Paulo Rocha (político)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde outubro de 2017). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Paulo Rocha
Foto oficial de senador.
Senador pelo Pará
Período 1 de fevereiro de 2015
até a atualidade
Deputado federal pelo Pará
Período 1 de fevereiro de 2007
até 31 de janeiro de 2011

1 de fevereiro de 1991
até 17 de outubro de 2005

Dados pessoais
Nascimento 1 de abril de 1951 (68 anos)
Terra Alta, Pará
Partido PT (1981-atualidade)
Profissão Técnico em Artes Gráficas
Assinatura Assinatura de Paulo Rocha (político)
Website http://senadorpaulorocha.com.br/

Paulo Roberto Galvão da Rocha (Terra Alta, 1 de abril de 1951) é um sindicalista e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e atualmente senador pelo Pará.[1] Técnico em Artes Gráficas, na década de 1980 presidiu o Sindicato dos Gráficos e a Central Única dos Trabalhadores-PA.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Tomé de Assis Rocha e de Astrogilda Galvão da Rocha, ingressou na política filiando-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 1981. Foi casado com Regina Nazaré Lara, com quem teve um filho.[3]

Política[editar | editar código-fonte]

No mesmo de 1981, tornou-se tesoureiro do partido em Belém, função que exerceu até 1983,[4] quando foi eleito presidente do Sindicato dos Trabalhadores Industriários Gráficos da capital paraense. No ano seguinte foi eleito presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Belém e dois anos depois tornou-se diretor executivo da central sindical em São Paulo. Em 1988 concluiu seu mandato no sindicato e passou a integrar o diretório da executiva regional do PT. Nesse mesmo ano participou de congressos de trabalhadores no Canadá e no Uruguai e, no ano seguinte, na Itália. Ainda em 1989 foi eleito para o diretório da executiva nacional do PT. Em 1990 deixou suas funções na CUT para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.[3]

Deputado Federal[editar | editar código-fonte]

Filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1981, elegeu-se deputado federal pelo Pará em 1990, sendo reeleito seguidamente em 1994, 1998 e 2002.

Nas eleições estaduais no Pará em 2010 concorreu das duas vagas em disputa ao Senado Federal. Mesmo inelegível devido a Lei Ficha Limpa,[5] decisão que seria posteriormente revogada, obteve 1.736.033 votos e ficou em terceiro lugar, atrás de Flexa Ribeiro e Jader Barbalho.

Senador pelo Pará[editar | editar código-fonte]

Eleito senador pelo Pará em 2014, com o expressivo resultado de 1.566.350 votos, como Senador da República pelo Estado do Pará.

Em novembro de 2015, votou contra a prisão de Delcídio Amaral.[6]

Em outubro de 2017 votou a contra a manutenção do mandato do senador Aécio Neves, mostrando-se favorável à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no processo em que Aécio era acusado de corrupção e obstrução da justiça por solicitar dois milhões de reais ao empresário Joesley Batista.[7][8]

O senador Paulo Rocha foi relator de algumas sugestões enviadas por cidadãos ao Portal e-Cidadania, do Senado Federal. A Sugestão Legislativa n° 4 de 2017[9][10], pedia o fim do estatuto do desarmamento e, em maio de 2017, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou o relatório do Senador pela rejeição da proposta.[11] Ainda em 2017, a CDH aprovou relatório do Senador pela rejeição de duas outras propostas: SUG n° 8 de 2017[12][13][14], que pedia regulamentação para marcadores de "airsoft" e a SUG n° 10 de 2017[15][16][17], que pedia a liberação da venda de armas e munições importadas em lojas.

Em novembro de 2018, o senador votou a favor do aumento de salário dos integrantes do STF, que gerará o reajuste de milhares de salários no nível federal, estadual e municipal, com impacto negativo estimado de 6 bilhões de reais/ano no orçamento nacional.[18]


Participação no Escândalo do Mensalão[editar | editar código-fonte]

Renunciou ao mandato em 17 de outubro de 2005. Seu nome esteve entre os implicados com a revelação de que uma assessora sua fez saques das contas de Marcos Valério no Banco Rural no valor de R$ 620 mil. Renunciou à liderança do partido e mais tarde ao cargo de deputado.[19] Indiciado, respondeu pelo crime de lavagem de dinheiro. Foi eleito novamente deputado federal em 2006.

