a nova linha, acusando-a de "oportunista de direita".

A sexta cisão - o Partido Comunista Revolucionário - PCR (1966)

O Partido Comunista Revolucionário - PCR foi uma cisão interna do PCdoB ocorrida em 1966, quatro anos após a reorganização do Partido Comunista do Brasil. Foi formado por alguns militantes do movimento estudantil e alguns ativistas das Ligas Camponesas.

Entre seus fundadores, estavam Manuel Lisboa e Amaro Luís de Carvalho. A Carta de 12 Pontos aos Comunistas Revolucionários, de maio de 1966, formalizava o rompimento com o partido criado por João Amazonas.

Em 1968, o PCR já tinha seu programa e seu estatuto, bem como a definição de seus conselhos Nacional, Regional, de Luta Operária e de Luta Estudantil. Sua linha era a da Guerra Popular Prolongada, isto é, o cerco das cidades pelo campo, sendo o Nordeste definido como a melhor área para se desencadear a luta.

A sétima cisão - Ala Vermelha do PCdoB - favorável à tática foquista (1966)

A Ala Vermelha foi uma das cisões surgidas do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em 1966. A Ala, porém, só se concretizaria em 1967, após a Conferência realizada em junho de 1966, que defendeu a "União dos Brasileiros" para livrar o país da ditadura e da ameaça neocolonialista. A Ala Vermelha era formada por integrantes das Ligas Camponesas e parte dos membros do movimento estudantil brasileiro.

A sistematização do programa da Ala era a negação das resoluções contidas no "União dos Brasileiros". O texto apresentado pela Ala se chamava "Organizar um Partido de Novo Tipo em Função da Luta Armada". A organização esteve presente em mais Estados que o PCR: Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo e Brasília. A Ala tinha uma avaliação política do Brasil semelhante à do PCdoB, mas, em alguns pontos, tinha diferenças significativas, principalmente na ênfase ao caráter capitalista da economia do Brasil.

Essa organização também se lançou na luta armada, chegando mesmo a fazer parte da Frente Armada, que era composta pelas seguintes organizações: Aliança Libertadora Nacional (ALN), Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).

A oitava - Partido Revolucionário Comunista - PRC (1979)

O Partido Revolucionário Comunista (PRC) foi uma cisão do PCdoB ocorrida em 1979. Essa organização política brasileira atuou de 1980 a 1989, e participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) junto à Ala Vermelha.

Suas principais lideranças foram José Genoíno, que tornou-se presidente do PT, e Tarso Genro, que ocupou ministérios no Governo Lula e assumiu interinamente a presidência do partido com a queda de Genoíno na crise do Mensalão.

Hoje em dia, funciona como tendência interna do PT, com o nome de Democracia Radical (DR); a qual é fruto de uma fusão com outra tendência interna do Partido dos Trabalhadores, a Tendência Marxista.

As reorganizações do Partido Comunista do Brasil

A 1ª reorganização (11 de agosto de 1943)

Realizou-se, em 11 de agosto de 1943, a Conferência Nacional do Partido (Conferência da Mantiqueira), com delegados do Rio de Janeiro, São Paulo, Estado do Rio, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Sergipe e Paraíba. A Conferência examinou a situação política e as tarefas do Partido, a política de construção e as tarefas dela decorrentes. Elegeu, ainda, um novo Comitê Central, pois a antiga direção, bem como a organização partidária, estava praticamente esfacelada devido aos vários golpes da polícia. Esta Conferência teve enorme importância na vida partidária. Derrotou as tendências liquidacionistas e firmou a necessidade de reorganizar o Partido, assim como traçou as tarefas dos comunistas na luta contra o nazifascismo e pela declaração de guerra ao Eixo e envio de uma Força Expedicionária para lutar na Europa. Inúmeros comunistas marcharam voluntariamente para o teatro de operações na Itália e foi organizado um amplo movimento em solidariedade à Força Expedicionária Brasileira (FEB). No dia 1 de agosto de 1950, foi dado, a público, o Manifesto de Agosto, do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil. Foi mais uma tentativa da direção de romper com os restos da linha oportunista de direita do período da legalidade. Apesar de conter alguns erros esquerdistas (confundia, em certa medida, as duas etapas da revolução brasileira e subestimava o papel da burguesia nacional na revolução), o Manifesto apresentou, no fundamental, uma linha revolucionária, conclamava o povo a derrocar o regime de latifundiários e grandes capitalistas a serviço do imperialismo americano e constituir, para isso, um Exército popular.

