Marcelo Freixo

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Marcelo Freixo
Tomaz Silva/Agência Brasil - 06/05/2015
Deputado estadual do Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período 1º de janeiro de 2007
até a atualidade
Vida
Nascimento 12 de abril de 1967 (49 anos)
Niterói, RJ
Dados pessoais
Partido PSOL
Profissão Professor

Marcelo Ribeiro Freixo (Niterói, 12 de abril de 1967) é um professor e político brasileiro[1] . Filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)[2] [3] , Marcelo Freixo foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro, tendo sido o deputado mais votado do Brasil, em 2014. Como o eleitorado de Freixo demonstrou-se muito heterogêneo, especialistas afirmaram que tal fenômeno pode ser explicado por voto de protesto.[4]

Ganhou notoriedade nacional quando presidiu a CPI das milícias no Rio de Janeiro, sendo inclusive, homenageado no filme brasileiro Tropa de Elite 2[5] , do diretor José Padilha. É o atual presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da ALERJ.[6]

Freixo é colunista na Folha de S.Paulo, onde escreve periodicamente textos de opinião sobre a conjuntura política, econômica e as questões sociais no Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo.[7] Também é membro da Fundação Lauro Campos, uma instituição think tank sem fins lucrativos que busca promover discussões sobre o país e a América Latina.[carece de fontes?]

Biografia

Militância em direitos humanos

Antes de se eleger deputado estadual, Marcelo trabalhou como pesquisador da organização não governamental Justiça Global e como consultor do deputado federal Chico Alencar na área de direitos humanos. De 1993 a 1995, foi diretor do Sindicato dos Professores de São Gonçalo e Niterói. Participou, como voluntário, no projeto de prevenção ao HIV - AIDS nas prisões do estado durante os anos de 1995 e 1996. Em quase 20 anos de trajetória, coordenou projetos educativos no sistema penitenciário. De 2001 a 2004, presidiu o Conselho da Comunidade da Comarca do Rio de Janeiro, onde exerceu papel fiscalizador dos direitos humanos nas carceragens e presídios do estado. Nestas gestões, legitimadas pelo voto direto, o conselho se transformou numa importante fonte de denúncias contra as arbitrariedades do governo do Rio de Janeiro.

Foi coordenador da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, durante o mandato de Chico Alencar. De 1999 a 2002, Marcelo e Chico tiveram atuação destacada na defesa dos direitos humanos. A comissão elaborou cartilhas, fiscalizou as ações do governo, trabalhou em rede com a sociedade civil organizada e denunciou violações contra mulheres, negros, homossexuais, idosos, presos e todos os segmentos historicamente discriminados. Também sempre esteve junto ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra na luta pela reforma agrária e contra o trabalho escravo no interior do Rio de Janeiro.

Mudança para o PSOL

Filiado ao Partido dos Trabalhadores de 1986 a 2005, Marcelo sempre se posicionou junto ao campo da esquerda política e contra a aproximação do partido a setores populistas e liberais.[8] [9] [10] [11] [12]

Em setembro de 2005, filiou-se ao recém-criado Partido Socialismo e Liberdade, pelo qual foi eleito deputado estadual para a ALERJ, em 2006, por ter sido o mais votado do partido, com 13.547 votos.

Freixo foi militante do Partido dos Trabalhadores (PT) por duas décadas, num movimento que ajudou a construir, participando das articulações políticas, defendendo as causas sociais e direitos humanos, porém ainda não era filiado de início. Encorajado principalmente por Chico Alencar, ele atende os pedidos de amigos e ingressa oficialmente na sigla, registrando-se em 1985. Foi no PT que Marcelo Freixo conseguiu embasamento para caracterizar seu perfil político e formar uma estrutura consolidada em aspectos que o levava a conquistar os seus objetivos.

Primeiro mandato parlamentar

Em março de 2009, assumiu a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa. O deputado atua ainda, desde o início do ano, como membro da Comissão de Cultura e como suplente da Comissão de Educação. Além disso, é vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, que apura crimes de que são acusados conselheiros e técnicos do Tribunal de Contas, assim como um deputado estadual e prefeitos do estado.

