O Rappa

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O Rappa
Foto da apresentação d'O Rappa em 23 de maio de 2005, em São Paulo, Brasil.
Informação geral
Origem Rio de Janeiro, RJ
País  Brasil
Gênero(s) Rock alternativo, rap rock, reggae, hip-hop, ragga, dub, samba-rap
Período em atividade 1993 – atualmente
Gravadora(s) Warner Music
Afiliação(ões) F.U.R.T.O
Página oficial www.orappa.com.br
Integrantes Marcelo Falcão
Alexandre Menezes
Lauro Farias
Marcelo Lobato
Ex-integrantes Marcelo Yuka
Nelson Meirelles

O Rappa é uma banda brasileira formada em 1993 no Rio de Janeiro. É notável por suas letras de forte cunho social em uma mescla de rock, reggae, rap e MPB. Formada pelos músicos que acompanharam o cantor de reggae Papa Winnie em uma turnê pelo Brasil mais o cantor Marcelo Falcão, O Rappa não obteve muito sucesso com seu álbum de estreia, mas alcançou fama nacional com o segundo disco Rappa Mundi, lançado em 1996. Em 2001, perderam seu baterista e principal letrista, Marcelo Yuka, quando este se tornou paraplégico após ser baleado em um assalto. Com o instrumento assumido pelo tecladista Marcelo Lobato e as letras de Marcos Lobato, O Rappa se manteve na atividade, lançando o disco O Silêncio Q Precede O Esporro em 2003 e permanecendo como uma das bandas mais aclamadas do rock brasileiro. O Rappa já vendeu mais de 5 milhões de cópias de seus trabalhos em todo o mundo.

História[editar | editar código-fonte]

Vocalista Marcelo Falcão

Em 1993, com a vinda do cantor ao Brasil, foi montada uma banda às pressas para acompanhar o cantor em suas apresentações. Formada por Nelson Meirelles, na época produtor do Cidade Negra e de vários programas de rádios alternativas do Rio de Janeiro; Marcelo Lobato, que havia participado da banda África Gumbe; Alexandre Menezes, o Xandão, que já havia tocado com grupos africanos na noite de Paris e Marcelo Yuka, que tocava no grupo KMD-5. Após essa série de apresentações como banda de apoio do cantor, os quatro resolveram continuar juntos e colocaram anúncio no jornal O Globo para encontrar um vocalista. Dentre extensa lista de candidatos, Marcelo Falcão foi o escolhido.[1]

Mesmo já tendo uma apresentação agendada no Circo Voador, o grupo não tinha nome. Cogitaram "Cão Careca" e "Batmacumba", e após ver no jornal a expressão "rapa", que designa o ato em que policiais interceptam camelôs, se empolgaram com o termo. Segundo Falcão, "era perfeito. Gíria de rua, coisa da rua: o que nós somos. Colocamos o artigo 'O' e mais um p, para ficar mais forte".[1] Um exemplo de a palavra rapa ser aplicada aos caçadores de camelôs pode ser encontrado na canção "Óia o rapa!" na composição de Lenine e Sérgio Natureza, gravada pela banda no CD Rappa Mundi. Finalmente, com Falcão na voz, Marcelo Yuka na bateria, Xandão na guitarra, Nelson Meireles no contra-baixo e Marcelo Lobato no teclado, estava formado O Rappa. Em 1994, lançaram seu primeiro disco, que levou o nome da banda. O Rappa não obteve muito sucesso e foi o único disco com a presença de Nelson Meirelles, que abandonou a banda por motivos pessoais. Com a saída de Nelson Meireles, Lauro Farias, que tocava com Yuka no KMD-5, assumiu o contrabaixo. Em 1996, foi lançado Rappa Mundi, que praticamente introduziu a banda no cenário nacional e quase todas as canções foram sucesso. Entre elas, "Pescador de Ilusões", "A Feira", "Miséria S.A.", "Ilê Ayê", "O Homem Bomba", a regravação de "Vapor Barato" que ficou conhecida na voz de Gal Costa e a versão nacional para o sucesso de Jimi Hendrix, "Hey Joe". Depois de três anos sem um álbum novo, em 1999 vem a público Lado B Lado A. Com letras "mais fortes" que o anterior, mostra o amadurecimento da banda e revela Yuka como letrista de alto nível em canções como "Minha Alma (a paz que eu não quero)", "O Que Sobrou do Céu", "Me Deixa" e "Lado B Lado A", além de Tribunal de Rua, que narra história baseada em fato real, conhecido na mídia como "Rambo, o torturador", que foi a capa da revista Veja de 9 de abril de 1997. Os videoclipe das duas primeiras foram premiadíssimos no Video Music Brasil, tornando-se sucesso nacional.