A 2ª Reorganização (18 de fevereiro de 1962)

João Amazonas, o mais famoso militante do PCdoB e presidente do partido por 40 anos (de 1962 até sua morte, em 2002)

Os marxistas-leninistas romperam com a dissidência de Prestes e realizaram a V Conferência Nacional Extraordinária do Partido Comunista do Brasil em 18 de fevereiro de 1962, em São Paulo. Reorganizaram o Partido, adotaram a sigla PCdoB, e proclamaram-se os legítimos herdeiros e sucessores do Partido Comunista - Seção Brasileira da Internacional Comunista (PC-SBIC), que, popularmente, era conhecida pela sigla PCB. Desse modo, dataram sua fundação em 25 de março de 1922. Com a participação de delegados da Guanabara, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Esta Conferência, que teve a importância de um Congresso pelas questões que resolveu, marcou a completa ruptura dos marxistas-leninistas com o grupo revisionista de Prestes que havia usurpado a direção partidária e transformado o Partido em uma organização kruschevista. Em oposição à linha revisionista do V Congresso, a Conferência aprovou o Manifesto-Programa, que traçou uma linha revolucionária para o Partido; reintroduziu o Estatuto aprovado no IV Congresso; aprovou uma resolução sobre a unidade dos comunistas, firmando o princípio de que em cada país só pode existir um único partido marxista-leninista; decidiu reeditar A Classe Operária, antigo órgão central do Partido; aprovou o rompimento com a União Soviética; e, finalmente, elegeu um novo Comitê Central. Estas históricas resoluções marcaram não apenas a ruptura completa e decisiva com os revisionistas mas, também, o propósito de reorganizar a verdadeira vanguarda marxista-leninista no Brasil. Participaram, dessa Conferência, João Amazonas, Maurício Grabois, Câmara Ferreira, Mário Alves, Jacob Gorender, Miguel Batista e Apolônio de Carvalho.

A incorporação da Ação Popular Marxista Leninista - APML (1975)

Após duros golpes da repressão e as inúmeras perdas na Guerrilha do Araguaia, o PCdoB perdeu vários quadros importantes. Nesse período maoista, o partido recebeu a adesão da maioria da Ação Popular (esquerda cristã), um grupo sucessor da esquerda católica, que tinha aderido ao socialismo Chinês. Depois de grandes debates internos, essa organização decidiu por se incorporar ao PCdoB, reconstituindo vários espaços deixados pelas perdas de grandes quadros.

A diretriz maoista (1962-1969)

Enquanto o PCB abandonava definitivamente a figura de Stálin, o PCdoB manteve o ex-líder soviético como uma de suas referências teóricas (ao lado de Marx, Engels e Lênin). Na mesma época, a crise entre a União Soviética e a China atingiu o seu auge, quando o líder chinês Mao Tse Tung criticou o processo de desestalinização em curso na União Soviética, e acusou Khruschev de desvios "oportunistas" e "reformistas".

Como a direção do PCB mantinha-se rigidamente fiel a Moscou, a cisão de Mao com o restante do movimento comunista atraiu a simpatia do PCdoB, que enviou emissários a Beijing para formalizar a vinculação ideológica com as novas diretrizes ideológicas do Partido Comunista da China. Dentre esses emissários, estava o então presidente exilado do partido, João Amazonas, que foi recebido pelo próprio Mao Tsé Tung. A partir de então, o partido passou a aproximar-se progressivamente dos postulados maoistas, considerando apenas a China Popular e a Albânia como países comunistas, e que os demais tinham retrocedido a uma diretriz revisionista e não mais revolucionária.

Porém, a adesão ao maoismo incluiu uma mudança nas estratégias seguidas pelo PCdoB. Seguindo o princípio da Guerra Popular Prolongada, o PCdoB assumiu o compromisso de transferir seus quadros para o campo, iniciando a formação de um exército camponês. Essa concepção de luta revolucionária contrastava tanto com as táticas tradicionais do PCB (que, fiel ao "caminho pacífico, se opôs à luta armada contra a Ditadura) quanto com o foquismo de novas forças como a Ação Libertadora Nacional (ALN) e o Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8), que priorizavam a guerrilha urbana e o foco como forma de combater o governo militar estabelecido em 1964.

A adesão definitiva do PCdoB ao maoismo deu-se em 1966, em seu 6º Congresso. No ano seguinte, o partido elaborou uma declaração de apoio à Revolução Cultural em curso na China. Em 1966, o PCdoB sofreu duas cisões internas: a Ala Vermelha do PCdoB (favorável à tática foquista) e o Partido Comunista Revolucionário (PCR).