O deputado Paulo Rocha (PT-PA) admitiu hoje que recebeu R$ 920 mil em 2004 para pagar dívidas contraídas na eleição de 2002 pelo PT do Pará, o qual presidia.

Mas na tentativa de proteger Delúbio, Valério e outros acusados no processo, Rocha passou a maior parte do tempo dando respostas evasivas e negou desconhecer a origem do recurso. "Não tenho conhecimento de absolutamente nada, de onde vinham os recursos", disse.[20]

Sobre este episódio, em 20/06/2019, durante sessão no Senado onde estava presente o Ministro da Justiça, Sérgio Moro, Paulo Rocha tentou levantar uma tese de que havia um conluio para condená-lo no mensalão. Foi descadeirado pelo Ministro num episódio que entrou para os anais da política brasileira, como motivo de chacota e vergonha alheia. Sérgio Moro o interpelou e disse "Quanto à ação penal 470 [a do mensalão], eu atuei apenas como um auxiliar dentro do STF. Quem profere a decisão é o STF. Eu nem me recordo se o senhor foi absolvido ou condenado. Foi absolvido? Então eu não sei do que o senhor está falando. O senhor foi absolvido. Havia um conluio para condená-lo e o senhor foi absolvido?”[21] Ao que o Senador pode apenas rir da situação que ele mesmo se colocou.



Referências

  1. Paulo Rocha - PA, Senado Federal
  2. «Deputado Paulo Rocha». Câmara dos Deputados 
  3. a b PAULO ROBERTO GALVAO ROCHA, no CPDOC- Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, FGV
  4. PAULO ROCHA - Biografia, Câmara dos Deputados
  5. «TSE mantém Paulo Rocha inelegível, 7/10/2010». www.senado.gov.br 
  6. Veja (25 de novembro de 2015). «veja.abril.com.br/politica/confira-quais-senadores-votaram-para-livrar-delcidio-da-cadeia/». Consultado em 16 de outubro de 2017 
  7. «Veja como votou cada senador na sessão que derrubou afastamento de Aécio». Consultado em 17 de Outubro de 2017 
  8. «Janot denuncia Aécio Neves ao STF por corrupção e obstrução da Justiça». Consultado em 17 de Outubro de 2017 
  9. «Senado Federal - Programa e-Cidadania - Ideia Legislativa». Senado Federal - Programa e-Cidadania. Consultado em 20 de junho de 2018 
  10. «Sugestão n° 4, de 2017 - Pesquisas - Senado Federal». www25.senado.leg.br. Consultado em 20 de junho de 2018 
  11. «Senado Federal - Programa e-Cidadania - Consulta Pública». Senado Federal - Programa e-Cidadania. Consultado em 20 de junho de 2018 
  12. «Sugestão n° 8, de 2017 - Pesquisas - Senado Federal». www25.senado.leg.br. Consultado em 20 de junho de 2018 
  13. «Senado Federal - Programa e-Cidadania - Ideia Legislativa». Senado Federal - Programa e-Cidadania. Consultado em 20 de junho de 2018 
  14. «Senado Federal - Programa e-Cidadania - Consulta Pública». Senado Federal - Programa e-Cidadania. Consultado em 20 de junho de 2018 
  15. «Sugestão n° 10, de 2017 - Pesquisas - Senado Federal». www25.senado.leg.br. Consultado em 20 de junho de 2018 
  16. «Senado Federal - Programa e-Cidadania - Ideia Legislativa». Senado Federal - Programa e-Cidadania. Consultado em 20 de junho de 2018 
  17. «Senado Federal - Programa e-Cidadania - Consulta Pública». Senado Federal - Programa e-Cidadania. Consultado em 20 de junho de 2018 
  18. «Como votou cada senador no aumento dos salários dos ministros do STF». VEJA.com 
  19. «Conselho de Ética abre processos contra 11 deputados, 17/10/2005». www2.camara.gov.br 
  20. «Mensalão: Paulo Rocha admite que recebeu R$ 920 mil - Política». Estadão. Consultado em 20 de junho de 2019 
  21. «'Havia conluio para condená-lo e o senhor foi absolvido?', pergunta Moro a Paulo Rocha». O Antagonista. 19 de junho de 2019. Consultado em 20 de junho de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre um político é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.