Marcelo Freixo foi presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito das Milícias,[13] que visa a investigar a ligação de parlamentares com grupos paramilitares. Passou 15 dias de exílio na Europa por conta de ameaças de morte.[14] Em 2008, protocolou pedido de cassação de mandato do então deputado Álvaro Lins, que acabou cassado no dia 12 de agosto.[15]

Nas eleições de 2010, foi reeleito deputado estadual, pelo mesmo partido, com 177 253 votos[16] e por isso, foi o 2º deputado mais votado do estado, perdendo apenas para Wagner Montes. com 528 628 votos.[17] . Janira Rocha (RJ), foi eleita ajudada pela votação de Freixo[18] .

Exílio na Espanha

Freixo também presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito do tráfico de armas, cujo relatório foi apresentado em 2011.[19] Nessa época, a convite da Anistia Internacional, deixou o Brasil após sofrer uma série de ameaças de morte.[20] [21] Dois meses antes, a juíza Patrícia Acioli havia sido assassinada, baleada por uma arma pertencente ao Exército Brasileiro e de calibre restrito. O irmão de Marcelo Freixo, Renato, também foi assassinado a tiros, por milicianos, em julho de 2006, aos 35 anos de idade.[22] Também em 20 de novembro de 2015, o segurança do deputado estadual Marcelo Freixo foi morto após reagir a assalto em Bento Ribeiro, zona norte do Rio. Alexandre Murta Fernandes, de 41 anos, foi baleado por criminosos. Alexandre era lotado do DGP (Diretoria Geral de Pessoal), mas atualmente trabalhava na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) para o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol). Ele estava de folga no momento do crime. Os bandidos estavam em um carro Fiat Punto preto, quando deram três disparos em direção ao PM. Os criminosos fugiram sem levar nada da vítima. Alexandre foi para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, também na zona norte, onde chegou a passar por cirurgia. O crime será investigado pela Polícia Civil.

Homenagem no Cinema

A história de Marcelo Freixo inspirou a criação da personagem "Diogo Fraga", um professor de história e militante dos Direitos humanos que se torna deputado estadual e também preside uma CPI contra o poder das Milícias no RJ, no filme "Tropa de Elite 2", do diretor José Padilha.[23] [24]

Deputado mais votado do Brasil

Em janeiro de 2014 viu-se envolvido numa controvérsia, onde veículos de imprensa, de modo especial, a rede globo[25] , o associou ao atentado contra um repórter da Rede Bandeirantes. O ato causou uma grande comoção na sociedade carioca e, um ato de desagravo foi realizado em favor de Marcelo Freixo. Este fato pode ter desencadeado no eleitorado fluminense novo recall político ao deputado que foi reeleito com votação expressiva. Em 2014, Freixo se recandidatou a deputado estadual pelo PSOL, sem coligação. Conquistou, ao mesmo tempo, dois títulos: o de deputado estadual mais votado do País, oportunidade na qual ultrapassou sozinho a marca de cinco quociente eleitoral, e o de eleito com a campanha mais barata entre todos os seus pares. O município-capital, onde está assentada sua base de votos, contribuiu com 85,5% de seu eleitorado - onde recebeu um décimo dos votos válidos, dentre os postulantes ao cargo. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro Palácio Tiradentes renovou 70 cadeiras a partir de janeiro de 2015. Marcelo Freixo (PSOL), se reelegeu com 4,5% dos votos válidos; Alcançando a maior votação em todo o País. Campeão de votos, Freixo teve 350 mil dos votos válidos.[26] Paulo Ramos[27] , Flavio Serafini[28] [29] [30] [31] , Dr. Julianelli[32] [33] [34] e Eliomar Coelho[35] [36] [37] [38] [39] [40] [41] [42] [43] [44] , foram eleitos ajudados pela boa votação de Freixo[45] [46] .

Na Câmara dos deputados, representando o Rio de janeiro, Freixo tem como compartidários: Chico Alencar, Jean Wyllys e Glauber Braga. Luiza Erundina, Ivan valente e Edmilson Rodrigues também representam o PSOL no Congresso Nacional[47] .