A Guerrilha do Araguaia (1969-1976)

Ver artigo principal: Guerrilha do Araguaia
Maurício Grabois foi um importante militante do PCdoB e líder da Guerrilha do Araguaia até ser morto em 1973

Desde 1966, o PCdoB buscava a formação de um núcleo de guerrilha no campo. A área escolhida para a irradiação do futuro exército camponês (seguindo as linhas maoistas) foi a região sul do Pará, próximo à divisa com Tocantins. Estima-se que o partido reuniu de 70 a 80 guerrilheiros na área, sob o comando militar do ex-militar Osvaldo Orlando da Costa (Osvaldão) e sob o comando máximo de Maurício Grabois (então comandante em chefe da guerrilha).

A maior parte dos efetivos da coluna guerrilheira do PCdoB (sob o nome de "Força Guerrilheira do Araguaia") era composta por estudantes secundaristas ou universitários, organizados em torno da União da Juventude Patriótica (UJP, braço juvenil do partido), profissionais liberais e operários vindos principalmente de São Paulo e Minas Gerais. Como era pequena a adesão entre os habitantes locais, o partido criou a União pela Liberdade e pelos Direitos do Povo (ULDP), cujo manifesto continha a base programática da guerrilha.

Em 1971, unidades do Exército descobriram a localização do núcleo guerrilheiro e foram mobilizadas a fim de isolar a área, impedindo que sua atuação se alastrasse em direção ao norte da Amazônia. As operações de repressão à guerrilha tiveram início em 1972, com três expedições militares que mobilizaram 25 mil soldados. Sendo repelidas as duas primeiras, a terceira expedição derrotou os últimos focos de resistência. A maior parte dos guerrilheiros morreu em choque com as forças do Exército, incluindo Osvaldão e Maurício Grabois, que morreu em confronto com o Exército em 25 de dezembro de 1973. A derrota do Araguaia comprometeu a organização partidária, mas consagrou o mito da guerrilha, reconhecida como a mais efetiva experiência de luta armada à Ditadura. A maior parte dos mortos na repressão do regime militar entre 1964 e 1979 foi de militantes do PCdoB.

O abandono do maoismo (1976-1979)

Desde o final da década de 1960, a Ação Popular Marxista-Leninista (APML), um grupo oriundo da esquerda católica, tinha adotado a ideologia maoista e se aproximado do PCdoB. A fusão dos dois grupos foi realizada em 1975, após o fim da luta armada. O PCdoB também atraiu egressos do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8).

Em 16 de dezembro de 1976, o DOI-Codi-SP invadiu uma casa na rua Pio XI, São Paulo, assassinou, no local, Pedro Pomar e Ângelo Arroio, matou, na tortura, João Batista Drumond, e manteve, presos até a Anistia, Wladimir Pomar (filho de Pedro), Aldo Arantes, Haroldo Lima e Elza Monnerat (os dois, egressos da AP), no episódio conhecido como o Massacre ou Chacina da Lapa. Num clima onde a oposição começava a ganhar força, a imprensa noticiou o crime, que chocou e comoveu, dentro e fora do Brasil. A direção do Partido, duramente atingida, funcionou até a Anistia com base num núcleo no exílio.

Anos mais tarde, descobriu-se que a operação contara com a ajuda de um delator preso naquele ano, o dirigente do PCdoB Manoel Jover Teles (ex-membro do CC do PCB e ex-PCBR), que foi expulso do partido em 1983.

Desfalcado de seus principais quadros, o PCdoB começou a se reorganizar com quadros vindos da AP e a liderança pessoal de João Amazonas, que junto com Diógenes Arruda eram os últimos remanescentes do grupo que reconstruiu do Partido em 1943 na Conferência da Mantiqueira, em pleno Estado Novo, e em 1962. A morte de Arruda (em 1979) deixou Amazonas como a liderança máxima do PCdoB até sua morte.

O fracasso da guerrilha camponesa e a nova política adotada pela China a partir da morte de Mao, em 1976, levaram o PCdoB a romper totalmente com o maoismo. Em 1978, o partido acompanhou Enver Hoxha na sua crítica aos dirigentes chineses e passou a considerar apenas a Albânia como país socialista, na condição de último baluarte do stalinismo.

Nesse período, uma cisão interna do PCdoB deu origem ao Partido Revolucionário Comunista (PRC), liderado por José Genoíno e Tarso Genro, e que mais tarde se juntaria ao Partido dos Trabalhadores (PT), ao lado da Ala Vermelha.