Em 2000, O Rappa causou "comoção pública e muita indignação" entre diversas bandas no Rock in Rio que ocorreria no ano seguinte, protestando contra a organização em especial com o horário de show, antes do Deftones. Foram retaliados com exclusão, e 5 bandas brasileiras saíram do festival em protesto (Skank, Raimundos, Jota Quest, Cidade Negra e Charlie Brown Jr.)[2] [3]

Em novembro de 2000, o baterista Marcelo Yuka foi vítima direta da violência urbana, ao ser baleado durante tentativa de assalto, ficando paraplégico e assim impossibilitado de tocar bateria. Lobato assumiu o instrumento (deixando para seu irmão Marcos Lobato, contribuinte do O Rappa, os teclados, este não entrou oficialmente para a banda) e O Rappa voltou a tocar. Mesmo debilitado, o baterista voltou ao grupo e no mesmo ano lançaram o disco Instinto Coletivo, com um show gravado em 2000, ainda com Yuka na bateria e três inéditas de sua autoria. Yuka desligou-se da banda deixando inimizade com os outros companheiros, alegando ter sido expulso por não concordar com o novo rumo que a banda vinha seguindo. Yuka fundou outro grupo, F.ur.t.o (Frente Urbana de Trabalhos Organizados), que faz parte de um projeto social homônimo, que, segundo Yuka, era algo maior do que O Rappa o possibilitava. A dedicação de Yuka ao projeto F.ur.t.o. pode ser vista mesmo durante sua estadia n'O Rappa: ele aparece com uma camiseta preta com o nome F.ur.t.o. em branco durante o vídeo clipe "Minha Alma (A paz que eu não quero)" vídeo clipe que deu toda a projeção ao O Rappa como movimento social e não somente uma banda de rock.

A banda decidiu seguir sem Yuka, com Lobato se tornando o baterista titular, e seu irmão Marcos se tornou músico de apoio nos teclados. Após cogitarem o poeta Waly Salomão como letrista, a morte deste fez Falcão assumir as letras. O primeiro disco reformulado foi O Silêncio Q Precede O Esporro , lançado em 2003,[4] com diversas canções de sucesso como "Reza Vela", "Rodo Cotidiano" e "O Salto". Em seguida foi lançado o DVD homônimo, gravado ao vivo no Olimpo, Rio de Janeiro. Em 2005, atendendo a convite por parte da MTV Brasil, a banda gravou o especial Acústico MTV com participação de Maria Rita - que havia gravado "A Minha Alma" em um de seus discos - em "O que sobrou do céu" e "Rodo Cotidiano", e Siba, do Mestre Ambrósio, na rabeca em algumas canções. O disco também rendeu um DVD com algumas canções além das presentes no CD. No dia 7 de julho de 2007, O Rappa realizou um concerto na etapa brasileira do festival Live Earth no Rio de Janeiro. Em 2008, lançaram o álbum 7 Vezes. A faixa escolhida para primeiro single, "Monstro Invisível", chegou as rádios no dia 8 de julho e fez muito sucesso, sendo bastante executada. Destaque também para o segundo single, "Meu Mundo é o Barro" e "Hóstia". Em 22 de agosto de 2009, O Rappa fez um show na favela da Rocinha, que rendeu outro DVD.

Seguiram-se dois anos de pausa, explicados pelos músicos como necessidade de descansar após 15 anos na estrada. O Rappa voltou a tocar junto com shows na Marina da Glória em outubro 2011.[5] Em 2013 lançam novo álbum intitulado Nunca Tem Fim..., com músicas como "Anjos (Pra Quem Tem Fé)" e "Auto-Reverse", com o qual 3 meses após lançamento, certificado de Disco de Ouro é atribuído ao novo álbum.

Integrantes[editar | editar código-fonte]

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Membros atuais[editar | editar código-fonte]

Músicos de apoio[editar | editar código-fonte]

Ex-membros[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns[editar | editar código-fonte]

Tabela de discos (em ordem cronológica)
Nome do álbum Gravadora Ano de lançamento Participações
O Rappa Warner
Rappa Mundi Warner
Lado B Lado A Warner
-
Instinto Coletivo (Ao Vivo) Warner
O Silêncio Q Precede O Esporro Warner
Luau MTV Warner
-
Acústico MTV (Ao Vivo) Warner
Warner 30 Anos: O Rappa (Coletânea) Warner
-
7 Vezes Warner
-
Perfil: O Rappa (Coletânea) Som Livre/Warner
-
Ao Vivo Warner
-
Nunca Tem Fim... Warner/Polysom

Singles[editar | editar código-fonte]

Singles da banda lançados nas rádios brasileiras. [6] [7]