Candidatura à prefeitura do Rio de Janeiro

Depois de muita especulação e expectativa em torno da possível candidatura do deputado Marcelo Freixo para prefeitura do Rio de Janeiro, a Executiva Estadual do Partido Socialismo e Liberdade anunciou o nome de Freixo como candidato a prefeito na Eleição municipal do Rio de Janeiro em 2012. Na composição da chapa, Freixo teve, como vice, o músico e compositor Marcelo Yuka, ex-baterista da banda O Rappa e conhecido por escrever canções de protesto contra a desigualdade social.[48] Yuka ficou paraplégico há quase doze anos, depois de ser baleado ao tentar impedir um assalto na Tijuca.[49]

Com pouco tempo de propaganda eleitoral na TV, Marcelo Freixo apostou nas redes sociais e nos jovens eleitores, e contou com o apoio expressivo de parte da classe artística - entre eles, Chico Buarque[50] , Caetano Veloso, Marcelo Serrado, José Padilha, Mano Brown[51] , Wagner Moura[52] , Frei Betto, Ivan Lins, Zé Renato, Luiz Eduardo Soares, Sandro Rocha, Giulia Gam, Tico Santa Cruz (líder da banda Detonautas Roque Clube), Leandra Leal, Dira Paes e Fernanda Torres. Além disso, alguns eleitores sem muito vínculo com a política, mas em busca de uma candidatura de força ética e moral reconhecida declararam o voto em Freixo. Nomes como Eduardo Galeano, Leandro Konder, Sílvio Tendler, Carlos Nelson Coutinho, Ziraldo Alves Pinto, João Luiz Duboc Pinaud, Cid Benjamin, se declararam entusiastas da campanha de Freixo para prefeito.

Após ter declarado em uma entrevista a TV, que se fosse prefeito daria subvenção a escolas de samba com contrapartida cultural e citando enredos patrocinados [53] criou uma polêmica com agremiações carnavalescas que possuíam enredos patrocinados, como o caso do Salgueiro, que teve patrocínio da revista Caras.[54]

Após obter quase 30% dos votos válidos, 914.082 votos nominais e a segunda colocação entre 8 candidatos, Marcelo Freixo acabou fora do segundo turno, sendo reeleito o prefeito Eduardo Paes.[55]

Apesar de não ter vencido a disputa, Freixo conseguiu mobilizar e envolver milhares de jovens no debate político do futuro da cidade carioca a ponto de reunir, por exemplo, cerca de 15 mil pessoas num comício em dia de chuva nos Arcos da Lapa.[56]

Candidato à prefeitura do Rio em 2016

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Este artigo ou seção é sobre uma eleição futura.
As informações apresentadas podem mudar rapidamente. Editado pela última vez em 22 de julho de 2016.

Contexto

Marcelo Freixo não conseguiu se eleger em 2012 prefeito da Capital carioca. O deputado obteve a segunda colocação entre oito candidatos, com 28,25% da porcentagem total - expressivos 914.082 votos. A votação de Freixo foi simbólica, uma vez que, no início da campanha, pesquisas de opinião pública indicavam que ele teria entre 7% e 8% dos votos, percentual bem atrás de seus concorrentes.[57] Porém, às vésperas do pleito, o deputado superou a barreira dos 20%, obtendo mais votos do que os candidatos de partidos tradicionais da política brasileira. Freixo obteve, inclusive, votação superior à de Fernando Gabeira, principal adversário de Paes no primeiro turno de 2014. Atribui-se o sucesso de Freixo à alta participação de jovens na eleição de 2012, a maior em vinte anos.[58] Em 2016, lidera as pesquisas de intenção de voto ao lado de Crivella. Seu principal oponente nesta disputa, Marcelo Crivella, é suspeito de agir como "laranja" da Igreja Universal, registrando em seu nome bens de propriedade da Igreja.[59] Ele deixou de declarar à Justiça Eleitoral e à Receita a posse de duas emissoras de televisão, retransmissoras da TV Record, que é ligada à Igreja.[60] De início em segundo nas pesquisas eleitorais (atrás de Marcelo Crivella)[61] , com uma campanha caracterizada pelos baixos recursos, pela militância pesada do partido nos bairros (que se converteriam nos grandes redutos eleitorais de Freixo naquele ano) e pelos eloquentes ataques, durante o Horário Eleitoral Gratuito, à administração de Eduardo Paes e aos demais candidatos, vistos todos como representantes dos setores mais conservadores e elitistas da sociedade, Freixo foi crescendo aos poucos na eleição[62] [63] , beneficiado pela insatisfação generalizada da sociedade com o poder público, pela diferenciada proposta representada pelo PSOL, pela alta rejeição ao candidato situacionista Pedro Paulo[64] [65] [66] [67] , e pelo baixo cacife eleitoral do candidato de Eduardo Paes, tido por muitos como um candidato-fantoche. Durante o processo, Freixo ainda agregou o apoio de demais siglas de esquerda, como o PT e o PCdoB, além de alas brizolistas dos partidos. O desabamento de um trecho da ciclovia Tim Maia que causou a morte de dois ciclistas, ajudou a opinião pública a se sensibilizar acerca das reivindicações dos movimentos sociais e a rejeitar ainda mais o poder constituído de então. Alguns analistas políticos consideram que a repercussão da queda da ciclovia ajudou Freixo, desmentindo as pesquisas dos dias anteriores, que não lhe davam a vitória. De acordo com especialistas, o sucesso eleitoral de Freixo se deve em grande parte à elaborada estratégia de marketing e ao fundamental papel da televisão e das redes sociais. Sua atuação nas redes sociais, repercutiu positivamente em momentos em que superou os partidos tradicionais, (de direita) e (de centro-esquerda), surpreendendo o establishment político nacional. Analistas da cena política apontam que, caso eleito, as circunstâncias da eleição de Freixo para a prefeitura da segunda maior cidade do país causarão grande impacto, sobretudo pelo alto grau de surpresa[68] [69] ou seja, candidatos peculiares que atraem o voto de protesto, pelo próprio perfil pessoal do novo prefeito (jovem, vindo de cidade fora da capital (Niterói) e ativo militante dos direitos humanos) e pela significativa mudança em relação ao sistema administrativo outrora constituído. Sua candidatura foi bem vista na comunidade LGBT.[70]