O caminho para a legalização partidária (1979-1987)

A adoção da linha albanesa não significou a radicalização da política do PCdoB. Em 1978, toda a esquerda tinha ação institucional através do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de oposição moderada ao governo militar. O PCdoB retomou seu espaço parlamentar e elegeu seus primeiros deputados sob a clandestinidade.

Em 1979, com a Abertura política e a concessão da Anistia, o PCdoB encontrou um ambiente favorável à sua penetração no sindicalismo e nas organizações estudantis. João Amazonas regressou do exílio em 1979, e Diógenes Arruda faleceu de infarto no carro, a caminho de um ato político. A refundação da UNE (1979), com Aldo Rebelo, marcou o início da hegemonia do partido na entidade universitária (que se mantém desde então, salvo no biênio 1987-1988). Em 1984, o PCdoB fundou a União da Juventude Socialista (UJS), seu braço juvenil.

Em 1980, Prestes rompeu com o PCB defendendo "a reorganização do movimento comunista do Partido Comunista" na célebre Carta aos Comunistas. Abandonado à própria sorte em idade avançada, dependerá de amigos como Oscar Niemeyer para sobreviver.

No sindicalismo, o PCdoB adotou inicialmente uma política de aliança com os sindicalistas ligados ao PCB, aderindo em 1983 à Conclat, que incluía também moderados e não marxistas. Dessa forma, o partido se opôs à Central Única dos Trabalhadores (braço sindical do PT). Em 1984, o PCdoB integrou-se ao movimento das Diretas Já (formado por todos os partidos de oposição), e no ano seguinte, com a derrota da emenda Dante de Oliveira, procurou Tancredo Neves buscando convencê-lo a lançar-se candidato no Colégio Eleitoral, no que coincidiam com o PCB e o MR8, que consideravam a candidatura decisiva para a redemocratização e a legalização dos partidos de esquerda em 1985. O PT se legalizou já em 1980.

Nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte de 1987, o PCdoB elegeu seis deputados federais, incluindo Haroldo Lima e Aldo Arantes. Destes, três foram originalmente eleitos pela legenda do PMDB, com o qual permanecia aliado, fazendo parte da base de sustentação do governo José Sarney.

De 1987 ao Programa Socialista de 1995

A crise social e econômica que se seguiu ao Plano Cruzado (1987) levou o PCdoB a romper com o PMDB. Em seu lugar, buscou uma aproximação cada vez maior com o PT e o PSB. Em 1988, os sindicalistas do PCdoB romperam com a CGT e formaram a Corrente Sindical Classista, que em seguida integrou-se à Central Única dos Trabalhadores, estando atualmente ligado à CTB (ver Eventos recentes).

Em 1989, junto com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o PCdoB apoiou a candidatura de Lula à presidência. A aliança com o PT para as eleições presidenciais se repetiu nos pleitos de 1994, 1998, 2002 e 2006, obtendo êxito nos dois últimos, com o vice-presidente da chapa, o político e empresário têxtil José Alencar, indicado pelo PL.

Junto com o PT, o PCdoB também fez oposição acirrada ao governo Fernando Collor. O PCdoB defendeu, já em 1991, o seu afastamento, que ocorreria em setembro de 1992 com grandes mobilizações estudantis e participação da UJS, à frente juntamente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e da União Nacional dos Estudantes (UNE). Nessa ocasião, destacou-se a liderança pessoal de Lindberg Farias, então presidente da UNE e militante do PCdoB.

Paralelamente à adoção de uma postura mais radical internamente, o PCdoB começou a perder suas referências externas. Em 1990, um ano após a queda do Muro de Berlim, também o regime albanês desmoronou e com ele o stalinismo entrou em crise. O principal reflexo dessas mudanças foi a decisão do PCdoB, no seu 8º congresso, em 1992, com o lema O Socialismo Vive, de deixar de citar Stalin como um dos "clássicos" do marxismo.

Essa decisão abriu ideologicamente o partido e permitiu a incorporação de novos militantes. O PCdoB retomou os vínculos com Cuba. Em 1995, na sua 8ª conferência, o partido aprovou seu Programa Socialista. Vários intelectuais comunistas anteriormente ligados ao PCB (como Nelson Werneck Sodré e Edgard Carone) aproximaram-se do PCdoB.

Nesse período, com a queda do campo socialista no leste europeu, o PCdoB passou a considerar a vigência de uma fase "defensiva estratégica", ou seja, um período de retração das ideias socialistas e de necessidade de acumulação de forças para avançar a uma etapa de ofensiva.

