Leila Barros

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Leila Barros
Senadora pelo Distrito Federal
Período 1 de fevereiro de 2019
até a atualidade
Secretária de Esportes e Lazer do Distrito Federal
Período 1º de janeiro de 2015
até 6 de abril de 2018
Governador Rodrigo Rollemberg
Dados pessoais
Nome completo Leila Gomes de Barros Rêgo
Nascimento 30 de setembro de 1971 (49 anos)
Brasília, DF
Nacionalidade brasileira
Esposo Emanuel Rego
Partido PRB (2013-2018)
PSB (2018-presente)
Profissão Atleta, política
[1][2]
Leila Barros Volleyball (indoor) pictogram.svg
Informações pessoais
Modalidade Voleibol
Compleição Altura: 1,79 m
Medalhas
Jogos Olímpicos
Bronze Atlanta 1996 Equipe
Bronze Sydney 2000 Equipe
Copa do Mundo de Voleibol
Prata Japão 1995 Equipe
Bronze Japão 1999 Equipe
Jogos Pan-Americanos
Ouro Winnipeg 1999 Equipe
Grand Prix de Voleibol
Ouro Xangai 1994 Equipe
Ouro Xangai 1996 Equipe
Ouro Hong Kong 1998 Equipe
Ouro Reggio Calabria 2004 Equipe
Prata Xangai 1995 Equipe
Prata Yu Xi 1999 Equipe
Bronze Manila 2000 Equipe

Leila Gomes de Barros Rêgo (Brasília, 30 de setembro de 1971), também conhecida como Leila do Vôlei, é uma política e esportista brasileira. Filiada ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), é desde 2019 senadora da República pelo Distrito Federal. Anteriormente, foi secretária de Esportes e Lazer de 2015 a 2018.

Como jogadora de vôlei na Seleção Brasileira de Voleibol Feminino, Barros obteve as medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos de 1996 e de 2000. Em 1999, recebeu medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos. Por duas edições, foi designada a melhor jogadora do Grand Prix de Voleibol. Posteriormente, atuou no vôlei de praia e foi comentarista esportiva antes de iniciar sua carreira política.

Família e início da vida[editar | editar código-fonte]

Nascida em Taguatinga, uma região administrativa do Distrito Federal, Barros é filha do mecânico Francisco e da dona de casa Francisca. Seus pais se mudaram do Ceará para a capital federal durante a década de 1970. Barros tem um irmão mais novo, o músico Marcelo Cram.[3][4]

Barros cresceu em Taguatinga e ali viveu até os treze anos de idade, quando se mudou para o Plano Piloto, de modo a estudar em um colégio particular, onde recebeu uma bolsa de estudos.[4]

Barros é casada com o atleta Emanuel Rego, que conheceu enquanto jogava vôlei de praia. Eles tiveram um filho juntos.[4]

Carreira esportiva[editar | editar código-fonte]

Barros jogando vôlei de praia, em 2007

Barros mantinha como esportes favoritos o vôlei e o handebol.[4] Enquanto estudava e incentivada por seu professor de educação física, começou a jogar vôlei.[3] Em 1988, iniciou a carreira profissional no Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Em 1990, foi aceita na Seleção Brasileira de Voleibol Feminino.[4]

Como atleta, Barros tinha os longos saltos como uma de suas características mais marcantes em quadra.[4] Ela jogava na posição de ponta.[1] Ao longo de sua carreira, atuou pelas equipes MRV/Suggar, BCN, L'Ácqua di Fiori, Leites Netlé, Flamengo, Força Olímpica/Brasil Telecom e Rexona-Ades.[5]

Em 1992, Barros integrou a Seleção Brasileira de Voleibol Feminino que competiu nos Jogos Olímpicos de Barcelona. No entanto, considerada inexperiente, não jogou, permanecendo na reserva.[5][6] Obteve as medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996 e de Sidney em 2000. Nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg em 1999, recebeu a medalha de ouro.[4]

Barros foi escolhida a melhor jogadora do Grand Prix de Voleibol feminino nas edições de 1996 e 1998.[7][8] Em 2000, foi nomeada a atleta feminina do ano pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).[4]

Em 2001, Barros passou a competir no vôlei de praia.[9] Em 2002, formou uma dupla com Sandra Pires.[5][10] Deixou a modalidade em 2003 e, no ano seguinte, anunciou que não voltaria a jogar na Seleção Brasileira de Voleibol Feminino após o técnico José Roberto Guimarães não convocá-la para os Jogos Olímpicos de Verão de Athenas, em 2004.[11]

Barros trabalhou como comentarista de jogos de vôlei no SporTV, da Rede Globo, no Rio de Janeiro. Em 2006, voltou a residir em Brasília, onde fundou o projeto social Brasília Vôlei.[4][12][5]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Barros em 2016