Ano Single Posição Certificações Álbum
BRA
Hot
100

[8]
[I]
BRA Billboard
[9]
Brasil Pop & Popular
[10]
HSPN
[8]
1996 "Pescador de Ilusões" Rappa Mundi
"A Feira"
1997 "Miséria S.A"
1999 "Me Deixa" 50 Lado B Lado A
"Minha Alma" 15
2000 "O Que Sobrou do Céu" 55
"Lado B, Lado A" 45
2001 "Instinto Coletivo" 90 Instinto Coletivo
"Ninguém Regula a América"
(part. Sepultura)
49
2003 "Reza Vela" 25 O Silêncio Q Precede o Esporro
2004 "Rôdo Cotidiano" 42
"O Salto" 16
2005 "Mar de Gente" 29
"Na Frente do Reto" 3 40 Acústico MTV
"Pescador de Ilusões" (acústico) 8
2006 "Não Perca as Crianças de Vista" (acústico) 35
"Eu Quero Ver Gol" (acústico) 57
2008 "Monstro Invisível" 5 Sete Vezes
"Meu Mundo é o Barro" 16
2009 "Súplica Cearense" 14
"Hóstia"
2010 "7 Vezes" (ao vivo) Ao Vivo
2013 "Anjos (Pra Quem Tem Fé)"[12] 25 26 3 Nunca Tem Fim...
"Auto-Reverse" 23 72 36

Como artista convidado[editar | editar código-fonte]

2001: |Get Up, Stand Up/Levante a Kbça – Pavilhão 9 (part. O Rappa)

2012: Everything Changes - SOJA (Part. Falcão - O Rappa)

  • I Não há dados concretos da parada brasileira de singles para datas antes de 1999.

Vendagens[editar | editar código-fonte]

  • O Rappa - mais de 138.000 mil cópias vendidas
  • Rappa Mundi - mais de 570.000 mil cópias vendidas
  • Lado B Lado A - 521 mil cópias vendidas
  • Instinto Coletivo Ao Vivo - 138 mil cópias vendidas
  • O Silêncio Q Precede o Esporro - 453 mil cópias vendidas do cd e 138.000 do DVD
  • Acústico MTV O Rappa - 250 mil cópias vendidas do cd e 162 mil copias do DVD
  • Sete Vezes - 85.000 mil cópias vendidas do CD e mais de 10.000 do DVD
  • O Rappa Ao Vivo - 20 mil cópias vendidas do DVD e Mais de 18.000 do CD

Prêmios[editar | editar código-fonte]

MTV Video Music Brasil[editar | editar código-fonte]

  • 2000 - A Minha Alma (A paz que eu não quero), que mostrava conflitos no Rio, é, até hoje, o maior vencedor em uma única edição com seis premios: Escolha da Audiência, Clipe do Ano, Clipe Rock, Direção, Fotografia e Edição. E ganhou tambem neste mesmo ano com o clipe "Me Deixa".
  • 2001 - O Que Sobrou do Céu, seguia a trilha de A Minha Alma, e venceu Clipe do Ano, Direção e Fotografia.
  • 2002 - Instinto Coletivo, animação "estrelada" pelo boneco da capa do disco, venceu Direção e Direção de Arte.
  • 2004 - O Salto, que contava a história de um homem prejudicado pelo governo Collor que acaba cometendo suicídio, ganhou Direção e Edição.

Prêmio Multishow[editar | editar código-fonte]

  • 2000 - "Minha Alma (A paz que eu nao quero)", ganhou melhor clipe
  • 2005 - Melhor Show e Melhor Grupo
  • 2006 - Melhor DVD de Música

[13] [14]

Referências

  1. a b Rizek, André. "Entrevista: Falcão". Playboy, ed. 346 (maio de 2004), Editora Abril. pp. 47-60
  2. do Vale, Israel (2000-10-31). «Bandas nacionais deixam Rock in Rio 3». Folha de S.Paulo. 
  3. Cardoso, Tom (2000-10-30). «Debandada geral no Rock in Rio 3» Cliquemusic [S.l.] Consultado em 2007-04-26. 
  4. O Rappa resiste à saída de Yuka e morte de Waly Salomão com CD novo
  5. Depois de dois anos de recesso, o Rappa está de volta à estrada
  6. «Biografia O Rappa». jovempan. Consultado em 06-02-2013. 
  7. «Biografia O Rappa». Consultado em 06-02-2013. 
  8. a b «O Rappa - Top 40 Charts». 
  9. Desempenho de canções no Brasil:
  10. Desempenho de canções:
  11. a b c d «Certificações de O Rappa». ABPD.org.br. Consultado em 17 de novembro de 2012. 
  12. «O Rappa divulga nova música». G1. Consultado em maio de 2013. 
  13. http://www.orappa.com.br/blog/novidades/disco-de-ouro-pro-nunca-tem-fim/
  14. http://heloisatolipan.com.br/musica/show-rappa/


Ligações externas[editar | editar código-fonte]