O Programa Socialista de 2009

Em seu 12º Congresso Nacional, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) aprovou o novo Programa Socialista para o Brasil intitulado de "O fortalecimento da Nação é o caminho, o socialismo é o rumo", onde o partido apresentou o "Novo Programa Nacional de Desenvolvimento" (NPND)' para o Brasil. Neste programa, apresentou as reformas necessárias para a transição de um Brasil capitalista para um Brasil socialista, rumo a uma sociedade comunista.

Da defensiva estratégica ao Partido Comunista de massas

O PCdoB, desde o princípio, defendeu a formação de uma frente de esquerda para lançar Lula, candidato à Presidência da República, tendo apoiado o PT nas eleições de 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006. Aliado ao PT nacionalmente e na maioria dos estados, o PCdoB registrou um aumento tímido de sua representação política, mas o suficiente para manter uma bancada permanente na Câmara dos Deputados (5 representantes em 1990; 10 em 1994; 7 em 1998; 12 em 2002; 13 em 2006). Em 2000, o PCdoB elegeu a sua primeira prefeita, Luciana Santos, em Olinda (Pernambuco). Desde 2001, o partido passou a ser presidido por Renato Rabelo (ex-militante da AP), que sucedeu a João Amazonas, falecido no ano seguinte, aos 90 anos.

Com a vitória de Lula em 2002, o PCdoB, pela primeira vez, passou a fazer parte do governo federal, ocupando a pasta dos Esportes com Agnelo Queiroz. Essa participação foi ampliada em 2004, com a indicação de outro deputado, Aldo Rebelo, para a Coordenação Política do governo (que deixaria no ano seguinte para voltar ao Congresso e ser eleito presidente da Câmara dos Deputados). O PCdoB também conseguiu obter participação no Senado, com a filiação, por um breve período, do senador Leomar Quintanilha (ex-PMDB). Em 2005 o partido obtém a Presidência da Câmara Federal com o deputado Aldo Rebelo, após a renuncia de Severino Cavalcanti (PP-PE). Em 16 de novembro de 2002, Aldo Rebelo assumiu por um dia a Presidência da República.

Em 2006, Inácio Arruda foi eleito senador pelo Ceará com quase dois milhões de votos. O primeiro senador comunista depois de Luis Carlos Prestes, em 1946.

Apesar de crítico da política econômica do governo Lula, o PCdoB manteve seu apoio ao PT. Em 2006, o PCdoB formalizou sua participação da aliança pela reeleição do presidente Lula.

Abandonou a Central Única dos Trabalhadores no final de 2007 para, junto com o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e outras correntes independentes no movimento sindical, fundarem a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB.

O PCdoB foi anfitrião do 10º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, de 21 a 23 de novembro de 2008, reunindo 65 partidos comunistas e operários de todo o mundo, evento até então inédito na América Latina.

Também neste ano tem a sua maior ampliação nas eleições municipais, elegendo 40 prefeitos(as), entre os quais Edvaldo Nogueira, em Aracaju, e outras cidades como Olinda (PE), Juazeiro da Bahia e Maranguape (CE).

Em 2005, realiza seu XI Congresso e reformula seu estatuto, entre outras inovações admitindo pela primeira vez a distinção entre "filiado" e "militante" - este seria apenas o filiado que contribui para as finanças do Partido e cumpre suas obrigações partidárias. Esse movimento é visto como um passo para a massificação do Partido Comunista do Brasil.

Luciana Santos, atual presidente do PCdoB

Em 2009, no XII Congresso, o PCdoB adotou um novo Programa Socialista[15], intitulado O fortalecimento da Nação é o caminho, o socialismo é o rumo!, que trata apenas da fase inicial da transição ao socialismo, determinando ao coletivo partidário alguns temas para ação imediata ou a médio prazo.

Em 2015, durante a X Conferência Nacional, a deputada Luciana Santos foi eleita presidente do partido.

Frentes de Atuação

O PCdoB atua em diversas frentes:

Bancada na Câmara dos Deputados

Composição atual

Deputados AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO
15 1 0 0 1 3 2 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 2 0 0 2 0

Bancada eleita para a legislatura

Legislatura Eleitos  % AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Diferença
54ª (2011-2015)
15 2,92 1 0 0 1 3 2 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 2 0 0 2 0 +2
53ª (2007-2011)
13 2,53 1 0 1 1 2 1 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 1 0 0 1 0 +1
52ª (2003-2007)
12 2,34 1 0 1 0 2 1 1 0 0 0 1 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 2 0 +5
51ª (1999-2003)
7 1,36 0 0 1 0 1 1 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0

Fonte: Portal da Câmara dos Deputados - Bancada na Eleição.