Nas eleições de 2014, Barros concorreu a um assento na Câmara Legislativa do Distrito Federal pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB). Com 11.125 votos, ou 0,73% dos votos válidos, foi a segunda mais votada de seu partido e a vigésima oitava no geral, obtendo a primeira suplência. Após a eleição, declarou que não descartaria concorrer novamente a um cargo público eletivo.[13][14] Em dezembro de 2014, o governador eleito Rodrigo Rollemberg anunciou a designação de Barros para seu governo, como secretária de Esportes.[15]

Em março de 2018, Barros desfiliou-se do PRB, logo depois ingressando no Partido Socialista Brasileiro (PSB), cuja liderança distrital a incentivava a concorrer à Câmara dos Deputados ou ao Senado.[16][17] Optou eventualmente por concorrer ao Senado, liderando as pesquisas de opinião.[18] Durante a campanha, defendeu o corte de "privilégios" e manifestou-se contrária à liberação da maconha e à descriminalização do porte de armas.[19] Em outubro, foi eleita com 467,5 mil votos, ou 17,76%, sendo a mais votada daquela eleição.[20] Foi a primeira mulher a ser eleita ao Senado pelo Distrito Federal.[4]

Empossada no Senado em fevereiro de 2019, Barros foi eleita para ocupar a 4ª suplência da Mesa Diretora do Senado, sendo a única mulher do colegiado.[21] Durante a disputa pelo comando da casa, defendeu o voto aberto na escolha do presidente e confirmou voto no senador José Reguffe.[22] Como senadora, integrou o Bloco Parlamentar Senado Independente e manifestou oposição ao presidente Jair Bolsonaro.[23][24]

Em junho de 2019, votou contra o Decreto das Armas do governo, que flexibilizava porte e posse para o cidadão.[25]

Referências

  1. a b «Sydnei 2000: Livre para defender». Folha de S. Paulo. 2000. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  2. «Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais: LEILA DO VÔLEI». Tribunal Superior Eleitoral. 2018. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  3. a b «Atleta». Leila do Vôlei. 2020. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  4. a b c d e f g h i j Marcos Amorozo (7 de outubro de 2018). «Leila do Vôlei é a primeira mulher eleita para o Senado no Distrito Federal». Correio Braziliense. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  5. a b c d Rubio, Katia (5 de novembro de 2015). Atletas olímpicos brasileiros. [S.l.]: Editora SESI - Serviço Social da Indústria. 648 páginas. ISBN 9788550412801 
  6. «LEILA BARROS». Comitê Olímpico Brasileiro. 2020. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  7. «Leila quer ser melhor do mundo». Folha de Londrina. 24 de outubro de 1998. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  8. «Do Brasil, marido empurra Leila no Mundial feminino». Uol. 9 de novembro de 1998. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  9. Luís Edmundo Araújo e Leandro Pimentel (3 de dezembro de 2001). «A nova praia de Leila». Terra. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  10. «Olimpíadas 2004: Estrela do Brasil». Uol. 2004. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  11. «Leila Barros deixa a seleção de vôlei do Brasil». Efe. Uol. 27 de julho de 2004. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  12. «Por onde anda? Leila Barros». WCB, o vôlei levado a sério. 10 de abril de 2012. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  13. Lucas Nanini (6 de outubro de 2014). «'Derrotados' nas urnas no DF, Iranildo e Leila não descartam nova eleição». G1. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  14. «Eleições 2014: apuração DF». Uol. 2014. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  15. «Rollemberg corta 15 secretarias no DF e 'Leila do Vôlei' assumirá pasta». Uol. 15 de dezembro de 2014. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  16. Caio Barbieri e Mandela Alcântara (31 de março de 2018). «Insatisfeita no PRB, Leila Barros deixa sigla e deve se filiar ao PSB». Metrópoles. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  17. Bruna Lima (6 de abril de 2018). «Secretários se filiam ao PSB para fortalecer pré-candidatura de Rollemberg». Correio Braziliense. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  18. «Pesquisa Datafolha para o Senado no DF: Leila, 29%; Izalci, 23%; Cristovam, 22%». G1. 4 de outubro de 2018. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  19. Mandela Alcântara e Caio Barbieri (21 de setembro de 2018). «Leila do Vôlei: "Estou focada em ser a primeira mulher senadora do DF"». Metrópoles. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  20. «Eleições 2014: apuração DF». Uol. 2018. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  21. «Senado conclui votação da Comissão Diretora para biênio 2019-2020». Senado. 6 de fevereiro de 2019. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  22. Caio Barbieri e Larissa Rodrigues (2 de fevereiro de 2019). «Da bancada do DF, Reguffe surpreende com 6 votos ao comando do Senado». Metrópoles. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  23. Marcelo Gomes (6 de julho de 2020). «Senadores do Esporte: Leila Barros e as grandes sacadas na política esportiva». ESPN. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  24. «Leila Barros - DF». Senado Federal do Brasil. 2020. Consultado em 2 de agosto de 2020 
  25. TEMPO, O. (18 de junho de 2019). «Veja como votou cada senador sobre decretos de porte e posse de armas». Politica. Consultado em 6 de janeiro de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]