Jackson Barreto

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Jackson Barreto
49° Governador de Sergipe
Período 2 de dezembro de 2013
até 6 de abril de 2018
Vice-governador Nenhum (2013-2015)
Belivaldo Chagas Silva (2015 - 2018)
Antecessor Marcelo Déda
Sucessor Belivaldo Chagas Silva
Vice-governador de Sergipe
Período 1 de janeiro de 2011
a 2 de dezembro de 2013
Governador Marcelo Déda
Antecessor Belivaldo Chagas Silva
Sucessor Belivaldo Chagas Silva
Deputado Federal por Sergipe
Período 1º de fevereiro de 2003
a 1º de fevereiro de 2011
(2 mandatos consecutivos)
1979
a 1985
(2 mandatos consecutivos)
Deputado estadual por Sergipe
Período 1975
a 1978
Prefeito de Aracaju
Período 1º mandato: 1986 a 1988
2º mandato: 1993 a 1994
Antecessor : José Carlos Teixeira
: Wellington Paixão
Sucessor : Viana de Assis
: Almeida Lima
Dados pessoais
Nascimento 6 de maio de 1944 (74 anos)
Santa Rosa de Lima-SE
Partido PMDB
Profissão Advogado

Jackson Barreto de Lima (Santa Rosa de Lima, 6 de maio de 1944) é um advogado e político brasileiro. Foi prefeito de Aracaju em 1985. Deputado federal por quatro mandatos. Em 2010 foi eleito vice-governador do estado. Após a morte do governador Marcelo Déda, em 2 de dezembro de 2013, assumiu o governo do estado do Sergipe, tendo sido reeleito para um novo mandato de quatro anos no quadriênio 2015-2019. No dia 6 de Abril de 2018, Jackson Barreto renunciou o cargo de Governador para se candidatar ao Senado nas Eleições de 2018. [1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Advogado com Bacharelado em Direito pela Universidade Federal de Sergipe é funcionário público lotado na Receita Federal, tendo antes trabalhado na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Sua carreira política começou em 1970 como presidente da juventude do MDB em Aracaju, cidade onde foi eleito vereador em 1972, tendo antes militado no clandestino PCB. Vitorioso nas campanhas para deputado estadual em 1974 e deputado federal em 1978, ingressou no PMDB e foi reeleito para a Câmara dos Deputados em 1982. Sua última eleição pelo PMDB aconteceu em 1985 quando venceu a disputa pela prefeitura de Aracaju. Em 1988 ingressou no PSB.

Sua passagem pelo executivo foi abreviada por sua cassação em maio de 1988 pela Assembleia do Estado de Sergipe, tendo como voto de minerva pela sua saída do cargo sido dada pelo agora aliado e ex-governador de Sergipe, Marcelo Déda, mas disputou as eleições de novembro quando conquistou o segundo mandato de vereador em Aracaju.[2]

Integrado ao PDT foi candidato a senador em 1990 mas teve sua pretensão impugnada pela Justiça Eleitoral.[3] Em 1992 foi eleito para o seu segundo mandato de prefeito na capital sergipana, mas renunciou para disputar o governo de Sergipe em 1994, mas foi derrotado em segundo turno por Albano Franco, candidato do PSDB. Assumiu como prefeito aracajuano seu primo Almeida Lima. Em 1998 retornou ao PMDB, mas falhou em eleger-se senador diante de Maria do Carmo Alves, mesmo recebendo o improvável apoio de Albano Franco. Barreto trocou ainda duas vezes de partido migrando para o PMN e para o PTB, sendo eleito deputado federal em 2002 e 2006, respectivamente. Filiou-se mais uma vez ao PMDB em 2007.

Jackson Barreto recebeu muito destaque da imprensa nacional em 2009 por conta da sua proposta de emenda à Constituição Federal (PEC) que previa a possibilidade de duas reeleições para membros do Executivo. Como consequência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, poderia ser candidato a um terceiro mandato. Tal projeto foi, posteriormente, rejeitado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.[4] Em 2010 foi eleito vice-governador de Sergipe na chapa que reelegeu o governador Marcelo Déda, seu adversário nas eleições municipais de 1985.

Em 2013, com a morte de Marcelo Déda, Barreto assumiu o governo sergipano até 2014, onde se reelegeu, vencendo Eduardo Amorim com 53,52% dos votos no primeiro turno.

Ficha Suja[editar | editar código-fonte]

Jackson Barreto (PMDB-SE) foi acusado de crime de responsabilidade, quando era prefeito de Aracaju. A decisão foi tomada no julgamento da Ação Penal (AP) 372, relatada pelo ministro Dias Toffoli. Jackson Barreto e, com ele, Roberto Sales Cardoso, dono de uma construtora, haviam sido denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pela suposta prática do crime de peculato (artigo 312, combinado com o artigo 29, ambos do Código Penal).

Em 2010, a revista ISTOÉ publicou reportagem com o titulo “Os fichas sujas do Congresso”. Dentre os parlamentares citados aparece, com destaque, o deputado federal Jackson Barreto (PMDB-SE) em fotografia ampliada e a citação de que é o 2º com maior número de processos no Brasil (ao todo são mais de 330 processos correspondendo a 30 crimes diferentes).

Filiações partidárias[editar | editar código-fonte]

  • MDB - 1965 a 1980
  • PMDB - 1980 a 1987, 1995 a 2001 e 2007 em diante
  • PSB - 1987 a 1992
  • PDT - 1992 a 1995
  • PMN - 2001 a 2003
  • PTB - 2003 a 2007

Referências

  1. [1]
  2. Segundo Veja (18/05/1988), a rigor houve uma intervenção decretada em 11 de maio de 1988 pelo governador Antônio Carlos Valadares que indicou como interventor o advogado Antônio Militão Silva. No dia seguinte Barreto deixou o cargo.
  3. Isto É Senhor, 19/09/1990.
  4. O Dia Online 07/07/2009

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Jackson Barreto


Precedido por
José Carlos Teixeira
Prefeito de Aracaju
1986 — 1988
Sucedido por
Viana de Assis
Precedido por
Wellington Paixão
Prefeito de Aracaju
1993 — 1994
Sucedido por
Almeida Lima
Precedido por
Marcelo Déda
Governador de Sergipe
2013 — 2018
Sucedido por
Belivaldo Chagas Silva