Participação eleitoral

Eleições de 2002

O PCdoB integrou a coligação Lula Presidente, composta pelo PT, PMN, PCB e PL, que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva como presidente da República e José Alencar (PL) como vice.

No Maranhão, o partido integrou a coligação de Jackson Lago.

O partido apoiou 25 candidaturas do PT, 1 do PDT e 1 do PTB.

Eleições de 2010

Na eleição presidencial, o PCdoB, por continuar estando na base do governo a nível nacional, esteve presente na coligação que elegeu a presidenta Dilma Rousseff (PT). Na coligação também estavam presentes o PMDB, o PDT, o PSB, o PR, o PRB, o PSC, o PTC e o PTN.[16]

Nas eleições para governador, o PCdoB esteve presente em todos os estados, com exceção de Roraima. O único estado onde o PCdoB teve candidatura própria foi o Maranhão. O partido apoiou 9 candidaturas do PT, 7 do PMDB, 4 do PSB, 3 do PDT, 1 do PP e 1 do PMN. Dessas 26 coligações, o PT esteve presente (em 21), o PDT (em 17), o PRB (em 16), o PMDB (em 15), o PSB e o PR (em 14 cada um), o PRP e o PHS (em 13 cada um) e o PP (em 12). Nas coligações dos estados do Amazonas, do Amapá e de Rondônia estava presente também o DEM, importante partido que nacionalmente faz oposição de direita ao governo federal. Dos candidatos a governadores apoiados pelo PCdoB, 13 se elegeram e 10 ficaram em segundo lugar na disputa:

UF Candidato(a) Coligação Posição
AC Tião Viana (PT) PRB / PP / PDT / PT /
PTB / PTN / PR / PSDC /
PHS / PTC / PSB / PV /
PRP / PCdoB
1
AL Ronaldo Lessa (PDT) PDT / PT / PMDB / PR /
PSDC / PRP / PCdoB / PTdoB
2
AM Omar Aziz (PMN) PRB / PP / PTB / PMDB /
PTN / PSC / DEM / PRTB /
PHS / PMN / PTC / PRP / PCdoB
1
AP Pedro Paulo Dias (PP) PRB / PP / PDT / PSL /
PR / DEM / PHS / PCdoB / PTdoB
4
BA Jaques Wagner (PT) PRB / PP / PDT / PT /
PSL / PHS / PSB / PCdoB
1
CE Cid Gomes (PSB) PRB / PDT / PT / PMDB /
PSC / PSB / PCdoB
1
DF Agnelo Queiroz (PT) PRB / PDT / PT / PTB /
PMDB / PPS / PHS / PTC /
PSB / PRP / PCdoB
1
ES Renato Casagrande (PSB) PRB / PP / PDT / PT /
PMDB / PTN / PSC / PR /
PSDC / PHS / PTC / PSB /
PV / PRP / PCdoB / PTdoB
1
GO Iris Rezende (PMDB) PT / PMDB / PCdoB 2
MA Flávio Dino (PCdoB) PCdoB / PSB / PPS 2
MG Hélio Costa (PMDB) PRB / PT / PMDB / PCdoB 2
MS José dos Santos (PT) PP / PDT / PT / PSL / PSC /
PSDC / PV / PRP / PCdoB
2
MT Silval Barbosa (PMDB) PRB / PP / PT / PMDB /
PTN / PSC / PR / PHS /
PTC / PRP / PCdoB
1
PA Ana Júlia Carepa (PT) PRB / PP / PDT / PT /
PTB / PTN / PSC / PR /
PHS / PTC / PSB / PV /
PCdoB / PTdoB
2
UF Candidato(a) Coligação Posição
PB José Maranhão (PMDB) PRB / PP / PT / PTB /
PMDB / PSL / PSC / PR /
PHS / PMN / PCdoB / PTdoB
2
PE Eduardo Campos (PSB) PRB / PP / PDT / PT /
PTB / PSL / PSC / PR /
PSDC / PHS / PTC / PSB /
PRP / PCdoB / PTdoB
1
PI Wilson Martins (PSB) PRB / PT / PMDB / PTN /
PR / PSB / PRP / PCdoB
1
PR Osmar Fernandes Dias (PDT) PDT / PT / PMDB /
PSC / PR / PCdoB
2
RJ Sérgio Cabral (PMDB) PP / PDT / PT / PTB /
PMDB / PSL / PTN / PSC /
PSDC / PRTB / PHS / PMN /
PTC / PSB / PRP / PCdoB
1
RN Carlos Eduardo (PDT) PDT / PRP / PCdoB 3
RO Confucio Moura (PMDB) PDT / PMDB / PRTB /
PCdoB / DEM
1
RS Tarso Genro (PT) PT / PR / PSB / PCdoB 1
SC Ideli Salvatti (PT) PRB / PT / PR / PSDC /
PRTB / PHS / PSB / PCdoB
3
SE Marcelo Déda (PT) PRB / PDT / PT / PMDB /
PSL / PSC / PR / PTC /
PSB / PCdoB
1
SP Aloizio Mercadante(PT) PRB / PDT / PT / PTN /
PR / PSDC / PRTB / PRP /
PCdoB / PTdoB
2
TO Carlos Gaguim (PMDB) PP / PDT / PT / PMDB /
PSL / PPS / PSDC / PHS /
PSB / PRP / PCdoB
2