Oficialização da pré-candidatura

O deputado estadual oficializou sua candidatura à eleição municipal de 2016 em 15 de dezembro de 2015, em convenção da qual participaram vários simpatizantes. Freixo reuniu militantes e humoristas João Vicente de Castro e Marcelo Adnet, na sede do Club Municipal, na Tijuca. O PSOL quis evitar as primárias fazendo a escolha por consenso. Ele ressaltou ainda que o partido ainda não escolheu a candidatura para ser o vice dele. Na ocasião, Tarcísio Motta de Carvalho, ex-candidato na última eleição de governador, detentor de mais de 700 mil votos nominais, também foi eleito novo presidente municipal do Psol. Este foi o último ato do Congresso Municipal do partido.[71]

O Lançamento da pré-candidatura aconteceu em 4 de julho de 2016. Na ocasião, foi apresentada a vice na Chapa de Marcelo Freixo e o apoio de várias siglas, entre as quais o PCB[72] .

Estatisticas

O deputado Marcelo Freixo entra na disputa como terceiro psolista mais votado da história do PSOL num único pleito eleitoral, atrás apenas das presidenciáveis Heloísa Helena[73] que em 2006 conquistou 6.575.393 votos e Luciana Genro[73] , que em 2014 obteve 1.612.186 votos nominais válidos, ficando a frente, inclusive, de Plínio de Arruda Sampaio[73] , candidato presidencial da legenda em 2010 obtendo 886.816 votos.[74]

Atuação

Sua atuação parlamentar é marcada pela atenta fiscalização da administração estadual e federal. Em sua pré-campanha, intitulada "Se a cidade fosse nossa", o deputado tem debatido questões como: a crise política nos partidos tradicionais, relacionada ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff[75] [76] , especificamente, sobre o cenário de realização dos Jogos Olímpicos[77] (entre os dias 5 e 21 de agosto de 2016) e Paralímpicos de Verão (entre 7 e 18 de setembro), que deverão ocorrer de maneira simultânea à campanha eleitoral[78] , inclusive com o desabamento de um trecho da ciclovia Tim Maia[79] que causou a morte de dois ciclistas, afetando ainda mais a imagem do então prefeito após ser revelado que a construtora responsável pela obra pertencia à família do secretário municipal de turismo, Antônio Pedro Figueira de Mello.[80] [81] , e atento ao trato da coisa pública, denuncia uma acentuada crise financeira no estado, o que levou ao atraso no pagamento dos salários de servidores estaduais.[82] [83]