O partido também conseguiu um segundo cargo no Senado Federal, ao eleger Vanessa Grazziotin pelo Amazonas, juntando-se com Inácio Arruda (eleito pelo Ceará em 2006).

Eleições de 2012

Nas eleições municipais de 2012, o PCdoB participou nas eleições para prefeitura em cerca de 2 397 municípios. O partido teve candidatura própria em 221 cidades e apoiou candidaturas do PT (459), PMDB (362), PSB (233), PSD (166), PSDB (145), PDT (138), PP (126), PTB (120), PR (95), PPS (62), DEM (48), PV (41), PRB (38), PSC (36), PMN (19), PSL (14), PRP (13), PHS (11), PSDC (10), PTN (9), PTdoB (9), PTC (8), PRTB (7), PPL (5) e PSOL (2). Nessas cerca de 2 397 coligações, estavam presentes, aproximadamente, o PT (em 1029), o PSB (em 910), o PMDB (em 883), o PDT (em 836), o PR (em 700), o PSD (em 679), o PTB (em 677), o PSDB (em 667), o PV (em 607), o PPS (em 595), o PRB (em 592), o DEM (em 572), o PP (em 538), o PTdoB (em 304), o PRP (em 289) e o PSDC (em 166).

O PCdoB elegeu 57 prefeitos e 87 vice-prefeitos,[17] além de 976 vereadores.[18]

Eleições presidenciais

Ano Candidato(a) a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
2014 Dilma Rousseff (PT) Michel Temer (PMDB) PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB 54 495 459 51,64
2010 Dilma Rousseff (PT) Michel Temer (PMDB) PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PCdoB, PSC, PRB, PTC e PTN 55 752 529 56,05
2006 Luiz Inácio Lula da Silva (PT) José Alencar (PRB) PT, PRB e PCdoB 58 295 042 60,83
2002 Luiz Inácio Lula da Silva (PT) José Alencar (PL) PT, PL, PCdoB, PMN e PCB 52 793 364 61,27
1998 Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Leonel Brizola (PDT) PT, PDT, PSB, PCdoB e PCB 21 475 218 31,71
1994 Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Aloizio Mercadante (PT) PT, PSB, PCdoB, PPS, PV e PSTU 17 122 127 27,04
1989 Luiz Inácio Lula da Silva (PT) José Paulo Bisol (PSB) PT, PSB e PCdoB 31 076 364 44,23

Figuras de destaque

Personalidades de destaque que dirigem, dirigiram ou fizeram parte do PCdoB:

Falecidos:

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Partido Comunista do Brasil

Bibliografia

  • BORGES, Joana d'Arc Mesquita. Teoria das necessidades em Marx e o projeto socialista do PcdoB (8a Conferência). 1996. Dissertação (Mestrado em Sociologia), Universidade Federal do Ceará. [Orientador: Manfredo Araújo de Oliveira]
  • GALDINO, Antonio Carlos. O PC do Brasil e o movimento de luta armada nos anos 60. Campinas, 1994. (Dissertação de mestrado), Unicamp, 1994.
  • POMAR, Valter Ventura da Rocha. Comunistas no Brasil: interpretações sobre a cisão de 1962. São Paulo, 2000. (Dissertação de mestrado). USP.
  • SALES, Jean Rodrigues. O PCdoB nos anos 60: estruturação orgânica e atuação política. Cadernos AEL/Tempo de ditadura: do golpe aos anos 70. Campinas, Unicamp, vol 8, no 14/15, p. 13-49, 2001.
  • SANTOS, Andréa Cristina dos. Ação entre amigos: história da militância do PCdoB em Salvador (1965-1973). Salvador, 2004 (Dissertação de Mestrado)
  • TAVARES, Rodrigo Rodrigues. A "Moscouzinha" brasileira: cenários e personagens do cotidiano operário de Santos. São Paulo: Humanitas, 2007
  • CABRAL, Pedro. Xambioá - Guerrilha do Araguaia. São Paulo: Record, 1993.
  • CAMPOS FILHO, Romualdo Pessoa. Guerrilha do Araguaia. A esquerda em armas. Goiânia,GO: Edit. da UFG, 1997
  • CANALE, Dário. Problemas da construção da história do Partido Comunista Brasileiro. Novos Rumos, São Paulo, n. 1 v.1, jan.-mar. de 1986, p. 77-92.
  • CASSIN, Marcos. Partido Comunista do Brasil (PCdoB): fundação e trajetória. Piracicaba, SP: 1996, mimeo.
  • CHILCOTE, Ronald. O Partido Comunista Brasileiro: conflito e integração (1922-1972). Rio de Janeiro: Graal, 1982.
  • Diário da guerrilha do Araguaia. São Paulo: Alfa-Ômega, 1979.
  • DÓRIA, P. et al. A guerrilha do Araguaia. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978.
  • JOFFILY, Bernardo. O melhor aniversário para o PCdoB. Questão de ordem, São Paulo, n. 114, 15 de março de 1999.
  • LIMA, Haroldo. Itinerário de lutas do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) de 1922 a 1984. 3. ed. Salvador: Editora Maria Quitéria, 1984.
  • PANDOLFI, Dulce. Camaradas e companheiros. História e memória do PCB. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1995.
  • PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL. A linha política revolucionária do Partido Comunista do Brasil. Lisboa: Maria da Fonte, 1974a.
  • PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL. A linha política revolucionária do Partido Comunista do Brasil. Cinquenta anos de luta. Lisboa: Maria da Fonte, 1974b.
  • PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL. A linha política revolucionária do Partido Comunista do Brasil. Em defesa dos trabalhadores e do povo brasileiro: documentos do PC do Brasil – de 1960 a 2000. São Paulo: Anita Garibaldi, 2000.
  • PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL. A linha política revolucionária do Partido Comunista do Brasil. Dois caminhos opostos – PCdoB e PCB. São Paulo: Anita Garibaldi, (s/d).
  • PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL. A linha política revolucionária do Partido Comunista do Brasil. Guerra Popular: caminho da luta armada no Brasil. Lisboa: Maria da Fonte, 1974c.
  • PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL. A linha política revolucionária do Partido Comunista do Brasil. Guerrilha do Araguaia. São Paulo: Anita Garibaldi, 1996.
  • PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL. A linha política revolucionária do Partido Comunista do Brasil. Trinta anos de conflito ideológico: marxismo e revisionismo. São Paulo, Anita Garibaldi, 1990.
  • POLLAK, Michael. Memória, esquecimento e silêncio. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 2, n. 3, p. 3-15, 1989.
  • POMAR, Wladimir. Araguaia, o Partido e a Guerrilha. São Paulo: Global, 1980.
  • PORTELA, Fernando. A Guerra de guerrilhas no Brasil. São Paulo: Global,1979.
  • RIDENTI, M. O fantasma da revolução brasileira. São Paulo, Editora da UNESP, 1993.
  • SÁ, Glênio. Relato de um Guerrilheiro. São Paulo: Anita Garibaldi, 1990.
  • SALES, Jean Rodrigues. Partido Comunista do Brasil – PCdoB: propostas teóricas e prática política – 1962-1976. Dissertação de mestrado, Campinas, SP: UNICAMP, 2000.

Ver também

Ligações externas

Referências

  1. a b c TSE - Partidos políticos - PCdoB
  2. a b TSE Estatuto do Partido Comunista do Brasil
  3. a b Linha do tempo por década
  4. Tribunal Superior Eleitoral (TSE). «TSE - Partidos políticos registrados no TSE». Consultado em 7 de novembro de 2015 
  5. a b Tribunal Superior Eleitoral. Eleitor; Estatísticas de eleitorado; Filiados. Visitado em 21 de março de 2016.
  6. www.pcdob.org.br, PCdoB -. «Linha do Tempo por Década - 1950». www.pcdob.org.br. Consultado em 27 de fevereiro de 2017 
  7. PCB. «PCB - As diferenças entre PCB e PCdoB». www.pcb.org.br. Consultado em 27 de fevereiro de 2017 
  8. www.pcdob.org.br, PCdoB -. «Linha do Tempo por Década - 1960». www.pcdob.org.br. Consultado em 27 de fevereiro de 2017 
  9. www.pcdob.org.br, PCdoB -. «PCdoB. O Partido do socialismo.». www.pcdob.org.br. Consultado em 27 de fevereiro de 2017 
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