Debates televisivos

Com o pacote de medidas da reforma política, aprovado na Câmara, que excluiria o PSOL e outros 12 partidos dos debates na televisão já nas próximas eleições municipais, o deputado que ficou conhecido por instaurar uma CPI investigando as Milícias que operam nas favelas do Rio – inclusive virou personagem do filme "Tropa de Elite 2" (2010) e deputado estadual mais votado do Brasil em 2014[84] , pode sair prejudicado pela medida. Freixo é candidato confirmado à prefeitura da cidade pelo PSOL. A medida empurrada pelo presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), define que apenas partidos com mínimo de nove deputados federais eleitos teriam direito a participar dos debates. Freixo disse que, caso a decisão seja aprovada, fará debates à parte na porta das emissoras de TV. Oficialmente as emissoras afirmam que será oferecido uma cobertura muito maior do que "aquela a que fariam jus inicialmente se apenas critérios jornalísticos fossem levados em conta". O candidato pelo PSOL, um dos candidatos que não concordaram com o acordo disse que "é no debate eleitoral - muito mais do que no próprio horário gratuito - que o real confronto de ideias, essencial para a escolha do eleitorado, se faz presente".

Alianças programáticas e coligações

Após o Senado instaurar processo de impeachment contra Dilma[76] em 16 de maio de 2016, Freixo foi procurado por PT e PCdoB para possíveis alianças no pleito municipal carioca após o rompimento da aliança nacional entre PT e PMDB, o que motivou o PT fluminense a entregar seus cargos na administração de Paes. O vice eleito na chapa de Paes, em 2012, é do Partido dos Trabalhadores. O PT fluminense declinou, inclusive, da candidatura própria, que seria representada pelo deputado Wadih Damous. Não descartando uma possível aliança ideológica no segundo turno das eleições, Freixo, condicionou qualquer tipo de aliança a um "conteúdo programático" e garantiu que se recusará a debater a sucessão de Paes em torno de trocar cargos por tempo de TV no horário eleitoral gratuito[85] [86] [86] A chamada esquerda politica está representada em três pré-candidaturas para o pleito de 2016 no Rio de Janeiro. No meio politico, começaram a haver especulações de que os candidatos da dita esquerda se 'acotovelariam', trocando ofensas durante a campanha. A medida em que essa informação era noticiada, Alessandro Molon, (Rede), Marcelo Freixo (PSOL) e Jandira Feghali (PC do B / PT), se reuniram em ato político para firmar um acordo de não agressão durante o primeiro turno[87] [88] .

Desempenho em eleições

Ano Eleição Candidato a Partido Coligação Suplentes/Vice Votos Resultado
2006 Estadual do Rio de Janeiro Deputado estadual PSOL (Sem Coligação) 14.000 Eleito[89]
2010 Estadual do Rio de Janeiro Deputado estadual PSOL sem coligação 177.253 Eleito por QP[90]
2012 Municipal do Rio de Janeiro Prefeito PSOL (Sem coligação) 915.000 2º colocado
2014 Estadual do Rio de Janeiro Deputado estadual PSOL sem coligação 350.408 Eleito por QP[91]
2016 Municipal do Rio de Janeiro Prefeito PSOL Mudar É Possível
(PSOL, PCB)
Luciana Boiteux (PSOL)

Referências

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  2. Programa do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
  3. "Partido dos Professores" (Gonçalves, 2013)
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  9. "Leia íntegra da carta de Lula para acalmar o mercado financeiro".
  10. "Lula indica Meirelles para BC, anuncia Dirceu para Casa Civil".
  11. "PMDB indica Sarney para presidir Senado".
  12. PT ajoelha aos pés da burguesia publicado pelo Mov. Marxist 5 de maio
  13. Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Relatório Final e Conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito instituída pela Resolução nº 433/2008 destinada a investigar a ação de milícias no âmbito do Estado do Rio de Janeiro.
  14. Jornal Zero Hora, 16/11/2011 . Após exílio na Europa, deputado Marcelo Freixo retoma trabalho na Assembleia do Rio.
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  19. Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito com a finalidade de investigar, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, o tráfico de armas, munições e explosivos e a consequente utilização desse arsenal, por traficantes de drogas, milicianos e outros bandos, quadrilhas ou organizações criminosas (Resolução nº 19/2011). 14 de dezembro de 2011.
  20. Deputado Marcelo Freixo, do RJ, deixará o país após ameaças de morte. G1, 31 de outubro de 2011.
  21. Documento aponta que deputado do RJ seria alvo de milicianos. G1, 18 de outubro de 2011.
  22. O estranho do ninho. Como vive e o que pensa Marcelo Freixo, o deputado na linha de tiro das milícias e candidato azarão a prefeito do Rio de Janeiro. Por Dorrit Harazim. Piauí, abril de 2012.
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